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Questão 20 10446800
COLÉGIO SÓLIDO* 8° ANO 2015Texto
A FOTO

Foi numa festa de família, dessas de fim de ano. Já que bisavô estava morre não morre decidiram tirar uma fotografia de toda a família reunida, talvez pela última vez. A bisa e o bisa sentados, filhos, filhas, noras, genros e netos em volta, bisnetos na frente, esparramados pelo chão. Castelo, o dono da câmara, comandou a pose, depois tirou o olho do visor e ofereceu a câmara a quem ia tirar a fotografia. Mas quem ia tirar a fotografia?
- Tira você mesmo, ué.
- Ah, é? E eu não saio na foto?
O Castelo era o genro mais velho. O primeiro genro. O que sustentava os velhos. Tinha que estar na fotografia.
- Tiro eu – disse o marido da Bitinha.
- Você fica aqui – comandou a Bitinha.
Havia uma certa resistência ao marido da Bitinha na família. A Bitinha, orgulhosa, insistia para que o marido reagisse. “Não deixa eles te humilharem, Mário César”, dizia sempre. O Mário César ficou firme onde estava, ao lado da mulher.
- Acho que quem deve tirar é o Dudu.
O Dudu era o filho mais novo de Andradina, uma das noras, casada com o Luiz Olavo. Havia a suspeita, nunca claramente anunciada, de que não fosse filho do Luiz Olavo. O Dudu se prontificou a tirar a fotografia, mas a Andradina segurou o filho.
- Só faltava essa, o Dudu não sair.
Tinha que ser toda a família reunida em volta do bisa. Foi quando o próprio bisa se ergueu, caminhou decididamente até o Castelo e arrancou a câmara da sua mão.
- Dá aqui.
- Mas seu Domício...
- Vai pra lá e fica quieto.
- Papai, o senhor tem que sair na foto. Senão não tem sentido!
- Eu fico implícito – disse o velho, já com o olho no visor.
E antes que houvesse mais protestos, acionou a câmara, tirou a foto e foi dormir.
VERÍSSIMO, Luis Fernando Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001, p. 37-38
As reticências usadas na frase de Castelo – Mas seu Domício ... sugerem que o bisavô
Questão 19 10446793
COLÉGIO SÓLIDO* 8° ANO 2015Texto
A FOTO

Foi numa festa de família, dessas de fim de ano. Já que bisavô estava morre não morre decidiram tirar uma fotografia de toda a família reunida, talvez pela última vez. A bisa e o bisa sentados, filhos, filhas, noras, genros e netos em volta, bisnetos na frente, esparramados pelo chão. Castelo, o dono da câmara, comandou a pose, depois tirou o olho do visor e ofereceu a câmara a quem ia tirar a fotografia. Mas quem ia tirar a fotografia?
- Tira você mesmo, ué.
- Ah, é? E eu não saio na foto?
O Castelo era o genro mais velho. O primeiro genro. O que sustentava os velhos. Tinha que estar na fotografia.
- Tiro eu – disse o marido da Bitinha.
- Você fica aqui – comandou a Bitinha.
Havia uma certa resistência ao marido da Bitinha na família. A Bitinha, orgulhosa, insistia para que o marido reagisse. “Não deixa eles te humilharem, Mário César”, dizia sempre. O Mário César ficou firme onde estava, ao lado da mulher.
- Acho que quem deve tirar é o Dudu.
O Dudu era o filho mais novo de Andradina, uma das noras, casada com o Luiz Olavo. Havia a suspeita, nunca claramente anunciada, de que não fosse filho do Luiz Olavo. O Dudu se prontificou a tirar a fotografia, mas a Andradina segurou o filho.
- Só faltava essa, o Dudu não sair.
Tinha que ser toda a família reunida em volta do bisa. Foi quando o próprio bisa se ergueu, caminhou decididamente até o Castelo e arrancou a câmara da sua mão.
- Dá aqui.
- Mas seu Domício...
- Vai pra lá e fica quieto.
- Papai, o senhor tem que sair na foto. Senão não tem sentido!
- Eu fico implícito – disse o velho, já com o olho no visor.
E antes que houvesse mais protestos, acionou a câmara, tirou a foto e foi dormir.
VERÍSSIMO, Luis Fernando Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001, p. 37-38
Ao afirmar Eu fico implícito, o bisavô quis dizer que
Questão 18 10446647
COLÉGIO SÓLIDO* 8° ANO 2015Texto
A FOTO

