Questões de EFAF Português - Morfologia
903 Questões
Questão 20 10729849
CMC 6º Ano - Português 2019
Disponível em: http://turmadamonica.uol.com.br/tirinhasdomarcelinho/ Acesso em 18 outubro 2019.
A respeito do texto, analise as afirmativas a seguir e marque C para as corretas e E para as que estiverem erradas.
( ) Em: “Não acredito no que estou vendo”, há locução verbal.
( ) O uso da vírgula na frase “Olha, Cascão” é facultativo.
( ) A indignação de Cascão, no quadrinho 2, manifesta-se, entre outras coisas, pela posição das mãos na cintura.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
Questão 10 10716438
CMBH 1°ano - Prova de Português 2019Texto
PAGUE PRA VER
[1] Sair com o Gabriel nem sempre é uma tarefa das mais fáceis do mundo. Mas acredito que isso
seja com qualquer criança.
Já li muitas entrevistas e assisti a outras em que os pais acabaram se tornando “autistas” sem que
tivessem percebido - eles acabaram se isolando e deixando de frequentar eventos sociais e, a cada dia
[5] que passa, ficam mais prisioneiros dessa situação.
Entendo perfeitamente. Infelizmente, não temos como prever o que vai acontecer a cada esquina
e a cada estímulo que meu filho vai encontrar pelo caminho. Só de começar a imaginar todas as reações
que porventura ele venha a ter, na maior parte das vezes, pensamos em ficar em casa. Afinal de contas, o
lar é um ambiente controlado e ninguém vai se desgastar, nem se frustrar, ou se aborrecer.
[10] Acredito que seu dia, leitor (a), não seja fácil, assim como o meu também não é.
Quando recebemos um convite, pensamos mil vezes antes de sair de casa. Após esses momentos
de reflexão, quase sempre escolhemos a opção de sair e “pagar pra ver”. Não vou mentir, às vezes,
temos que ir embora 10, 15 minutos depois que chegamos ao destino do passeio. Mas, em uma próxima
vez, pode ser que ele fique 20 minutos e, se realmente ficar, será uma vitória que iremos comemorar
[15] como a conquista de um título mundial.
O olhar dele é algo profundo, quase que indescritível, e, quando conseguimos que o Gabriel fixe
seus olhos dentro dos nossos olhos, temos a sensação de que ele está agradecendo por não desistirmos.
Se eu puder deixar uma mensagem hoje, é: não desistam de seu filho, de sua filha, vivam o
presente. Durmam na mesma cama, tomem banho juntos, abracem e se beijem. Não deixem que o autismo
[20] seja uma “sentença” em sua vida e na de seu filho ou na de sua filha. Divirtam-se. Vocês merecem;)
YAMAMUTO, Wagner. Pague pra ver. Revista Autismo, São Paulo, ano V, n.5, p.15, jun./jul./ago. 2019. Disponível em: Acesso em: 26 ago. 2019. (Texto adaptado.)
Assinale a opção em que o termo sublinhado tenha a MESMA classificação morfológica do termo destacado no trecho abaixo, extraído do TEXTO:
“(...) será uma vitória que iremos comemorar como a conquista de um título mundial.” (linhas 14 e 15)
Questão 2 10685017
CMJF 6° Ano - Língua Portuguesa (Prova 1) 2019Texto - CHUMBINHO
Miguel chegava de bicicleta ao Colégio Elite bem no meio da algazarra da entrada dos alunos.
Estacionou no pátio e viu que a seu lado chegava um camaradinha uns dois anos mais novo, alegre e simpático como ele só. Também largou sua magrela ao lado da de Miguel e perguntou:
- Oi! Você é o Miguel, não é?
[05]- Sou - Miguel respondeu, achando graça. — E você, quem é?
- Me chamam de Chumbinho...
Enquanto Miguel tirava a mochila do bagageiro e a encaixava entre os ombros, o menino
Chumbinho corria na direção de um tumulto perto do portão da escola, zoeira grande demais mesmo para a algazarra normal daquele horário. Miguel logo o seguiu e viu uma roda de alunos que
[10] provocavam um menino de uns sete anos que... que chorava!
