Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 1 10738329
COLÉGIO SÓLIDO* Colégio Sólido7° ano 2016A MENINA E AS BALAS

Todos os dias a menininha estava lá: vendia doces na porta de uma lanchonete, perto de uma pracinha, onde brincam quase todas as crianças da redondeza. Mas ela não brincava, só vendia doces. Mesmo porque ela não era moradora do bairro. Sempre chegava por volta das quatro da tarde e ficava até os doces acabarem. Nos finais de semana ela chegava mais tarde, mas nunca faltava. Devia ter uns oito anos e, às vezes, distraía-se olhando as crianças brincarem. Quando eu era menina, queria ter uma fábrica de doces só para poder comer todos os doces que eu quisesse; naquela época eu era muito pobre, e quase nunca sobrava dinheiro lá em casa para comprar doces. A menininha não comia nenhum. Ficava lá até vender todos. Será que algum dia ela já desejou ter uma fábrica de doces só pra ela?
Todas as vezes que eu passava por ela pensava nessas coisas. Eu também desejava ter uma fábrica de leite condensado, só para poder furar todas as latinhas que quisesse. Eu sempre gostei de furar latinhas de leite condensado, e quando sobrava algum dinheiro lá em casa, minha mãe dava um jeito de comprar uma latinha de leite condensado. Mas, como ela não sabia cozinhar, nunca preparava nada com as latinhas, e eu furava todas, sempre escondido dela, que fingia não saber.
Eu nunca pensava em vender os doces das fábricas dos meus sonhos, só pensava em comê-los. Acho que os doces não foram feitos para serem vendidos por crianças, foram feitos para serem comidos por elas. Mas aquela garotinha não comia nenhum, mesmo quando não conseguia vendê-los. Um dia, resolvi perguntar se ela não tinha vontade de comê-los, e ela me respondeu que seu irmão menor trabalhava em uma mercearia e que também não podia comer nada sem pagar. Ela me disse que os doces não eram dela: ela os pegava em uma lojinha em Japeri, perto de sua casa; no final do dia, acertava as contas com o seu Alberto, o dono da loja. Adorava chupar balas e queria muito ter bastante dinheiro para poder comprar um monte de uma vez. Mas não tinha. Nem tinha pracinha perto da casa dela, mas achava ótimo poder brincar com as amigas na rua mesmo.
Uma noite, quando eu voltava do cinema, passei pela menina e percebi que ela estava com muito sono, quase cochilando; a lanchonete já ia fechar e ela ainda tinha alguns doces na caixa. Eu tinha acabado de assistir a um filme sobre crianças, um filme iraniano que eu adoro e que foi um dos filmes mais bonitos que eu já vi: chama-se Filhos do Paraíso, e conta a história de dois irmãos, um menino e uma menina; o menino perde o único par de sapatos que a irmã possuía e os pais deles não têm como comprar outro. Acho que todas as crianças do mundo deveriam assistir a esse filme
. Contei o dinheiro que eu tinha na bolsa e cheguei à conclusão de que dava para pagar todos os doces que ainda restavam. Depois de ver um filme como aquele, eu achava impossível deixar uma menininha daquelas cochilando no meio da rua, numa noite fria.
– Olhe só, vou lhe dar esse dinheiro. Dá pra comprar todos os doces que você tem aí, e você não precisa nem me dar os doces, pode ficar com eles e vendê-los amanhã.
Ela me olhou sem entender direito e disse que eu tinha que levar os doces.
– Mas, menina, é a mesma coisa: você ganha o dinheiro e ainda fica com os doces; é muito melhor pra você...
– Melhor nada, minha mãe diz que eu não posso voltar pra casa enquanto não vender tudo.
– Mas você vai vender, vai levar o dinheiro que levaria se tivesse vendido tudo.
– Tia, você não entendeu, eu não posso voltar com doce pra casa, senão eu apanho da minha mãe e do meu padrasto. Preciso ajudar em casa, minha mãe trabalha muito, lá em casa tem muita gente pra comer, tenho seis irmãos... é por isso que eu vendo doces.
– Já entendi, mas eu só estou querendo lhe ajudar, você leva o dinheiro e ainda sobra doce pra amanhã.
– Mas não pode sobrar nada, minha mãe falou. Por que a senhora não quer levar os doces?
– Pra ajudar você! Amanhã, quando você for lá na loja do seu Alberto, você vai precisar comprar menos doces e vai ter mais dinheiro.
– Não, tia, não é assim. Eu não estou pedindo o seu dinheiro, estou vendendo doces e tenho que vender tudo, minha mãe falou. Por favor, leva os doces.
– Minha querida, vou lhe explicar direitinho: eu vou lhe pagar por todos os doces que tem aí, mas não vou levá-los, assim você vai poder vendê-los pra outras pessoas.
– Tia, você não entende mesmo, hein? Minha mãe vai brigar comigo, ela fica muito brava quando eu faço alguma besteira. Já falei que ela disse que eu não posso voltar com nada pra casa. O meu padrasto, quando eu chego em casa, faz as contas e quando sobra doce ele me bate. Ele sempre conta quanto dinheiro tem e tem que ter tudo certinho.
Percebi que não adiantava nada tentar convencê-la, ela já estava ficando nervosa de tentar me explicar o seu problema. Dei-lhe o dinheiro e tive que levar todos aqueles doces, que ela, rapidamente, enfiou em minha bolsa.
Ao ver-se livre deles, seus olhinhos brilharam de contentamento e ainda pude ouvi-la falando sozinha, muito indignada com a minha pouca compreensão a respeito do seu problema:
– Que tia burra, não entende nada de vender doces. Vai ver que ela nunca trabalhou, porque nem sabe fazer conta!
MARTINS, Georgina. No olho da rua - historinhas quase tristes. São Paulo: Ática, 2003. p. 36-43.
A partir da leitura do texto é CORRETO afirmar que
Questão 26 10737745
COLÉGIO SÓLIDO* 6° ano 2016
Hoje, Os Doutores da Alegria, uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, realiza mais de 83.400.000 visitas por ano a crianças internadas em hospitais de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Minas Gerais.
Esse número, escrito por extenso fica
Questão 20 10736089
COLÉGIO SÓLIDO* 6° ano 2016
Na frase “Todas as pessoas têm contribuições para dar, se todas tiverem a mesma oportunidade de aprender e conviver”, a palavra em destaque indica
Questão 19 10736088
COLÉGIO SÓLIDO* 6° ano 2016
Sobre o título do texto pode-se afirmar que:
Questão 17 10736086
COLÉGIO SÓLIDO* 6° ano 2016A POMBA E A FORMIGA

