Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 12 10563905
Colégio Embraer 2016Leia a tira.

(Folha de S.Paulo, 03.08.2016. Adaptado)
De acordo com a norma-padrão e com o sentido da tira, as lacunas do primeiro e do segundo quadrinho devem ser preenchidas, respectivamente, com as frases:
Questão 10 10563886
Colégio Embraer 2016Leia trechos do poema de Gregório de Matos para responder à questão
Senhora Dona Bahia,
nobre e opulenta1 cidade,
madrasta dos naturais,
e dos estrangeiros madre2,
Dizei-me por vida vossa
em que fundais o ditame3
de exaltar os que aqui vêm,
e abater os que aqui nascem?
Se o fazeis pelo interesse
de que os estranhos vos gabem4,
isso os paisanos5 fariam
com conhecidas vantagens.
(Gregório de Matos. Poemas escolhidos, 2010. Adaptado)
Vocabulário:
1opulenta: luxuosa
2madre: mãe
3ditame: regra
4gabem: louvem
5paisanos: compatriotas
No poema, o eu lírico dialoga com a Bahia, flexionando os verbos na segunda pessoa do plural (vós).
Caso ela seja tratada como “você” e os verbos sejam transpostos para o tempo passado, os versos – Se o fazeis pelo interesse / de que os estranhos vos gabem – assumirão a seguinte redação:
Questão 6 10563786
Colégio Embraer 2016O acesso universal à educação e a outros serviços básicos é a fórmula para evitar a _____ e a revolta, sendo esta traduzida em atos antissociais e criminosos. Sociedades que não têm isso, como os Estados Unidos, são obrigadas a apelar para a _____ e para o encarceramento de grande parte da população. Os americanos ainda têm recursos financeiros suficientes (não se sabe até quando) para bancar a maior população carcerária do mundo.
(http://www.opovo.com.br, 26.07.2016. Adaptado)
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do texto são preenchidas, respectivamente, com:
Questão 5 10563768
Colégio Embraer 2016Leia o texto para responder à questão.
Legado olímpico
Legado é a palavra da vez neste momento olímpico. Ela está ainda mais presente no vocabulário dos que agora se desdobram para que tudo funcione a contento durante a Olimpíada Rio-2016 e foi definitivamente incorporada ao discurso daqueles que aproveitam a oportunidade para lançar programas sociais, esportivos e culturais.
A cidade do Rio de Janeiro transformou-se na principal beneficiária de muitos legados, embora alguns deles sejam extensivos ao país indiretamente, uma vez que algumas competições foram programadas para outras capitais.
Além desses legados, que se traduzem em edifícios, quadras e ginásios esportivos, meios de transporte, revitalização urbana e muitas coisas mais, há outro, muito falado, mas aparentemente imperceptível. O espírito olímpico é legado para se refletir e praticar, inclusive fora das arenas de competição.
A história dos jogos olímpicos e as histórias dos atletas que participam da Olimpíada, em especial aquelas de brasileiros que enfrentaram inúmeras dificuldades para chegar ao nível em que se encontram, são bons exemplos para a formação de crianças e jovens. Pais e educadores têm nesta oportunidade elementos de sobra para despertar o interesse de filhos e alunos para os esportes.
(Lucila Cano. http://educacao.uol.com.br, 05.08.2016. Adaptado)
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, reescrevendo-se o seguinte trecho do texto – Além desses legados, (...) há outro, muito falado, mas aparentemente imperceptível. (3º parágrafo) – com a substituição do verbo “haver” e do pronome “outro” por “outros”, obtém-se:
Questão 11 10531394
OBJETIVO 9º Ano - Português 2016Texto - O SINO DE OURO
Contaram-me que, no fundo do sertão de Goiás, numa localidade de cujo nome não estou certo, mas acho que é Porangatu, que fica perto do rio de Ouro e da serra de Santa Luzia, ao sul da Serra Azul – mas também pode ser Uruaçu, junto do rio das Almas e da serra do Passa-Três (minha memória é traiçoeira e fraca; eu esqueço os nomes das vilas e a fisionomia dos irmãos, esqueço os mandamentos e as cartas e até a amada que amei com paixão) –, mas me contaram que em Goiás, nessa povoação de poucas almas, as casas são pobres e os homens pobres, e muitos são parados e doentes indolentes, e mesmo a igreja é pequena, me contaram que ali tem – coisa bela e espantosa – um grande sino de ouro.
Lembrança de antigo esplendor, gesto de gratidão, dádiva ao Senhor de um grão-senhor – nem Chartres, nem Colônia, nem S. Pedro ou Ruão, nenhuma catedral imensa com seus enormes carrilhões tem nada capaz de um som tão lindo e puro como esse sino de ouro, de ouro catado e fundido na própria terra goiana nos tempos de antigamente.
