Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 8 10772193
EPCAR 1º Ano - Português e Matemática 2008Leia atentamente o Texto para responder à questão.
Texto
Como lidar com brincadeiras que machucam a alma
Meire Cavalcante
A criançada entra na sala eufórica. Você se acomoda na
mesa enquanto espera que os alunos se sentem, retirem o
material da mochila e se acalmem para a aula começar.
Nesse meio tempo, um deles grita bem alto: “Ô, cabeção,
[5] passa o livro!” O outro responde: “Peraí, espinha”. Em
outro canto da sala, um garoto dá um tapinha, “de leve”, na
nuca do colega. A menina toda produzida logo pela manhã
ouve o cumprimento: “Fala, metida!” Ao lado dela, bem
quietinha, outra garota escuta lá do fundo da sala: “Abre a
[10] boca, zumbi!” E a classe cai na risada.
(...)
O nome dado a essas brincadeiras de mau gosto,
disfarçadas por um duvidoso senso de humor, é bullying. O
termo ainda não tem uma denominação em português (...),
mas é usado quando crianças e adolescentes recebem
[15] apelidos que os ridicularizam e sofrem humilhações,
ameaças, intimidação, roubo e agressão moral e física por
parte dos colegas. Entre as conseqüências, estão o
isolamento e a queda do rendimento escolar. Em alguns
casos extremos, o bullying pode afetar o estado emocional
[20] do jovem de tal maneira que ele opte por soluções
trágicas, como o suicídio.
(...)
Em janeiro do ano passado, Edmar Aparecido Freitas, de
18 anos, entrou no colégio onde tinha estudado, em Taiúva
(SP), e feriu oito pessoas com disparos de um revólver
[25] calibre 38. Em seguida, se matou. Obeso, ele havia
passado a vida escolar sendo vítima de apelidos
humilhantes e alvo de gargalhadas e sussurros pelos
corredores. Atitude semelhante tiveram dois adolescentes
norte-americanos na escola de Ensino Médio Columbine,
[30] no Colorado (EUA), em abril de 1999. Após matar 13
pessoas e deixar dezenas de feridos, eles também
cometeram suicídio quando se viram cercados pela polícia.
Assim como o garoto brasileiro, os jovens americanos
eram ridicularizados pelos colegas.
[35] Os exemplos de Edmar e dos garotos de Columbine, que
tiveram reações extremadas, são um alerta para os
educadores. “Os meninos não quiseram atingir esse ou
aquele estudante. O objetivo deles era matar a escola em
que viveram momentos de profunda infelicidade e onde
[40] todos foram omissos ao seu sofrimento", analisa o pediatra
Aramis Lopes Neto, coordenador do Programa de
Redução do Comportamento Agressivo entre Estudantes,
desenvolvido pela Abrapia.
Quem pratica e quem sofre
No filme norte-americano Bang Bang! Você Morreu,
[45] Trevor, o protagonista, é vítima de bullying. Para revidar,
ameaça os que o perseguem com um bomba de mentira.
Diferentes dele são os que sofrem em silêncio e enfrentam
com medo e vergonha o desafio de ir à escola. Em vez de
reagir ou procurar ajuda, se isolam, ficam deprimidos,
[50] querem abandonar os estudos, não se acham bons para
integrar o grupo, apresentam baixo rendimento e evitam
falar sobre o problema.
“Quem mais sofre é quem menos fala. Esses passam
despercebidos pelo professor”, alerta a psicóloga Carolina
[55] Lisboa, professora da Universidade Federal do Rio Grande
do Sul e do Centro Universitário Feevale (RS). “Tinha
vontade de ficar sozinha. Não queria ser notada”, diz
Vanessa Brandão Greco, da 7ª
série da Escola Municipal
de Ensino Fundamental Thomas Mann, no Rio de Janeiro.
[60] Ela recebia apelidos humilhantes por causa dos cabelos
crespos.
Mesmo quem adere à brincadeira se sente diminuído pelos
comentários dos colegas. Mas, para se defender, entra no
jogo - o que dá uma falsa impressão de que não se
[60] ressente. “Eu ridicularizava os outros porque, se não
fizesse isso, o alvo seria eu”, conta Leandro Souza Gomes
Santos, da 8ª série.
(...)
O bullying também pode ser praticado por meios
eletrônicos. Mensagens difamatórias ou ameaçadoras
[65] circulam por e-mails, sites, blogs (os diários virtuais),
pagers e celulares. É quase uma extensão do que dizem e
fazem na escola, mas com a agravante de que a vítima
não está cara a cara com o agressor, o que aumenta a
crueldade dos comentários e das ameaças. Quando uma
[70] agressão está num mundo virtual, o melhor remédio, é
mais uma vez, a conversa. Se as crianças e adolescentes
confiam nos adultos que os cercam, podem contar sobre o
bullying sem medo de represálias, uma vez que terão a
certeza de encontrar ajuda.
