Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 1 10121952
CMSM 1º Ano - Língua Portuguesa 2005LEIA ATENTAMENTE O TEXTO ABAIXO E RESPONDA O ITEM.
Bruxaria LTDA
01 Desde que o homem deixou de ser macaco e passou a escrever cartas de amor, dançar ba-
lalaica e usar fio-dental, foi acometido por uma série de dúvidas terríveis: será que viverei bastan-
te? Me casarei com a Gisele Bündchen? Vai chover no domingo?
Diante de tanto questionamento, não é de admirar que todos os povos tenham tido seus
05 gurus e feiticeiros, gente que se dizia capaz de prever o dia de amanhã, o dia de depois de amanhã
e inclusive o de depois de depois de amanhã daqui a vinte e sete anos e dois meses.
Cada cultura criou seu método: os negros vindos da África trouxeram os búzios, os judeus
estudavam a cabala, os ciganos liam as mãos e os gregos cortavam a barriga de uma pomba ou de
um bezerro e, de acordo com o “caimento” das vísceras, prediziam a sorte de alguém. Chegamos
10 ao século 21. Temos aviões a jato, computadores, secadores de cabelo que parecem as naves de
Guerra nas Estrelas e, no entanto, a única previsão que somos capazes de fazer é se choverá ou não
no domingo (mesmo assim, com uma margem de erro grande). E o que faz a humanidade diante de
suas angústias existenciais? Recorre aos métodos de sempre: leitura de mãos, búzios, tarô. Propo-
nho criarmos novas técnicas de previsão do futuro, mais de acordo com o mundo contemporâneo.
15 Leitura de Lego - Baseada nos ancestrais métodos dos búzios, a leitura de lego substitui
aquelas conchinhas feias por peças coloridas e higiênicas. Joga-se um punhado delas sobre uma
bandeja de aço inox (nada de cercado de palha) e o guru faz as previsões.
Leitura de tênis – Em seu calçado estão impressas todas as suas características. A parte da
frente da sola é mais gasta que a de trás? Pessoa ousada, impulsiva. O dedinho molda a parte ex-
20 terna do tênis, como se quisesse escapar? Sujeito criativo, com pendores artísticos. Por aí vai...
Interpretação psico-automotiva – Você é o seu carro. Se no interior tiver quilos de anúnci-
os de prédios, latas de Coca-Cola e recibos de pedágio, você é um caos. Farol queimado? Alguma
doença nos olhos ou dificuldade financeira.
Cerdologia cósmica – A maneira como você escova os dentes reflete sua posição na vida
25 e essa fica impressa nas cerdas. Observando cada fiozinho de náilon, seu “nível de inclinação” e o
chamado “teor de gastança”, pode-se prever o futuro, prevenir doenças. Há ainda muitas outras ci-
ências ocultas da sociedade tecnológica, como a decifração de mouses, a leitura de bitucas e a es-
carafunchação mochílica, mas não há espaço para falar de tudo. Espero que, com essas dicas, os
velhos gurus possam se reciclar e ficar mais de acordo com o mundo em que vivemos. Teremos,
30 então, as respostas às nossas velhas angústias? Não sei, mas acabo de jogar um punhado de legos
numa bandeja e um pai-de-santo clubber de cabelo moicano me olha, atentamente, prestes a ilumi-
nar minhas dúvidas.
(Antonio Prata. Capricho, 19/10/2003.)
Leia o texto a seguir:

(Kiki - A primeira vez. São Paulo: Devir, 2002. p. 42.)
A partir da leitura do texto “Bruxaria LTDA” e do horóscopo acima, é possível afirmar que há entre eles uma relação:
Questão 58 10534101
ENCCEJA* Encceja 2002Seu doutor me dê licença pra minha história contar.
Hoje eu tô na terra estranha, é bem triste o meu penar
Mas já fui muito feliz vivendo no meu lugar.
Eu tinha cavalo bom e gostava de campear.
E todo dia aboiava na porteira do curral(...)
Hoje nas terra do sul, longe do torrão natá
Quando eu vejo em minha frente uma boiada passar,
As água corre dos olho, começo logo a chorá
Lembro a minha Vaca Estrela e o meu lindo Boi Fubá
Com saudade do Nordeste, dá vontade de aboiar
Patativa do Assaré. Vaca Estrela e Boi Fubá. In: Antologia Poética. Fortaleza: Demócrito Rocha, 2001.
Os versos do poema expressam
Questão 57 10534100
ENCCEJA* Encceja 2002No início da colonização do Brasil, os brancos consideravam os índios como selvagens. O texto abaixo mostra como os índios Waiãpi (Amapá) viam os brancos.
Meu pai, que nunca viu um branco, me avisou: os karai-ku (não-índios) são perigosos porque não são como a gente. Eles têm cara de macaco, têm muito pêlo no corpo como macacos. (...) Eles já apareceram e foram embora, mas eu sei que eles vão aparecer de novo.
Relato Waiãpi apud MEC. Cadernos da TV Escola. Índios no Brasil. ISSN 1517-2333, 1993.
A comparação entre esses dois pontos de vista, mostra que a idéia de “selvagem” está relacionada principalmente a uma pessoa
Questão 50 10534089
ENCCEJA* Encceja 2002Em um dia de chuva torrencial, pedras coloridas caíram do céu. E quando o sol apareceu, as pedras esquentaram e delas pipocaram pequenas crianças (...) Das pedras pretas, surgiram os negros. Das pedras brancas, saíram crianças brancas. Os antepassados dos waiãpi curiosos, pegaram esses ‘ filhos da chuva ’ e tentaram criá-los(...)
Relato Waiãpi apud MEC. Cadernos da TV Escola. Índios no Brasil. ISSN 1517-2333, 1993.
O relato faz parte de um mito sobre a origem
Questão 5 10283393
OBM 6° Ano 2002Qual é a quantidade total de letras de todas as respostas incorretas desta questão?
Questão 11 10567781
Leia o fragmento do conto abaixo e responda à questão:
Era domingo à noite, o quarteirão movimentado, rapazes no footing*, bares cheios. Enquanto ele andava, foi pensando no que acontecera. No começo fora só curiosidade; mas depois foi bacana, ficou alegre quando viu a traíra bem viva de novo, correndo pela água, esperta. Mas o que faria com ela agora? Matá-la, não ia; não, não faria isso. Se ela já estivesse morta, seria diferente; mas ela estava viva, e ele não queria criá-la. Mas o que faria com ela? Poderia criá-la; por que não? Havia o tanquinho do quintal, tanquinho que a mãe uma vez mandara fazer para criar patos. Estava entupido de terra, mas ele poderia desentupi-lo, arranjar tudo; ficaria cem por cento. É, é isso o que faria. Deixaria a traíra numa lata d’água até o dia seguinte e, de manhã, logo que se levantasse, iria mexer com isso. (...)
* footing: passeio a pé, com o objetivo de arrumar namorado(a)
VILELA, Luiz. Um Peixe. 7 ed. São Paulo: Ática, 2007. p. 36. Fragmento.
O foco narrativo do conto é definido pela perspectiva em que o narrador relata os eventos relacionados ao enredo.
No trecho, predomina:
06
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