Questões de EFAF Português
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Questão 1 15465004
EPSJV Técnico em Saúde 2015TEXTO
Viva o pretoguês!
Nós, brasileiros e brasileiras, ao contrário dos portugueses e dos falantes de espanhol, francês, inglês, italiano, alemão e tantas outras línguas, não usamos o verbo ter quando nos referimos a sensações físicas e a sentimentos. Não é nada brasileiro dizer coisas do tipo “tenho fome”, “tenho medo”, “tenho dor de cabeça”, “tenho frio”. O que dizemos é: “estou com fome”, “estou com medo”, “estou com dor de cabeça”, “estou com frio” e por aí vai. (...)
Durante a maior parte do período colonial brasileiro, a população brasileira foi composta em sua grande maioria pelos escravos negros. Logo após a Independência, em 1822, 70% do total de brasileiros eram compostos de escravos, de negros forros, de mestiços e do que tinha restado das populações indígenas, massacradas desde o início da colonização.
Impedidos de falar suas línguas maternas, tendo de conviver com falantes de diferentes línguas africanas, os escravos e seus descendentes foram aprendendo o português nas condições que lhes eram possíveis e, no processo, foram transferindo características de suas línguas para a língua de seus senhores, fazendo surgir uma língua nova: o português brasileiro. Isso, sem dúvida, explica, o nosso brasileiríssimo “estar com” como equivalente a ter.
Houve um tempo em que muitas pessoas, em atitude preconceituosa, se referiam ao modo de falar das pessoas humildes e sem instrução formal como “pretoguês”. Ora, examinando bem os fatos históricos, poderíamos até dizer que esse é que devia ser mesmo o nome da língua falada, de tal modo ela chegou a ser o que é hoje graças ao influxo que recebeu das línguas africanas.
Atualmente, cada vez mais estudiosos do português brasileiro realizam pesquisas com o objetivo de rastrear, detectar e explicar o poderoso impacto que tiveram sobre a nossa língua os idiomas trazidos à força para cá pelo abominável sistema econômico escravagista. Muitos aspectos da nossa gramática só podem ser explicados quando comparados, não com o português europeu, não com outras línguas latinas, nem mesmo com outras línguas europeias, mas sim com línguas africanas, principalmente do grupo banto, as primeiras a chegar por aqui.
(BAGNO, Marcos. Viva o pretoguês! In: Caros Amigos. Ano XVIII. Nº 209. Agosto de 2014: 06)
Vocabulário
- forros: alforriado, liberto
- influxo: influência
Considerando as ideias movimentadas no texto, é possível afirmar que o título “Viva o pretoguês!” indica:
Questão 4 11059964
IFNMG Integrado 2015/1INSTRUÇÃO: Leia o TEXTO para responder às questão que se seguem:
TEXTO
Trem de aço
Viajar de trem me dá saudade de coisas que não vivi. É também diante de um trem, estando eu dentro ou fora dele, que revejo cenas que não presenciei e histórias que incluem pessoas que nem sempre conheci. Gente esperando na plataforma, dando adeus aos amigos, beijando a namorada, enxugando uma lágrima, mas fingindo sorrir. São como muitas imagens que povoam os nossos sonhos e que, ao nos lembrarmos delas, ficamos em dúvida sobre sua vivência real ou sonhada. Se estou dentro de um deles, imediatamente me acomodo junto à janela, para ver o desfile das pequenas cidades, as crianças acenando, as mulheres suspendendo por um instante o que estão fazendo e assim, com os olhos cheios de sonhos, se postarem nas janelas e nos quintais, suspirando por uma vida bonita como uma viagem de trem.
[...]
