Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 8 10739408
IFF 2023/2No verso “teu salto, uma labareda” (terceira estrofe do Texto), há uma relação de
Questão 7 10739407
IFF 2023/2O Leão
Leão! Leão! Leão!
Rugindo como o trovão
Deu um pulo, e era uma vez
Um cabritinho montês.
Leão! Leão! Leão!
És o rei da criação!
Tua goela é uma fornalha
Teu salto, uma labareda
Tua garra, uma navalha
Cortando a presa na queda.
Leão longe, leão perto
Nas areias do deserto.
Leão alto, sobranceiro
Junto do despenhadeiro.
Leão na caça diurna
Saindo a correr da furna.
Leão! Leão! Leão!
Foi Deus que te fez ou não?
O salto do tigre é rápido
Como o raio; mas não há
Tigre no mundo que escape
Do salto que o Leão dá.
Não conheço quem defronte
O feroz rinoceronte.
Pois bem se ele vê o Leão
Foge como um furacão.
Leão se esgueirando, à espera
Da passagem de outra fera...
Vem o tigre; como um dardo
Cai-lhe em cima o leopardo
E enquanto brigam, tranquilo
O leão fica olhando aquilo.
Quando se cansam, o leão
Mata um com cada mão.
Leão! Leão! Leão!
És o rei da criação!
MORAES, Vinícius. A arca de Noé: poemas infantis. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.
A expressão “era uma vez”, na primeira estrofe do Texto, tem o mesmo sentido de
Questão 3 10739402
IFF 2023/2O Rei dos Animais
Saiu o leão a fazer sua pesquisa estatística, para verificar se ainda era o Rei das Selvas. Os tempos tinham mudado muito, as condições do progresso alterado a psicologia e os métodos de combate das feras, as relações de respeito entre os animais já não eram as mesmas, de modo que seria bom indagar. Não que restasse ao Leão qualquer dúvida quanto à sua realeza. Mas assegurar-se é uma das constantes do espírito humano, e, por extensão, do espírito animal. Ouvir da boca dos outros a consagração do nosso valor, saber o sabido, quando ele nos é favorável, eis um prazer dos deuses. Assim o Leão encontrou o Macaco e perguntou: "Hei, você aí, macaco — quem é o rei dos animais?" O Macaco, surpreendido pelo rugir indagatório, deu um salto de pavor e, quando respondeu, já estava no mais alto galho da mais alta árvore da floresta: "Claro que é você, Leão, claro que é você!".
Satisfeito, o Leão continuou pela floresta e perguntou ao papagaio: "Currupaco, papagaio. Quem é, segundo seu conceito, o Senhor da Floresta, não é o Leão?" E como aos papagaios não é dado o dom de improvisar, mas apenas o de repetir, lá repetiu o papagaio: "Currupaco... não é o Leão? Não é o Leão? Currupaco, não é o Leão?"
Cheio de si, prosseguiu o Leão pela floresta em busca de novas afirmações de sua personalidade. Encontrou a coruja e perguntou: "Coruja, não sou eu o maioral da mata?" "Sim, és tu", disse a coruja. Mas disse de sábia, não de crente. E lá se foi o Leão, mais firme no passo, mais alto de cabeça. Encontrou o tigre. "Tigre, — disse em voz de estentor — eu sou o rei da floresta. Certo?" O tigre rugiu, hesitou, tentou não responder, mas sentiu o barulho do olhar do Leão fixo em si, e disse, rugindo contrafeito: "Sim". E rugiu ainda mais malhumorado e já arrependido, quando o leão se afastou.
Três quilômetros adiante, numa grande clareira, o Leão encontrou o elefante. Perguntou: "Elefante, quem manda na floresta, quem é Rei, Imperador, Presidente da República, dono e senhor de árvores e de seres, dentro da mata?" O elefante pegou-o pela tromba, deu três voltas com ele pelo ar, atirou-o contra o tronco de uma árvore e desapareceu floresta adentro. O Leão caiu no chão, tonto e ensanguentado, levantou-se lambendo uma das patas, e murmurou: "Que diabo, só porque não sabia a resposta não era preciso ficar tão zangado".
MORAL: CADA UM TIRA DOS ACONTECIMENTOS A CONCLUSÃO QUE BEM ENTENDE.
FERNANDES, Millôr. Fábulas fabulosas. São Paulo: Círculo do Livro/Nórdica, 1976.
