Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 13 10727000
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2009Texto
Problema Social
Seu Jorge
Composição: Guará/Fernandinho
Se eu pudesse dar um toque em meu destino
Não seria um peregrino nesse imenso mundo cão
Nem o bom menino que vendeu limão
Trabalhou na feira pra comprar seu pão
Não arrependia as maldades que essa vida tem
Mataria a minha fome sem ter que lesar ninguém
Juro que nem conhecia a famosa Funabem
Onde foi a minha morada desde os tempos de
neném
É ruim acordar de madrugada pra vender bala no
trem
Se eu pudesse tocar meu destino
Hoje eu seria alguém
Seria um intelectual
Mas como não tive chance de ter estudado em
colégio legal
Muitos me chamam de pivete
Mas poucos me deram um apoio moral
Se eu pudesse eu não seria um problema social
Que relações de sentido se estabelecem entre a primeira e a segunda orações e entre a terceira e a quarta orações do texto?
Questão 11 10726997
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2009Texto
Ah! Por favor,diz...
Diz que você me ama, vai, diz.
Diz que quem ama o feio bonito lhe parece.
Diz que Deus ajuda quem madruga, diz. Diz e prova, vai.
Diz que não é possível que o medíocre leve vantagem sobre o mais competente, que o esperto derrote o aplicado.
Diz que você nunca foi assaltado, nem seu vizinho nem ninguém de sua parentela.
Diz que os pobres herdarão o reino dos céus.
Diz que os juros vão cair.
Diz que o FMI vai perdoar as nossas dívidas como nós perdoamos os nossos devedores. (...)
Diz que essa política de cotas para negros é um equívoco, atitude assistencialista, é cópia dos Estados Unidos, que lá não deu certo e que aqui a questão racial é bem diferente, e que vão acabar fazendo com que todo negro com diploma na mão ou que freqüenta universidade parecerá ter conseguido isto por caridade e não por competência. (...)
Diz que o que tem que ser tem muita força, que o bem, pelo menos, às vezes, vence o mal. (...)
Diz que nunca perdeu dinheiro na compra de um imóvel, de um terreno ou num investimento que um amigo aconselhou.
Diz que anda na rua despreocupada, que larga a bolsa na cadeira ou em cima do balcão.
Diz que está cada vez mais convencido de que a justiça tarda, mas não falha.
Diz que passa pela polícia sem sobressalto, que quando vê os fardados pararem carros de jovens na estrada não pensa que estes estão sendo achacados.
Diz que as estradas não têm buracos, que estão todas luminosamente sinalizadas e é uma delícia deslizar por elas.
Diz que não é verdade, vai, diz que não é possível que o Bush vai ser reeleito.
Diz que não está arrependido do voto que deu na última eleição, aliás, diz que nunca se arrependeu, que sempre votou certo. (...)
Diz que as grandes potências vão deixar de ser hipócritas, que os Estados Unidos vão, finalmente, assinar o Protocolo de Kyoto para diminuir a poluição. (...)
Diz que não importa ganhar, que o importante é competir.
Diz que ordem é progresso.
Diz que quem espera sempre alcança.
Diz que o Brasil é o país do futuro. Ou melhor, do presente.
(SANT’ANNA, Afonso Romano de. Tempo de delicadeza. Porto Alegre: L&PM, 2007)
Ao abordar o sistema de cota para negros, implantado nas universidades brasileiras, o texto critica essa política educacional, pois:
I - é inspirada na política americana e não corresponde à realidade brasileira.
II - embora tenha surtido efeito nos Estados Unidos, a questão racial brasileira é diferente.
III - é uma atitude assistencialista que pode colocar em dúvida a competência dos negros.
Analisando as afirmações, constatamos que:
Questão 3 10726974
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2009Texto
Problema Social
Seu Jorge
Composição: Guará/Fernandinho
Se eu pudesse dar um toque em meu destino
Não seria um peregrino nesse imenso mundo cão
Nem o bom menino que vendeu limão
Trabalhou na feira pra comprar seu pão
Não arrependia as maldades que essa vida tem
Mataria a minha fome sem ter que lesar ninguém
Juro que nem conhecia a famosa Funabem
Onde foi a minha morada desde os tempos de
neném
É ruim acordar de madrugada pra vender bala no
trem
Se eu pudesse tocar meu destino
Hoje eu seria alguém
Seria um intelectual
Mas como não tive chance de ter estudado em
colégio legal
Muitos me chamam de pivete
Mas poucos me deram um apoio moral
Se eu pudesse eu não seria um problema social
Ao se utilizar, nessa letra de música, a expressão “Problema Social”, a palavra-título só é retomada no último verso do texto, evidenciando:
I - que o menino é indiferente em relação ao modo como a sociedade o vê.