É apenas um sino, mas é de ouro. De tarde seu som vai voando em ondas mansas sobre as matas e os cerrados, e as veredas de buritis, e a melancolia do chapadão, e chega ao distante e deserto carrascal, e avança em ondas mansas sobre os campos imensos, o som do sino de ouro. E a cada um daqueles homens pobres ele dá cada dia sua ração de alegria. Eles sabem que de todos os ruídos e sons que fogem do mundo em procura de Deus – gemidos, gritos, blasfêmias, batuques, sinos, orações, e o murmúrio temeroso e agônico das grandes cidades que esperam a explosão atômica e no seu próprio ventre negro parecem conter o germe de todas as explosões – eles sabem que Deus, com especial delícia e alegria, ouve o som alegre do sino de ouro perdido no fundo do sertão. E então é como se cada homem, o mais pobre, o mais doente e humilde, o mais mesquinho e triste, tivesse dentro da alma um pequeno sino de ouro.
Quando vem o forasteiro de olhar aceso de ambição, e propõe negócios, fala em estradas, bancos, dinheiro, obras, progresso, corrupção – dizem que esses goianos olham o forasteiro com um olhar lento e indefinível sorriso e guardam um modesto silêncio. O forasteiro de voz alta e fácil não compreende; fica, diante daquele silêncio, sem saber que o goiano está quieto, ouvindo bater dentro de si, com um som de extrema pureza e alegria, seu particular sino de ouro. E o forasteiro parte, e a povoação continua pequena, humilde e mansa, mas louvando a Deus com sino de ouro. Ouro que não serve para perverter, nem o homem nem a mulher, mas para louvar a Deus.
E se Deus não existe não faz mal. O ouro do sino de ouro é neste mundo o único ouro de alma pura, o ouro no ar, o ouro da alegria. Não sei se isso acontece em Porangatu, Uruaçu ou outra cidade do sertão. Mas quem me contou foi um homem velho que esteve lá; contou dizendo: “eles têm um sino de ouro e acham que vivem disso, não se importam com mais nada, nem querem mais trabalhar; fazem apenas o essencial para comer e continuar a viver, pois acham maravilhoso ter um sino de ouro”.
O homem velho me contou isso com espanto e desprezo. Mas eu contei a uma criança e nos seus olhos se lia seu pensamento: que a coisa mais bonita do mundo deve ser ouvir um sino de ouro. Com certeza é esta mesma a opinião de Deus, pois ainda que Deus não exista ele só pode ter a mesma opinião de uma criança. Pois cada um de nós quando criança tem dentro da alma seu sino de ouro que depois, por nossa culpa e miséria e pecado e corrupção, vai virando ferro e chumbo, vai virando pedra e terra, e lama e podridão.
(Rubem Braga. Os melhores contos de Rubem Braga. 10. ed. São Paulo: Global, 1999, p. 131-132.)
No trecho “...e sons que fogem do mundo em procura de Deus – gemidos, gritos, blasfêmias, batuques, sinos, orações, e o murmúrio temeroso e agônico das grandes cidades...”, as vírgulas foram empregadas para
Questão 7 10531305
OBJETIVO 9º Ano - Português 2016Leia o texto abaixo e responda à questão.
Texto - O GATO E O ESCURO
Vejam, meus filhos, o gatinho preto, sentado no cimo desta história. Pois ele nem sempre foi dessa cor. Conta a mãe dele que, antes, tinha sido amarelo, às malhas e às pintas. Todos lhe chamavam o Pintalgato. Diz-se que ficou desta aparência, em totalidade negra, por motivo de um susto. Vou aqui contar como aconteceu essa trespassagem de claro para escuro. O caso, vos digo, não é nada claro.
Aconteceu assim: o gatinho gostava de passear-se nessa linha onde o dia faz fronteira com a noite. Faz de conta o pôr do Sol fosse um muro. Faz mais de conta ainda os pés felpudos pisassem o poente. A mãe se afligia e pedia: – Nunca atravesse a luz para o lado de lá.
Essa era a aflição dela, que o seu menino passasse além do pôr de algum Sol. O filho dizia que sim, acenava consentindo. Mas fingia obediência. Porque o Pintalgato chegava ao poente e espreitava o lado de lá. Namoriscando o proibido, seus olhos pirilampiscavam. Certa vez, inspirou coragem e passou uma perna para o lado de lá, onde a noite se enrosca a dormir.
Foi ganhando mais confiança e, de cada vez, se adentrou um bocadinho. Até que a metade completa dele já passara a fronteira, para além do limite. Quando regressava de sua desobediência, olhou as patas dianteiras e se assustou. Estavam pretas, mais que breu. Escondeu-se num canto, mais enrolado que o pangolim. Não queria ser visto em flagrante escuridão.
(Mia Couto. “O gato e o escuro”. Lisboa: Caminho, 2000. Adaptado.)
Nos trechos:
1. “Mas fingia obediência” e
2. “Foi ganhando mais confiança e...”,
as palavras mas e mais indicam, respectivamente, ideia de
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