Uma viagem, qualquer uma, curta ou longa, seja por um meio, seja por outro, sempre nos deixa imagens de vida que ficam para sempre. Mas as que fazemos de trem perduram muito além das outras. Num avião, por exemplo, não temos paisagem. É como se viajássemos dentro de um tubo de ensaio. Num navio existe sempre a monótona solidão do oceano que parece não ter fim. O trem, ao contrário, nos enriquece os olhos e a imaginação, com as múltiplas imagens desfilando diante de nós, como no cinema. Muitas vezes viajei no “trem de aço”, como era chamado o comboio que fazia o trajeto entre São Paulo e Rio, ainda que o nome oficial fosse Santa Cruz. Quantos enredos foram vividos ali, nas viagens quase semanais que eu fazia para participar do Grande Teatro. Muitas na companhia ocasional de Caymmi, do Cyro Monteiro, da Aracy de Almeida, entre outros. No carro-restaurante rolavam uísque e boas histórias. Fui testemunha de romances que começaram e que terminaram nessas viagens. Quantas lágrimas felizes e infelizes vertidas na madrugada. Numa dessas viagens presenciei a bofetada de uma amante, indignada e raivosa com suposta traição, em seu parceiro. E em meio a essas cenas, quando nos dávamos conta, já era dia claro. Então corríamos às nossas cabines, para um simples cochilo que fosse e que nos devolvesse uma aparência melhor para enfrentar o dia que estava começando. Muitos de nós viajávamos de trem por economia. Outros, por medo de voar, como o próprio Cyro Monteiro, que chamava o trem de “avião dos covardes”. [...]
(CARLOS, Manoel. Revista Veja Rio, Editora Abril, 31/10/12, p. 130.)
No primeiro parágrafo do texto temos: “(...) ao nos lembrarmos delas, ficamos em dúvida sobre sua vivência real ou sonhada.”
Se desenvolvermos a oração sublinhada e continuarmos com o sentido de temporalidade, teremos:
Questão 1 11059892
IFNMG Integrado 2015/1INSTRUÇÃO: Leia o TEXTO, a seguir, para responder à questão.
TEXTO
O que é folclore?
De conservar o folclore
Todos têm obrigação,
Para que nunca descore
A popular tradição
Os homens de grande estudo
Como Mainá e Cascudo
Guardam sempre nos arquivos
Populares tradições,
Cantigas, superstições
E costumes primitivos.
Você, caboclo, que cresce,
Sem instrução nem saber,
Escuta, mas não conhece
Folclore o que quer dizer;
O folclore é um pilão,
É um bodoque, um pião,
Garanto que também é
Uma grosseira cangalha
Aparelhada de palha
De palmeira ou catolé.
Posso lhe afirmar também
Folclore é superstição
O medo que você tem
Do canto do curujão.
Folclore é aquele instrumento
Para o seu divertimento
Que chamamos birimbau,
E também a brincadeira
Ritmada e prazenteira
Chamada Maneiro-pau.
Folclore, meu camarada,
Ouvimos a toda hora,
É estória de alma penada
De lubisome e caipora.
Preste atenção e decore,
Pois, com certeza, folclore
Ainda posso dizer
Que é aquele búzio de osso
Que você põe no pescoço
Do filho pra não morrer.
É o aboio magoado
Do vaqueiro na amplidão,
É o festejo animado
Da debulha de fejão,
Carro de boi e gaiola
E desafio, à viola,
Do cantador popular.
E também a toadinha
Da Ciranda-cirandinha
Vamos todos cirandar.
Eu e você que vivemos
No nosso pobre sertão
Muitas coisas inda temos
Da popular tradição;
Além de outras, o girau
E a carrocinha de pau
Em vez de bonito carro.
Que prazer, satisfação,
A gente comer pirão
Mexido em prato de barro!
E agora, prezado irmão,
Estes versos lhe dedico,
Lhe dei alguma noção
Do nosso folclore rico.
Não posso continuar,
Pois nada pude estudar,
De dentro do tema saio.
O resto lhe dirá tudo
Romão Filgueira Sampaio,
Mainá e Câmara Cascudo.
Patativa do Assaré/Antônio Gonçalves da Silva
Fonte: http://www.blocosonline.com.br/versaoanterior2/literatura/poesia/p01/p010393.htm. Acesso em: 01 nov. 2014.
No, algumas palavras foram grafadas fora da Norma Padrão.
O uso das palavras “lubisome” “curujão” “birimbau” e “fejão” nos permite concluir que:
Questão 8 11050403
IFTM Integrados 2015/1Leia as frases a seguir:
1. João faltou com a verdade.
2. Seus olhos são dois oceanos.
3. Estou morrendo de fome.
4. A natureza pede socorro.
5. Que bela mentira!
Assinale a alternativa em que há a ordem correta das figuras de estilo que foram utilizadas nessas frases.