II - que anuncia as razões sociais inerentes a essa condição de “problema” da sociedade.
III - que o termo problema social é a resultante de todas as situações de injustiça pelas quais o menino passou.
Analise e julgue as assertivas abaixo:
Questão 20 10719482
CMC 6º Ano - Português 2009
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/blog/salmonelas/ acesso em 06.10.2009
A fala do pai no 3o quadrinho:
Questão 19 10719464
CMC 6º Ano - Português 2009BRINQUEDO NÃO BASTA
Além de presentes, as crianças querem mais atenção e conversa.
Mas admitem: a bronca também é necessária.
Carros de Barbie, jogos do Pokémon, bolas de basquete. São muitas as possibilidades para os
pais que querem e podem agradar seus filhos com brinquedos no Dia das Crianças. À insistência
infantil e o bombardeio da mídia tomam o ato de presentear uma gostosa obrigação. É quase
impossível resistir e, realmente, não é necessário — desde que o presente não seja uma compensação de
[5] cuidados e carinhos eternamente adiados. Por trás do olhar brilhante e do sorriso escancarado diante do
presente esperado, há o desejo e a necessidade, mesmo que inconscientes, de sentir-se amparado. Não é
só. Crianças precisam contar com pais que, além de jogar videogame, saibam dizer não quando é
preciso, que não sejam flexíveis demais a ponto de deixá-las à deriva, sem referências quanto ao que é
certo ou errado, que não falem uma coisa e façam outra. E que saibam ouvi-las.
[10] Às vezes, basta um bate-papo despretensioso. Consultados sobre o que consideram obrigação
dos pais é o que mudariam no comportamento deles, quatro crianças de faixas etárias diferentes
surpreenderam pela clareza de suas opiniões. Simoni, 5 anos, acha que o pai deve protegê-la. João, 7,
quer que a mãe trabalhe menos. Vitor, 9, deseja que 05 pais sejam mais pacientes. Bianca, 10, ficaria
feliz se o pai conversasse mais com ela. Claro que nem todas as crianças conseguem exprimir suas
[15]. insatisfações. Não raro, o desejo se manifesta às avessas e de maneira cifrada, com irritação excessiva,
choro fácil, desinteresse escolar, dificuldade de aprendizagem, timidez ou resistência a regras. Então,
por que não fazer do Dia das Crianças um bom momento para refletir sobre o que os pequenos querem
e precisam, além de brinquedos? |
“Meu maior presente seria ver minha mãe trabalhando menos. Meu pai não trabalha tanto
[20] quanto ela, mas, como eles são separados, só fico com eles nos finais de semana. Não pediria para eles
voltarem a namorar porque gosto muito da namorada do meu pa e do namorado da minha mãe, mas se
eu pudesse, pediria para todos os pais e mães do mundo ficarem mais com seus filhos, pelo menos no
Dia das Crianças, Se a gente tem de passar todo o Dia dos Pais com eles e todo o Dia das Mães com
elas, por que eles não passam todo o Dia das Crianças com a gente?” — diz Fernando, de 7 anos.
[25] Essa não é uma tarefa simples. Principalmente porque às necessidades infantis vão se
alterando de acordo com a faixa etária, O tipo de atenção que um bebê precisa não é o mesmo que um
pré-adolescente exige. O que não quer dizer que, por ser mais independente, ele tenha maturidade
suficiente para decidir se vai ou não à escola. “Os filhos precisam olhar para cima e encontrar alguém
mais forte do que eles, com quem possam contar como guia”, observa Diana Corso, da Associação
[30] Psicanalítica de Porto Alegre. Desconsiderando as particularidades da cada fase, há conceitos que não
se podem esquecer. Eles vão da tão batida questão da imposição de limites à formação de valores
éticos.
