Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
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Questão 13 11116987
IFSC Integrados 2022/1Leia o TEXTO, a seguir, para responder à questão.
TEXTO
GPS
Entrei no táxi e falei o meu destino.
— Rua Araribóia, por favor.
— Araribóia? Espera um minuto!.. — rebateu o homem.
Programou então seu GPS e arrancou.
[5] — Não precisa de GPS, amigo. Sei mais ou menos onde fica. Posso lhe orientar.
— Ah, não. Não saio mais de casa sem isto — declarou.
Resmunguei em silêncio. E lá se foi o taxista seguindo seu brinquedinho falante — “vire à
esquerda”; “a 50 metros você vai virar à direita", “daqui a 300 metros faça o retorno à
esquerda”...
[10] De repente, entre uma e outra prosa, vi ele se afastando da direção que eu julgava ser a
correta.
— Amigo, acho que você está na direção contrária. Tinha que ter entrado naquela rua à
direita, melhor fazer o retorno na frente.
— Não, não, olha aqui — apontou pra geringonça, orgulhoso como ele só. É esse
[15] mesmo o caminho.
Cocei a cabeça irritado. Embora eu não soubesse exatamente qual o trajeto a seguir,
sabia que aquele caminho que ele fazia era estupidamente mais longo e complexo.
Argumentei mais uma vez, já na iminência de explodir.
— Moço, desculpe, mas tenho quase certeza de que você está fazendo um caminho
[20] muito mais longo do que devia.
— Não esquenta a cabeça não, companheiro. Tá aqui no GPS, ó. Não vou discutir com
a tecnologia, né, amigo?
“Não vou discutir com a tecnologia." Sim, eu havia ouvido aquilo. E mais que uma
frase de efeito de um chofer de praça, aquilo era uma senha que explicava muita coisa,
[25] talvez explicasse até toda uma época.
O sujeito deixava de lado sua inteligência (se é que a tinha), a experiência de anos
perambulando a bordo do seu táxi pelas quebradas da cidade e o próprio poder de dedução
para seguir uma engenhoca surda e cega — mas “tecnológica” — sem questioná-la, e sem
que eu também pudesse fazê-lo.
[30] Não quero parecer um dinossauro (embora por vezes eu inevitavelmente pareça), mas
sempre defendi um uso inteligente, comedido e crítico dos apetrechos eletrônicos. Conheço
pessoas que, por comodidade, condicionamento ou deslumbramento com o novo mundo
cibemético, não se deslocam mais à esquina para comprar pão sem que façam uso de GPS,
Google Maps e o escambau.
[35] Tenho um sobrinho, um pensador irreverente de botequim, que gosta de dizer o
seguinte:
— As rodas de bar ficaram muito chatas depois do iPhone. Ninguém mais pode ter
dúvida alguma. Se alguém perguntar: "como é o nome daquele cantor que cantava aquela
música?”; ou então: “quem era o centroavante da seleção de 867”, logo algum bobo alegre
[40] vai acessar a internet e buscar a resposta. E aí acabar com a graça, a mágica e o mistério...
Não sobra assunto pro próximo encontro.
Outro amigo, filósofo de padaria, tem uma tese/profecia tenebrosa sobre o uso sem
critério dos tecnobreguetes: Diz ele:
— Num futuro próximo, as pessoas deixarão de ter memória. Para que lembrar, se tudo
[45] caberá num HD externo?
É. Faz bastante sentido a tese do meu amigo. Aliás, há tempos não o vejo, o... o...
Como é mesmo o nome dele, gente? Aníbal, não. Átila, não... É um nome assim, meio
histórico... Desculpem aí, vou ter que espiar na agenda do meu celular.
Fonte: BALEIRO, Zeca. GPS. In: Isto É, 2011. Disponível em: https://istoe.com.br/133775_GPS/. Acesso em: 04 dez. 2021.
No TEXTO, lê-se o seguinte fragmento: “Não quero parecer um dinossauro (embora por vezes eu inevitavelmente pareça), mas sempre defendi um uso inteligente, comedido e crítico dos apetrechos eletrônicos”. (linhas 30 e 31)
Há prejuízo de sentido na sequência dos períodos se o termo em negrito for substituído por:
Questão 11 11116799
IFSC Integrados 2022/1Leia o TEXTO, a seguir, para responder à questão.
TEXTO
GPS
Entrei no táxi e falei o meu destino.
— Rua Araribóia, por favor.
— Araribóia? Espera um minuto!.. — rebateu o homem.
Programou então seu GPS e arrancou.
[5] — Não precisa de GPS, amigo. Sei mais ou menos onde fica. Posso lhe orientar.
— Ah, não. Não saio mais de casa sem isto — declarou.
Resmunguei em silêncio. E lá se foi o taxista seguindo seu brinquedinho falante — “vire à
esquerda”; “a 50 metros você vai virar à direita", “daqui a 300 metros faça o retorno à
esquerda”...
[10] De repente, entre uma e outra prosa, vi ele se afastando da direção que eu julgava ser a
correta.
— Amigo, acho que você está na direção contrária. Tinha que ter entrado naquela rua à
direita, melhor fazer o retorno na frente.
