Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 7 10998450
IFF Integrados 2016TEXTO

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/discovirtual/galerias/imagem/0000000447/0000003346.jpg%20Acesso%20em:%2016%20out%202015.
A partir da observação da linguagem utilizada na tirinha, foram feitas algumas afirmativas. Analise-as e marque o item com o comentário correto.
Questão 6 10998438
IFF Integrados 2016TEXTO

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/discovirtual/galerias/imagem/0000000447/0000003346.jpg%20Acesso%20em:%2016%20out%202015.
Na tirinha acima, há uma situação muito comum no contexto escolar: a displicência do aluno em relação às tarefas escolares e o receio, por parte do aluno, da punição. Entretanto, o personagem consegue, de modo humorado, uma performance bem-sucedida.
Observando os elementos verbais e não verbais, o efeito de humor pode ser atribuído
Questão 4 10998425
IFF Integrados 2016TEXTO
Pobre é ladrão?
Ferreira Gullar
Logo após o fim de semana, quando a zona sul do Rio foi tomada pelos arrastões, assisti a um
programa de televisão em que se debatia o assunto. De fato, foram dois dias – um sábado e um
domingo – que deixaram as pessoas apavoradas, sem falar daquelas que sofreram diretamente a
ação dos pivetes.
[5] Eles agiram em grupos de dez, quinze assaltantes que, nas praias, tomavam dos banhistas
celulares, bolsas, cordões de ouro, relógios, enfim, tudo o que pudessem levar.
Em meio a tanta gente, corriam e sumiam, sem que nem mesmo os policiais conseguissem
pegá-los. Alguns foram presos, mas, como disse um delegado, logo seriam soltos para voltar a
assaltar. É que são menores.
[10] Pois bem, durante o debate, a opinião dos participantes era de que a razão dessa crescente ação
dos pivetes está na maneira como agem as autoridades, usando apenas a repressão policial,
quando o problema é social. Ou seja, de nada adianta reprimir a ação dos pivetes, uma vez que a
causa está na desigualdade: esses assaltantes são jovens de classe baixa, filhos de famílias
pobres, que muitas vezes não têm nem mesmo o que comer.
[15] Isso, sem dúvida alguma, é verdade. Mas, partindo dessa constatação, o que fazer para evitar que
eles continuem a assaltar? Na opinião dos debatedores, naquele programa, o governo deveria
oferecer a esses jovens atendimento capaz de reintegrá-los à vida social. Noutras palavras, é a
desigualdade social que os leva a roubar.
Vamos examinar essa tese. Quantos menores pobres existem na cidade do Rio de Janeiro? Não
[20] sei ao certo, mas acredito que cheguem a muitos milhares, a centenas de milhares. Se aqueles
jovens assaltam por serem pobres, por que não há muitos milhares de assaltantes em vez de
algumas dezenas? Os que agiram naquele fim de semana não chegavam a cem.
Diante disso, concluo que não é apenas por ser pobre que o cara se torna assaltante. Ou vamos
admitir que basta ser pobre para ser bandido? Seria uma ignomínia contra os pobres que, pelo
[25] contrário, em sua absoluta maioria trabalham para ganhar o pão de cada dia. Na verdade, a
maioria dos que pegam no pesado são os pobres. E o pessoal do Petrolão, rouba por quê? Por
não ter o que comer certamente não é. Será por vocação?
Citei, certa vez, numa de minhas crônicas, o que disse uma senhora favelada: "Tenho cinco filhos,
duas meninas e três meninos. Quatro deles estão estudando. Só um deles não quis estudar e
[30] virou assaltante". Vejam bem; todos eles foram criados na mesma casa, na mesma favela, pela
mesma mãe, enfrentando as mesmas dificuldades. Por que só um deles optou pelo crime?
Semana passada, um desses garotos declarou que rouba por prazer e não estuda porque não
quer.
A desigualdade social existe e, no Brasil, chega a um nível vergonhoso. E há desigualdade, maior
[35] ou menor, em todos os países, até naqueles de alto desenvolvimento econômico, como os
Estados Unidos. Deve-se observar também que, durante séculos, a humanidade enfrenta esse
problema e luta para livrar-se dele. Admito que talvez nunca cheguemos à sociedade justa, mas
ela pode ser menos injusta, sem dúvida alguma. Só que isso vai demorar - e muito.
[40] Voltemos, então, à tese daquele pessoal do tal programa. Se é verdade que os pivetes assaltam
porque nasceram numa sociedade desigual, significa que, enquanto a desigualdade se mantiver,
haverá assaltantes, os quais não devem ser punidos, pois são vítimas da sociedade desigual.
Puni-los seria cometer uma dupla injustiça, certo? No fundo, é mais ou menos essa visão do
problema que levou à benevolência das leis brasileiras contra os criminosos, tenham a idade que
[45] tiver.