Questão 2 11050327
IFTM Integrados 2015/1Leia o texto a seguir para responder à questão:
Assim como o livro, ‘A Culpa É das Estrelas’ é filme para ser sentido
Poucos lenços de papel não são suficientes para acompanhar a versão cinematográfica do drama baseado no livro de John Green

“Esse é o problema da dor, ela precisa ser sentida”. A frase, uma das mais apreciadas pelos adolescentes -- e não tão adolescentes assim -- que leram A Culpa É das Estrelas, é a que melhor define a adaptação da obra de John Green para o cinema. O filme foi feito para ser sentido. E arrancar lágrimas e risos de quem assiste à obra.
O mix de emoções é culpa do casal principal, formado por Hazel Grace (Shailene Woodley) e Augustus (vivido por um ótimo Ansel Elgort). A adolescente de 16 anos convive há três com um câncer que começou na tireoide e depois atacou seus pulmões. Desenganada pelos médicos, ela sobrevive por causa de um tratamento experimental e da ajuda de um cilindro de oxigênio conectado às suas narinas através de uma cânula.
Hazel é obrigada pelos pais a frequentar um grupo de apoio para jovens com câncer, com o objetivo principal de fazer amigos. Lá ela conhece Augustus, 17, que teve câncer nos ossos e amputou uma das pernas. Os dois iniciam uma amizade, mas “Gus” deseja algo mais. Por algum tempo, Hazel evita ceder, já que se considera uma "granada" quando explodir, vai ferir todos à sua volta. Os avisos de mantenha distância não são suficientes para o garoto e, pouco depois, eles iniciam um romance curto, mas intenso o suficiente para dar inveja às princesas da Disney.
Embora Elgort não desfile o ideal de beleza grega, sua atuação é marcante e lembra o charme juvenil do astro Leonardo DiCaprio no fim dos anos 1990. Já Shailene prova, mais uma vez, que é uma atriz para se ficar de olho. Em seu filme anterior, Divergente, ela exibia um belo cabelo longo loiro com um figurino preto colado ao corpo malhado. Agora, ela se despe da vaidade, perde alguns quilos e as madeixas, e assume uma postura cansada e enferma, como os leitores do best-seller imaginavam.
Os fãs do livro, aliás, não ficarão desapontados com a adaptação para o cinema. O diretor Josh Boone e os roteiristas Scott Neustadter e Michael H. Weber seguiram à risca o texto original, que de tão elogiado pela crítica literária não demandou alterações.
Escolhido pela revista americana Time como o livro de ficção do ano em 2012, A Culpa É das Estrelas poderia ser apenas mais uma história triste com personagens com câncer, não fosse pelos personagens criados por Green. Hazel e Gus tratam a vida e a morte com honestidade, longe dos padrões de autoajuda tão populares em países como os Estados Unidos e até mesmo o Brasil. O mesmo o faz Isaac (Nat Wolff), amigo do casal que também frequenta o grupo e tem um caso raro de câncer nos olhos. Na adolescência ele fica cego e a namorada o deixa. Ainda que o drama de Isaac rendesse outro filme digno de muitas lágrimas, são suas algumas das cenas mais engraçadas da produção.
Todavia, o troféu de falas extremamente honestas e brutais fica com o veterano Willem Dafoe, que interpreta Van Houten, um escritor amargurado de quem Hazel é fã. “Você é um efeito colateral de um processo evolutivo que não dá muita importância a vidas individuais”, diz o autor quando a garota o visita em Amsterdã. O personagem teve uma traumática experiência com um familiar com câncer, caso que o faz buscar refúgio no álcool. Outra história que sozinha também renderia mais um filme.
Na contramão dos últimos sucessos infantojuvenis da literatura e do cinema, que apostam em tramas fantasiosas, com bruxos e vampiros, ou distopias violentas, John Green surge como um respiro honesto e que não subestima seu público. Os adolescentes perceberam isso e o escritor se tornou uma grife: seus livros são presença constante na lista de mais vendidos. A Culpa É das Estrelas não deverá ter uma continuação como outras séries teens. Porém, a carreira de Green no cinema está só começando e promete ser brilhante.
Disponível em: http://veja.abril.com.br/noticia/entretenimento/bons-atores-garantem-choradeira-em-filme-a-culpa-e-das-estrelas. Acesso em: 29/10/14.
