Questões de EFAF Português - Morfologia
903 Questões
Questão 6 601720
CEFET MG 2019A questão refere-se ao texto a seguir.
O tipo era atarracado, braços e pernas como pequenas toras. [...] A parte inferior da barriga protuberante não se continha dentro da camisa vermelho-sangue: saltava para fora por baixo e pelas aberturas entre os botões produzidas pela pressão do corpo roliço sob a justeza do tecido. [...] Embora fizesse calor naquele mês de agosto, trazia sobre a camisa vermelho-sangue e a calça clara de linho um longo quimono de seda espalhafatosamente estampado, que, de tão comprido, arrastava no chão e levava consigo poeira, areia, pedrinhas e toda sorte de detritos que porventura encontrasse pelo caminho. Levava, com esforço, quatro malas de tamanhos diferentes: duas em cada uma das mãos e duas debaixo dos braços troncudos. Ao ver Opalka sentado num dos bancos da estação, lendo compenetrado o jornal, sorriu feliz. Acelerou o passinho, tropeçou na barra do quimono e se espatifou no chão a apenas alguns passos do banco.
STIGGER, Veronica. Opisanie Świata. São Paulo: SESI-SP, 2018. p. 23.
Ao ver Opalka sentado num dos bancos da estação, lendo compenetrado o jornal, sorriu feliz. Acelerou o passinho, tropeçou na barra do quimono e se espatifou no chão a apenas alguns passos do banco.
Sobre esse trecho, afirma-se que
I- o termo ‘feliz’ modifica o sentido do verbo ‘sorrir’.
II- o advérbio ‘apenas’ pode ser substituído por ‘simplesmente’, mantendo-se o sentido da frase.
III- o emprego do diminutivo em ‘passinho’ manifesta uma intenção humorística do narrador.
Estão corretas as afirmativas
Questão 9 483725
IFBA 2019Observe a frase abaixo de Millôr Fernandes

Assinale a alternativa que apresenta a classe gramatical da palavra “que” presente nessa frase de Millôr Fernandes:
Questão 8 483718
IFBA 2019
Sobre o uso das palavras “apenas” e “somente” na charge é correto afirmar:
Questão 2 482253
IFRJ 2019Educação e desigualdade - A luta por uma educação pública e igualitária deve estar na pauta das lutas políticas nos mesmos níveis das demais lutas sociais e econômicas.
Uma das características mais perversas da sociedade brasileira é a desigualdade de renda. Nas últimas
décadas, chegamos a ocupar a pior posição entre todos os países. Mesmo considerando certa melhoria mais
recentemente, ainda estamos entre os 12 países mais desiguais do mundo, juntamente com a África do Sul, o
Chile, o Paraguai, o Haiti, Honduras, entre outros. [...]
[5] Essa má distribuição de renda faz com que tenhamos em nosso território uma pequena elite que se
beneficia de todos os privilégios que o dinheiro pode oferecer, como escolas de altíssima qualidade, moradias
excessivamente bonitas, grandes e bem decoradas, refeições caríssimas e uma vida confortável e luxuosa, ao
passo que uma grande parcela da população convive com a miséria, fome, falta de saneamento básico, más
condições de higiene e saúde, desnutrição e outras mazelas.
[10] Muitos fatores estão na origem dessa situação, entre eles o sistema econômico, a ausência de uma
reforma agrária real e efetiva, as heranças do período da escravidão, a repressão aos movimentos sociais
organizados, o monopólio dos meios de comunicação usados para propaganda das “verdades” que interessam
às elites e, por fim, as políticas educacionais excludentes.
De fato, as políticas educacionais têm sido um importante instrumento para a reprodução das
[15] desigualdades. Vejamos alguns dados que ilustram como e com que intensidade isso ocorre.
Atualmente, três em cada dez crianças abandonam a escola, em definitivo, antes de completar o ensino
fundamental e praticamente a totalidade delas vem dos setores economicamente mais desfavorecidos. Como
o investimento anual na educação dessas crianças está na casa dos dois ou três mil reais, todo o investimento
ao longo da vida pode não exceder os dez ou vinte mil reais. No outro extremo, onde estão os mais ricos, o
[20] investimento por criança e por ano pode exceder – e em muito, se considerarmos as escolas de elite e
incluirmos cursos de línguas, aulas particulares, material didático, viagens culturais etc. – os trinta mil reais
por ano. Ao longo de toda a vida escolar esse investimento pode chegar a meio milhão de reais, ou ainda muito
mais que isso. [..]
Essa desigualdade se agrava quando consideramos que a renda de uma pessoa adulta está diretamente
[25] ligada ao seu grau de escolaridade. Assim, ao escolarizar mal as crianças e jovens mais desfavorecidos, nosso
sistema educacional está contribuindo para preservar ou mesmo piorar nossas desigualdades econômicas,
respondendo aos interesses das elites econômicas, que consideram inaceitável qualquer destinação de
recursos públicos para fins sociais, inclusive para a educação pública. Programas sociais, ainda que sejam
importantes instrumentos de distribuição de renda, têm efeitos apenas nos casos de pobreza e miséria
[30] extremas, pouco contribuindo para combater as raízes do problema da distribuição de renda. Para isso, seriam
necessários instrumentos mais permanentes e mais sólidos, que tornassem possível a desconcentração de
renda em longo prazo. E a educação é um deles.