(http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/0178/aberto/ bullying.shtml)
Assinale a afirmativa INCORRETA.
Questão 7 10772191
EPCAR 1º Ano - Português e Matemática 2008Leia atentamente o Texto para responder à questão.
Texto
Como lidar com brincadeiras que machucam a alma
Meire Cavalcante
A criançada entra na sala eufórica. Você se acomoda na
mesa enquanto espera que os alunos se sentem, retirem o
material da mochila e se acalmem para a aula começar.
Nesse meio tempo, um deles grita bem alto: “Ô, cabeção,
[5] passa o livro!” O outro responde: “Peraí, espinha”. Em
outro canto da sala, um garoto dá um tapinha, “de leve”, na
nuca do colega. A menina toda produzida logo pela manhã
ouve o cumprimento: “Fala, metida!” Ao lado dela, bem
quietinha, outra garota escuta lá do fundo da sala: “Abre a
[10] boca, zumbi!” E a classe cai na risada.
(...)
O nome dado a essas brincadeiras de mau gosto,
disfarçadas por um duvidoso senso de humor, é bullying. O
termo ainda não tem uma denominação em português (...),
mas é usado quando crianças e adolescentes recebem
[15] apelidos que os ridicularizam e sofrem humilhações,
ameaças, intimidação, roubo e agressão moral e física por
parte dos colegas. Entre as conseqüências, estão o
isolamento e a queda do rendimento escolar. Em alguns
casos extremos, o bullying pode afetar o estado emocional
[20] do jovem de tal maneira que ele opte por soluções
trágicas, como o suicídio.
(...)
Em janeiro do ano passado, Edmar Aparecido Freitas, de
18 anos, entrou no colégio onde tinha estudado, em Taiúva
(SP), e feriu oito pessoas com disparos de um revólver
[25] calibre 38. Em seguida, se matou. Obeso, ele havia
passado a vida escolar sendo vítima de apelidos
humilhantes e alvo de gargalhadas e sussurros pelos
corredores. Atitude semelhante tiveram dois adolescentes
norte-americanos na escola de Ensino Médio Columbine,
[30] no Colorado (EUA), em abril de 1999. Após matar 13
pessoas e deixar dezenas de feridos, eles também
cometeram suicídio quando se viram cercados pela polícia.
Assim como o garoto brasileiro, os jovens americanos
eram ridicularizados pelos colegas.
[35] Os exemplos de Edmar e dos garotos de Columbine, que
tiveram reações extremadas, são um alerta para os
educadores. “Os meninos não quiseram atingir esse ou
aquele estudante. O objetivo deles era matar a escola em
que viveram momentos de profunda infelicidade e onde
[40] todos foram omissos ao seu sofrimento", analisa o pediatra
Aramis Lopes Neto, coordenador do Programa de
Redução do Comportamento Agressivo entre Estudantes,
desenvolvido pela Abrapia.
Quem pratica e quem sofre
No filme norte-americano Bang Bang! Você Morreu,
[45] Trevor, o protagonista, é vítima de bullying. Para revidar,
ameaça os que o perseguem com um bomba de mentira.
Diferentes dele são os que sofrem em silêncio e enfrentam
com medo e vergonha o desafio de ir à escola. Em vez de
reagir ou procurar ajuda, se isolam, ficam deprimidos,
[50] querem abandonar os estudos, não se acham bons para
integrar o grupo, apresentam baixo rendimento e evitam
falar sobre o problema.
“Quem mais sofre é quem menos fala. Esses passam
despercebidos pelo professor”, alerta a psicóloga Carolina
[55] Lisboa, professora da Universidade Federal do Rio Grande
do Sul e do Centro Universitário Feevale (RS). “Tinha
vontade de ficar sozinha. Não queria ser notada”, diz
Vanessa Brandão Greco, da 7ª
série da Escola Municipal
de Ensino Fundamental Thomas Mann, no Rio de Janeiro.
[60] Ela recebia apelidos humilhantes por causa dos cabelos
crespos.
Mesmo quem adere à brincadeira se sente diminuído pelos
comentários dos colegas. Mas, para se defender, entra no
jogo - o que dá uma falsa impressão de que não se
[60] ressente. “Eu ridicularizava os outros porque, se não
fizesse isso, o alvo seria eu”, conta Leandro Souza Gomes
Santos, da 8ª série.
