Questões de EFAF Português - Sintaxe
1.422 Questões
Questão 13 10785072
Liceu-SP 2008Texto para a questão:

A palavra “se” nos três quadrinhos possui qual classificação sintática?
Questão 10 10785065
Liceu-SP 2008
Depois da leitura acima da tirinha de Mafalda do Argentino Quino, estabeleça a relação de verdade sobre o uso do conectivo “ou” presente na última tira:
I. A conjunção Ou do ponto de vista sintático estabelece a coesão entre duas orações coordenadas aditivas, que traduzem a preocupação da personagem em continuar tomando a sopa da mãe que, pelo contexto, é péssima.
II. A conjunção Ou do ponto de vista sintático estabelece a coerência entre duas orações subordinadas alternativas, possibilitando uma leitura da crítica que a personagem faz da arte culinária da mãe.
III. A conjunção explicativa Ou esclarece o motivo pelo qual a menina escreve hipocrisias à mãe.
IV. A conjunção alternativa Ou liga duas orações coordenadas alternativas, que estabelecem do ponto de vista semântico a fonte do humor da tirinha, revelada pela escolha que a mãe da personagem terá de fazer.
Questão 24 10762316
CTI (UNIFICADO) C. Gerais 2008Assinale a alternativa correta quanto à concordância.
Questão 20 10762305
CTI (UNIFICADO) C. Gerais 2008Para responder à questão, leia o texto.
Maneira de amar
O jardineiro conversava com as flores, e elas se habituaram ao diálogo. Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiara um gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homem bonito, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza.
Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma situação bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na ocasião devida.
O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros, aparentemente não fazendo coisa alguma. E mandou-o embora, depois de assinar a carteira de trabalho.
Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de atitude. A mais triste de todas era o girassol, que não se conformava com a ausência do homem. “Você o tratava mal, agora está arrependido?” “Não, respondeu, estou triste porque agora não posso tratá-lo mal. É a minha maneira de amar, ele sabia disso, e gostava.”
(Carlos Drummond de Andrade, O sorvete e outras histórias)
Considere as afirmações.
I. A história desenrola-se num ambiente único, ou seja, o jardim.
II. O tempo na história corresponde a um dia, já que o jardineiro cuidou do jardim e depois foi demitido.
III. O foco narrativo é de 3.ª pessoa, com narrador observador.
IV. No último parágrafo do texto, há exemplo de discurso direto.
Estão corretas as afirmações
Questão 14 10726919
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2008Texto 1
A roupagem da língua
Noção de erro de português é afetada pela idéia de que, vista do passado, toda evolução é corrupção.
Aldo Bizzocchi
Somos um povo que adora discutir a própria língua. E quando o fazemos, um dos assuntos que invariavelmente vêm à baila é a famigerada questão do erro gramatical. Muito se tem debatido a respeito, e a suposta existência de erros em nossa fala (bem como na escrita) ensejou até o surgimento de uma nova profissão, por sinal lucrativa, a de consultor gramatical. Igualmente, peritos no assunto têm mantido com sucesso colunas em jornais, sites, programas de rádio ou televisão com o propósito de ensinar as pessoas a falar corretamente o seu próprio idioma. Isso porque, segundo o diagnóstico catastrofista desses entendidos, nunca se falou tão mal o português como agora, nossa língua caminha inelutavelmente para a ruína e a dissolução, já não se escreve mais como antigamente.
(...)
É preciso, então, definir claramente o que é o erro em matéria de língua. É evidente que, se um estrangeiro tentando falar português disser “O meu mulher ser muito bonita”, cometerá um erro, a ponto de se poder dizer que isso não é português. Da mesma forma, quando cometemos um lapsus linguae, isto é, um equívoco involuntário do qual temos consciência, estamos diante um erro lingüístico.
Mas o que se costuma chamar de “erro de português” é uma expressão lingüística que nada tem de acidental, já que é sistemática e, geralmente, proferida por pessoas de menor nível escolar e socioeconômico, embora possa ocorrer até nos mais altos escalões da sociedade. Para a lingüística, que é a ciência da linguagem humana, esse fenômeno não pode ser chamado de erro. Se a língua é um sistema de signos que se articulam segundo leis definidas para permitir a comunicação e o pensamento humanos, toda expressão lingüística, mesmo a das pessoas iletradas, cumpre esse papel com eficiência.
(...)
Usos inadequados
A maioria dos chamados erros constitui, na verdade, um uso lingüístico inadequado à situação de comunicação. Para entendermos melhor essa inadequação, vamos fazer uma analogia entre a língua que falamos e a roupa que usamos. Ninguém em sã consciência vai a uma cerimônia de formatura de camiseta e bermudas tampouco vai à praia de terno. Assim com há uma roupa adequada a cada ocasião, há uma forma de expressão lingüística, chamada registro ou nível de linguagem, adequada a cada situação de discurso.
(...)
Mas e aquelas pessoas que moram na periferia ou na zona rural e dizem “pobrema”, “cardeneta” ou “puliça”, elas não estão falando errado? Do ponto de vista normativo, sim. Mas, como disse, a gramática normativa só se aplica a situações e ambientes formais. O registro deve, antes de tudo, estar adequado ao contexto social da comunicação. Pessoas que vivem num meio de baixa escolaridade e pronunciam “pobrema” estão adaptadas ao seu habitat. Se você duvida, experimente entrar numa favela do Rio vestindo roupa social e vá conversar com os traficantes usando linguagem de magistrado para ver o que lhe acontece.
