Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 48 10774540
IFMG 2023/2Leia o excerto da música “O teatro dos vampiros” da Legião Urbana, lançada em 1991:
Ninguém vê onde chegamos
Os assassinos estão livres, nós não estamos
Vamos sair, mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como há dez anos atrás
E a cada hora que passa envelhecemos dez semanas
Vamos lá, tudo bem, eu só quero me divertir
Esquecer, dessa noite, ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas
Esperamos que um dia
Nossas vidas possam se encontrar
Nesta música de autoria de Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá (álbum V; EMI) percebe-se a expressão de ideias em tom crítico a um contexto que, com maior reflexão, pode ser atemporal.
Considerando não apenas a conjuntura desta composição como também a inserção socioespacial dos autores, no trecho em questão qual seria a opção mais adequada para se correlacionar à sociedade brasileira?
Questão 8 10774452
IFMG 2023/2Releia o trecho a seguir:
Texto (2): “Si o incitavam a falar exclamava: — Ai! Que preguiça!...”
A conjunção condicional (se) é uti lizada na passagem acima com uma grafi a diferente da que se observa no registro formal.
Essa escolha decorre da
Questão 7 10774449
IFMG 2023/2Leia os textos (2) e (3) a seguir para responder à questão.
Texto (2)
No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma. Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro passou mais de seis anos não falando. Si o incitavam a falar exclamava:
— Ai! Que preguiça!...
E não dizia mais nada.
ANDRADE, Mário de. Macunaíma: o herói sem nenhum caráter. Rio de Janeiro: Antofágica, 2022. p. 18.
Texto (3)
Embora misturar fosse a ideia para mostrar o cenário e as personificações do povo brasileiro, literal ou ludicamente, ao banalizar Makunaima e misturar parte dos sagrados de vários povos indígenas (hoje brasileiros) Mário desloca, desfigura, transfigura, distorce e retira parte da identidade de cada um destes povos, e dá nova função qualquer, desrespeitando a real ancestralidade, humanidade e vivência milenar destes povos, concordando com a máxima de que “índio” é tudo igual (...).
Se Mário tivesse conhecido os povos indígenas, Makunaima continuaria sem violação, e não precisaria ter renascido como filho do medo da noite. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter, não diria “ai, que preguiça”, um dos estereótipos que reforçaram o índio preguiçoso e sujo, inculto, atrapalhador do progresso de meia dúzia de desumanos que dizem: “é muita terra pra pouco índio”...
WAPICHANA, Cristino. Makunaima e Macunaímas. In: ANDRADE, Mário de. Macunaíma: o herói sem nenhum caráter. Rio de Janeiro: Antofágica, 2022. p. 313-325.
De acordo com Cristi no Wapichana, autor do Texto (3), o romance “Macunaíma”, de Mário de Andrade,
Questão 5 10774446
IFMG 2023/2Leia o texto a seguir para responder à questão.
Texto
Da minha janela vejo o céu
Estrelado e um castelo iluminado.
Vejo muitas lajes e telhados remendados.
É gente pra todo lado!
Quando está muito calor, algumas pessoas trazem o
mar para suas casas e o dia fica mais fresco.
Ao cair da noite vejo muitas luzes e vaga-lumes que
iluminam caminhos escuros.
Às vezes, quando chove muito, o arco-íris visita meu
barraco e colore um dia cinzento.
Quero descobrir onde está o final do arco-íris, não
por causa do tesouro: quero decifrar um mistério que
vale mais que ouro...
Da minha janela converso com meus amigos - conversa que vira brincadeira.
A nossa brincadeira preferida é microfone sem fio,
que vira funk, que vira rima e se transforma em poesia.
Da minha janela escuto sons que me deixam muito
triste. Às vezes não posso ir para a escola, nem jogar
bola lá fora.
Da minha janela vejo o campinho vazio, que volta a se
encher de gente quando fecho os olhos.
Da minha janela vejo o nascer do sol. Vejo gente para
todo lado.
Gente remendando o telhado, que estava quebrado
por causa da chuva.
Gente indo em busca do seu tesouro.
Gente com livros nas mãos, a caminho da escola.
Da minha janela... vejo minha favela.
Disponível em: Otávio Júnior. Da minha janela. 1ª ed. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2019. Adaptado.
O uso de metáforas visuais ao longo do texto reflete uma
Questão 15 10773121
IFMG 2023/1Leia o texto a seguir.
AVÔ CROCODILO
(Para Marta B. Neves, Lisboa)
Diz a lenda
e eu acredito!
O sol na pontinha do mar
abriu os olhos
e espraiou os seus raios
e traçou uma rota
Do fundo do mar
um crocodilo pensou buscar o seu destino
e veio por aquele rasgo de luz
Cansado, deixou-se estirar
no tempo
e suas crostas se transformaram
em cadeias de montanhas
onde as pessoas nasceram
e onde as pessoas morreram
– diz a lenda
e eu acredito!
é Timor!
Gusmão, X. Meu Mar - Poemas e Pinturas. Porto: Granito Editores e Livreiros, 1998.
No poema, que faz referência à lenda de criação da ilha de Timor, o recurso expressivo predominante é
Questão 12 10773089
IFMG 2023/1Leia a notícia a seguir
Áudio de mulher esculachando morador do Guará viraliza na web
Em gravações que parecem ter sido enviadas pelo WhatsApp, a suposta madame termina um relacionamento com morador da região administrativa.
Celimar de Meneses
10/08/2022 19:22, atualizado 10/08/2022 19:26
Uma sequência de áudios que marcam o suposto término de um relacionamento e parecem ter saído de um esquete do Porta dos Fundos viralizou nas redes sociais nesta quarta-feira (10/8). Na gravação de voz, provavelmente enviada pelo WhatsApp, uma mulher esculacha o homem com quem ela estava se relacionando simplesmente por ele morar no Guará.
“Alexandre, você não sabe nem escrever, é ‘você vai vir’, com ‘r’. E outra coisa, nós somos de níveis sociais completamente diferentes, eu não gosto de frequentar o Guará, nunca frequentei o Guará, não vou frequentar o Guará. Você tá me entendendo?”, afirma.
A autora do áudio afirma que prefere frequentar locais como o Lago Sul e o B Hotel, identificados por ela como ambientes de pessoas de maior poder aquisitivo.
“Eu sinto muito. Eu não piso no Guará, eu não nasci pra isso. Você mandando ‘você vai vim’, não é isso, é ‘vir’. Escuta minha mensagem anterior, sério não dá pra relacionar com pessoas de níveis culturais diferentes”, continuou a suposta madame.
“Cara, eu fiz mestrado fora, tenho curso superior, tenho pais milionários, tenho tudo. E tenho que ficar me rebaixando indo no Guará? Comprar frios pra ficar tomando com você numa varanda cheia de carros. Nem mesa tem na varanda. Ah, tenha dó, Alexandre”, finaliza.
Disponível em: https://www.metropoles.com/distrito-federal/ouca-audio-de-mulher-esculachando-morador-do-guara-viraliza-na-web. Acesso em: 3 set. 2022. Adaptado.
O posicionamento da mulher apresentado na notícia demonstra a
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