Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 10 10772195
EPCAR 1º Ano - Português e Matemática 2008Leia as tirinhas abaixo e, a seguir, assinale a alternativa INCORRETA.


(http://depositodocalvin.blogspot.com/Acesso em 23/06/07)
Questão 9 10772194
EPCAR 1º Ano - Português e Matemática 2008Leia atentamente o Texto para responder à questão.
Texto
Como lidar com brincadeiras que machucam a alma
Meire Cavalcante
A criançada entra na sala eufórica. Você se acomoda na
mesa enquanto espera que os alunos se sentem, retirem o
material da mochila e se acalmem para a aula começar.
Nesse meio tempo, um deles grita bem alto: “Ô, cabeção,
[5] passa o livro!” O outro responde: “Peraí, espinha”. Em
outro canto da sala, um garoto dá um tapinha, “de leve”, na
nuca do colega. A menina toda produzida logo pela manhã
ouve o cumprimento: “Fala, metida!” Ao lado dela, bem
quietinha, outra garota escuta lá do fundo da sala: “Abre a
[10] boca, zumbi!” E a classe cai na risada.
(...)
O nome dado a essas brincadeiras de mau gosto,
disfarçadas por um duvidoso senso de humor, é bullying. O
termo ainda não tem uma denominação em português (...),
mas é usado quando crianças e adolescentes recebem
[15] apelidos que os ridicularizam e sofrem humilhações,
ameaças, intimidação, roubo e agressão moral e física por
parte dos colegas. Entre as conseqüências, estão o
isolamento e a queda do rendimento escolar. Em alguns
casos extremos, o bullying pode afetar o estado emocional
[20] do jovem de tal maneira que ele opte por soluções
trágicas, como o suicídio.
(...)
Em janeiro do ano passado, Edmar Aparecido Freitas, de
18 anos, entrou no colégio onde tinha estudado, em Taiúva
(SP), e feriu oito pessoas com disparos de um revólver
[25] calibre 38. Em seguida, se matou. Obeso, ele havia
passado a vida escolar sendo vítima de apelidos
humilhantes e alvo de gargalhadas e sussurros pelos
corredores. Atitude semelhante tiveram dois adolescentes
norte-americanos na escola de Ensino Médio Columbine,
[30] no Colorado (EUA), em abril de 1999. Após matar 13
pessoas e deixar dezenas de feridos, eles também
cometeram suicídio quando se viram cercados pela polícia.
Assim como o garoto brasileiro, os jovens americanos
eram ridicularizados pelos colegas.
[35] Os exemplos de Edmar e dos garotos de Columbine, que
tiveram reações extremadas, são um alerta para os
educadores. “Os meninos não quiseram atingir esse ou
aquele estudante. O objetivo deles era matar a escola em
que viveram momentos de profunda infelicidade e onde
[40] todos foram omissos ao seu sofrimento", analisa o pediatra
Aramis Lopes Neto, coordenador do Programa de
Redução do Comportamento Agressivo entre Estudantes,
desenvolvido pela Abrapia.
Quem pratica e quem sofre
No filme norte-americano Bang Bang! Você Morreu,
[45] Trevor, o protagonista, é vítima de bullying. Para revidar,
ameaça os que o perseguem com um bomba de mentira.
Diferentes dele são os que sofrem em silêncio e enfrentam
com medo e vergonha o desafio de ir à escola. Em vez de
reagir ou procurar ajuda, se isolam, ficam deprimidos,
[50] querem abandonar os estudos, não se acham bons para
integrar o grupo, apresentam baixo rendimento e evitam
falar sobre o problema.
“Quem mais sofre é quem menos fala. Esses passam
despercebidos pelo professor”, alerta a psicóloga Carolina
[55] Lisboa, professora da Universidade Federal do Rio Grande
do Sul e do Centro Universitário Feevale (RS). “Tinha
vontade de ficar sozinha. Não queria ser notada”, diz
Vanessa Brandão Greco, da 7ª
série da Escola Municipal
de Ensino Fundamental Thomas Mann, no Rio de Janeiro.
[60] Ela recebia apelidos humilhantes por causa dos cabelos
crespos.
