Questões de EFAF Português
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Questão 17 10542654
Colégio Embraer 2015Leia o texto para responder à questão.
Da utilidade dos animais
Terceiro dia de aula. A professora é um amor. Na sala, estampas coloridas mostram animais de todos os feitios. É preciso querer bem a eles, diz a professora com um sorriso que envolve toda a fauna, protegendo-a. Eles têm direito à vida, como nós, e além disso são muito úteis. Quem não sabe que o cachorro é o maior amigo da gente? Cachorro faz muita falta. Mas não é só ele não. A galinha, o peixe, a vaca... Todos ajudam.
– Aquele cabeludo ali, professora, também ajuda?
– Aquele? É o iaque, um boi da Ásia Central. Aquele serve de montaria e de burro de carga. Do pelo se fazem perucas bacaninhas. E a carne, dizem que é gostosa.
– Mas se serve de montaria, como é que a gente vai comer ele?
– Bem, primeiro serve para uma coisa, depois para outra.
Vamos adiante. Este é o texugo. Se vocês quiserem pintar a parede do quarto, escolham pincel de texugo. Parece que é ótimo.
– Ele faz pincel, professora?
– Quem, o texugo? Não, só fornece o pelo. Para pincel de barba também, que o Arturzinho vai usar quando crescer.
Arturzinho objetou que pretende usar barbeador elétrico. Além do mais, não gostaria de pelar o texugo, uma vez que devemos gostar dele, mas a professora já explicava a utilidade do canguru.
(Carlos Drummond de Andrade. As palavras que ninguém diz, 2011)
Nas explicações da professora, evidencia-se uma
Questão 16 10542653
Colégio Embraer 2015Leia o texto para responder à questão.
O Coveiro
Uma tarde de abril suave e pura
Visitava eu somente ao derradeiro
Lar; tinha ido ver a sepultura
De um ente caro, amigo verdadeiro.
Lá encontrei um pálido coveiro
Com a cabeça para o chão pendida;
Eu senti a minh’alma entristecida
E interroguei-o: “Eterno companheiro
Da morte, quem matou-te o coração?”
Ele apontou para uma cruz no chão,
Ali jazia o seu amor primeiro!
Depois, tomando a enxada, gravemente,
Balbuciou, sorrindo tristemente:
– “Ai, foi por isso que me fiz coveiro!”
(Augusto dos Anjos. Eu e outras poesias, 2011)
Assinale a alternativa em que a preposição em destaque pode ser eliminada sem prejuízo à sintaxe e ao sentido dos versos.
Questão 13 10542648
Colégio Embraer 2015Leia o texto para responder à questão.
O Coveiro
Uma tarde de abril suave e pura
Visitava eu somente ao derradeiro
Lar; tinha ido ver a sepultura
De um ente caro, amigo verdadeiro.
Lá encontrei um pálido coveiro
Com a cabeça para o chão pendida;
Eu senti a minh’alma entristecida
E interroguei-o: “Eterno companheiro
Da morte, quem matou-te o coração?”
Ele apontou para uma cruz no chão,
Ali jazia o seu amor primeiro!
Depois, tomando a enxada, gravemente,
Balbuciou, sorrindo tristemente:
– “Ai, foi por isso que me fiz coveiro!”
(Augusto dos Anjos. Eu e outras poesias, 2011)
O poema retrata
Questão 9 10542639
Colégio Embraer 2015Leia o texto para responder à questão.
Era a primeira vez que o Getúlio vinha ao Rio de Janeiro. Conquanto filho do barão de Batatais, lavrador abastado, jamais se divertira. Depois de formado em Direito, sabe Deus como, na capital de São Paulo, voltara para a fazenda do pai, onde nasceu, e onde esperava morrer.
Aos vinte e oito anos chegaram-lhe desejos de ver mundo. Falou ao barão de uma viagem à Europa. – Para que Europa? – disse o velho. – Vai ao Rio de Janeiro, que ainda não conheces, e é uma capital digna de ser vista. À Europa irás depois comigo, tua mãe e tua irmã, se Deus nos der vida e saúde. – O bacharel contentou-se, pois, com o Rio de Janeiro.
