Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 2 10778558
Liceu-SP C. Gerais 2022Leia a tira para responder à questão.

(Fernando Gonsales, “Níquel Náusea”. Folha de S.Paulo, 07.08.2021)
Mantendo-se o sentido da tira e a conformidade com a norma-padrão, a reescrita das informações do último quadrinho forma um período composto por subordinação e coordenação em:
Questão 1 10778555
Liceu-SP C. Gerais 2022Leia a tira para responder à questão.

(Fernando Gonsales, “Níquel Náusea”. Folha de S.Paulo, 07.08.2021)
Em conformidade com o sentido da tira e com a norma-padrão de concordância e regência, as informações do primeiro e do segundo quadrinho estão adequadamente interpretadas em:
Questão 48 10776977
EPCAR 2022TEXTO I
Eu, Etiqueta
Carlos Drummond de Andrade
Em minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório,
Um nome...estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
[5] Que jamais pus na boca, nessa vida,
Em minha camiseta, a marca de cigarro
Que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
Que nunca experimentei
[10] Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
(...)
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
[15] Meu copo, minha xícara,
Minha toalha de banho e sabonete,
Meu isso, meu aquilo
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
[20] Letras falantes,
Gritos visuais,
Ordens de uso, abuso, reincidências,
Costume, hábito, premência,
Indispensabilidade,
[25] E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
Seja negar minha identidade,
[30] Trocá-la por mil, açambarcando
Todas as marcas registradas,
Todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
[35] Tão diverso dos outros, tão mim mesmo,
Ser pensante sentinte e solidário
(...)
Agora sou anúncio
Ora vulgar ora bizarro.
[40] Em língua nacional ou em qualquer língua
(Qualquer principalmente.)
E nisto me comparo, tiro glória
De minha anulação.
Não sou – vê lá – anúncio contratado.
[45] Eu é que mimosamente pago
Para anunciar, para vender
Em bares festas praias pérgulas piscinas,
E bem à vista exibo esta etiqueta
Global no corpo que desiste
[50] De ser veste e sandália de uma essência
Tão viva, independente,
(...)
Sou gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
[55] Da vitrine me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo dos outros
Objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
[60] De ser não eu, mas artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é Coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente.
(Disponível em: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/ficha TecnicaAula.html ?aula=52346. Acesso em 17/03/2021.)
TEXTO II
Consumismo: impactos para o bolso e para o planeta
Carlos Eduardo Costa
Há vários anos, a sociedade moderna tem sido
rotulada como a sociedade do consumo. A grande
questão, na verdade, é que temos assistido à
consolidação de uma sociedade consumista. E esse é o
[5] grande problema.
Em uma sociedade de consumo, as pessoas
adquirem produtos e serviços necessários para sua vida.
Consumismo, ao contrário, é o ato de comprar produtos
e serviços sem necessidade e consciência. É compulsivo
[10] e descontrolado. Não basta se vestir, é preciso
acompanhar todas as tendências da moda. Não é
suficiente o conforto proporcionado por alguns produtos
tecnológicos, é necessário possuir os últimos
lançamentos. Numa sociedade consumista, o
[15] consumidor é permanentemente incentivado a adquirir
novos produtos.
E essa onda consumista traz graves
consequências para a nossa sociedade. No plano
individual, um grande número de pessoas se encontra
[20] em uma situação de endividamento extremo estimulado
pelo desejo de consumo. (...).
Já no plano coletivo, é o nosso planeta que sofre
com o consumismo. O meio ambiente é diretamente
afetado, pois o consumo desenfreado e o desperdício,
[25] muitas vezes causado pela falta de conhecimento,
requerem o uso de mais matérias-primas, e,
consequentemente, também geram grande quantidade
de resíduos. Por causa disso, os ambientalistas
acreditam que o nosso planeta está gravemente doente,
[30] e alguns dos sintomas já são sentidos e estão piorando
as condições de vida na Terra, como, por exemplo, o
aquecimento global. (...)