Mesmo quem adere à brincadeira se sente diminuído pelos
comentários dos colegas. Mas, para se defender, entra no
jogo - o que dá uma falsa impressão de que não se
[60] ressente. “Eu ridicularizava os outros porque, se não
fizesse isso, o alvo seria eu”, conta Leandro Souza Gomes
Santos, da 8ª série.
(...)
O bullying também pode ser praticado por meios
eletrônicos. Mensagens difamatórias ou ameaçadoras
[65] circulam por e-mails, sites, blogs (os diários virtuais),
pagers e celulares. É quase uma extensão do que dizem e
fazem na escola, mas com a agravante de que a vítima
não está cara a cara com o agressor, o que aumenta a
crueldade dos comentários e das ameaças. Quando uma
[70] agressão está num mundo virtual, o melhor remédio, é
mais uma vez, a conversa. Se as crianças e adolescentes
confiam nos adultos que os cercam, podem contar sobre o
bullying sem medo de represálias, uma vez que terão a
certeza de encontrar ajuda.
(http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/0178/aberto/ bullying.shtml)
No texto, predomina a linguagem denotativa.
No entanto, podem ser percebidas nele algumas marcas de linguagem conotativa, como em
Questão 8 10772193
EPCAR 1º Ano - Português e Matemática 2008Leia atentamente o Texto para responder à questão.
Texto
Como lidar com brincadeiras que machucam a alma
Meire Cavalcante
A criançada entra na sala eufórica. Você se acomoda na
mesa enquanto espera que os alunos se sentem, retirem o
material da mochila e se acalmem para a aula começar.
Nesse meio tempo, um deles grita bem alto: “Ô, cabeção,
[5] passa o livro!” O outro responde: “Peraí, espinha”. Em
outro canto da sala, um garoto dá um tapinha, “de leve”, na
nuca do colega. A menina toda produzida logo pela manhã
ouve o cumprimento: “Fala, metida!” Ao lado dela, bem
quietinha, outra garota escuta lá do fundo da sala: “Abre a
[10] boca, zumbi!” E a classe cai na risada.
(...)
O nome dado a essas brincadeiras de mau gosto,
disfarçadas por um duvidoso senso de humor, é bullying. O
termo ainda não tem uma denominação em português (...),
mas é usado quando crianças e adolescentes recebem
[15] apelidos que os ridicularizam e sofrem humilhações,
ameaças, intimidação, roubo e agressão moral e física por
parte dos colegas. Entre as conseqüências, estão o
isolamento e a queda do rendimento escolar. Em alguns
casos extremos, o bullying pode afetar o estado emocional
[20] do jovem de tal maneira que ele opte por soluções
trágicas, como o suicídio.
(...)
Em janeiro do ano passado, Edmar Aparecido Freitas, de
18 anos, entrou no colégio onde tinha estudado, em Taiúva
(SP), e feriu oito pessoas com disparos de um revólver
[25] calibre 38. Em seguida, se matou. Obeso, ele havia
passado a vida escolar sendo vítima de apelidos
humilhantes e alvo de gargalhadas e sussurros pelos
corredores. Atitude semelhante tiveram dois adolescentes
norte-americanos na escola de Ensino Médio Columbine,
[30] no Colorado (EUA), em abril de 1999. Após matar 13
pessoas e deixar dezenas de feridos, eles também
cometeram suicídio quando se viram cercados pela polícia.
Assim como o garoto brasileiro, os jovens americanos
eram ridicularizados pelos colegas.
[35] Os exemplos de Edmar e dos garotos de Columbine, que
tiveram reações extremadas, são um alerta para os
educadores. “Os meninos não quiseram atingir esse ou
aquele estudante. O objetivo deles era matar a escola em
que viveram momentos de profunda infelicidade e onde
[40] todos foram omissos ao seu sofrimento", analisa o pediatra
Aramis Lopes Neto, coordenador do Programa de
Redução do Comportamento Agressivo entre Estudantes,
desenvolvido pela Abrapia.
Quem pratica e quem sofre
No filme norte-americano Bang Bang! Você Morreu,
[45] Trevor, o protagonista, é vítima de bullying. Para revidar,
ameaça os que o perseguem com um bomba de mentira.
