Questões de EFAF Português - Sintaxe
1.422 Questões
Questão 22 10932451
Liceu-SP 2010Considere as informações a seguir para responder a questão.
Se você quiser deixar um vestibulando de cabelo em pé, fale com ele sobre o exame de redação. Se quiser atiçar os ânimos de um severo professor de gramática, pergunte sobre a qualidade das redações escolares. Se quiser provocar um linguista, diga-me que "o estudante de hoje não sabe mais escrever".
(luiz Percival Leme Britto. Em Terra De Surdos-mudos. Em: João Wanderley Geraldi, O Texto Em Sala De Aula.)
Mantendo os mesmos modos e tempos verbais, a frase - Se você quiser deixar um vestibulando de cabelo em pé, fale com ele sobre o exame de redação. - transposta para a 1.ª pessoa do plural, assume a seguinte redação:
Questão 18 10767308
UTFPR Verão 2010/2“Se lessem poesia como leem horóscopos, teríamos páginas de poemas em toda revista do Brasil, e os poetas seriam respeitados como mágicos de circo.”
(Gazeta do Povo, on line, 29/09/2009)
Assinale a alternativa que apresenta uma construção possível para a frase acima, sem prejuízo para o significado.
Questão 11 10767281
UTFPR Verão 2010/2Analise as afirmativas quanto à concordância.
I) Estaremos sempre aberto a sugestões para a melhoria dos nossos serviços.
II) Ao meio impresso físico, estático e relativamente perene, contrapõe se o meio digital, imaterial, dinâmico, volátil.
III) Como sempre, houveram problemas que impediram a continuidade daquele projeto.
Está(ão) correta(s) apenas:
Questão 6 10736991
CMBH 6° Ano - Português 2010TEXTO
A FÊNIX
Uma vida muito longa. Depois a morte para gerar outra vida.
A maior parte dos seres nasce de outros indivíduos, mas há uma certa espécie que se reproduz sozinha.
Os assírios chamam-na de fênix. Não vive de frutos ou flores, mas de incenso e raízes odoríferas. Depois
de ter vivido quinhentos anos, faz um ninho nos ramos de um carvalho ou no alto de uma palmeira. Nele,
ajunta cinamono, nardo e mirra, e com essas essências constrói uma pira sobre a qual se coloca e morre
[5] exalando o último suspiro entre os aromas. Do corpo da ave, surge uma jovem fênix, destinada a viver
tanto quanto a sua antecessora. Depois de crescer e adquirir forças suficientes, ela tira da árvore o ninho
(seu próprio berço e sepulcro do pai) e o leva para a cidade de Heliópolis, no Egito, depositando-o no
templo do “Sol”.
(Thomas Bulfinch. O livro de ouro da mitologia, Rio, Ed. Tecnoprint, 1965, p. 320.)
Glossário:
Assírios: 1. s.m. Natural da Assíria.
Cinamono: 1. s. m. Caneleira. 2. Arbusto de flores aromáticas, da cor da canela
Nardo: 1. Bot.Planta valerianácea cuja flor é muito aromática.
Mirra: 1. s.m. árvore espinhosa, de folhas caducas, que pode atingir 5 metros de altura, com flores vermelho-amarelo, e frutos pontiagudos.
Analise o termo destacado na seguinte frase: “(...) A maior parte dos seres nasce de outros indivíduos, mas há uma certa espécie que se reproduz sozinha. (...)” (linha 1).
O vocábulo destacado estabelece relação de:
Questão 11 10180789
IFCE* 1° Ano 2010/2TORNAR-SE PESSOA – UM EMPREENDIMENTO
Para compreender a “aventura de tornar-se cônscio de si mesmo” e descobrir as fontes de vigor e
segurança íntima que são a recompensa do empreendimento, comecemos por indagar: “Que é esta pessoa,
este senso de self que procuramos?”
Há alguns anos, um psicólogo adquiriu um chimpanzé da mesma idade de seu filho bebê. Com a ideia
[5] de fazer uma experiência, como é hábito entre os de sua especialidade, criou o ser humano e o macaco juntos
em sua casa. Durante os primeiros meses, os dois evoluíram mais ou menos no mesmo ritmo, brincando juntos
e revelando poucas diferenças. Mas, após um ano, uma transformação começou a manifestar-se no bebê, e daí
em diante a diferença entre os dois tornou-se pronunciada.