A luta por uma educação pública e igualitária deve estar na pauta das lutas políticas nos mesmos níveis
das demais lutas sociais e econômicas, como a reforma agrária, a luta por moradia, a defesa do setor público e a
[35] luta por salários dignos. Se não rompermos com a atual situação educacional – e esse rompimento só será
possível por meio de uma ampla luta social – jamais construiremos bases realmente sólidas para superarmos
nossa desigualdade.
Adaptado de: https://www.brasildefato.com.br/node/7045/ Último acesso em 06/09/2018.
Observe o trecho: Uma das características mais perversas da sociedade brasileira é a desigualdade de renda.
A alternativa em que todas as palavras retiradas do texto pertencem à mesma classe gramatical dos vocábulos destacados no fragmento acima é a seguinte:
Questão 16 10781336
Liceu-SP C. Gerais 2018Leia o texto para responder às questão.
Se você tem uns 30 anos e todos os seus antepassados tiveram seus primeiros filhos mais ou menos nessa idade, o seu bisavô viu a Primeira Guerra Mundial. A mãe dele, sua trisavó, passou a juventude no século 19. Seu tataravô, pai dela, nasceu quando a Califórnia era uma parte do México. E seu quintoavô (não existe “pentavô” na nossa língua) estava vivo quando a família real portuguesa desembarcou no Brasil.
Dê um gás na sua máquina do tempo e você vai ver que o seu avô número 66 foi contemporâneo de Jesus Cristo. O 152 pode ter visto a pirâmide de Gizé em construção, caso tenha vivido no Egito.
Mas e o seu avô número 10 mil? Ele existiu. Senão, você nem estaria aqui. Mas quem pode ter sido esse cara? Bom, ele não era exatamente um “cara”. É que nessa escala de tempo a biologia se impõe sobre a história: esse seu avô número 10 mil ainda não era um homem moderno – um Homo sapiens para valer. Tudo indica que se tratava de um Homo heidelbergensis – nosso antepassado mais recente na linha evolutiva, parecido com a gente, mas com menos cérebro à disposição.
(Alexandre Versignassi. De onde você veio. Em: Superinteressante, agosto de 2017)
Observe as passagens do texto:
– ... quando a família real portuguesa desembarcou no Brasil.;
– Bom, ele não era exatamente um “cara”.
As palavras em destaque são formadas, respectivamente, por
Questão 3 10781284
IFMT 2018/2O texto abaixo serve de base para responder à questão.
As mulheres roubam a cena em Pantera Negra
Ok, você já ouviu que o filme Pantera Negra é um show de diversidade: com elenco praticamente e completamente negro, dirigido, produzido e escrito por negros, ele manda um beijo para o racismo. Mas é preciso falar também do poder feminino da produção.
O protagonista é homem, todos sabem, mas por trás dele, há um verdadeiro exército de mulheres incríveis e poderosas. A história do filme acompanha como o novo rei T ́Challa (Chadwick Boseman) precisa encarar alguns vilões para proteger seu reino, Wakanda, um paraíso supermoderno na África. E para vencer o mal, ele conta com muitas minas ao seu lado.
A começar por sua irmã Shuri, que é vivida por Letitia Wright — uma das atrizes em que devemos ficar de olho esse ano. Shuri é simplesmente a grande mente do país, responsável pelo laboratório que desenvolve toda a modernidade que aparece no filme
Na produção, a proteção do herói é feita por uma guarda de mulheres. As guerreiras carecas, munidas de lanças, dão shows de luta em cena e quem as comanda é a general Okoye, interpretada por Danai Gurira, que rouba todas as cenas em que aparece. Quem luta ao seu lado é Lupita Nyong ́o, vivendo Nakia, uma das mais letais guardiãs do rei e também seu amor.
Além delas, Angela Basset marca presença como a matriarca do clã dos Panteras, Ramonda. Outra coisa que não passa desapercebida no filme é o país onde vive Pantera Negra, Wakanda. Misto de paraíso e universo futurista, é a ideia de um país Africano que não teria sofrido a influência do colonialismo, podendo se desenvolver completamente. Lá, homens e mulheres vivem em igualdade.
Quem tornou real esse universo dos quadrinhos foi a designer de produção Hannah Bechler, que também atuou no premiado Moonlight. Para criar a Wakanda das telas, Hannah visitou a África em busca de inspiração.
(Fonte: https://estilo.uol.com.br/noticias/redacao/2018/02/17/as-mulheres-que-roubam-a-cena-em-pantera-negra.htm)
No fragmento “[...] ele manda um beijo para o racismo.” (1º parágrafo), o pronome em destaque retoma no texto o substantivo:
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