Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 25 10772362
EPCAR 1º Ano - Português e Matemática 2008Responda à questão, de acordo com o Texto.
Texto
“Escola é...
o lugar onde [se fazem] amigos
não se trata só de prédios, salas, quadros,
programas, horários, conceitos...
[5] Escola é, sobretudo, gente,
gente que trabalha, que estuda,
que se alegra, se conhece, se estima.
O diretor é gente,
o coordenador é gente, o professor é gente,
[10] o aluno é gente,
cada funcionário é gente.
E a escola será cada vez melhor
na medida em que cada um
se comporte como colega, amigo, irmão.
[15] Nada de ‘ilha cercada de gente por todos os lados’.
Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir
que não tem amizade a ninguém.
Nada de ser como o tijolo que forma a parede,
indiferente, frio, só.
[20] Importante na escola não é só estudar,
não é só trabalhar,
é também criar laços de amizade,
é criar ambiente de camaradagem,
é conviver, é se ‘amarrar nela’!
[25] Ora, é lógico...
numa escola assim vai ser fácil
estudar, trabalhar, crescer,
fazer amigos, educar-se,
ser feliz.”
Paulo Freire (http://paulofreire.org Acesso em 28/06/2007 )
De acordo com o texto, assinale a alternativa INCORRETA.
Questão 24 10772333
EPCAR 1º Ano - Português e Matemática 2008Responda à questão, de acordo com o Texto.
Texto
“Escola é...
o lugar onde [se fazem] amigos
não se trata só de prédios, salas, quadros,
programas, horários, conceitos...
[5] Escola é, sobretudo, gente,
gente que trabalha, que estuda,
que se alegra, se conhece, se estima.
O diretor é gente,
o coordenador é gente, o professor é gente,
[10] o aluno é gente,
cada funcionário é gente.
E a escola será cada vez melhor
na medida em que cada um
se comporte como colega, amigo, irmão.
[15] Nada de ‘ilha cercada de gente por todos os lados’.
Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir
que não tem amizade a ninguém.
Nada de ser como o tijolo que forma a parede,
indiferente, frio, só.
[20] Importante na escola não é só estudar,
não é só trabalhar,
é também criar laços de amizade,
é criar ambiente de camaradagem,
é conviver, é se ‘amarrar nela’!
[25] Ora, é lógico...
numa escola assim vai ser fácil
estudar, trabalhar, crescer,
fazer amigos, educar-se,
ser feliz.”
Paulo Freire (http://paulofreire.org Acesso em 28/06/2007 )
Sobre o texto, está INCORRETO afirmar que
Questão 22 10772279
EPCAR 1º Ano - Português e Matemática 2008Texto
O trecho a seguir foi retirado de um diálogo entre Gilberto Dimenstein e Rubem Alves.
A caixa e o brinquedo
Gilberto Dimenstein — (...) Para mim, a escola foi um
problema durante toda a minha vida escolar. Não houve um
único ano em que a escola tenha sido estimulante e fonte de
realização. Então, acabei desenvolvendo algumas defesas
[5] para tentar me proteger. Uma delas foi uma dicção péssima:
as pessoas não entendiam direito o que eu falava. A outra
era a minha letra. Até hoje eu não entendo a minha letra.
Precisaria ter um tradutor para a minha letra. Ir à escola,
para mim, era um processo doloroso. Não conseguia
[10] aprender.
(...)
Então você imagina o que esperavam de mim. Era um peso
grande. Ao mesmo tempo, além do problema de déficit de
atenção, havia sintomas de hiperatividade — naquela época
não se sabia o que era isso — eu ainda babava. Já adulto,
[15] fazendo terapia, detectou-se um grau agudo de ansiedade,
a sensação permanente de urgência, de emergência, como
se estivesse sempre correndo perigo. O ansioso vive
acuado, numa guerra particular. Defendia-me no
desligamento. Meu apelido era Gil Babão. A família me dá o
[20] nome de Salomão e na escola me chamavam de Gil Babão.
Eu não aprendia, não entendia a minha letra, não conseguia
reter nada. Lembro-me de que, na minha infância, eu
estudava numa rua chamada Madre Cabrini. Naquele
tempo, as janelas da escola eram muito grandes e as ruas
[25] eram um teatro — não como são hoje as ruas de São Paulo,
tomadas pelos carros, sem calçadas. Tinha o sujeito que
vinha com a matraca, vendendo biju; tinha o padeiro que
trazia o cheiro do pão e a beleza de seus arranjos na perua.
Tinha o sujeito da gaita, que vinha consertar a panela; tinha
[30] o leiteiro. A escola era desconectada de tudo isso. Eu não
conseguia ficar parado em sala de aula. Tentava ter
caderno, mas não conseguia manejar a ideia de ter um
caderno. Então, matemática era uma tragédia, português
era uma tragédia, todas as matérias eram uma tragédia. A
[35] vida escolar, para mim, era a história de um fracasso. Era
como se todo dia alguém me dissesse: Você é um fracasso.