Diferentes dele são os que sofrem em silêncio e enfrentam
com medo e vergonha o desafio de ir à escola. Em vez de
reagir ou procurar ajuda, se isolam, ficam deprimidos,
[50] querem abandonar os estudos, não se acham bons para
integrar o grupo, apresentam baixo rendimento e evitam
falar sobre o problema.
“Quem mais sofre é quem menos fala. Esses passam
despercebidos pelo professor”, alerta a psicóloga Carolina
[55] Lisboa, professora da Universidade Federal do Rio Grande
do Sul e do Centro Universitário Feevale (RS). “Tinha
vontade de ficar sozinha. Não queria ser notada”, diz
Vanessa Brandão Greco, da 7ª
série da Escola Municipal
de Ensino Fundamental Thomas Mann, no Rio de Janeiro.
[60] Ela recebia apelidos humilhantes por causa dos cabelos
crespos.
Mesmo quem adere à brincadeira se sente diminuído pelos
comentários dos colegas. Mas, para se defender, entra no
jogo - o que dá uma falsa impressão de que não se
[60] ressente. “Eu ridicularizava os outros porque, se não
fizesse isso, o alvo seria eu”, conta Leandro Souza Gomes
Santos, da 8ª série.
(...)
O bullying também pode ser praticado por meios
eletrônicos. Mensagens difamatórias ou ameaçadoras
[65] circulam por e-mails, sites, blogs (os diários virtuais),
pagers e celulares. É quase uma extensão do que dizem e
fazem na escola, mas com a agravante de que a vítima
não está cara a cara com o agressor, o que aumenta a
crueldade dos comentários e das ameaças. Quando uma
[70] agressão está num mundo virtual, o melhor remédio, é
mais uma vez, a conversa. Se as crianças e adolescentes
confiam nos adultos que os cercam, podem contar sobre o
bullying sem medo de represálias, uma vez que terão a
certeza de encontrar ajuda.
(http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/0178/aberto/ bullying.shtml)
Assinale a afirmativa INCORRETA.
Questão 7 10772191
EPCAR 1º Ano - Português e Matemática 2008Leia atentamente o Texto para responder à questão.
Texto
Como lidar com brincadeiras que machucam a alma
Meire Cavalcante
A criançada entra na sala eufórica. Você se acomoda na
mesa enquanto espera que os alunos se sentem, retirem o
material da mochila e se acalmem para a aula começar.
Nesse meio tempo, um deles grita bem alto: “Ô, cabeção,
[5] passa o livro!” O outro responde: “Peraí, espinha”. Em
outro canto da sala, um garoto dá um tapinha, “de leve”, na
nuca do colega. A menina toda produzida logo pela manhã
ouve o cumprimento: “Fala, metida!” Ao lado dela, bem
quietinha, outra garota escuta lá do fundo da sala: “Abre a
[10] boca, zumbi!” E a classe cai na risada.
(...)
O nome dado a essas brincadeiras de mau gosto,
disfarçadas por um duvidoso senso de humor, é bullying. O
termo ainda não tem uma denominação em português (...),
mas é usado quando crianças e adolescentes recebem
[15] apelidos que os ridicularizam e sofrem humilhações,
ameaças, intimidação, roubo e agressão moral e física por
parte dos colegas. Entre as conseqüências, estão o
isolamento e a queda do rendimento escolar. Em alguns
casos extremos, o bullying pode afetar o estado emocional
[20] do jovem de tal maneira que ele opte por soluções
trágicas, como o suicídio.
(...)
Em janeiro do ano passado, Edmar Aparecido Freitas, de
18 anos, entrou no colégio onde tinha estudado, em Taiúva
(SP), e feriu oito pessoas com disparos de um revólver
[25] calibre 38. Em seguida, se matou. Obeso, ele havia
passado a vida escolar sendo vítima de apelidos
humilhantes e alvo de gargalhadas e sussurros pelos
corredores. Atitude semelhante tiveram dois adolescentes
norte-americanos na escola de Ensino Médio Columbine,
[30] no Colorado (EUA), em abril de 1999. Após matar 13
pessoas e deixar dezenas de feridos, eles também
cometeram suicídio quando se viram cercados pela polícia.
Assim como o garoto brasileiro, os jovens americanos
eram ridicularizados pelos colegas.
