Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
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Questão 5 10784848
EPCAR 1° Ano - Língua Portuguesa 2007Texto
A força da linguagem
(...)
Podemos avaliar a força da linguagem tomando como
exemplo os mitos e as religiões.
A palavra grega mythos, como já vimos, significa
“narrativa” e, portanto, “linguagem”. Trata-se da palavra
[5] que narra a origem dos deuses, do mundo, dos homens, das
técnicas (o fogo, a agricultura, a caça, a pesca, o artesanato,
a guerra) e da vida do grupo social ou da comunidade.
Pronunciados em momentos especiais – os momentos
sagrados ou de relação com o sagrado –, os mitos são mais
[10] do que uma simples narrativa; são a maneira pela qual,
através das palavras, os seres humanos organizam a
realidade e a interpretam.
O mito tem o poder de fazer com que as coisas sejam
tais como são ditas ou pronunciadas. O melhor exemplo
[15] dessa força criadora da palavra encontra-se na abertura da
Gênese, na Bíblia judeu-cristã, em que Deus cria o mundo
do nada, apenas usando a linguagem: “E Deus disse:
faça-se!”, e foi feito. Porque Ele disse, foi feito. A palavra
divina é uma força criadora.
[20] Também vemos a força realizadora ou concretizadora
da linguagem nas liturgias religiosas. Por exemplo, na
missa cristã, o celebrante, pronunciando as palavras “Este é
o meu corpo” e “Este é o meu sangue”, realiza o mistério da
Eucaristia, isto é, a encarnação de Deus no pão e no vinho.
[25] Também nos rituais indígenas e africanos, os deuses e
heróis comparecem e se reúnem aos mortais quando
invocados pelas palavras corretas, pronunciadas pelo
celebrante.
A linguagem tem, assim, um poder encantatório, isto é,
[30] uma capacidade para reunir o sagrado e o profano, trazer os
deuses e as forças cósmicas para o meio do mundo, ou,
como acontece com os místicos em oração, tem o poder de
levar os humanos até o interior do sagrado. Eis por que, em
quase todas as religiões, existem profetas e oráculos, isto é,
[35] pessoas escolhidas pela divindade para transmitir
mensagens divinas aos humanos.
(...)
Independente de acreditarmos ou não em palavras
místicas, mágicas, encantatórias ou tabus, o importante é
[40] que elas existem, pois sua existência revela o poder que
atribuímos à linguagem. Esse poder decorre do fato de que
as palavras são núcleos, sínteses ou feixes de significações,
símbolos e valores que determinam o modo como
interpretamos as forças divinas, naturais, sociais e políticas
[45] e suas relações conosco.
Marilena Chaui
Assinale a alternativa INCORRETA, relativa ao último parágrafo do Texto.
Questão 4 10784846
EPCAR 1° Ano - Língua Portuguesa 2007Texto
A força da linguagem
(...)
Podemos avaliar a força da linguagem tomando como
exemplo os mitos e as religiões.
A palavra grega mythos, como já vimos, significa
“narrativa” e, portanto, “linguagem”. Trata-se da palavra
[5] que narra a origem dos deuses, do mundo, dos homens, das
técnicas (o fogo, a agricultura, a caça, a pesca, o artesanato,
a guerra) e da vida do grupo social ou da comunidade.
Pronunciados em momentos especiais – os momentos
sagrados ou de relação com o sagrado –, os mitos são mais
[10] do que uma simples narrativa; são a maneira pela qual,
através das palavras, os seres humanos organizam a
realidade e a interpretam.
O mito tem o poder de fazer com que as coisas sejam
tais como são ditas ou pronunciadas. O melhor exemplo
[15] dessa força criadora da palavra encontra-se na abertura da
Gênese, na Bíblia judeu-cristã, em que Deus cria o mundo
do nada, apenas usando a linguagem: “E Deus disse:
faça-se!”, e foi feito. Porque Ele disse, foi feito. A palavra
divina é uma força criadora.