Imagine acordar de manhã e alguém dizer assim: Você é
um fracasso, você é um fracasso... E isso foi ficando na
minha cabeça.
(Alves, Rubem; Dimenstein Gilberto.Fomos maus alunos.4ed.Campinas:papirus,2003,p.13-7.)
Assinale a alternativa cuja reescritura de períodos do Texto transformou a linguagem coloquial em culta.
Questão 21 10772244
EPCAR 1º Ano - Português e Matemática 2008Texto
O trecho a seguir foi retirado de um diálogo entre Gilberto Dimenstein e Rubem Alves.
A caixa e o brinquedo
Gilberto Dimenstein — (...) Para mim, a escola foi um
problema durante toda a minha vida escolar. Não houve um
único ano em que a escola tenha sido estimulante e fonte de
realização. Então, acabei desenvolvendo algumas defesas
[5] para tentar me proteger. Uma delas foi uma dicção péssima:
as pessoas não entendiam direito o que eu falava. A outra
era a minha letra. Até hoje eu não entendo a minha letra.
Precisaria ter um tradutor para a minha letra. Ir à escola,
para mim, era um processo doloroso. Não conseguia
[10] aprender.
(...)
Então você imagina o que esperavam de mim. Era um peso
grande. Ao mesmo tempo, além do problema de déficit de
atenção, havia sintomas de hiperatividade — naquela época
não se sabia o que era isso — eu ainda babava. Já adulto,
[15] fazendo terapia, detectou-se um grau agudo de ansiedade,
a sensação permanente de urgência, de emergência, como
se estivesse sempre correndo perigo. O ansioso vive
acuado, numa guerra particular. Defendia-me no
desligamento. Meu apelido era Gil Babão. A família me dá o
[20] nome de Salomão e na escola me chamavam de Gil Babão.
Eu não aprendia, não entendia a minha letra, não conseguia
reter nada. Lembro-me de que, na minha infância, eu
estudava numa rua chamada Madre Cabrini. Naquele
tempo, as janelas da escola eram muito grandes e as ruas
[25] eram um teatro — não como são hoje as ruas de São Paulo,
tomadas pelos carros, sem calçadas. Tinha o sujeito que
vinha com a matraca, vendendo biju; tinha o padeiro que
trazia o cheiro do pão e a beleza de seus arranjos na perua.
Tinha o sujeito da gaita, que vinha consertar a panela; tinha
[30] o leiteiro. A escola era desconectada de tudo isso. Eu não
conseguia ficar parado em sala de aula. Tentava ter
caderno, mas não conseguia manejar a ideia de ter um
caderno. Então, matemática era uma tragédia, português
era uma tragédia, todas as matérias eram uma tragédia. A
[35] vida escolar, para mim, era a história de um fracasso. Era
como se todo dia alguém me dissesse: Você é um fracasso.
Imagine acordar de manhã e alguém dizer assim: Você é
um fracasso, você é um fracasso... E isso foi ficando na
minha cabeça.
(Alves, Rubem; Dimenstein Gilberto.Fomos maus alunos.4ed.Campinas:papirus,2003,p.13-7.)
Dos excertos abaixo, identifique aquele que NÃO apresenta oposição de idéias.
Questão 20 10772242
EPCAR 1º Ano - Português e Matemática 2008Texto
O trecho a seguir foi retirado de um diálogo entre Gilberto Dimenstein e Rubem Alves.
A caixa e o brinquedo
Gilberto Dimenstein — (...) Para mim, a escola foi um
problema durante toda a minha vida escolar. Não houve um
único ano em que a escola tenha sido estimulante e fonte de
realização. Então, acabei desenvolvendo algumas defesas
[5] para tentar me proteger. Uma delas foi uma dicção péssima:
as pessoas não entendiam direito o que eu falava. A outra
era a minha letra. Até hoje eu não entendo a minha letra.
Precisaria ter um tradutor para a minha letra. Ir à escola,
para mim, era um processo doloroso. Não conseguia
[10] aprender.
(...)
Então você imagina o que esperavam de mim. Era um peso
grande. Ao mesmo tempo, além do problema de déficit de
atenção, havia sintomas de hiperatividade — naquela época
não se sabia o que era isso — eu ainda babava. Já adulto,
[15] fazendo terapia, detectou-se um grau agudo de ansiedade,
a sensação permanente de urgência, de emergência, como
se estivesse sempre correndo perigo. O ansioso vive
acuado, numa guerra particular. Defendia-me no
desligamento. Meu apelido era Gil Babão. A família me dá o
[20] nome de Salomão e na escola me chamavam de Gil Babão.