O grupo ria, arreliava e humilhava sadicamente o pobrezinho, pois parecia que o choro do garoto era o que eles queriam que acontecesse.
- E aí, Gaguinho?
- Fala de novo! Mas be-be-bem de-de-va-va-ga-ga-ri-rinho, hein?
[15]- Ha, ha, hal Quero ver esse pouca-fala na hora da chamada oral!
- Ga-ga-ga! Ga-ga-guinhôôôôô!
O sangue subiu à cabeça de Miguel. Estava pronto para intervir quando o tal Chumbinho antecipou-se: era bem menor do que os provocadores, mas avançava para o meio da roda, passava um braço pelo ombro do garotinho choroso, punha a outra mão na cintura, desafiadoramente, e
[20] levantava a voz:
- O que-que-que es-tá-tá a-a-a-con-con-te-te-cendo? Que co-var-di-dia é e-e-essa? Tá to-to-do mun-mundo ma-ma-luco, é?
Como por encanto, no grupo de gozadores baixou um silêncio de cemitério. Logo no portão de entrada, um dos lugares mais barulhentos de qualquer escola! Os provocadores empalideciam,
[25] recuavam, e um deles falou, quase gaguejando também:
- O que é isso, Chumbinho? Você não é gago...
- Nã-não so-sou, é? Po-por que não po-posso se-ser? E se-se eu for, hein, hein, hein? Vai que-querer me go-gozar, va-vai?
O rapaz baixava os olhos. amedrontado.
[30] "Amedrontado, por que?" pensava Miguel, cheio de admiração. Afinal de contas aquele garoto a quem chamavam de Chumbinho não parecia um brigão, e era bem menor do que os gozadores.
Seu físico não meteria medo em ninguém!
- Puxa. Chumbinho... - desculpava-se o outro, que, pelo jeito, deveria ser o líder da provocação. - A gente só estava de brincadeira....
[35] Chumbinho enfureceu-se
- De brincadeira?! De brincadeira, você diz? Então por que não brinca assim comigo?
- Vocês não têm a menor vergonha? Esse menino acabou de ser transferido para cá e e assim que vocês mostram a cara dos alunos do Elite?
Os outros calavam-se, baixavam as cabeças, disfarçavam, alguns procuravam esgueirar-se
[40] para longe do problema, e nenhum deles conseguia encarar o menino Chumbinho, sempre de
queixo erguido, decidido feito herói de revista em quadrinhos.
De repente, os curiosos que cercavam a cena e que primeiro a haviam presenciado só para ver aonde aquilo lá chegar, prorromperam em aplausos entusiasmados, em gritos, como se seu time predileto tivesse acabado de marcar o gol da vitória:
[45] - Ai, Chumbinho!
- Mostrou pra eles!
- Viva o Chumbinho! (...)
O herói do dia, ainda sob aplausos, começou a afastar-se, conduzindo o novato, que agora não mais chorava.
[50] - Viva o Chumbinhôôôô! - aplaudiam todos.
Chumbinho, de cabeça erguida, piscou na direção de Miguel ao passar por ele.
(Pedro Bandeira. A droga da amizade 1. ed. São Paulo: Moderna. pp. 27-30)
Os sufixos diminutivos podem acrescentar às palavras ideias de carinho, ternura, admiração, ironia ou desprezo.
De acordo com o contexto do texto, assinale a alternativa em que o uso do diminutivo expressa desprezo.
Questão 8 10683194
OBRL 5ºAno, 2° Fase - TETA 2019Considere que a regra de formação das palavras abaixo permaneça a mesma, e que existem três (03) padrões a serem percebidos, e que se repetem ininterruptamente.

Obedecendo a esta regra de formação, a alternativa que substitui corretamente o ponto de interrogação é?