[20] Também vemos a força realizadora ou concretizadora
da linguagem nas liturgias religiosas. Por exemplo, na
missa cristã, o celebrante, pronunciando as palavras “Este é
o meu corpo” e “Este é o meu sangue”, realiza o mistério da
Eucaristia, isto é, a encarnação de Deus no pão e no vinho.
[25] Também nos rituais indígenas e africanos, os deuses e
heróis comparecem e se reúnem aos mortais quando
invocados pelas palavras corretas, pronunciadas pelo
celebrante.
A linguagem tem, assim, um poder encantatório, isto é,
[30] uma capacidade para reunir o sagrado e o profano, trazer os
deuses e as forças cósmicas para o meio do mundo, ou,
como acontece com os místicos em oração, tem o poder de
levar os humanos até o interior do sagrado. Eis por que, em
quase todas as religiões, existem profetas e oráculos, isto é,
[35] pessoas escolhidas pela divindade para transmitir
mensagens divinas aos humanos.
(...)
Independente de acreditarmos ou não em palavras
místicas, mágicas, encantatórias ou tabus, o importante é
[40] que elas existem, pois sua existência revela o poder que
atribuímos à linguagem. Esse poder decorre do fato de que
as palavras são núcleos, sínteses ou feixes de significações,
símbolos e valores que determinam o modo como
interpretamos as forças divinas, naturais, sociais e políticas
[45] e suas relações conosco.
Marilena Chaui
Assinale a opção em que a reescritura de trechos do Texto conserva o sentido original.
Questão 2 10784842
EPCAR 1° Ano - Língua Portuguesa 2007Texto
A força da linguagem
(...)
Podemos avaliar a força da linguagem tomando como
exemplo os mitos e as religiões.
A palavra grega mythos, como já vimos, significa
“narrativa” e, portanto, “linguagem”. Trata-se da palavra
[5] que narra a origem dos deuses, do mundo, dos homens, das
técnicas (o fogo, a agricultura, a caça, a pesca, o artesanato,
a guerra) e da vida do grupo social ou da comunidade.
Pronunciados em momentos especiais – os momentos
sagrados ou de relação com o sagrado –, os mitos são mais
[10] do que uma simples narrativa; são a maneira pela qual,
através das palavras, os seres humanos organizam a
realidade e a interpretam.
O mito tem o poder de fazer com que as coisas sejam
tais como são ditas ou pronunciadas. O melhor exemplo
[15] dessa força criadora da palavra encontra-se na abertura da
Gênese, na Bíblia judeu-cristã, em que Deus cria o mundo
do nada, apenas usando a linguagem: “E Deus disse:
faça-se!”, e foi feito. Porque Ele disse, foi feito. A palavra
divina é uma força criadora.
[20] Também vemos a força realizadora ou concretizadora
da linguagem nas liturgias religiosas. Por exemplo, na
missa cristã, o celebrante, pronunciando as palavras “Este é
o meu corpo” e “Este é o meu sangue”, realiza o mistério da
Eucaristia, isto é, a encarnação de Deus no pão e no vinho.
[25] Também nos rituais indígenas e africanos, os deuses e
heróis comparecem e se reúnem aos mortais quando
invocados pelas palavras corretas, pronunciadas pelo
celebrante.
A linguagem tem, assim, um poder encantatório, isto é,
[30] uma capacidade para reunir o sagrado e o profano, trazer os
deuses e as forças cósmicas para o meio do mundo, ou,
como acontece com os místicos em oração, tem o poder de
levar os humanos até o interior do sagrado. Eis por que, em
quase todas as religiões, existem profetas e oráculos, isto é,
[35] pessoas escolhidas pela divindade para transmitir
mensagens divinas aos humanos.
(...)
