Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 14 10784936
EPCAR 1° Ano - Língua Portuguesa 2007Texto I
A força da linguagem
(...)
Podemos avaliar a força da linguagem tomando como
exemplo os mitos e as religiões.
A palavra grega mythos, como já vimos, significa
“narrativa” e, portanto, “linguagem”. Trata-se da palavra
[5] que narra a origem dos deuses, do mundo, dos homens, das
técnicas (o fogo, a agricultura, a caça, a pesca, o artesanato,
a guerra) e da vida do grupo social ou da comunidade.
Pronunciados em momentos especiais – os momentos
sagrados ou de relação com o sagrado –, os mitos são mais
[10] do que uma simples narrativa; são a maneira pela qual,
através das palavras, os seres humanos organizam a
realidade e a interpretam.
O mito tem o poder de fazer com que as coisas sejam
tais como são ditas ou pronunciadas. O melhor exemplo
[15] dessa força criadora da palavra encontra-se na abertura da
Gênese, na Bíblia judeu-cristã, em que Deus cria o mundo
do nada, apenas usando a linguagem: “E Deus disse:
faça-se!”, e foi feito. Porque Ele disse, foi feito. A palavra
divina é uma força criadora.
[20] Também vemos a força realizadora ou concretizadora
da linguagem nas liturgias religiosas. Por exemplo, na
missa cristã, o celebrante, pronunciando as palavras “Este é
o meu corpo” e “Este é o meu sangue”, realiza o mistério da
Eucaristia, isto é, a encarnação de Deus no pão e no vinho.
[25] Também nos rituais indígenas e africanos, os deuses e
heróis comparecem e se reúnem aos mortais quando
invocados pelas palavras corretas, pronunciadas pelo
celebrante.
A linguagem tem, assim, um poder encantatório, isto é,
[30] uma capacidade para reunir o sagrado e o profano, trazer os
deuses e as forças cósmicas para o meio do mundo, ou,
como acontece com os místicos em oração, tem o poder de
levar os humanos até o interior do sagrado. Eis por que, em
quase todas as religiões, existem profetas e oráculos, isto é,
[35] pessoas escolhidas pela divindade para transmitir
mensagens divinas aos humanos.
(...)
Independente de acreditarmos ou não em palavras
místicas, mágicas, encantatórias ou tabus, o importante é
[40] que elas existem, pois sua existência revela o poder que
atribuímos à linguagem. Esse poder decorre do fato de que
as palavras são núcleos, sínteses ou feixes de significações,
símbolos e valores que determinam o modo como
interpretamos as forças divinas, naturais, sociais e políticas
[45] e suas relações conosco.
Marilena Chaui
Texto II
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas eram feitas por intermédio dele e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele, e a vida era a luz dos homens.”
João, l, 1-4
Texto III
Para os antigos egípcios “o órgão da criação é a boca, que nomeia todas as coisas”. No Rigveda, a fala é apresentada como imagem materna, que contém o universo dentro de si: “Da palavra vivem todos os deuses; da palavra vivem os gênios, os animais e os homens... a palavra é imperecível, primogênita da lei, mãe dos vedas, umbigo da imortalidade.
O único período abaixo que NÃO apresenta uma idéia conclusiva ou explicativa é
Questão 13 10784924
EPCAR 1° Ano - Língua Portuguesa 2007Texto
ANTES DO NOME
Adélia Prado
Não me importa a palavra, esta corriqueira.
Quero é o esplêndido caos de onde emerge a sintaxe,
Os sítios escuros onde nasce o “de”, o “aliás”,
O “o”, o “porém” e o “que”, esta incompreensível
[5] muleta que me apoia.
Quem entender a linguagem entende Deus
cujo Filho é o Verbo. Morre quem entender.
A palavra é disfarce de uma coisa mais grave,
surda-muda,
[10] foi inventada para ser calada.
Em momentos de graça, infreqüentíssimos,
se poderá apanhá-la: um peixe vivo com a mão.
Puro susto e terror.
Considerando a idéia central do Texto, indique se as afirmativas a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) O eu-lírico deseja a palavra exata, que cumpre rigorosamente a sintaxe.
