Questões de EFAF Português
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Questão 8362844
CFN CFN 2016 1 FaseU Gerais 2016TEXTO I
A noite em que os hotéis estavam cheios
O casal chegou à cidade tarde da noite. Estavam cansados da viagem; e ela, em adiantada gravidez, não se sentia bem. Foram procurar um lugar onde passar a noite. Hotel, hospedaria, qualquer coisa viria bem, desde que não fosse muito caro, pois eram pessoas de modestos recursos.
Não seria um empreendimento fácil, como descobriram desde o início. No primeiro hotel, o gerente, homem de maus modos, foi logo dizendo que não havia lugar. No segundo, o encarregado da portaria olhou com desconfiança o casal e resolveu pedir documentos. O homem disse que não tinha; na pressa da viagem esquecera os documentos.
— E como pretende o senhor conseguir um lugar num hotel, se não tem documentos? — disse o encarregado. — Eu nem sei se o senhor vai pagar a conta ou não!
O viajante não disse nada. Tomou a esposa pelo braço e seguiu adiante. No terceiro hotel também não havia vaga.
No quarto — que não passava de uma modesta hospedaria — havia lugar, mas o dono desconfiou do casal e resolveu dizer que o estabelecimento estava lotado.
— O senhor vê, se o governo nos desse incentivos, como dá para os grandes hotéis, eu já teria feito uma reforma aqui. Poderia até receber delegações estrangeiras. Mas até hoje não consegui nada. Se eu fosse amigo de algum político influente... A propósito, o senhor não conhece ninguém nas altas esferas?
O viajante hesitou, depois disse que sim, talvez conhecesse alguém das altas esferas.
— Pois então – disse o dono da hospedaria — fala para esse seu conhecido da minha hospedaria. Assim, da próxima vez que o senhor vier, talvez já possa lhe dar um quarto de primeira classe, com banho e tudo. O viajante agradeceu, lamentando apenas que seu problema fosse mais urgente: precisava de um quarto para aquela noite.
Foi adiante.
No hotel seguinte, quase tiveram êxito. O gerente estava esperando um casal de conhecidos artistas, que viajavam incógnitos. Quando os viajantes apareceram, pensou que fossem os hóspedes que aguardava e disse que sim, que o quarto já estava pronto. Ainda fez um elogio:
— O disfarce está muito bom.
— Que disfarce — perguntou o viajante.
— Essas roupas velhas que vocês estão usando — disse o gerente.
— Isso não é disfarce, disse o homem, são as roupas que nós temos.
O gerente aí percebeu o engano:
— Sinto muito — desculpou-se. Eu pensei que tinha um quarto vago, mas parece que já foi ocupado.
O casal foi adiante. No hotel seguinte, também não havia vaga, e o gerente era metido a engraçado. Ali perto havia uma manjedoura, disse, por que não se hospedavam lá? Não seria muito confortável, mas em compensação não pagariam diária. Para surpresa dele, o viajante achou a ideia boa, e até agradeceu. Saíram.
Não demorou muito, apareceram os três Reis Magos, perguntando por um casal de forasteiros. E foi aí que o gerente começou a achar que talvez tivesse perdido os hóspedes mais importantes já chegados a Belém de Nazaré.
No texto, aparecem várias palavras acentuadas graficamente, como "fácil", "também", "incógnitos", "hóspedes" etc. Das palavras abaixo, assinale a alternativa que NÃO deve levar acento gráfico.SCLIAR, Moacyr. In: As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.
Questão 8362842
CFN CFN 2016 1 FaseU Gerais 2016TEXTO I
A noite em que os hotéis estavam cheios
O casal chegou à cidade tarde da noite. Estavam cansados da viagem; e ela, em adiantada gravidez, não se sentia bem. Foram procurar um lugar onde passar a noite. Hotel, hospedaria, qualquer coisa viria bem, desde que não fosse muito caro, pois eram pessoas de modestos recursos.
Não seria um empreendimento fácil, como descobriram desde o início. No primeiro hotel, o gerente, homem de maus modos, foi logo dizendo que não havia lugar. No segundo, o encarregado da portaria olhou com desconfiança o casal e resolveu pedir documentos. O homem disse que não tinha; na pressa da viagem esquecera os documentos.
— E como pretende o senhor conseguir um lugar num hotel, se não tem documentos? — disse o encarregado. — Eu nem sei se o senhor vai pagar a conta ou não!
O viajante não disse nada. Tomou a esposa pelo braço e seguiu adiante. No terceiro hotel também não havia vaga.
No quarto — que não passava de uma modesta hospedaria — havia lugar, mas o dono desconfiou do casal e resolveu dizer que o estabelecimento estava lotado.