O elefante agiu de forma agressiva no Texto porque
Questão 2 10739399
IFF 2023/2O Rei dos Animais
Saiu o leão a fazer sua pesquisa estatística, para verificar se ainda era o Rei das Selvas. Os tempos tinham mudado muito, as condições do progresso alterado a psicologia e os métodos de combate das feras, as relações de respeito entre os animais já não eram as mesmas, de modo que seria bom indagar. Não que restasse ao Leão qualquer dúvida quanto à sua realeza. Mas assegurar-se é uma das constantes do espírito humano, e, por extensão, do espírito animal. Ouvir da boca dos outros a consagração do nosso valor, saber o sabido, quando ele nos é favorável, eis um prazer dos deuses. Assim o Leão encontrou o Macaco e perguntou: "Hei, você aí, macaco — quem é o rei dos animais?" O Macaco, surpreendido pelo rugir indagatório, deu um salto de pavor e, quando respondeu, já estava no mais alto galho da mais alta árvore da floresta: "Claro que é você, Leão, claro que é você!".
Satisfeito, o Leão continuou pela floresta e perguntou ao papagaio: "Currupaco, papagaio. Quem é, segundo seu conceito, o Senhor da Floresta, não é o Leão?" E como aos papagaios não é dado o dom de improvisar, mas apenas o de repetir, lá repetiu o papagaio: "Currupaco... não é o Leão? Não é o Leão? Currupaco, não é o Leão?"
Cheio de si, prosseguiu o Leão pela floresta em busca de novas afirmações de sua personalidade. Encontrou a coruja e perguntou: "Coruja, não sou eu o maioral da mata?" "Sim, és tu", disse a coruja. Mas disse de sábia, não de crente. E lá se foi o Leão, mais firme no passo, mais alto de cabeça. Encontrou o tigre. "Tigre, — disse em voz de estentor — eu sou o rei da floresta. Certo?" O tigre rugiu, hesitou, tentou não responder, mas sentiu o barulho do olhar do Leão fixo em si, e disse, rugindo contrafeito: "Sim". E rugiu ainda mais malhumorado e já arrependido, quando o leão se afastou.
Três quilômetros adiante, numa grande clareira, o Leão encontrou o elefante. Perguntou: "Elefante, quem manda na floresta, quem é Rei, Imperador, Presidente da República, dono e senhor de árvores e de seres, dentro da mata?" O elefante pegou-o pela tromba, deu três voltas com ele pelo ar, atirou-o contra o tronco de uma árvore e desapareceu floresta adentro. O Leão caiu no chão, tonto e ensanguentado, levantou-se lambendo uma das patas, e murmurou: "Que diabo, só porque não sabia a resposta não era preciso ficar tão zangado".
MORAL: CADA UM TIRA DOS ACONTECIMENTOS A CONCLUSÃO QUE BEM ENTENDE.
FERNANDES, Millôr. Fábulas fabulosas. São Paulo: Círculo do Livro/Nórdica, 1976.
O fato que desencadeia a história do Texto é o/a
Questão 1 10739296
IFF 2023/2O Rei dos Animais
Saiu o leão a fazer sua pesquisa estatística, para verificar se ainda era o Rei das Selvas. Os tempos tinham mudado muito, as condições do progresso alterado a psicologia e os métodos de combate das feras, as relações de respeito entre os animais já não eram as mesmas, de modo que seria bom indagar. Não que restasse ao Leão qualquer dúvida quanto à sua realeza. Mas assegurar-se é uma das constantes do espírito humano, e, por extensão, do espírito animal. Ouvir da boca dos outros a consagração do nosso valor, saber o sabido, quando ele nos é favorável, eis um prazer dos deuses. Assim o Leão encontrou o Macaco e perguntou: "Hei, você aí, macaco — quem é o rei dos animais?" O Macaco, surpreendido pelo rugir indagatório, deu um salto de pavor e, quando respondeu, já estava no mais alto galho da mais alta árvore da floresta: "Claro que é você, Leão, claro que é você!".
Satisfeito, o Leão continuou pela floresta e perguntou ao papagaio: "Currupaco, papagaio. Quem é, segundo seu conceito, o Senhor da Floresta, não é o Leão?" E como aos papagaios não é dado o dom de improvisar, mas apenas o de repetir, lá repetiu o papagaio: "Currupaco... não é o Leão? Não é o Leão? Currupaco, não é o Leão?"
Cheio de si, prosseguiu o Leão pela floresta em busca de novas afirmações de sua personalidade. Encontrou a coruja e perguntou: "Coruja, não sou eu o maioral da mata?" "Sim, és tu", disse a coruja. Mas disse de sábia, não de crente. E lá se foi o Leão, mais firme no passo, mais alto de cabeça. Encontrou o tigre. "Tigre, — disse em voz de estentor — eu sou o rei da floresta. Certo?" O tigre rugiu, hesitou, tentou não responder, mas sentiu o barulho do olhar do Leão fixo em si, e disse, rugindo contrafeito: "Sim". E rugiu ainda mais malhumorado e já arrependido, quando o leão se afastou.
Três quilômetros adiante, numa grande clareira, o Leão encontrou o elefante. Perguntou: "Elefante, quem manda na floresta, quem é Rei, Imperador, Presidente da República, dono e senhor de árvores e de seres, dentro da mata?" O elefante pegou-o pela tromba, deu três voltas com ele pelo ar, atirou-o contra o tronco de uma árvore e desapareceu floresta adentro. O Leão caiu no chão, tonto e ensanguentado, levantou-se lambendo uma das patas, e murmurou: "Que diabo, só porque não sabia a resposta não era preciso ficar tão zangado".