[35] Os exemplos de Edmar e dos garotos de Columbine, que
tiveram reações extremadas, são um alerta para os
educadores. “Os meninos não quiseram atingir esse ou
aquele estudante. O objetivo deles era matar a escola em
que viveram momentos de profunda infelicidade e onde
[40] todos foram omissos ao seu sofrimento", analisa o pediatra
Aramis Lopes Neto, coordenador do Programa de
Redução do Comportamento Agressivo entre Estudantes,
desenvolvido pela Abrapia.
Quem pratica e quem sofre
No filme norte-americano Bang Bang! Você Morreu,
[45] Trevor, o protagonista, é vítima de bullying. Para revidar,
ameaça os que o perseguem com um bomba de mentira.
Diferentes dele são os que sofrem em silêncio e enfrentam
com medo e vergonha o desafio de ir à escola. Em vez de
reagir ou procurar ajuda, se isolam, ficam deprimidos,
[50] querem abandonar os estudos, não se acham bons para
integrar o grupo, apresentam baixo rendimento e evitam
falar sobre o problema.
“Quem mais sofre é quem menos fala. Esses passam
despercebidos pelo professor”, alerta a psicóloga Carolina
[55] Lisboa, professora da Universidade Federal do Rio Grande
do Sul e do Centro Universitário Feevale (RS). “Tinha
vontade de ficar sozinha. Não queria ser notada”, diz
Vanessa Brandão Greco, da 7ª
série da Escola Municipal
de Ensino Fundamental Thomas Mann, no Rio de Janeiro.
[60] Ela recebia apelidos humilhantes por causa dos cabelos
crespos.
Mesmo quem adere à brincadeira se sente diminuído pelos
comentários dos colegas. Mas, para se defender, entra no
jogo - o que dá uma falsa impressão de que não se
[60] ressente. “Eu ridicularizava os outros porque, se não
fizesse isso, o alvo seria eu”, conta Leandro Souza Gomes
Santos, da 8ª série.
(...)
O bullying também pode ser praticado por meios
eletrônicos. Mensagens difamatórias ou ameaçadoras
[65] circulam por e-mails, sites, blogs (os diários virtuais),
pagers e celulares. É quase uma extensão do que dizem e
fazem na escola, mas com a agravante de que a vítima
não está cara a cara com o agressor, o que aumenta a
crueldade dos comentários e das ameaças. Quando uma
[70] agressão está num mundo virtual, o melhor remédio, é
mais uma vez, a conversa. Se as crianças e adolescentes
confiam nos adultos que os cercam, podem contar sobre o
bullying sem medo de represálias, uma vez que terão a
certeza de encontrar ajuda.
(http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/0178/aberto/ bullying.shtml)
Assinale a opção cuja análise está coerente com o período extraído do texto.
Questão 6 10772180
EPCAR 1º Ano - Português e Matemática 2008Leia atentamente o Texto para responder à questão.
Texto
Como lidar com brincadeiras que machucam a alma
Meire Cavalcante
A criançada entra na sala eufórica. Você se acomoda na
mesa enquanto espera que os alunos se sentem, retirem o
material da mochila e se acalmem para a aula começar.
Nesse meio tempo, um deles grita bem alto: “Ô, cabeção,
[5] passa o livro!” O outro responde: “Peraí, espinha”. Em
outro canto da sala, um garoto dá um tapinha, “de leve”, na
nuca do colega. A menina toda produzida logo pela manhã
ouve o cumprimento: “Fala, metida!” Ao lado dela, bem
quietinha, outra garota escuta lá do fundo da sala: “Abre a
[10] boca, zumbi!” E a classe cai na risada.
(...)
O nome dado a essas brincadeiras de mau gosto,
disfarçadas por um duvidoso senso de humor, é bullying. O
termo ainda não tem uma denominação em português (...),
mas é usado quando crianças e adolescentes recebem
[15] apelidos que os ridicularizam e sofrem humilhações,
ameaças, intimidação, roubo e agressão moral e física por
parte dos colegas. Entre as conseqüências, estão o
isolamento e a queda do rendimento escolar. Em alguns
casos extremos, o bullying pode afetar o estado emocional
[20] do jovem de tal maneira que ele opte por soluções
trágicas, como o suicídio.
(...)