Foi numa festa de família, dessas de fim de ano. Já que bisavô estava morre não morre decidiram tirar uma fotografia de toda a família reunida, talvez pela última vez. A bisa e o bisa sentados, filhos, filhas, noras, genros e netos em volta, bisnetos na frente, esparramados pelo chão. Castelo, o dono da câmara, comandou a pose, depois tirou o olho do visor e ofereceu a câmara a quem ia tirar a fotografia. Mas quem ia tirar a fotografia?
- Tira você mesmo, ué.
- Ah, é? E eu não saio na foto?
O Castelo era o genro mais velho. O primeiro genro. O que sustentava os velhos. Tinha que estar na fotografia.
- Tiro eu – disse o marido da Bitinha.
- Você fica aqui – comandou a Bitinha.
Havia uma certa resistência ao marido da Bitinha na família. A Bitinha, orgulhosa, insistia para que o marido reagisse. “Não deixa eles te humilharem, Mário César”, dizia sempre. O Mário César ficou firme onde estava, ao lado da mulher.
- Acho que quem deve tirar é o Dudu.
O Dudu era o filho mais novo de Andradina, uma das noras, casada com o Luiz Olavo. Havia a suspeita, nunca claramente anunciada, de que não fosse filho do Luiz Olavo. O Dudu se prontificou a tirar a fotografia, mas a Andradina segurou o filho.
- Só faltava essa, o Dudu não sair.
Tinha que ser toda a família reunida em volta do bisa. Foi quando o próprio bisa se ergueu, caminhou decididamente até o Castelo e arrancou a câmara da sua mão.
- Dá aqui.
- Mas seu Domício...
- Vai pra lá e fica quieto.
- Papai, o senhor tem que sair na foto. Senão não tem sentido!
- Eu fico implícito – disse o velho, já com o olho no visor.
E antes que houvesse mais protestos, acionou a câmara, tirou a foto e foi dormir.
VERÍSSIMO, Luis Fernando Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001, p. 37-38
A repetição, ao longo do texto, da palavra fotografia é um procedimento utilizado que ajuda a enfatizar
Questão 17 10446636
COLÉGIO SÓLIDO* 8° ANO 2015Texto
OLÁ, MÃE!

Mãe, eu queria te dizer...
(não te chamando de mamãe como no outro
tempo em que a vida era você,
mas te chamando de mãe,
deste meu outro tempo de silêncio e solidão).
mãe, eu queria te dizer
(sem cara de quem pede desculpa pelo
que não fez ou pensa que fez)
que amar virou uma coisa difícil
e muitas vezes o que parece ingratidão,
ou até indiferença,
é apenas a semente do amor
que brotou de um jeito diferente
e amadureceu diferente
no atrapalhado coração da gente.
acho que era isso mãe,
o que eu queria te dizer.
TELLE, Carlos Queirós. Sonhos, grilos e paixões. São Paulo: Moderna, 1995.
Sobre o poema NÃO é CORRETO afirmar
Questão 16 10446610
COLÉGIO SÓLIDO* 8° ANO 2015Texto
OLÁ, MÃE!

Mãe, eu queria te dizer...
(não te chamando de mamãe como no outro
tempo em que a vida era você,
mas te chamando de mãe,
deste meu outro tempo de silêncio e solidão).
mãe, eu queria te dizer
(sem cara de quem pede desculpa pelo
que não fez ou pensa que fez)
que amar virou uma coisa difícil
e muitas vezes o que parece ingratidão,
ou até indiferença,
é apenas a semente do amor
que brotou de um jeito diferente
e amadureceu diferente
no atrapalhado coração da gente.
acho que era isso mãe,
o que eu queria te dizer.
TELLE, Carlos Queirós. Sonhos, grilos e paixões. São Paulo: Moderna, 1995.
Leia o trecho abaixo.
“Mãe, eu queria te dizer...
(não te chamando de mamãe como no outro
tempo em que a vida era você,
mas te chamando de mãe,
deste meu outro tempo de silêncio e solidão)”.
A expressão destacada significa
Questão 15 10446599
COLÉGIO SÓLIDO* 8° ANO 2015Texto
ANTÔNIO

A coqueluche passou. Antônio já não tossia nem passeava pelas manhãs, no curral. Continuava, sim, protegido por camisas e flanelas estampadas de azul, com ingênuos raminhos de flores e caras de palhaços.
Mas de repente, ele apareceu com febre muito alta, sempre medida pelas costas das mãos colocadas sobre sua testa. Ajudada pelas vizinhas, a mãe mergulhava o menino, seguidamente, em bacia com água bem esperta, embrulhando-o em grossos cobertores, para baixar a febre. Ninguém sabia a causa, então suspeitava de tudo. A tristeza passou a rondar a casa e se mostrava até no olhar dos irmãos. O pai ficava por ali, no quintal, para alguma emergência, sem trabalhar no campo.
Depois de uns três dias, o menino já muito prostrado, tudo clareou. Antônio magro, pernas e braços finos, como por encanto virou um galho de jabuticabeira, só que coberto de catapora das pequenas, por todo o corpo. Os outros, sem poder chegar perto, espiavam de longe o irmão impaciente com tanta coceira.
Foi nessa ocasião que a madrinha falou pela primeira vez: “Se tivessem dado um chá de sabugueiro, essa doença teria rompido mais depressa”. Mas Antônio venceu. Dias depois, já estava outra vez manso como árvore depois dos frutos: clara e pronta para nova floração.
QUEIRÓS, Bartolomeu Campos de. Indez. Belo Horizonte: Miguilim, 1998. p.17-18.
Em “Depois de uns três dias, o menino já muito prostrado, tudo clareou”, a expressão sublinhada explicita ideia de
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