Na frase: “Todavia, o troféu de falas extremamente honestas e brutais fica com o veterano Willem Dafoe, que interpreta Van Houten, um escritor amargurado de quem Hazel é fã”, o termo em destaque pode ser substituído, sem alteração de sentido por:
Questão 1 11050252
IFTM Integrados 2015/1Leia o texto a seguir para responder à questão:
Assim como o livro, ‘A Culpa É das Estrelas’ é filme para ser sentido
Poucos lenços de papel não são suficientes para acompanhar a versão cinematográfica do drama baseado no livro de John Green

“Esse é o problema da dor, ela precisa ser sentida”. A frase, uma das mais apreciadas pelos adolescentes -- e não tão adolescentes assim -- que leram A Culpa É das Estrelas, é a que melhor define a adaptação da obra de John Green para o cinema. O filme foi feito para ser sentido. E arrancar lágrimas e risos de quem assiste à obra.
O mix de emoções é culpa do casal principal, formado por Hazel Grace (Shailene Woodley) e Augustus (vivido por um ótimo Ansel Elgort). A adolescente de 16 anos convive há três com um câncer que começou na tireoide e depois atacou seus pulmões. Desenganada pelos médicos, ela sobrevive por causa de um tratamento experimental e da ajuda de um cilindro de oxigênio conectado às suas narinas através de uma cânula.
Hazel é obrigada pelos pais a frequentar um grupo de apoio para jovens com câncer, com o objetivo principal de fazer amigos. Lá ela conhece Augustus, 17, que teve câncer nos ossos e amputou uma das pernas. Os dois iniciam uma amizade, mas “Gus” deseja algo mais. Por algum tempo, Hazel evita ceder, já que se considera uma "granada" quando explodir, vai ferir todos à sua volta. Os avisos de mantenha distância não são suficientes para o garoto e, pouco depois, eles iniciam um romance curto, mas intenso o suficiente para dar inveja às princesas da Disney.
Embora Elgort não desfile o ideal de beleza grega, sua atuação é marcante e lembra o charme juvenil do astro Leonardo DiCaprio no fim dos anos 1990. Já Shailene prova, mais uma vez, que é uma atriz para se ficar de olho. Em seu filme anterior, Divergente, ela exibia um belo cabelo longo loiro com um figurino preto colado ao corpo malhado. Agora, ela se despe da vaidade, perde alguns quilos e as madeixas, e assume uma postura cansada e enferma, como os leitores do best-seller imaginavam.
Os fãs do livro, aliás, não ficarão desapontados com a adaptação para o cinema. O diretor Josh Boone e os roteiristas Scott Neustadter e Michael H. Weber seguiram à risca o texto original, que de tão elogiado pela crítica literária não demandou alterações.
Escolhido pela revista americana Time como o livro de ficção do ano em 2012, A Culpa É das Estrelas poderia ser apenas mais uma história triste com personagens com câncer, não fosse pelos personagens criados por Green. Hazel e Gus tratam a vida e a morte com honestidade, longe dos padrões de autoajuda tão populares em países como os Estados Unidos e até mesmo o Brasil. O mesmo o faz Isaac (Nat Wolff), amigo do casal que também frequenta o grupo e tem um caso raro de câncer nos olhos. Na adolescência ele fica cego e a namorada o deixa. Ainda que o drama de Isaac rendesse outro filme digno de muitas lágrimas, são suas algumas das cenas mais engraçadas da produção.
Todavia, o troféu de falas extremamente honestas e brutais fica com o veterano Willem Dafoe, que interpreta Van Houten, um escritor amargurado de quem Hazel é fã. “Você é um efeito colateral de um processo evolutivo que não dá muita importância a vidas individuais”, diz o autor quando a garota o visita em Amsterdã. O personagem teve uma traumática experiência com um familiar com câncer, caso que o faz buscar refúgio no álcool. Outra história que sozinha também renderia mais um filme.
Na contramão dos últimos sucessos infantojuvenis da literatura e do cinema, que apostam em tramas fantasiosas, com bruxos e vampiros, ou distopias violentas, John Green surge como um respiro honesto e que não subestima seu público. Os adolescentes perceberam isso e o escritor se tornou uma grife: seus livros são presença constante na lista de mais vendidos. A Culpa É das Estrelas não deverá ter uma continuação como outras séries teens. Porém, a carreira de Green no cinema está só começando e promete ser brilhante.
Disponível em: http://veja.abril.com.br/noticia/entretenimento/bons-atores-garantem-choradeira-em-filme-a-culpa-e-das-estrelas. Acesso em: 29/10/14.
O texto apresentado é uma resenha cuja função é:
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