Limites - Por mais que reclame, os filhos precisam de regras, até para terem contra o que
se rebelar, “Sem limites, a criança pensa que pode tudo e essa não é a realidade do mundo. Reconhecer
[35] a autoridade e a hierarquia capacita a conviver em sociedade”, afirma a psicóloga Ana Olmos, diretora
do Centro de Estudos Multidisciplinares para o Desenvolvimento da Criança, do Hospital das Clínicas
de São Paulo
(Marina Caruso e Rita Moraes. Isto É, 15 nov. 2000 - Fragmento)
Assinale a alternativa em que a palavra em destaque classifica-se como substantivo.
Questão 18 10719459
CMC 6º Ano - Português 2009BRINQUEDO NÃO BASTA
Além de presentes, as crianças querem mais atenção e conversa.
Mas admitem: a bronca também é necessária.
Carros de Barbie, jogos do Pokémon, bolas de basquete. São muitas as possibilidades para os
pais que querem e podem agradar seus filhos com brinquedos no Dia das Crianças. À insistência
infantil e o bombardeio da mídia tomam o ato de presentear uma gostosa obrigação. É quase
impossível resistir e, realmente, não é necessário — desde que o presente não seja uma compensação de
[5] cuidados e carinhos eternamente adiados. Por trás do olhar brilhante e do sorriso escancarado diante do
presente esperado, há o desejo e a necessidade, mesmo que inconscientes, de sentir-se amparado. Não é
só. Crianças precisam contar com pais que, além de jogar videogame, saibam dizer não quando é
preciso, que não sejam flexíveis demais a ponto de deixá-las à deriva, sem referências quanto ao que é
certo ou errado, que não falem uma coisa e façam outra. E que saibam ouvi-las.
[10] Às vezes, basta um bate-papo despretensioso. Consultados sobre o que consideram obrigação
dos pais é o que mudariam no comportamento deles, quatro crianças de faixas etárias diferentes
surpreenderam pela clareza de suas opiniões. Simoni, 5 anos, acha que o pai deve protegê-la. João, 7,
quer que a mãe trabalhe menos. Vitor, 9, deseja que 05 pais sejam mais pacientes. Bianca, 10, ficaria
feliz se o pai conversasse mais com ela. Claro que nem todas as crianças conseguem exprimir suas
[15]. insatisfações. Não raro, o desejo se manifesta às avessas e de maneira cifrada, com irritação excessiva,
choro fácil, desinteresse escolar, dificuldade de aprendizagem, timidez ou resistência a regras. Então,
por que não fazer do Dia das Crianças um bom momento para refletir sobre o que os pequenos querem
e precisam, além de brinquedos? |
“Meu maior presente seria ver minha mãe trabalhando menos. Meu pai não trabalha tanto
[20] quanto ela, mas, como eles são separados, só fico com eles nos finais de semana. Não pediria para eles
voltarem a namorar porque gosto muito da namorada do meu pa e do namorado da minha mãe, mas se
eu pudesse, pediria para todos os pais e mães do mundo ficarem mais com seus filhos, pelo menos no
Dia das Crianças, Se a gente tem de passar todo o Dia dos Pais com eles e todo o Dia das Mães com
elas, por que eles não passam todo o Dia das Crianças com a gente?” — diz Fernando, de 7 anos.
[25] Essa não é uma tarefa simples. Principalmente porque às necessidades infantis vão se
alterando de acordo com a faixa etária, O tipo de atenção que um bebê precisa não é o mesmo que um
pré-adolescente exige. O que não quer dizer que, por ser mais independente, ele tenha maturidade
suficiente para decidir se vai ou não à escola. “Os filhos precisam olhar para cima e encontrar alguém
mais forte do que eles, com quem possam contar como guia”, observa Diana Corso, da Associação
[30] Psicanalítica de Porto Alegre. Desconsiderando as particularidades da cada fase, há conceitos que não
se podem esquecer. Eles vão da tão batida questão da imposição de limites à formação de valores
éticos.
Limites - Por mais que reclame, os filhos precisam de regras, até para terem contra o que
se rebelar, “Sem limites, a criança pensa que pode tudo e essa não é a realidade do mundo. Reconhecer
[35] a autoridade e a hierarquia capacita a conviver em sociedade”, afirma a psicóloga Ana Olmos, diretora
do Centro de Estudos Multidisciplinares para o Desenvolvimento da Criança, do Hospital das Clínicas
de São Paulo
(Marina Caruso e Rita Moraes. Isto É, 15 nov. 2000 - Fragmento)
“Por mais que reclamem, os filhos precisam de regras, até para terem contra o que se rebelar.” (linhas 33 e 34). O trecho em destaque transmite ideia de:
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