MORAL: CADA UM TIRA DOS ACONTECIMENTOS A CONCLUSÃO QUE BEM ENTENDE.
FERNANDES, Millôr. Fábulas fabulosas. São Paulo: Círculo do Livro/Nórdica, 1976.
Fábula é um gênero textual que tem como finalidade propiciar uma formação ética e moral em seu leitor.
Uma das características desse gênero que está presente no Texto é o/a
Questão 6 10739233
IFF 2023/1Leia atentamente o texto a seguir e utilize-o para responder às questões
TEXTO I
Robô da Tesla “mais barato que um carro” está prestes a ser anunciado
Está chegando a hora de conhecermos mais detalhes sobre o Optimus, o robô humanoide da Tesla. O lançamento do protótipo está marcado para 30 de setembro, o AI Day – dia da Inteligência Artificial na empresa do bilionário Elon Musk.
Os robôs Optimus – nome em alusão ao poderoso e benevolente líder dos Autobots na série Transformers – devem ser usados para realizar trabalhos “chatos ou perigosos” nas fábricas da Tesla, adiantou o empresário em artigo escrito à revista China Cyberspace, em agosto.
Musk afirmou que busca uma “produção em massa” do robô, após o lançamento, no intuito de eventualmente torná-lo mais barato que um carro. No futuro, quer que o Optimus seja “o pilar da vida doméstica”.
“As pessoas poderão comprar um robô para seus pais como presente de aniversário”, escreveu. Em um TED Talk, o bilionário afirmou que o Optimus poderá ser usado para preparar o jantar, cortar a grama, cuidar de idosos e até como parceiro sexual.
Até agora, a notícia é que o robô humanoide terá um conjunto de sensores para “ver” o que há ao redor. Com isso, ele seria capaz de identificar e interagir com objetos do mundo real, assim como andar sozinho no ambiente.
Uma fonte familiarizada com o assunto disse à agência Reuters que o assunto está crescendo dentro da Tesla e a empresa já realiza mais reuniões internas sobre os robôs. Em junho, Musk afirmou que planeja começar a produção em 2023.
[...]
A Tesla já possui centenas de robôs nas linhas de produção dos seus carros elétricos. Em 2018, Musk criticou esses funcionários: segundo ele, os robôs não conseguiam realizar tarefas simples, como pegar elementos pequenos e colocá-los em baterias. Na época, o empresário afirmou que os custos técnicos para manter os robôs superavam o valor para contratar um ser humano nas linhas de montagem.
“Se a Tesla apenas fizer o robô andar ou dançar, isso já foi feito. Não é impressionante”, disse a professora de engenharia do Arizona State University, Nancy Cooke, à Reuters. “Para ter sucesso, a Tesla precisará mostrar robôs realizando várias ações sem script”.
Musk tuitou na segunda-feira (19) que parte da equipe que desenvolve o piloto automático de seus carros autônomos também trabalha no robô Optimus.
Disponível em: https://gizmodo.uol.com.br/robo-da-tesla-mais-barato-que-um-carro-esta-prestes-aser-anunciado/. Acesso em: 23 set. 2022.
TEXTO II
Noventa e oito, noventa e nove, cem!
Gloria retirou o bracinho gorducho de sobre os olhos e ficou imóvel por um instante, franzindo o nariz e piscando contra a luz do sol. Então, tentando observar ao mesmo tempo em todas as direções, recuou alguns passos, afastando-se cautelosamente da árvore em que estivera recostada.
[...]
− Aposto que ele entrou em casa, e eu já lhe disse um milhão de vezes que isso não vale.
[...]
Tarde demais, ouviu o barulho de folhas atrás de si, logo seguido pelo clum-clump característico e ritmado dos pés metálicos de Robbie. Girou nos calcanhares a tempo de ver seu companheiro triunfante emergir do esconderijo e correr a toda velocidade para a árvore que servia de pique.
[...]
Radiante, a menina voltou-se para o fiel Robbie e, com a maior das ingratidões, recompensou-o pelo sacrifício: zombou cruelmente de sua incapacidade para correr. Robbie não sabe correr! gritou, com toda a força de seus pulmões de oito anos.
[...]
Naturalmente, Robbie não respondeu - pelo menos, não com palavras. Em lugar disso, fingiu que estava correndo, afastando-se lentamente, até que Gloria começou a correr atrás dele, enquanto o robô esquivava-se no último instante, obrigando-a a descrever círculos, inutilmente, com os bracinhos esticados abanando no ar.
[...]
ASIMOV, Isaac. Eu, robô. São Paulo: Aleph, 2015.
Comparando os Textos, infere-se que
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