Quando se despediu do filho, na plataforma da estação, o barão recomendou-lhe, pela centésima vez, que tivesse muito cuidado com as más companhias, o que não impedia que o rapaz, aqui chegado, se entregasse confiadamente ao Alípio.
É verdade que o Alípio tinha exterioridades que enganavam, e não vivia senão à custa delas. Delas e do próximo. Era um rapaz da moda, mas passou pelo serviço antropométrico* e ainda hoje tem o retrato na polícia.
(Arthur Azevedo, História vulgar. Seleção de contos, 2014)
* antropométrico: relativo à antropometria, ou seja, técnica de identificação de indivíduos, especialmente
criminosos, com base na descrição do corpo humano (fotografias, medidas, impressões digitais etc.)
A oração – se Deus nos der vida e saúde. (2º parágrafo) – expressa um fato
Questão 8 10542633
Colégio Embraer 2015Leia o texto para responder à questão.
Era a primeira vez que o Getúlio vinha ao Rio de Janeiro. Conquanto filho do barão de Batatais, lavrador abastado, jamais se divertira. Depois de formado em Direito, sabe Deus como, na capital de São Paulo, voltara para a fazenda do pai, onde nasceu, e onde esperava morrer.
Aos vinte e oito anos chegaram-lhe desejos de ver mundo. Falou ao barão de uma viagem à Europa. – Para que Europa? – disse o velho. – Vai ao Rio de Janeiro, que ainda não conheces, e é uma capital digna de ser vista. À Europa irás depois comigo, tua mãe e tua irmã, se Deus nos der vida e saúde. – O bacharel contentou-se, pois, com o Rio de Janeiro.
Quando se despediu do filho, na plataforma da estação, o barão recomendou-lhe, pela centésima vez, que tivesse muito cuidado com as más companhias, o que não impedia que o rapaz, aqui chegado, se entregasse confiadamente ao Alípio.
É verdade que o Alípio tinha exterioridades que enganavam, e não vivia senão à custa delas. Delas e do próximo. Era um rapaz da moda, mas passou pelo serviço antropométrico* e ainda hoje tem o retrato na polícia.
(Arthur Azevedo, História vulgar. Seleção de contos, 2014)
* antropométrico: relativo à antropometria, ou seja, técnica de identificação de indivíduos, especialmente
criminosos, com base na descrição do corpo humano (fotografias, medidas, impressões digitais etc.)
Quanto aos conselhos do pai, em relação às más companhias, Getúlio
Questão 7 10542628
Colégio Embraer 2015Leia o texto para responder à questão.
Era a primeira vez que o Getúlio vinha ao Rio de Janeiro. Conquanto filho do barão de Batatais, lavrador abastado, jamais se divertira. Depois de formado em Direito, sabe Deus como, na capital de São Paulo, voltara para a fazenda do pai, onde nasceu, e onde esperava morrer.
Aos vinte e oito anos chegaram-lhe desejos de ver mundo. Falou ao barão de uma viagem à Europa. – Para que Europa? – disse o velho. – Vai ao Rio de Janeiro, que ainda não conheces, e é uma capital digna de ser vista. À Europa irás depois comigo, tua mãe e tua irmã, se Deus nos der vida e saúde. – O bacharel contentou-se, pois, com o Rio de Janeiro.
Quando se despediu do filho, na plataforma da estação, o barão recomendou-lhe, pela centésima vez, que tivesse muito cuidado com as más companhias, o que não impedia que o rapaz, aqui chegado, se entregasse confiadamente ao Alípio.
É verdade que o Alípio tinha exterioridades que enganavam, e não vivia senão à custa delas. Delas e do próximo. Era um rapaz da moda, mas passou pelo serviço antropométrico* e ainda hoje tem o retrato na polícia.
(Arthur Azevedo, História vulgar. Seleção de contos, 2014)
* antropométrico: relativo à antropometria, ou seja, técnica de identificação de indivíduos, especialmente
criminosos, com base na descrição do corpo humano (fotografias, medidas, impressões digitais etc.)
De acordo com o texto, Getúlio era
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