(...)
O bullying também pode ser praticado por meios
eletrônicos. Mensagens difamatórias ou ameaçadoras
[65] circulam por e-mails, sites, blogs (os diários virtuais),
pagers e celulares. É quase uma extensão do que dizem e
fazem na escola, mas com a agravante de que a vítima
não está cara a cara com o agressor, o que aumenta a
crueldade dos comentários e das ameaças. Quando uma
[70] agressão está num mundo virtual, o melhor remédio, é
mais uma vez, a conversa. Se as crianças e adolescentes
confiam nos adultos que os cercam, podem contar sobre o
bullying sem medo de represálias, uma vez que terão a
certeza de encontrar ajuda.
(http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/0178/aberto/ bullying.shtml)
Assinale a opção cuja análise está coerente com o período extraído do texto.
Questão 6 10772180
EPCAR 1º Ano - Português e Matemática 2008Leia atentamente o Texto para responder à questão.
Texto
Como lidar com brincadeiras que machucam a alma
Meire Cavalcante
A criançada entra na sala eufórica. Você se acomoda na
mesa enquanto espera que os alunos se sentem, retirem o
material da mochila e se acalmem para a aula começar.
Nesse meio tempo, um deles grita bem alto: “Ô, cabeção,
[5] passa o livro!” O outro responde: “Peraí, espinha”. Em
outro canto da sala, um garoto dá um tapinha, “de leve”, na
nuca do colega. A menina toda produzida logo pela manhã
ouve o cumprimento: “Fala, metida!” Ao lado dela, bem
quietinha, outra garota escuta lá do fundo da sala: “Abre a
[10] boca, zumbi!” E a classe cai na risada.
(...)
O nome dado a essas brincadeiras de mau gosto,
disfarçadas por um duvidoso senso de humor, é bullying. O
termo ainda não tem uma denominação em português (...),
mas é usado quando crianças e adolescentes recebem
[15] apelidos que os ridicularizam e sofrem humilhações,
ameaças, intimidação, roubo e agressão moral e física por
parte dos colegas. Entre as conseqüências, estão o
isolamento e a queda do rendimento escolar. Em alguns
casos extremos, o bullying pode afetar o estado emocional
[20] do jovem de tal maneira que ele opte por soluções
trágicas, como o suicídio.
(...)
Em janeiro do ano passado, Edmar Aparecido Freitas, de
18 anos, entrou no colégio onde tinha estudado, em Taiúva
(SP), e feriu oito pessoas com disparos de um revólver
[25] calibre 38. Em seguida, se matou. Obeso, ele havia
passado a vida escolar sendo vítima de apelidos
humilhantes e alvo de gargalhadas e sussurros pelos
corredores. Atitude semelhante tiveram dois adolescentes
norte-americanos na escola de Ensino Médio Columbine,
[30] no Colorado (EUA), em abril de 1999. Após matar 13
pessoas e deixar dezenas de feridos, eles também
cometeram suicídio quando se viram cercados pela polícia.
Assim como o garoto brasileiro, os jovens americanos
eram ridicularizados pelos colegas.
[35] Os exemplos de Edmar e dos garotos de Columbine, que
tiveram reações extremadas, são um alerta para os
educadores. “Os meninos não quiseram atingir esse ou
aquele estudante. O objetivo deles era matar a escola em
que viveram momentos de profunda infelicidade e onde
[40] todos foram omissos ao seu sofrimento", analisa o pediatra
Aramis Lopes Neto, coordenador do Programa de
Redução do Comportamento Agressivo entre Estudantes,
desenvolvido pela Abrapia.
Quem pratica e quem sofre
No filme norte-americano Bang Bang! Você Morreu,
[45] Trevor, o protagonista, é vítima de bullying. Para revidar,
ameaça os que o perseguem com um bomba de mentira.
Diferentes dele são os que sofrem em silêncio e enfrentam
com medo e vergonha o desafio de ir à escola. Em vez de
reagir ou procurar ajuda, se isolam, ficam deprimidos,
[50] querem abandonar os estudos, não se acham bons para
integrar o grupo, apresentam baixo rendimento e evitam
falar sobre o problema.
“Quem mais sofre é quem menos fala. Esses passam
despercebidos pelo professor”, alerta a psicóloga Carolina
[55] Lisboa, professora da Universidade Federal do Rio Grande
do Sul e do Centro Universitário Feevale (RS). “Tinha
vontade de ficar sozinha. Não queria ser notada”, diz
Vanessa Brandão Greco, da 7ª
série da Escola Municipal
de Ensino Fundamental Thomas Mann, no Rio de Janeiro.