Independente de acreditarmos ou não em palavras
místicas, mágicas, encantatórias ou tabus, o importante é
[40] que elas existem, pois sua existência revela o poder que
atribuímos à linguagem. Esse poder decorre do fato de que
as palavras são núcleos, sínteses ou feixes de significações,
símbolos e valores que determinam o modo como
interpretamos as forças divinas, naturais, sociais e políticas
[45] e suas relações conosco.
Marilena Chaui
Assinale com (V) verdadeiro ou (F) falso as inferências abaixo sobre o Texto e, em seguida, marque a opção correspondente.
( ) A linguagem transcende seu aspecto funcional de registro da trajetória humana.
( ) Em seu texto, a autora deixa clara a sua visão catolicista do mundo.
( ) A relação entre o homem e a palavra apresenta reciprocidade: ambos atuam um sobre o outro, permutando as funções ativa e passiva.
( ) A história ratifica, desde os primórdios da humanidade, a tese da autora.
Questão 24 10759360
CTI (UNIFICADO) C. Gerais 2007Nas orações – ... o senhor não tem calo no coração…/ Conseguiu de muito homem e mulher chorar sangue… – têm-se, respectivamente:
Questão 23 10759359
CTI (UNIFICADO) C. Gerais 2007TEXTO
Mas, as barbaridades que esse delegado fez e aconteceu, o senhor nem tem calo no coração para poder me escutar. Conseguiu de muito homem e mulher chorar sangue, por este simples universozinho nosso aqui. Sertão. O senhor sabe: sertão é onde manda quem é forte, com as astúcias. Deus mesmo, quando vier, que venha armado!
O texto, extraído de Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa,
Questão 21 10759357
CTI (UNIFICADO) C. Gerais 2007Leia o texto para responder à questão.
TEXTO
A proeza se dá numa cidadezinha mineira, cujo nome revela sua vocação: Cordisburgo, a cidade do coração.
Além do nome sugestivo e de ser uma cidade como tantas outras – com igreja, praça, estação de trem –, Cordisburgo é o local onde nasceu um dos maiores escritores brasileiros, João Guimarães Rosa, autor de Sagarana e do romance Grande Sertão: Veredas – que em 2006 comemora os 50 anos de sua primeira publicação.
Esse nativo ilustre leva anualmente para a cidade centenas de pessoas que querem ouvir, na voz dos próprios moradores, a narração de suas belas histórias. Estamos falando da Caminhada Eco-Literária de Cordisburgo, realizada em julho, e que recebe cerca de 300 caminhantes vindos de várias partes do Brasil. Espécie de romaria literária, a caminhada não exige forma física, mas sentidos apurados, dura cerca de quatro horas e inclui café da manhã e almoço típico.
Logo cedo, a praça está movimentada. Música no coreto, gente de todas as idades. O Grupo Miguilins narra Jardim Fechado, do livro Ave, Palavra. A estranha história do passeio de um menino e um gato em um jardim abandonado e a descoberta de que não estavam sozinhos. Enquanto isso o farto café da manhã é servido.
Em seguida é hora de subir no ônibus. Meia hora por uma estrada de terra e lá está o amplo cerrado nos esperando. Caminhantes a postos, munidos de água, chapéu, sapatos confortáveis, sombrinha e alegria. O primeiro quilômetro percorrido a pé na estradinha nos leva até a primeira parada para ouvir histórias: Recados do Sirimim, um dos quatro contos da série que homenageia o rio Sirimim, também do livro Ave, Palavra.
O tempo do relógio fica em suspensão. Conhecer pessoas, deter o olhar num ninho de passarinhos, tirar fotos, apreciar a paisagem é tudo o que realmente se quer fazer por aqui sem pressa. (...)
(Revista Bons Fluidos, julho de 2005)
Atente para as afirmações:
I. Trata-se do registro jornalístico dos fatos, visando à informação.
II. A ênfase dada à linguagem com o intuito de torná-la literária deixa a informação em segundo plano.
III. Percebe-se no texto a intenção de noticiar um acontecimento e registrá-lo de forma atrativa ao leitor.
Está correto o que se afirma em
06
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