— Não, não, olha aqui — apontou pra geringonça, orgulhoso como ele só. É esse
[15] mesmo o caminho.
Cocei a cabeça irritado. Embora eu não soubesse exatamente qual o trajeto a seguir,
sabia que aquele caminho que ele fazia era estupidamente mais longo e complexo.
Argumentei mais uma vez, já na iminência de explodir.
— Moço, desculpe, mas tenho quase certeza de que você está fazendo um caminho
[20] muito mais longo do que devia.
— Não esquenta a cabeça não, companheiro. Tá aqui no GPS, ó. Não vou discutir com
a tecnologia, né, amigo?
“Não vou discutir com a tecnologia." Sim, eu havia ouvido aquilo. E mais que uma
frase de efeito de um chofer de praça, aquilo era uma senha que explicava muita coisa,
[25] talvez explicasse até toda uma época.
O sujeito deixava de lado sua inteligência (se é que a tinha), a experiência de anos
perambulando a bordo do seu táxi pelas quebradas da cidade e o próprio poder de dedução
para seguir uma engenhoca surda e cega — mas “tecnológica” — sem questioná-la, e sem
que eu também pudesse fazê-lo.
[30] Não quero parecer um dinossauro (embora por vezes eu inevitavelmente pareça), mas
sempre defendi um uso inteligente, comedido e crítico dos apetrechos eletrônicos. Conheço
pessoas que, por comodidade, condicionamento ou deslumbramento com o novo mundo
cibemético, não se deslocam mais à esquina para comprar pão sem que façam uso de GPS,
Google Maps e o escambau.
[35] Tenho um sobrinho, um pensador irreverente de botequim, que gosta de dizer o
seguinte:
— As rodas de bar ficaram muito chatas depois do iPhone. Ninguém mais pode ter
dúvida alguma. Se alguém perguntar: "como é o nome daquele cantor que cantava aquela
música?”; ou então: “quem era o centroavante da seleção de 867”, logo algum bobo alegre
[40] vai acessar a internet e buscar a resposta. E aí acabar com a graça, a mágica e o mistério...
Não sobra assunto pro próximo encontro.
Outro amigo, filósofo de padaria, tem uma tese/profecia tenebrosa sobre o uso sem
critério dos tecnobreguetes: Diz ele:
— Num futuro próximo, as pessoas deixarão de ter memória. Para que lembrar, se tudo
[45] caberá num HD externo?
É. Faz bastante sentido a tese do meu amigo. Aliás, há tempos não o vejo, o... o...
Como é mesmo o nome dele, gente? Aníbal, não. Átila, não... É um nome assim, meio
histórico... Desculpem aí, vou ter que espiar na agenda do meu celular.
Fonte: BALEIRO, Zeca. GPS. In: Isto É, 2011. Disponível em: https://istoe.com.br/133775_GPS/. Acesso em: 04 dez. 2021.
Analise os itens abaixo de acordo com a leitura e interpretação do TEXTO.
I. O texto aborda o tema do uso exagerado da tecnologia nos dias de hoje.
II. O fato que dá origem ao texto é uma corrida de táxi.
III. O motorista do táxi não concorda com o caminho proposto pelo GPS.
IV. O passageiro e o motorista acreditam que o GPS sugeriu uma rota mais curta até o destino final.
Estão CORRETAS (assinale apenas uma alternativa):
Questão 19 11024930
IFRR Integrados 2022/1Considere o fragmento textual abaixo para responder à questão.
“A experiência do Axé prova que é possível educar os meninos de rua e transformá-los em cidadãos produtivos. Basta dar-lhes na prática o que a Constituição já lhes garante no papel: direito à educação, assistência médica, alimentação. Basta, enfim, tratá-los com o respeito que merecem.”
Os elementos destacados, no trecho acima, são respectivamente:
Questão 15 11024873
IFRR Integrados 2022/1Leia o trecho abaixo, retirado do livro indicado para leitura, e responda à questão.
“São muitos os países que progrediram porque investiram nas suas crianças. Quando as crianças cresceram, viraram trabalhadores qualificados e cientistas, por exemplo.”
Assinale a opção correta sobre o trecho:
Questão 11 11024821
IFRR Integrados 2022/1Considere o fragmento textual abaixo, retirado do livro “O cidadão de papel”, para responder à questão.
“Paz social significa poder andar na rua sem ser incomodado por pivetes. Isso porque num país civilizado não existe pivete. Existem crianças desenvolvendo suas potencialidades. Paz é não ter medo de sequestradores. É nunca desejar comprar uma arma para se defender ou querer se refugiar em Miami. É não considerar normal a ideia de que o extermínio de crianças ou adultos garanta a segurança.”
Análise a oração: “Existem crianças desenvolvendo suas potencialidades” e marque a alternativa correta.
Questão 8 11024773
IFRR Integrados 2022/1Observe o excerto abaixo.
“Mas nem sempre foi assim. Houve tempo em que crianças temiam mula-sem-cabeça, bicho-papão, assombrações que nasciam nas lendas brasileiras. Hoje os monstros nascem na realidade brasileira.”
A palavra destacada é:
06
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