[60] Ela recebia apelidos humilhantes por causa dos cabelos
crespos.
Mesmo quem adere à brincadeira se sente diminuído pelos
comentários dos colegas. Mas, para se defender, entra no
jogo - o que dá uma falsa impressão de que não se
[60] ressente. “Eu ridicularizava os outros porque, se não
fizesse isso, o alvo seria eu”, conta Leandro Souza Gomes
Santos, da 8ª série.
(...)
O bullying também pode ser praticado por meios
eletrônicos. Mensagens difamatórias ou ameaçadoras
[65] circulam por e-mails, sites, blogs (os diários virtuais),
pagers e celulares. É quase uma extensão do que dizem e
fazem na escola, mas com a agravante de que a vítima
não está cara a cara com o agressor, o que aumenta a
crueldade dos comentários e das ameaças. Quando uma
[70] agressão está num mundo virtual, o melhor remédio, é
mais uma vez, a conversa. Se as crianças e adolescentes
confiam nos adultos que os cercam, podem contar sobre o
bullying sem medo de represálias, uma vez que terão a
certeza de encontrar ajuda.
(http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/0178/aberto/ bullying.shtml)
Assinale a opção cuja análise está de acordo com as normas gramaticais.
Questão 3 10771539
EPCAR 1º Ano - Português e Matemática 2008Leia atentamente o Texto para responder à questão.
Texto
Como lidar com brincadeiras que machucam a alma
Meire Cavalcante
A criançada entra na sala eufórica. Você se acomoda na
mesa enquanto espera que os alunos se sentem, retirem o
material da mochila e se acalmem para a aula começar.
Nesse meio tempo, um deles grita bem alto: “Ô, cabeção,
[5] passa o livro!” O outro responde: “Peraí, espinha”. Em
outro canto da sala, um garoto dá um tapinha, “de leve”, na
nuca do colega. A menina toda produzida logo pela manhã
ouve o cumprimento: “Fala, metida!” Ao lado dela, bem
quietinha, outra garota escuta lá do fundo da sala: “Abre a
[10] boca, zumbi!” E a classe cai na risada.
(...)
O nome dado a essas brincadeiras de mau gosto,
disfarçadas por um duvidoso senso de humor, é bullying. O
termo ainda não tem uma denominação em português (...),
mas é usado quando crianças e adolescentes recebem
[15] apelidos que os ridicularizam e sofrem humilhações,
ameaças, intimidação, roubo e agressão moral e física por
parte dos colegas. Entre as conseqüências, estão o
isolamento e a queda do rendimento escolar. Em alguns
casos extremos, o bullying pode afetar o estado emocional
[20] do jovem de tal maneira que ele opte por soluções
trágicas, como o suicídio.
(...)
Em janeiro do ano passado, Edmar Aparecido Freitas, de
18 anos, entrou no colégio onde tinha estudado, em Taiúva
(SP), e feriu oito pessoas com disparos de um revólver
[25] calibre 38. Em seguida, se matou. Obeso, ele havia
passado a vida escolar sendo vítima de apelidos
humilhantes e alvo de gargalhadas e sussurros pelos
corredores. Atitude semelhante tiveram dois adolescentes
norte-americanos na escola de Ensino Médio Columbine,
[30] no Colorado (EUA), em abril de 1999. Após matar 13
pessoas e deixar dezenas de feridos, eles também
cometeram suicídio quando se viram cercados pela polícia.
Assim como o garoto brasileiro, os jovens americanos
eram ridicularizados pelos colegas.
[35] Os exemplos de Edmar e dos garotos de Columbine, que
tiveram reações extremadas, são um alerta para os
educadores. “Os meninos não quiseram atingir esse ou
aquele estudante. O objetivo deles era matar a escola em
que viveram momentos de profunda infelicidade e onde
[40] todos foram omissos ao seu sofrimento", analisa o pediatra
Aramis Lopes Neto, coordenador do Programa de
Redução do Comportamento Agressivo entre Estudantes,
desenvolvido pela Abrapia.
Quem pratica e quem sofre
No filme norte-americano Bang Bang! Você Morreu,
[45] Trevor, o protagonista, é vítima de bullying. Para revidar,
ameaça os que o perseguem com um bomba de mentira.
Diferentes dele são os que sofrem em silêncio e enfrentam
com medo e vergonha o desafio de ir à escola. Em vez de
reagir ou procurar ajuda, se isolam, ficam deprimidos,
[50] querem abandonar os estudos, não se acham bons para
integrar o grupo, apresentam baixo rendimento e evitam
falar sobre o problema.