Questão 14 10627511
COTIL 1° Ano 2019Texto para a questão:
PIVETE – Chico Buarque
No sinal fechado
Ele vende chiclete
Capricha na flanela
E se chama Pelé
Pinta na janela1
Batalha algum trocado5
Aponta um canivete
E até
Dobra a Carioca, olerê
Desce a Frei Caneca, olará
Se manda pra Tijuca
Sobe o Borel
Meio se maloca
Agita numa boca
Descola uma mutuca
E um papel
Sonha aquela mina, olerê
Prancha, parafina, olará
Dorme gente fina
Acorda pinel
Zanza na sarjeta
Fatura uma besteira
E tem as pernas tortas
E se chama Mané
Arromba uma porta
Faz ligação direta
Engata uma primeira
E até
Dobra a Carioca, olerê
Desce a Frei Caneca, olará
Se manda pra Tijuca
Na contramão
Dança pára-lama2
Já era pára-choque3
Agora ele se chama
Emersão
Sobe no passeio, olerê
Pega no Recreio, olará
Não se liga em freio
Nem direção
No sinal fechado
Ele transa chiclete
E se chama pivete
E pinta na janela
Capricha na flanela
Descola uma bereta
Batalha na sarjeta
E tem as pernas tortas.
DE QUEM SÃO OS MENINOS DE RUA?
Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não entendi. Fui logo dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava. Queria saber a hora.
Talvez não fosse um Menino De Família, mas também não era um Menino De Rua. É assim que a gente divide. Menino De Família é aquele bem-vestido com tênis da moda e camiseta de marca, que usa relógio e a mãe dá outro se o dele for roubado por um Menino De Rua. Menino De Rua é aquele que quando a gente passa perto segura a bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão. (...) Na verdade não existem meninos De rua. Existem meninos NA rua4 . E toda vez que um menino está NA rua é porque alguém o botou lá. Os meninos não vão sozinhos aos lugares. Assim como são postos no mundo, durante muitos anos também são postos onde quer que estejam. Resta ver quem os põe na rua. E por quê.
(COLASSANTI, Marina. In: Eu sei, mas não devia. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.)
Do texto “DE QUEM SÃO OS MENINOS DE RUA”, no trecho "... não existem meninos DE rua. Existem meninos NA rua. "4, as preposições indicam, respectivamente:
Questão 4 10174322
IFFar* 1° Ano - Processo Seletivo 2019Para responder à questão, leia o texto a seguir.
Em Dobro
[01] Sabe aquele mendigo bem mendigo? Ele era
assim. Um mendigo grisalho. Daqueles que só
têm cobertores esfarrapados e falas desconexas.
Ou tão conexas, que a gente não entende. Encos-
[05] tado numa parede, perto do Mercado Central de
Belo Horizonte, ele via o vaivém. Na mesma calça-
da que era varrida pela gari. Baganas de cigarro,
pedaços de papel, folhas, poeira. Uniforme e cabe-
lo preso. Os turistas e os locais passando de lá para
[10] cá na correria da sexta-feira de Copa do Mundo.
O mendigo a mendigar. A gari a varrer.
O mendigo ali, vendo a gari. Ficou olhando
para ela, olhando o movimento rápido e ensaiado
da vassoura. Foi quando tirou do bolso uma nota
[15] amassada de cinco reais e estendeu ao ar. "Pegue,
pegue.", foi o que ele disse. A gari sorriu e, com edu-
cação, recusou. "Vá lá. Dê uma paradinha e tome
um guaraná”. O mendigo insistiu. A gari encolheu
os ombros como quem diz "fazer o quê?" e pegou a
[20] nota. Agradeceu rindo, meio constrangida.
Uma turista passava por ali. Viu e ouviu.
Se comoveu com a bondade do mendigo, com seu
desapego pelo que não tem. O mendigo viu a gari
suando no sol da tarde. Quis fazê-la um pouco fe-
[25] liz. Não havia segundas intenções que pudessem
macular a pureza da cena. A bondade verdadeira
não quer nada em troca. A bondade não é esmola.
É doação.
Fonte: MILMAN, Tulio. Em dobro. Jornal Zero Hora, edição de 30/06/14, p.2.
Na frase O mendigo a mendigar (l.11, ) mendigo e mendigar pertencem à mesma família de palavras, assim como os vocábulos apresentados nas alternativas a seguir.
Assinale a alternativa com a palavra que pode ser usada como sinônimo de mendigo pois expressa a noção de agente.
06
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