Em janeiro do ano passado, Edmar Aparecido Freitas, de
18 anos, entrou no colégio onde tinha estudado, em Taiúva
(SP), e feriu oito pessoas com disparos de um revólver
[25] calibre 38. Em seguida, se matou. Obeso, ele havia
passado a vida escolar sendo vítima de apelidos
humilhantes e alvo de gargalhadas e sussurros pelos
corredores. Atitude semelhante tiveram dois adolescentes
norte-americanos na escola de Ensino Médio Columbine,
[30] no Colorado (EUA), em abril de 1999. Após matar 13
pessoas e deixar dezenas de feridos, eles também
cometeram suicídio quando se viram cercados pela polícia.
Assim como o garoto brasileiro, os jovens americanos
eram ridicularizados pelos colegas.
[35] Os exemplos de Edmar e dos garotos de Columbine, que
tiveram reações extremadas, são um alerta para os
educadores. “Os meninos não quiseram atingir esse ou
aquele estudante. O objetivo deles era matar a escola em
que viveram momentos de profunda infelicidade e onde
[40] todos foram omissos ao seu sofrimento", analisa o pediatra
Aramis Lopes Neto, coordenador do Programa de
Redução do Comportamento Agressivo entre Estudantes,
desenvolvido pela Abrapia.
Quem pratica e quem sofre
No filme norte-americano Bang Bang! Você Morreu,
[45] Trevor, o protagonista, é vítima de bullying. Para revidar,
ameaça os que o perseguem com um bomba de mentira.
Diferentes dele são os que sofrem em silêncio e enfrentam
com medo e vergonha o desafio de ir à escola. Em vez de
reagir ou procurar ajuda, se isolam, ficam deprimidos,
[50] querem abandonar os estudos, não se acham bons para
integrar o grupo, apresentam baixo rendimento e evitam
falar sobre o problema.
“Quem mais sofre é quem menos fala. Esses passam
despercebidos pelo professor”, alerta a psicóloga Carolina
[55] Lisboa, professora da Universidade Federal do Rio Grande
do Sul e do Centro Universitário Feevale (RS). “Tinha
vontade de ficar sozinha. Não queria ser notada”, diz
Vanessa Brandão Greco, da 7ª
série da Escola Municipal
de Ensino Fundamental Thomas Mann, no Rio de Janeiro.
[60] Ela recebia apelidos humilhantes por causa dos cabelos
crespos.
Mesmo quem adere à brincadeira se sente diminuído pelos
comentários dos colegas. Mas, para se defender, entra no
jogo - o que dá uma falsa impressão de que não se
[60] ressente. “Eu ridicularizava os outros porque, se não
fizesse isso, o alvo seria eu”, conta Leandro Souza Gomes
Santos, da 8ª série.
(...)
O bullying também pode ser praticado por meios
eletrônicos. Mensagens difamatórias ou ameaçadoras
[65] circulam por e-mails, sites, blogs (os diários virtuais),
pagers e celulares. É quase uma extensão do que dizem e
fazem na escola, mas com a agravante de que a vítima
não está cara a cara com o agressor, o que aumenta a
crueldade dos comentários e das ameaças. Quando uma
[70] agressão está num mundo virtual, o melhor remédio, é
mais uma vez, a conversa. Se as crianças e adolescentes
confiam nos adultos que os cercam, podem contar sobre o
bullying sem medo de represálias, uma vez que terão a
certeza de encontrar ajuda.
(http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/0178/aberto/ bullying.shtml)
Assinale a opção cuja análise está de acordo com as normas gramaticais.
Questão 3 10771539
EPCAR 1º Ano - Português e Matemática 2008Leia atentamente o Texto para responder à questão.
Texto
Como lidar com brincadeiras que machucam a alma
Meire Cavalcante
A criançada entra na sala eufórica. Você se acomoda na
mesa enquanto espera que os alunos se sentem, retirem o
material da mochila e se acalmem para a aula começar.
Nesse meio tempo, um deles grita bem alto: “Ô, cabeção,
[5] passa o livro!” O outro responde: “Peraí, espinha”. Em
outro canto da sala, um garoto dá um tapinha, “de leve”, na
nuca do colega. A menina toda produzida logo pela manhã
ouve o cumprimento: “Fala, metida!” Ao lado dela, bem
quietinha, outra garota escuta lá do fundo da sala: “Abre a
[10] boca, zumbi!” E a classe cai na risada.