Deu-se exatamente o que era de se esperar, pois existe pouca diversidade entre o ser humano e
[10] qualquer filhote de mamífero, desde a origem do feto no ventre materno, passando pelo primeiro pulsar do
coração, até a expulsão no momento do parto, o início da respiração independente e os primeiros meses de
vida. Mas aos dois anos, mais ou menos, surge no ser humano a mais importante e radical ocorrência no
processo evolutivo, isto é, a autoconsciência. Ele começa a perceber que é um “eu”. Quando feto, no ventre
materno, fazia parte do “nós original” com sua mãe. Mas, àquela altura, a criança, pela primeira vez, toma
[15] consciência de sua liberdade. Sente-a, segundo Gregory Bateson, no contexto do relacionamento com os pais.
Sente a si mesma como um indivíduo independente, capaz de opor-se a eles, se necessário. Esta notável
ocorrência constitui o nascimento da pessoa no animal humano.
MAY, R. O homem à procura de si mesmo. Trad. Áurea Brito Weissenberg. 32 ed. Petrópolis: Vozes, 02001.
Em “... existe pouca diversidade...”(linha 9), o verbo existir, que é pessoal, corresponde semanticamente ao verbo HAVER.
Em uma das opções, cometeu-se uma impropriedade em relação à concordância verbal de um desses verbos.
Questão 8 10176948
IFCE* 1° Ano 2010/1O BEATO ROMANO
Saí dali zonzo. Tinha sido fácil demais. Meu Deus, eu que pensava ir encontrar uma fera – encontrei o
quê? Um chefe de bando, um comandante, uma sinhá governando a sua senzala?
Ela mandou que o João Rufo me arranjasse uma rede. Jogaram no chão a trouxa que eu trazia e o
João Rufo disse:
[5] – Tome os seus molambos!
Mas falou quase como se fosse uma prosa, uma brincadeira. Via-se que não estava seguro a meu
respeito; no começo me tratou com pouco caso, arrogante, mas agora parecia desconfiado. Não sei se engoliu
a história do Beato Romano; eu não tinha chegado ali com roupa de beato, mas de calça e blusa, como um
homem qualquer. E a espingardinha velha não era de cabra de respeito, a faca só servia pra picar fumo. Que é
[10] que eu vinha fazer para a Dona Moura, se não era um guerreiro?
E João Rufo chegou a me fazer essas perguntas, enquanto eu atava as cordas da minha rede.
Pequena e ruim, por sinal. Me deram também um prato com pirão de peixe cozido, e um taco de rapadura.
Eu ainda pedi ao homem notícias do meu cavalo.
– Se não morrer de tão estropiado que está, vai engordar solto. Ainda tem por aí muita capoeira com
[15] pasto.
Na rede, onde eu caí, não devia parecer um adormecido, mas um defunto em caminho da cova. Só de
ceroulas, sem camisa, o calor tão forte... Queria pensar, mas morria de cansado. Deus do céu, o que iria pela
cabeça da Dona? Lembrar, ela lembrou, disso eu tenho certeza... Mas a minha dúvida é outra: que é que ela
vai fazer de mim? Não sei se acreditou na minha história e se a aceita. Quem sabe me mata?
[20] Ora, se quisesse me matar já tinha feito... Mas, por outro lado, para que ela vai me querer vivo? Que
serventia eu posso ter, nesta praça de guerra? Talvez ela ainda mande os cabras me darem um aperto. E pode
ser que eu aguente. Afinal, mesmo debaixo de confissão, não posso dizer nada que interesse à Dona. Nada.
Toda a minha tragédia se passou depois que ela foi embora. Na gente com quem eu andei e ando, ela nunca
ouviu nem falar. Gente sem poder... Sem dinheiro... Sem força... Deus do céu, creio que, pelo menos por agora,
[25] eu já posso dormir.
QUEIROZ, Rachel de. Memorial de Maria Moura. 7 ed. São Paulo; Siciliano, 1992. P. 15-16.
Sobre o trecho “... que é que ela vai fazer de mim?” (linhas 18 e 19), é correto afirmar-se que
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