— O senhor vê, se o governo nos desse incentivos, como dá para os grandes hotéis, eu já teria feito uma reforma aqui. Poderia até receber delegações estrangeiras. Mas até hoje não consegui nada. Se eu fosse amigo de algum político influente... A propósito, o senhor não conhece ninguém nas altas esferas?
O viajante hesitou, depois disse que sim, talvez conhecesse alguém das altas esferas.
— Pois então – disse o dono da hospedaria — fala para esse seu conhecido da minha hospedaria. Assim, da próxima vez que o senhor vier, talvez já possa lhe dar um quarto de primeira classe, com banho e tudo. O viajante agradeceu, lamentando apenas que seu problema fosse mais urgente: precisava de um quarto para aquela noite.
Foi adiante.
No hotel seguinte, quase tiveram êxito. O gerente estava esperando um casal de conhecidos artistas, que viajavam incógnitos. Quando os viajantes apareceram, pensou que fossem os hóspedes que aguardava e disse que sim, que o quarto já estava pronto. Ainda fez um elogio:
— O disfarce está muito bom.
— Que disfarce — perguntou o viajante.
— Essas roupas velhas que vocês estão usando — disse o gerente.
— Isso não é disfarce, disse o homem, são as roupas que nós temos.
O gerente aí percebeu o engano:
— Sinto muito — desculpou-se. Eu pensei que tinha um quarto vago, mas parece que já foi ocupado.
O casal foi adiante. No hotel seguinte, também não havia vaga, e o gerente era metido a engraçado. Ali perto havia uma manjedoura, disse, por que não se hospedavam lá? Não seria muito confortável, mas em compensação não pagariam diária. Para surpresa dele, o viajante achou a ideia boa, e até agradeceu. Saíram.
Não demorou muito, apareceram os três Reis Magos, perguntando por um casal de forasteiros. E foi aí que o gerente começou a achar que talvez tivesse perdido os hóspedes mais importantes já chegados a Belém de Nazaré.
Das sentenças abaixo, assinale a opção que NÃO está pontuada corretamente.SCLIAR, Moacyr. In: As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.
Questão 8362377
EMBRAER EMBRAER 2016 ConhecimentosGerais 2016
Os adjetivos “fresquinha” e “gostosinho”, empregados no diminutivo, indicam que o vendedor:(Magali, nº 4, agosto de 2015)
Questão 8362376
EMBRAER EMBRAER 2016 ConhecimentosGerais 2016
Na história, o verbo “olhar” está empregado, nos dois primeiros quadrinhos e no último, respectivamente, com o sentido de:(Magali, nº 4, agosto de 2015)
Questão 8362143
UNESP UNESP 2016 1 Fase1 Gerais 2016Crônica
Texto jornalístico desenvolvido de forma livre e pessoal, a partir de fatos e acontecimentos da atualidade, com teor literário, político, esportivo, artístico, de amenidades etc. Segundo Muniz Sodré e Maria Helena Ferrari, a crônica é um meio-termo entre o jornalismo e a literatura: “do primeiro, aproveita o interesse pela atualidade informativa, da segunda imita o projeto de ultrapassar os simples fatos”. O ponto comum entre a crônica e a notícia ou a reportagem é que o cronista, assim como o repórter, não prescinde do acontecimento. Mas, ao contrário deste, ele “paira” sobre os fatos, “fazendo com que se destaque no texto o enfoque pessoal (onde entram juízos implícitos e explícitos) do autor”. Por outro lado, o editorial difere da crônica, pelo fato de que, nesta, o juízo de valor se confunde com os próprios fatos expostos, sem o dogmatismo do editorial, no qual a opinião do autor (representando a opinião da empresa jornalística) constitui o eixo do texto.
De acordo com o verbete, o tema de uma crônica se baseia emDicionário de comunicação, 1978.
Questão 8362141
UNESP UNESP 2016 1 Fase1 Gerais 2016Crônica
Texto jornalístico desenvolvido de forma livre e pessoal, a partir de fatos e acontecimentos da atualidade, com teor literário, político, esportivo, artístico, de amenidades etc. Segundo Muniz Sodré e Maria Helena Ferrari, a crônica é um meio-termo entre o jornalismo e a literatura: “do primeiro, aproveita o interesse pela atualidade informativa, da segunda imita o projeto de ultrapassar os simples fatos”. O ponto comum entre a crônica e a notícia ou a reportagem é que o cronista, assim como o repórter, não prescinde do acontecimento. Mas, ao contrário deste, ele “paira” sobre os fatos, “fazendo com que se destaque no texto o enfoque pessoal (onde entram juízos implícitos e explícitos) do autor”. Por outro lado, o editorial difere da crônica, pelo fato de que, nesta, o juízo de valor se confunde com os próprios fatos expostos, sem o dogmatismo do editorial, no qual a opinião do autor (representando a opinião da empresa jornalística) constitui o eixo do texto.
De acordo com o verbete, o editorial representa sempreDicionário de comunicação, 1978.
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