Mas como fica a mocinha inglesa que teve sua bolsa levada pelos pivetes com todo o seu dinheiro
e todos os seus documentos? Chorando, ela prometeu nunca mais voltar ao Brasil. Como fica o
assassinato daquele senhor, morto pelo pivete que queria roubar sua bicicleta?
Se a causa dos crimes é a desigualdade social, e ela vai custar muito a ser superada, vamos ter
[50] de viver o resto da vida trancados em casa ou andar apavorados pelas ruas da cidade. Será que
está certo?
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ferreiragullar/2015/10/1689620-pobre-e-ladrao.shtml Acesso em: 16 out 2015.
“Se a causa dos crimes é a desigualdade social, e ela vai custar muito a ser superada, vamos ter de viver o resto da vida trancados em casa”.
A conjunção “Se” é tradicionalmente empregada com valor condicional. Porém nesse trecho, transcrito do último parágrafo do texto, esse conectivo assume um outro valor semântico e argumentativo.
Assinale a opção que apresenta um conectivo que poderia substituir a conjunção destacada no trecho, sem que haja mudança de sentido do texto.
Questão 3 10998411
IFF Integrados 2016TEXTO
Pobre é ladrão?
Ferreira Gullar
Logo após o fim de semana, quando a zona sul do Rio foi tomada pelos arrastões, assisti a um
programa de televisão em que se debatia o assunto. De fato, foram dois dias – um sábado e um
domingo – que deixaram as pessoas apavoradas, sem falar daquelas que sofreram diretamente a
ação dos pivetes.
[5] Eles agiram em grupos de dez, quinze assaltantes que, nas praias, tomavam dos banhistas
celulares, bolsas, cordões de ouro, relógios, enfim, tudo o que pudessem levar.
Em meio a tanta gente, corriam e sumiam, sem que nem mesmo os policiais conseguissem
pegá-los. Alguns foram presos, mas, como disse um delegado, logo seriam soltos para voltar a
assaltar. É que são menores.
[10] Pois bem, durante o debate, a opinião dos participantes era de que a razão dessa crescente ação
dos pivetes está na maneira como agem as autoridades, usando apenas a repressão policial,
quando o problema é social. Ou seja, de nada adianta reprimir a ação dos pivetes, uma vez que a
causa está na desigualdade: esses assaltantes são jovens de classe baixa, filhos de famílias
pobres, que muitas vezes não têm nem mesmo o que comer.
[15] Isso, sem dúvida alguma, é verdade. Mas, partindo dessa constatação, o que fazer para evitar que
eles continuem a assaltar? Na opinião dos debatedores, naquele programa, o governo deveria
oferecer a esses jovens atendimento capaz de reintegrá-los à vida social. Noutras palavras, é a
desigualdade social que os leva a roubar.
Vamos examinar essa tese. Quantos menores pobres existem na cidade do Rio de Janeiro? Não
[20] sei ao certo, mas acredito que cheguem a muitos milhares, a centenas de milhares. Se aqueles
jovens assaltam por serem pobres, por que não há muitos milhares de assaltantes em vez de
algumas dezenas? Os que agiram naquele fim de semana não chegavam a cem.
Diante disso, concluo que não é apenas por ser pobre que o cara se torna assaltante. Ou vamos
admitir que basta ser pobre para ser bandido? Seria uma ignomínia contra os pobres que, pelo
[25] contrário, em sua absoluta maioria trabalham para ganhar o pão de cada dia. Na verdade, a
maioria dos que pegam no pesado são os pobres. E o pessoal do Petrolão, rouba por quê? Por
não ter o que comer certamente não é. Será por vocação?
Citei, certa vez, numa de minhas crônicas, o que disse uma senhora favelada: "Tenho cinco filhos,
duas meninas e três meninos. Quatro deles estão estudando. Só um deles não quis estudar e
[30] virou assaltante". Vejam bem; todos eles foram criados na mesma casa, na mesma favela, pela
mesma mãe, enfrentando as mesmas dificuldades. Por que só um deles optou pelo crime?
Semana passada, um desses garotos declarou que rouba por prazer e não estuda porque não
quer.
A desigualdade social existe e, no Brasil, chega a um nível vergonhoso. E há desigualdade, maior
[35] ou menor, em todos os países, até naqueles de alto desenvolvimento econômico, como os
Estados Unidos. Deve-se observar também que, durante séculos, a humanidade enfrenta esse
problema e luta para livrar-se dele. Admito que talvez nunca cheguemos à sociedade justa, mas
ela pode ser menos injusta, sem dúvida alguma. Só que isso vai demorar - e muito.
[40] Voltemos, então, à tese daquele pessoal do tal programa. Se é verdade que os pivetes assaltam
porque nasceram numa sociedade desigual, significa que, enquanto a desigualdade se mantiver,
haverá assaltantes, os quais não devem ser punidos, pois são vítimas da sociedade desigual.
Puni-los seria cometer uma dupla injustiça, certo? No fundo, é mais ou menos essa visão do
problema que levou à benevolência das leis brasileiras contra os criminosos, tenham a idade que
[45] tiver.