Uma Formiga foi à margem de um rio para beber água, no entanto, de forma inesperada, acabou sendo arrastada por uma forte correnteza, estando prestes a se afogar.
Uma Pomba, que estava numa árvore sobre a água observando a tudo, arranca uma folha e a deixa cair na correnteza perto da mesma.
Então, subindo na folha a Formiga pode flutuar em segurança até a margem mais próxima.
Eis que pouco tempo depois, um caçador de pássaros, escondido sob a densa folhagem da árvore, se prepara para capturar a Pomba.
Ele, cuidadosamente, coloca visgo no galho onde ela repousa, sem que a mesma perceba o iminente perigo.
A Formiga, percebendo sua má intenção, imediatamente dá-lhe uma forte ferroada no pé. Tomado pelo susto e gritando de dor, ele assim deixa cair sua armadilha de visgo, e isso dá chance para que a Pomba desperte e voe para longe, se pondo finalmente a salvo.
Fonte: http://sitededicas.uol.com.br.
OS DOIS AMIGOS E O URSO

Dois amigos caminhavam por um bosque quando, de repente, aparece um urso e começa a persegui-los. Um dos amigos, muito assustado, trepou numa árvore. O outro, abandonado à própria sorte, jogou-se no chão, fingindo-se de morto.
O urso ao vê-lo, aproximou-se pouco a pouco. Porém, este animal, que não se alimenta de cadáveres, segundo dizem, começou a olhá-lo, tocá-lo, observá-lo, examiná-lo.
Mas como nosso amigo não se movia e quase nem respirava, é abandonado pelo urso, que foi embora falando: “Está tão morto como meu bisavô”.
Então o amigo que estava na árvore, alardeando sua amizade, desce correndo e o abraça. Comenta sobre a sorte que teve o amigo por ter saído ileso de situação tão perigosa e lhe diz:
- Sabe, parece-me que o urso lhe disse alguma coisa no ouvido, enquanto o cheirava.
- Diga-me, o que foi que ele lhe disse? E nosso amigo responde:
- Só uma coisa: “Retira tua amizade da pessoa que, se te vê em perigo, te abandona”.
Fonte: http://sitededicas.uol.com.br.
Em qual alternativa todas as palavras foram separadas em sílabas CORRETAMENTE?
Questão 16 10736085
COLÉGIO SÓLIDO* 6° ano 2016A POMBA E A FORMIGA

Uma Formiga foi à margem de um rio para beber água, no entanto, de forma inesperada, acabou sendo arrastada por uma forte correnteza, estando prestes a se afogar.
Uma Pomba, que estava numa árvore sobre a água observando a tudo, arranca uma folha e a deixa cair na correnteza perto da mesma.
Então, subindo na folha a Formiga pode flutuar em segurança até a margem mais próxima.
Eis que pouco tempo depois, um caçador de pássaros, escondido sob a densa folhagem da árvore, se prepara para capturar a Pomba.
Ele, cuidadosamente, coloca visgo no galho onde ela repousa, sem que a mesma perceba o iminente perigo.
A Formiga, percebendo sua má intenção, imediatamente dá-lhe uma forte ferroada no pé. Tomado pelo susto e gritando de dor, ele assim deixa cair sua armadilha de visgo, e isso dá chance para que a Pomba desperte e voe para longe, se pondo finalmente a salvo.
Fonte: http://sitededicas.uol.com.br.
OS DOIS AMIGOS E O URSO

Dois amigos caminhavam por um bosque quando, de repente, aparece um urso e começa a persegui-los. Um dos amigos, muito assustado, trepou numa árvore. O outro, abandonado à própria sorte, jogou-se no chão, fingindo-se de morto.
O urso ao vê-lo, aproximou-se pouco a pouco. Porém, este animal, que não se alimenta de cadáveres, segundo dizem, começou a olhá-lo, tocá-lo, observá-lo, examiná-lo.
Mas como nosso amigo não se movia e quase nem respirava, é abandonado pelo urso, que foi embora falando: “Está tão morto como meu bisavô”.
Então o amigo que estava na árvore, alardeando sua amizade, desce correndo e o abraça. Comenta sobre a sorte que teve o amigo por ter saído ileso de situação tão perigosa e lhe diz:
- Sabe, parece-me que o urso lhe disse alguma coisa no ouvido, enquanto o cheirava.
- Diga-me, o que foi que ele lhe disse? E nosso amigo responde:
- Só uma coisa: “Retira tua amizade da pessoa que, se te vê em perigo, te abandona”.
Fonte: http://sitededicas.uol.com.br.
Releia: “Dois amigos caminhavam por um bosque quando, de repente, aparece um urso e começa a persegui-los.
Um dos amigos, muito assustado, trepou numa árvore.” As palavras em negrito expressam respectivamente
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