(...)
O nome dado a essas brincadeiras de mau gosto,
disfarçadas por um duvidoso senso de humor, é bullying. O
termo ainda não tem uma denominação em português (...),
mas é usado quando crianças e adolescentes recebem
[15] apelidos que os ridicularizam e sofrem humilhações,
ameaças, intimidação, roubo e agressão moral e física por
parte dos colegas. Entre as conseqüências, estão o
isolamento e a queda do rendimento escolar. Em alguns
casos extremos, o bullying pode afetar o estado emocional
[20] do jovem de tal maneira que ele opte por soluções
trágicas, como o suicídio.
(...)
Em janeiro do ano passado, Edmar Aparecido Freitas, de
18 anos, entrou no colégio onde tinha estudado, em Taiúva
(SP), e feriu oito pessoas com disparos de um revólver
[25] calibre 38. Em seguida, se matou. Obeso, ele havia
passado a vida escolar sendo vítima de apelidos
humilhantes e alvo de gargalhadas e sussurros pelos
corredores. Atitude semelhante tiveram dois adolescentes
norte-americanos na escola de Ensino Médio Columbine,
[30] no Colorado (EUA), em abril de 1999. Após matar 13
pessoas e deixar dezenas de feridos, eles também
cometeram suicídio quando se viram cercados pela polícia.
Assim como o garoto brasileiro, os jovens americanos
eram ridicularizados pelos colegas.
[35] Os exemplos de Edmar e dos garotos de Columbine, que
tiveram reações extremadas, são um alerta para os
educadores. “Os meninos não quiseram atingir esse ou
aquele estudante. O objetivo deles era matar a escola em
que viveram momentos de profunda infelicidade e onde
[40] todos foram omissos ao seu sofrimento", analisa o pediatra
Aramis Lopes Neto, coordenador do Programa de
Redução do Comportamento Agressivo entre Estudantes,
desenvolvido pela Abrapia.
Quem pratica e quem sofre
No filme norte-americano Bang Bang! Você Morreu,
[45] Trevor, o protagonista, é vítima de bullying. Para revidar,
ameaça os que o perseguem com um bomba de mentira.
Diferentes dele são os que sofrem em silêncio e enfrentam
com medo e vergonha o desafio de ir à escola. Em vez de
reagir ou procurar ajuda, se isolam, ficam deprimidos,
[50] querem abandonar os estudos, não se acham bons para
integrar o grupo, apresentam baixo rendimento e evitam
falar sobre o problema.
“Quem mais sofre é quem menos fala. Esses passam
despercebidos pelo professor”, alerta a psicóloga Carolina
[55] Lisboa, professora da Universidade Federal do Rio Grande
do Sul e do Centro Universitário Feevale (RS). “Tinha
vontade de ficar sozinha. Não queria ser notada”, diz
Vanessa Brandão Greco, da 7ª
série da Escola Municipal
de Ensino Fundamental Thomas Mann, no Rio de Janeiro.
[60] Ela recebia apelidos humilhantes por causa dos cabelos
crespos.
Mesmo quem adere à brincadeira se sente diminuído pelos
comentários dos colegas. Mas, para se defender, entra no
jogo - o que dá uma falsa impressão de que não se
[60] ressente. “Eu ridicularizava os outros porque, se não
fizesse isso, o alvo seria eu”, conta Leandro Souza Gomes
Santos, da 8ª série.
(...)
O bullying também pode ser praticado por meios
eletrônicos. Mensagens difamatórias ou ameaçadoras
[65] circulam por e-mails, sites, blogs (os diários virtuais),
pagers e celulares. É quase uma extensão do que dizem e
fazem na escola, mas com a agravante de que a vítima
não está cara a cara com o agressor, o que aumenta a
crueldade dos comentários e das ameaças. Quando uma
[70] agressão está num mundo virtual, o melhor remédio, é
mais uma vez, a conversa. Se as crianças e adolescentes
confiam nos adultos que os cercam, podem contar sobre o
bullying sem medo de represálias, uma vez que terão a
certeza de encontrar ajuda.
(http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/0178/aberto/ bullying.shtml)
Assinale a alternativa correta em relação ao primeiro parágrafo.
06
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