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Questão 4 401594
IFSulDeMinas 2016A Bola
Luís Fernando Veríssimo
O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar sua primeira bola do pai. Uma número 5 oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola. O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “legal”, ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.
— Como é que liga? – Perguntou.
— Como, como é que liga? Não se liga.
O garoto procurou dentro do papel de embrulho.
— Não tem manual de instrução?
O pai começou a desanimar e pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.
— Não precisa manual de instrução.
— O que é que ela faz?
— Ela não faz nada, você é que faz coisas com ela.
— O quê?
— Controla, chuta...
— Ah, então é uma bola.
— Uma bola, bola. Uma bola mesmo. Você pensou que fosse o quê?
— Nada não.
O garoto agradeceu, disse “legal” de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da TV, com a bola do seu lado, manejando os controles do vídeo game. Algo chamado Monster Ball, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de Blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio. Estava ganhando da máquina.
O pai pegou a bola nova e ensinou algumas embaixadinhas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.
— Filho, olha.
O garoto disse “legal”, mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e o cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro do couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês pra garotada se interessar.
VERÍSSIMO, Luis Fernando. A bola. Comédias da vida privada; edição especial para as escolas. Porto Alegre: L&PM, 1996. P. 96-7
Em O garoto disse “legal”, mas não desviou os olhos da tela, a palavra grifada pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:
Questão 2 401589
IFSulDeMinas 2016A Bola
Luís Fernando Veríssimo
O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar sua primeira bola do pai. Uma número 5 oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola. O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “legal”, ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.
— Como é que liga? – Perguntou.
— Como, como é que liga? Não se liga.
O garoto procurou dentro do papel de embrulho.
— Não tem manual de instrução?
O pai começou a desanimar e pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.
— Não precisa manual de instrução.
— O que é que ela faz?
— Ela não faz nada, você é que faz coisas com ela.
— O quê?
— Controla, chuta...
— Ah, então é uma bola.
— Uma bola, bola. Uma bola mesmo. Você pensou que fosse o quê?
— Nada não.
O garoto agradeceu, disse “legal” de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da TV, com a bola do seu lado, manejando os controles do vídeo game. Algo chamado Monster Ball, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de Blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio. Estava ganhando da máquina.
O pai pegou a bola nova e ensinou algumas embaixadinhas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.
— Filho, olha.
O garoto disse “legal”, mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e o cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro do couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês pra garotada se interessar.
VERÍSSIMO, Luis Fernando. A bola. Comédias da vida privada; edição especial para as escolas. Porto Alegre: L&PM, 1996. P. 96-7
Analise as afirmações.
I - O texto ilustra um conflito de preferências entre gerações.
II - O fato de a bola ser de plástico indica o desprestígio do futebol conferido pelas crianças na atualidade.
III - De acordo com o texto, é possível supor que, atualmente, as crianças estão habituadas a lidar com brinquedos mais complexos do que aqueles com que brincavam seus pais.
Está CORRETO o que se afirma em:
Questão 1 401582
IFSulDeMinas 2016A Bola
Luís Fernando Veríssimo
O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar sua primeira bola do pai. Uma número 5 oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola. O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “legal”, ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.
— Como é que liga? – Perguntou.
— Como, como é que liga? Não se liga.
O garoto procurou dentro do papel de embrulho.
— Não tem manual de instrução?
O pai começou a desanimar e pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.
— Não precisa manual de instrução.
— O que é que ela faz?
— Ela não faz nada, você é que faz coisas com ela.
— O quê?
— Controla, chuta...
— Ah, então é uma bola.
— Uma bola, bola. Uma bola mesmo. Você pensou que fosse o quê?
— Nada não.
O garoto agradeceu, disse “legal” de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da TV, com a bola do seu lado, manejando os controles do vídeo game. Algo chamado Monster Ball, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de Blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio. Estava ganhando da máquina.
O pai pegou a bola nova e ensinou algumas embaixadinhas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.
— Filho, olha.
O garoto disse “legal”, mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e o cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro do couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês pra garotada se interessar.
VERÍSSIMO, Luis Fernando. A bola. Comédias da vida privada; edição especial para as escolas. Porto Alegre: L&PM, 1996. P. 96-7
A tese defendida no texto, isto é, sua ideia principal, pode ser resumida na seguinte afirmação:
Questão 17 171622
SESC 2016TEXTO 03
OS JOGOS DE 2016 VÃO FAZER A DIFERENÇA
O legado social dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 no Rio de Janeiro vai transcender a difusão de valores olímpicos como excelência, amizade, solidariedade, respeito e fair play. Por meio de políticas públicas de inclusão social já em curso ou que serão adotadas pelos três níveis de governo – federal, estadual e municipal –, o acesso ao esporte, ao lazer, à cultura e à qualificação profissional significará, para milhares de jovens em situação de vulnerabilidade, o exercício do seu direito de cidadania e uma porta aberta para o futuro. O Brasil é um país jovem; são 65 milhões de pessoas com 18 anos ou menos. Já na faixa entre 15 e 24 anos, são 34 milhões de jovens, ou seja, 18% dos brasileiros. A juventude é a parcela da população mais atingida pelo desemprego, em parte por causa da evasão escolar e pela ausência de formação profissional.
A expectativa de vida no Brasil, de 73 anos e em contínua elevação, poderia ser acrescida de dois ou três anos não fosse o efeito das mortes de jovens por violência urbana. Na cidade do Rio, em torno da qual se forma o segundo conglomerado de cidades mais populoso do país, 23% da população é constituída por jovens, percentual menor que o de outras capitais brasileiras, mas ainda assim um contingente expressivo. As ações focadas no atendimento das necessidades dessa faixa etária são prioridade das três esferas do governo. Com a perspectiva dos Jogos de 2016, os projetos serão potencializados para ampliar sua abrangência, aumentar seu público e diversificar suas atividades, sempre em parceria com a chamada sociedade civil e buscando apoio da iniciativa privada.
(...)
Um dos maiores legados de um evento como os Jogos Olímpicos é o aumento do interesse das crianças e dos jovens pela prática esportiva. Se esta prática estiver associada a oportunidades de formação educacional, profissional e cultural, melhor ainda. Para além de oferecer lazer e benefícios à saúde, o esporte no Brasil serve de importante porta de inclusão social.
Disponível em http://www.esporte.gov.br/arquivos/rio2016/cadernoLegadosSocial.pdf Acesso em 2 de maio de 2015.
O texto 03 foi publicado no caderno “Rio 2016 – o legado social”, do Ministério da Educação, para compor um documento de defesa à candidatura do Rio de Janeiro como cidade sede das Olimpíadas de 2016.
Considerando a afirmação anterior, assinale o fragmento que apresenta a ideia central defendida no texto.
Questão 10 171615
SESC 2016Por meio da imaginação criadora do homem, as palavras podem ter seu significado ampliado, deixando de representar apenas o significado básico e objetivo. Assim, o sentido conotativo ou figurado é aquele que palavras, expressões e enunciados adquirem um novo significado em situações particulares de uso.
Assinale a alternativa cuja frase apresenta palavra(s) empregada(s) em sentido figurado:
Questão 48 170848
ETEC 2016/2Algumas expressões do texto Dom Quixote são pouco utilizadas no dia a dia, mas podem ser compreendidas pelo sentido geral, como, por exemplo, em:
“Sancho Pança acorreu em socorro, seu alquebrado jumento troteando grotescamente.”
“Vê meu fiel Sancho, diante de nós estão mais de trinta insolentes gigantes a quem penso dar combate e matar um por um."
O significado mais adequado para cada expressão sublinhada é, respectivamente,
06
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