(Disponível em: https://www.campograndenews.com.br/artigos /consumismo-impactos-para-o-bolso-e-para-o-planeta. Acesso em 13/03/2021)
TEXTO III
‘A única coisa que não pode ser comprada é o saber’, diz Nuccio Ordine
por Leonardo Cazes
RIO - Na abertura dos seus cursos na
Universidade da Calábria, na Itália, o filósofo Nuccio
Ordine sempre pergunta aos seus alunos: “por que vocês
vieram para a universidade?”. A provocação de Ordine
[5] parte da sua constatação de que as instituições de ensino
se tornaram meras fábricas que despejam jovens
diplomados no mercado de trabalho, e não lugares aonde
se vai para compreender o mundo e a si mesmo.
Contra uma visão utilitarista dos saberes, o
[10] filósofo escreveu o manifesto “A utilidade do inútil” (...),
best-seller na Europa que chega agora ao Brasil.
Como convencer as pessoas da utilidade do
que é considerado inútil?
[15] É preciso olhar o mundo em que vivemos, onde
a lógica do dinheiro domina tudo. A única coisa que não
pode ser comprada é o saber. Não é possível se tornar
um homem culto com um cheque em branco. Criamos um
mundo onde as pessoas pensam apenas no seu próprio
[20] egoísmo. Perdeu-se de vista o sentido da solidariedade
humana. Um mundo que nos obriga a viver na dor é um
mundo possível? Eu não acredito. Os saberes, como a
música, a literatura, a filosofia, a arte, nos ensinam a
importância da gratuidade. Devemos fazer coisas que não
[25] buscam o lucro. A dignidade humana não é a conta que
temos no banco. A dignidade humana é a nossa
capacidade de abraçar os grandes valores, a
solidariedade, o amor pela justiça, o bem-estar. Como
convencer as pessoas disso? Meu argumento é que
[30] estamos numa rota autodestrutiva.
No livro, o senhor mostra que a discussão
sobre o utilitarismo e o poder do dinheiro existe há
séculos. O que há de diferente hoje?
[35] Desde o período clássico, vários autores
refletiram sobre o perigo do dinheiro. Mas, hoje, nós
temos uma radicalização na busca pelo lucro que se
tornou uma forma de autodestruição do próprio
capitalismo. É a ânsia de ganhar mais e mais que vai
[40] destruir o capitalismo.
(O Globo, Segundo Caderno, p. 06 – 27/02/2016.)
TEXTO IV

Considerando que todos os textos apresentados nesta prova abordam a temática do consumo e/ou do consumismo, analise as afirmações a seguir, julgando cada uma delas como V (verdadeira) ou F (falsa).
A seguir, assinale a sequência correta.
( ) Nos quatro textos, há uma visão crítica sobre o comportamento humano em sua relação com o consumo.
( ) A relação do tema do excesso de consumo com o aspecto ecológico é uma abordagem que aparece apenas no texto II.
( ) Em todos os textos percebe-se a preocupação histórica com o tema, ou seja, o fato de demonstrar que o problema do consumismo vem se agravando com o tempo.
( ) O texto III propõe um outro tipo de consumo diferente do convencional: um “consumo” de saberes e valores, em vez de bens materiais.
Questão 47 10776970
EPCAR 2022TEXTO

O teor crítico da charge decorre da união de vários elementos, que se complementam no ato da leitura, levando o leitor à reflexão.
Considerando-se isso, assinale V para as proposições verdadeiras e F para as falsas. A seguir, marque a sequência correta.
( ) O duplo sentido presente no termo “consumo”, que pode ser lido como substantivo ou como verbo, não tem relevância para a interpretação da charge.
( ) A pontuação na fala dos personagens – exclamação nos 2 primeiros quadrinhos e reticências no último – poderia ser substituída por ponto final, sem alteração do sentido global da charge.
( ) A informação visual permite estabelecer a diferença entre o que é nomeado como “orgânico” na primeira e na terceira cenas.
( ) No último quadrinho, a referência ao dado da ONU enfatiza a desigualdade do personagem deste quadrinho em relação aos anteriores.
Questão 36 10776907
EPCAR 2022TEXTO
Eu, Etiqueta
Carlos Drummond de Andrade
Em minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório,
Um nome...estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
[5] Que jamais pus na boca, nessa vida,
Em minha camiseta, a marca de cigarro
Que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
Que nunca experimentei
[10] Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
(...)