Não estou dizendo com isso que o linguajar das pessoas não-escolarizadas deva ser incentivado. É evidente que, como cidadãos, devemos lutar para acabar com a pobreza e a ignorância. Nesse sentido, não apenas pronunciar “pobrema” é errado; morar em favelas ou andar maltrapilho é muito mais. No entanto, muitos brasileiros moram em barracos ou na rua e só têm uma roupa – muitas vezes esfarrapada – para vestir e só um registro para falar. Sua fala é pobre como é pobre a sua existência, tanto física como mental. O imaginário da classe média idealiza essas pessoas indo a todos os lugares sempre com a mesma camisa surrada, os mesmos chinelos velhos, falando com todos sempre do mesmo modo.
(...)
Disponível em http://revistalingua.uol.com.br/textos. Acessado em 25/11/2007
Texto 2
Sinais de preconceito lingüístico
Houve um lado bom na polêmica declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na convenção do PSDB, noticiada com destaque na imprensa no fim de semana.
O assunto forçou a mídia a discutir publicamente questões ligadas às diferentes variantes da língua, assunto ainda muito restrito à academia.
Foi "certo" o que o ex-presidente disse? Ou era aceitável", posto que muitos falam assim?
O debate é pertinente e jornalisticamente atual.
Faltou, talvez, incluir na discussão a questão do preconceito lingüístico, conceito ainda pouco conhecido no país.
Esse tipo de preconceito estava na base da declaração do ex-presidente (reproduzo trecho de matéria da Folha Online):
- "Queremos brasileiros melhor educados, e não liderados por gente que despreza a educação, a começar pela própria"
O ponto tão alardeado pela imprensa no sábado e no domingo foi quanto ao uso inadequado do trecho "melhor educados".
Do ponto da variante culta da língua (a chamada norma culta), deveria ser "mais bem educados".
Esse foi, inclusive, o tema desta coluna na quinta- feira da semana passada.
O que a fala de Fernando Henrique esconde é a percepção de que "quem fala errado ou não domina a língua culta é pouco inteligente ou desprovido de autoridade intelectual".
Essa forma de raciocínio é o tal preconceito lingüístico: pela intolerância em aceitar a diferença no uso da língua, opta-se pelo preconceito.
Há, evidentemente, situações que exigem uma adequação maior à norma culta.
A fala do ex-presidente era uma delas, posto que criticava abertamente quem não seguia a variante culta (socialmente, a mais prestigiada do país).
Mas, em outros contextos, é comum uma flexibilização maior da norma.
É só ver as sessões de bate-papo do UOL.
Há abreviações e adaptações que, muitas vezes, tentam simular a fala.
A própria fala pode servir de exemplo.
Quem segue todas as regras de colocação pronominal numa conversa informal?
Me contaram algo sobre você ou contaram-me algo sobre você? Qual soa mais coloquial?
Claro que é a forma em que ocorre a próclise.
A construção, então, está errada?
Do ponto de vista da norma culta, sim.
Mas isso não quer dizer que não possa ser usada. Vai depender muito da situação e do contexto em que o trecho é produzido.
Em termos argumentativos, a fala de Fernando Henrique contradizia a crítica que tentava trazer.
Mas trouxe, por outro lado, a rara oportunidade de discutir o preconceito lingüístico.
É um conceito ignorado por muitos, mas que, para alguns autores, é tão grave quanto outras formas de preconceito.
Um abraço,
Paulo Ramos
Paulo Ramos
Paulo Ramos é jornalista, professor e consultor de língua portuguesa do Grupo Folha-UOL.
Disponível em http://educacao.uol.com.br/dicas-portugues/ult2781u669.jhtm. Acessado em 27/11/2007.
Dadas as afirmações de que a construção:
1 – “ Há, evidentemente, situações que exigem uma adequação maior à norma culta.” (texto 2), sem contrariar as regras de concordância verbal, a frase pode ser substituída por “Existem, evidentemente, situações que exigem uma adequação maior à norma culta.”
2 – O adjetivo adequada foi empregado neste fragmento do texto 1: “ assim como há uma roupa adequada a cada ocasião, há uma forma de expressão lingüística, chamada registro ou nível de linguagem, adequada a cada situação de discurso.” Na segunda ocorrência, nota-se um desvio gramatical, pois, de acordo com a regra de concordância nominal, deveria estar flexionado no masculino plural, visto que se refere aos substantivos registro e nível.
3 – Os substantivos quinta-feira e bate-papo seguem a mesma regra de flexão de número, logo o plural correto, para ambos, é flexionar os dois termos: quintas-feiras e bates-papos.
Verificamos que está(ão) correta(s):
Questão 3 10726901
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2008Texto
Doloso
Era preciso cometer aquele erro
de concordância, de regência,
de colocação pronominal
(a música das palavras exigia),
embora soubesse da Gramática
e de sua intransigência de burocrata
E era imprescindível saber.
O crime culposo seria inadmissível.
MACEDO, Maurício de. Fragmento. Maceió: Cata-vento, 2007.
Ao analisar-se, no texto, o vocábulo embora, pode-se concluir que:
I - a palavra é uma conjunção que estabelece uma relação de ruptura, necessária ao entendimento do poema.
II – embora é uma preposição e estabelece uma relação de continuidade com a idéia estabelecida anteriormente.
III – embora é uma conjunção e estabelece uma relação temporal com a idéia estabelecida anteriormente.
IV – a palavra embora poderia ser trocada por ainda que, sem prejuízo de sentido ao texto.
Assinale o verdadeiro:
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