( ) Segundo o texto, a compreensão da linguagem é uma forma de se chegar a Deus.
( ) Difícil é apanhar um peixe vivo com as mãos, tal como é encontrar a palavra exata.
( ) De acordo com o 3° verso, as palavras são sempre obscuras.
A seqüência correta é
Questão 12 10784914
EPCAR 1° Ano - Língua Portuguesa 2007Texto I
A força da linguagem
(...)
Podemos avaliar a força da linguagem tomando como
exemplo os mitos e as religiões.
A palavra grega mythos, como já vimos, significa
“narrativa” e, portanto, “linguagem”. Trata-se da palavra
[5] que narra a origem dos deuses, do mundo, dos homens, das
técnicas (o fogo, a agricultura, a caça, a pesca, o artesanato,
a guerra) e da vida do grupo social ou da comunidade.
Pronunciados em momentos especiais – os momentos
sagrados ou de relação com o sagrado –, os mitos são mais
[10] do que uma simples narrativa; são a maneira pela qual,
através das palavras, os seres humanos organizam a
realidade e a interpretam.
O mito tem o poder de fazer com que as coisas sejam
tais como são ditas ou pronunciadas. O melhor exemplo
[15] dessa força criadora da palavra encontra-se na abertura da
Gênese, na Bíblia judeu-cristã, em que Deus cria o mundo
do nada, apenas usando a linguagem: “E Deus disse:
faça-se!”, e foi feito. Porque Ele disse, foi feito. A palavra
divina é uma força criadora.
[20] Também vemos a força realizadora ou concretizadora
da linguagem nas liturgias religiosas. Por exemplo, na
missa cristã, o celebrante, pronunciando as palavras “Este é
o meu corpo” e “Este é o meu sangue”, realiza o mistério da
Eucaristia, isto é, a encarnação de Deus no pão e no vinho.
[25] Também nos rituais indígenas e africanos, os deuses e
heróis comparecem e se reúnem aos mortais quando
invocados pelas palavras corretas, pronunciadas pelo
celebrante.
A linguagem tem, assim, um poder encantatório, isto é,
[30] uma capacidade para reunir o sagrado e o profano, trazer os
deuses e as forças cósmicas para o meio do mundo, ou,
como acontece com os místicos em oração, tem o poder de
levar os humanos até o interior do sagrado. Eis por que, em
quase todas as religiões, existem profetas e oráculos, isto é,
[35] pessoas escolhidas pela divindade para transmitir
mensagens divinas aos humanos.
(...)
Independente de acreditarmos ou não em palavras
místicas, mágicas, encantatórias ou tabus, o importante é
[40] que elas existem, pois sua existência revela o poder que
atribuímos à linguagem. Esse poder decorre do fato de que
as palavras são núcleos, sínteses ou feixes de significações,
símbolos e valores que determinam o modo como
interpretamos as forças divinas, naturais, sociais e políticas
[45] e suas relações conosco.
Marilena Chaui
Texto II
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas eram feitas por intermédio dele e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele, e a vida era a luz dos homens.”
João, l, 1-4
Texto III
Para os antigos egípcios “o órgão da criação é a boca, que nomeia todas as coisas”. No Rigveda, a fala é apresentada como imagem materna, que contém o universo dentro de si: “Da palavra vivem todos os deuses; da palavra vivem os gênios, os animais e os homens... a palavra é imperecível, primogênita da lei, mãe dos vedas, umbigo da imortalidade.
Em relação às estruturas e às idéias dos Textos II e III, assinale a opção correta.
Questão 11 10784899
EPCAR 1° Ano - Língua Portuguesa 2007Texto I
A força da linguagem
(...)
Podemos avaliar a força da linguagem tomando como
exemplo os mitos e as religiões.
A palavra grega mythos, como já vimos, significa
“narrativa” e, portanto, “linguagem”. Trata-se da palavra
[5] que narra a origem dos deuses, do mundo, dos homens, das
técnicas (o fogo, a agricultura, a caça, a pesca, o artesanato,
a guerra) e da vida do grupo social ou da comunidade.