Eu não aprendia, não entendia a minha letra, não conseguia
reter nada. Lembro-me de que, na minha infância, eu
estudava numa rua chamada Madre Cabrini. Naquele
tempo, as janelas da escola eram muito grandes e as ruas
[25] eram um teatro — não como são hoje as ruas de São Paulo,
tomadas pelos carros, sem calçadas. Tinha o sujeito que
vinha com a matraca, vendendo biju; tinha o padeiro que
trazia o cheiro do pão e a beleza de seus arranjos na perua.
Tinha o sujeito da gaita, que vinha consertar a panela; tinha
[30] o leiteiro. A escola era desconectada de tudo isso. Eu não
conseguia ficar parado em sala de aula. Tentava ter
caderno, mas não conseguia manejar a ideia de ter um
caderno. Então, matemática era uma tragédia, português
era uma tragédia, todas as matérias eram uma tragédia. A
[35] vida escolar, para mim, era a história de um fracasso. Era
como se todo dia alguém me dissesse: Você é um fracasso.
Imagine acordar de manhã e alguém dizer assim: Você é
um fracasso, você é um fracasso... E isso foi ficando na
minha cabeça.
(Alves, Rubem; Dimenstein Gilberto.Fomos maus alunos.4ed.Campinas:papirus,2003,p.13-7.)
Pode-se afirmar que, para Gilberto Dimenstein,
Questão 19 10772226
EPCAR 1º Ano - Português e Matemática 2008Leia atentamente o Texto e, a seguir, responda à questão.
Texto
Foi no pátio da escola, à hora do recreio. Eugênio
abaixou-se para apanhar a bola de pano, e de repente
atrás dele alguém gritou:
− O Genoca tá com as carça furada no fiofó!
[5] Os outros rapazes cercaram Eugênio numa algazarra.
Houve pulos, atropelos, pontapés, cotoveladas, gritos e
risadas: eram como galinhas correndo cegas a um tempo
para bicar o mesmo punhado de milho. No meio da roda,
atarantado e vermelho, Eugênio tapava com ambas as
[10] mãos o rasgão da calça, sentindo um calorão no rosto,
que lhe ardia num formigamento. Os colegas romperam
em vaia frenética:
− Calça furada!
− Calça furada!
[15] − Calça furada-dá!
Gritavam em cadência uniforme, batendo palmas.
Eugênio sentiu os olhos se encherem de lágrimas.
Balbuciava palavras de fraco protesto, que se sumiam
devoradas pelo grande alarido.
[20] − Calça furada-dá!
− No fio-fó-fó-fó!
− Óia as calça dele, vovó!
− Calça furada-dá!
Do outro lado do pátio, as meninas olhavam curiosas,
[25] com ar divertido, pulando e rindo.
Em breve começaram a gritar também, integrando-se no
coro, num alvoroço de gralhas.
O vento da manhã, que agitava os ciprestes do pátio,
levava no seu sopro frio aquelas vozes agudas,
[30] espalhava-as pela cidade inteira, anunciando a toda
gente que o menino Eugênio estava com as calças
rasgadas, bem naquele lugar... As lágrimas deslizavam
pelo rosto do rapaz e ele deixava que elas corressem
livres, lhe riscassem as faces, lhe entrassem pela boca,
[35] lhe pingassem do queixo, porque tinha ambas as mãos
postas como um escudo sobre as nádegas. Agora, de
braços dados, os rapazes formavam um grande círculo e
giravam dum lado para o outro, berrando sempre: Calça
furada! Calça furada! Eugênio cerrou os olhos como para
[40] não ver por mais tempo a sua vergonha.
Soou a sineta. Terminara o recreio.
Na aula, Eugênio sentiu-se humilhado como um réu.
Na hora da tabuada, a professora apontava os números
no quadro-negro com o ponteiro e os alunos gritavam em
[45] coro.
Dois e dois são quatro!
Três e três são seis!
E o ritmo desse coro lembrava a Eugênio a vaia do
recreio. Calça furada-dá!
[50] (...) À hora da saída, Eugênio atrasou-se de propósito, foi
o último a sair. Nem assim conseguiu fugir a nova vaia.
Um grupo de seis meninos o esperava de emboscada
numa esquina. Quando Eugênio passou, romperam de
novo:
[55] Calça furada! Quió, galinha carijó!
Calça furada! Calça furada!
Eugênio caminhava acossado pela gritaria. Voltaram-lhe
as lágrimas, Ernesto cochichou:
− Não seja besta, não chora que é pior. Finge que não dá
[60] confiança.
Quando o bando o deixou em paz, seguindo outro rumo,
Eugênio continuou a andar, de cabeça baixa.
O vento varria a rua, sacudia as árvores sem folhas, fazia
voar pedaços de palha, fragmentos de papel, grãos de
[65] poeira.
(Veríssimo, Érico. Olhai os lírios do campo. 81ed.-São Paulo:Globo, 1999)
Assinale a alternativa que contém afirmação INCORRETA.
06
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