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
[15] Meu copo, minha xícara,
Minha toalha de banho e sabonete,
Meu isso, meu aquilo
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
[20] Letras falantes,
Gritos visuais,
Ordens de uso, abuso, reincidências,
Costume, hábito, premência,
Indispensabilidade,
[25] E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
Seja negar minha identidade,
[30] Trocá-la por mil, açambarcando
Todas as marcas registradas,
Todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
[35] Tão diverso dos outros, tão mim mesmo,
Ser pensante sentinte e solidário
(...)
Agora sou anúncio
Ora vulgar ora bizarro.
[40] Em língua nacional ou em qualquer língua
(Qualquer principalmente.)
E nisto me comparo, tiro glória
De minha anulação.
Não sou – vê lá – anúncio contratado.
[45] Eu é que mimosamente pago
Para anunciar, para vender
Em bares festas praias pérgulas piscinas,
E bem à vista exibo esta etiqueta
Global no corpo que desiste
[50] De ser veste e sandália de uma essência
Tão viva, independente,
(...)
Sou gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
[55] Da vitrine me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo dos outros
Objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
[60] De ser não eu, mas artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é Coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente.
(Disponível em: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/ficha TecnicaAula.html ?aula=52346. Acesso em 17/03/2021.)
As afirmativas abaixo focalizam a 3ª parte do texto (versos 38 a 51).
I - O advérbio “agora” (verso 38) demonstra uma passagem de tempo no poema, revelando uma mudança de comportamento do eu, que “agora” se revolta contra a moda.
II - O uso da “etiqueta” pelo eu lírico (verso 48) sugere a dependência do homem a padrões estéticos ditados pela moda e pelo mercado.
III - Por “etiqueta / Global” (versos 48 e 49), entende-se o poder de massificação da moda, que inibe o individual em prol de uma padronização.
IV - Nos 3 últimos versos desta parte, nota-se que o corpo deixa de exercer sua função básica, invólucro da alma, para se transformar em mero veículo de propagandas.
Estão corretas apenas as proposições
Questão 34 10776894
EPCAR 2022TEXTO
Eu, Etiqueta
Carlos Drummond de Andrade
Em minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório,
Um nome...estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
[5] Que jamais pus na boca, nessa vida,
Em minha camiseta, a marca de cigarro
Que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
Que nunca experimentei
[10] Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
(...)
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
[15] Meu copo, minha xícara,
Minha toalha de banho e sabonete,
Meu isso, meu aquilo
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
[20] Letras falantes,
Gritos visuais,
Ordens de uso, abuso, reincidências,
Costume, hábito, premência,
Indispensabilidade,
[25] E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
Seja negar minha identidade,
[30] Trocá-la por mil, açambarcando
Todas as marcas registradas,
Todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
[35] Tão diverso dos outros, tão mim mesmo,
Ser pensante sentinte e solidário
(...)
Agora sou anúncio
Ora vulgar ora bizarro.
[40] Em língua nacional ou em qualquer língua
(Qualquer principalmente.)
E nisto me comparo, tiro glória
De minha anulação.
Não sou – vê lá – anúncio contratado.
[45] Eu é que mimosamente pago
Para anunciar, para vender
Em bares festas praias pérgulas piscinas,
E bem à vista exibo esta etiqueta
Global no corpo que desiste
[50] De ser veste e sandália de uma essência
Tão viva, independente,
(...)
Sou gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
[55] Da vitrine me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo dos outros
Objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
[60] De ser não eu, mas artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é Coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente.
(Disponível em: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/ficha TecnicaAula.html ?aula=52346. Acesso em 17/03/2021.)
Considere que o poema possa ser dividido em quatro partes, sendo o limite entre elas as reticências entre parênteses (...).
Analise essas partes e indique a qual delas se refere cada uma das afirmações abaixo.
( ) O próprio eu lírico, após a anulação de sua personalidade, transforma-se também em agente da máquina capitalista.
( ) Ocorre a separação entre a identidade do eu lírico e a forma como ele se apresenta no mundo, entre sua aparência e seu ser individual.
( ) A coisificação do ser humano alcança seu grau máximo com a perda do controle de suas ações, de sua privacidade e, por fim, de seu valor humano.
( ) Trata da sobreposição do ter ao ser, do sufocamento do eu pela ânsia de posse a que o homem é induzido pela sociedade consumista.
06
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