Pronunciados em momentos especiais – os momentos
sagrados ou de relação com o sagrado –, os mitos são mais
[10] do que uma simples narrativa; são a maneira pela qual,
através das palavras, os seres humanos organizam a
realidade e a interpretam.
O mito tem o poder de fazer com que as coisas sejam
tais como são ditas ou pronunciadas. O melhor exemplo
[15] dessa força criadora da palavra encontra-se na abertura da
Gênese, na Bíblia judeu-cristã, em que Deus cria o mundo
do nada, apenas usando a linguagem: “E Deus disse:
faça-se!”, e foi feito. Porque Ele disse, foi feito. A palavra
divina é uma força criadora.
[20] Também vemos a força realizadora ou concretizadora
da linguagem nas liturgias religiosas. Por exemplo, na
missa cristã, o celebrante, pronunciando as palavras “Este é
o meu corpo” e “Este é o meu sangue”, realiza o mistério da
Eucaristia, isto é, a encarnação de Deus no pão e no vinho.
[25] Também nos rituais indígenas e africanos, os deuses e
heróis comparecem e se reúnem aos mortais quando
invocados pelas palavras corretas, pronunciadas pelo
celebrante.
A linguagem tem, assim, um poder encantatório, isto é,
[30] uma capacidade para reunir o sagrado e o profano, trazer os
deuses e as forças cósmicas para o meio do mundo, ou,
como acontece com os místicos em oração, tem o poder de
levar os humanos até o interior do sagrado. Eis por que, em
quase todas as religiões, existem profetas e oráculos, isto é,
[35] pessoas escolhidas pela divindade para transmitir
mensagens divinas aos humanos.
(...)
Independente de acreditarmos ou não em palavras
místicas, mágicas, encantatórias ou tabus, o importante é
[40] que elas existem, pois sua existência revela o poder que
atribuímos à linguagem. Esse poder decorre do fato de que
as palavras são núcleos, sínteses ou feixes de significações,
símbolos e valores que determinam o modo como
interpretamos as forças divinas, naturais, sociais e políticas
[45] e suas relações conosco.
Marilena Chaui
Texto II
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas eram feitas por intermédio dele e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele, e a vida era a luz dos homens.”
João, l, 1-4
Texto III
Para os antigos egípcios “o órgão da criação é a boca, que nomeia todas as coisas”. No Rigveda, a fala é apresentada como imagem materna, que contém o universo dentro de si: “Da palavra vivem todos os deuses; da palavra vivem os gênios, os animais e os homens... a palavra é imperecível, primogênita da lei, mãe dos vedas, umbigo da imortalidade.
Assinale a alternativa correta.
Questão 10 10784866
EPCAR 1° Ano - Língua Portuguesa 2007Texto
Para os antigos egípcios “o órgão da criação é a boca, que nomeia todas as coisas”. No Rigveda, a fala é apresentada como imagem materna, que contém o universo dentro de si: “Da palavra vivem todos os deuses; da palavra vivem os gênios, os animais e os homens... a palavra é imperecível, primogênita da lei, mãe dos vedas, umbigo da imortalidade.”
De acordo com o Texto, assinale as alternativas abaixo com (V) verdadeiro ou (F) falso e marque a opção correspondente.
( ) As palavras egípcios, órgão e gênios são acentuadas pela mesma razão.
( ) Deuses, gênios, animais e homens, diante da palavra, não estão no mesmo patamar.
( ) Pode-se considerar que, de acordo com o Rigveda, a palavra é como Deus, não tem princípio nem fim.
( ) Pode-se considerar que, conforme o trecho apresentado, no Rigveda é reverenciada a Mãe, assim como na Bíblia reverencia-se o Pai.
Questão 9 10784861
EPCAR 1° Ano - Língua Portuguesa 2007Texto
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas eram feitas por intermédio dele e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele, e a vida era a luz dos homens.”
João, l, 1-4
Assinale a opção cuja reescritura está em acordo com a idéia original do Texto, e que não contenha alguma infração à modalidade padrão da língua portuguesa.
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)