“Quem mais sofre é quem menos fala. Esses passam
despercebidos pelo professor”, alerta a psicóloga Carolina
[55] Lisboa, professora da Universidade Federal do Rio Grande
do Sul e do Centro Universitário Feevale (RS). “Tinha
vontade de ficar sozinha. Não queria ser notada”, diz
Vanessa Brandão Greco, da 7ª
série da Escola Municipal
de Ensino Fundamental Thomas Mann, no Rio de Janeiro.
[60] Ela recebia apelidos humilhantes por causa dos cabelos
crespos.
Mesmo quem adere à brincadeira se sente diminuído pelos
comentários dos colegas. Mas, para se defender, entra no
jogo - o que dá uma falsa impressão de que não se
[60] ressente. “Eu ridicularizava os outros porque, se não
fizesse isso, o alvo seria eu”, conta Leandro Souza Gomes
Santos, da 8ª série.
(...)
O bullying também pode ser praticado por meios
eletrônicos. Mensagens difamatórias ou ameaçadoras
[65] circulam por e-mails, sites, blogs (os diários virtuais),
pagers e celulares. É quase uma extensão do que dizem e
fazem na escola, mas com a agravante de que a vítima
não está cara a cara com o agressor, o que aumenta a
crueldade dos comentários e das ameaças. Quando uma
[70] agressão está num mundo virtual, o melhor remédio, é
mais uma vez, a conversa. Se as crianças e adolescentes
confiam nos adultos que os cercam, podem contar sobre o
bullying sem medo de represálias, uma vez que terão a
certeza de encontrar ajuda.
(http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/0178/aberto/ bullying.shtml)
Assinale a alternativa correta em relação ao primeiro parágrafo.
Questão 22 10762308
CTI (UNIFICADO) C. Gerais 2008Para responder à questão, leia os textos I, II e III
Texto I
Poema tirado de uma notícia de jornal
João Gostoso era carregador de feira-livre e morava no
[morro da Babilônia num barracão sem número
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na Lagoa Rodrigues de Freitas e morreu
afogado.
(Manuel Bandeira)
Texto II
Chico Bento olhou dolorosamente a mulher. O cabelo em falripas sujas, como que gasto, acabado, caía, por cima do rosto, envesgando os olhos, roçando na boca. A pele, empretecida como uma casca, pregueava nos braços e nos peitos, que o casaco e a camisa rasgada descobriam.
(...)
No colo da mulher, o Duquinha, também só osso e pele, levava, com um gemido abafado, a mãozinha imunda, de dedos ressequidos, aos pobres olhos doentes.
E com a outra tateava o peito da mãe, mas num movimento tão fraco e tão triste que era mais uma tentativa do que um gesto.
(Rachel de Queiroz, O Quinze)
Texto III
A poesia, ao contrário da filosofia, não é um conhecimento teórico da natureza humana, mas imita, narrativa ou dramaticamente, ações e sentimentos, feitos e virtudes, situações e vícios dos seres humanos. No entanto, a poesia é diferente da história, embora esta também seja uma narrativa de feitos humanos e de situações, das virtudes e dos vícios humanos narrados. A diferença está no fato de que aquela visa, por meio de uma pessoa ou de um fato, a falar dos humanos em geral (cada pessoa [...] não é ela em sua individualidade, mas é ela como exemplo universal, positivo ou negativo, de um tipo humano) e a falar de situações em geral (por meio, por exemplo, do relato dramático de uma guerra, fala sobre a guerra), enquanto esta se refere à individualidade concreta de cada pessoa e de cada situação.
(Marilena Chauí, Introdução à história da filosofia)
Em – O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros (...). E mandou-o embora, depois de assinar a carteira de trabalho. –, os termos “diante dos” e “E” podem ser substituídos, respectivamente, por
Questão 21 10762307
CTI (UNIFICADO) C. Gerais 2008Para responder à questão, leia o texto.
Maneira de amar
O jardineiro conversava com as flores, e elas se habituaram ao diálogo. Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiara um gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homem bonito, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza.
Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma situação bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na ocasião devida.
O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros, aparentemente não fazendo coisa alguma. E mandou-o embora, depois de assinar a carteira de trabalho.
Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de atitude. A mais triste de todas era o girassol, que não se conformava com a ausência do homem. “Você o tratava mal, agora está arrependido?” “Não, respondeu, estou triste porque agora não posso tratá-lo mal. É a minha maneira de amar, ele sabia disso, e gostava.”
(Carlos Drummond de Andrade, O sorvete e outras histórias)
Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria.
Se essa frase fosse proferida pelo girassol às outras flores, ela assumiria a forma:
06
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