Mas como fica a mocinha inglesa que teve sua bolsa levada pelos pivetes com todo o seu dinheiro
e todos os seus documentos? Chorando, ela prometeu nunca mais voltar ao Brasil. Como fica o
assassinato daquele senhor, morto pelo pivete que queria roubar sua bicicleta?
Se a causa dos crimes é a desigualdade social, e ela vai custar muito a ser superada, vamos ter
[50] de viver o resto da vida trancados em casa ou andar apavorados pelas ruas da cidade. Será que
está certo?
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ferreiragullar/2015/10/1689620-pobre-e-ladrao.shtml Acesso em: 16 out 2015.
O texto, de autoria de Ferreira Gullar, pode ser classificado, quanto ao seu tipo, como predominantemente dissertativo.
Considerando-se que foi veiculado em um jornal e observando-se a estrutura textual, pode-se classificá-lo, quanto ao gênero textual, como:
Questão 2 10998393
IFF Integrados 2016TEXTO
Pobre é ladrão?
Ferreira Gullar
Logo após o fim de semana, quando a zona sul do Rio foi tomada pelos arrastões, assisti a um
programa de televisão em que se debatia o assunto. De fato, foram dois dias – um sábado e um
domingo – que deixaram as pessoas apavoradas, sem falar daquelas que sofreram diretamente a
ação dos pivetes.
[5] Eles agiram em grupos de dez, quinze assaltantes que, nas praias, tomavam dos banhistas
celulares, bolsas, cordões de ouro, relógios, enfim, tudo o que pudessem levar.
Em meio a tanta gente, corriam e sumiam, sem que nem mesmo os policiais conseguissem
pegá-los. Alguns foram presos, mas, como disse um delegado, logo seriam soltos para voltar a
assaltar. É que são menores.
[10] Pois bem, durante o debate, a opinião dos participantes era de que a razão dessa crescente ação
dos pivetes está na maneira como agem as autoridades, usando apenas a repressão policial,
quando o problema é social. Ou seja, de nada adianta reprimir a ação dos pivetes, uma vez que a
causa está na desigualdade: esses assaltantes são jovens de classe baixa, filhos de famílias
pobres, que muitas vezes não têm nem mesmo o que comer.
[15] Isso, sem dúvida alguma, é verdade. Mas, partindo dessa constatação, o que fazer para evitar que
eles continuem a assaltar? Na opinião dos debatedores, naquele programa, o governo deveria
oferecer a esses jovens atendimento capaz de reintegrá-los à vida social. Noutras palavras, é a
desigualdade social que os leva a roubar.
Vamos examinar essa tese. Quantos menores pobres existem na cidade do Rio de Janeiro? Não
[20] sei ao certo, mas acredito que cheguem a muitos milhares, a centenas de milhares. Se aqueles
jovens assaltam por serem pobres, por que não há muitos milhares de assaltantes em vez de
algumas dezenas? Os que agiram naquele fim de semana não chegavam a cem.
Diante disso, concluo que não é apenas por ser pobre que o cara se torna assaltante. Ou vamos
admitir que basta ser pobre para ser bandido? Seria uma ignomínia contra os pobres que, pelo
[25] contrário, em sua absoluta maioria trabalham para ganhar o pão de cada dia. Na verdade, a
maioria dos que pegam no pesado são os pobres. E o pessoal do Petrolão, rouba por quê? Por
não ter o que comer certamente não é. Será por vocação?
Citei, certa vez, numa de minhas crônicas, o que disse uma senhora favelada: "Tenho cinco filhos,
duas meninas e três meninos. Quatro deles estão estudando. Só um deles não quis estudar e
[30] virou assaltante". Vejam bem; todos eles foram criados na mesma casa, na mesma favela, pela
mesma mãe, enfrentando as mesmas dificuldades. Por que só um deles optou pelo crime?
Semana passada, um desses garotos declarou que rouba por prazer e não estuda porque não
quer.
A desigualdade social existe e, no Brasil, chega a um nível vergonhoso. E há desigualdade, maior
[35] ou menor, em todos os países, até naqueles de alto desenvolvimento econômico, como os
Estados Unidos. Deve-se observar também que, durante séculos, a humanidade enfrenta esse
problema e luta para livrar-se dele. Admito que talvez nunca cheguemos à sociedade justa, mas
ela pode ser menos injusta, sem dúvida alguma. Só que isso vai demorar - e muito.
[40] Voltemos, então, à tese daquele pessoal do tal programa. Se é verdade que os pivetes assaltam
porque nasceram numa sociedade desigual, significa que, enquanto a desigualdade se mantiver,
haverá assaltantes, os quais não devem ser punidos, pois são vítimas da sociedade desigual.
Puni-los seria cometer uma dupla injustiça, certo? No fundo, é mais ou menos essa visão do
problema que levou à benevolência das leis brasileiras contra os criminosos, tenham a idade que
[45] tiver.
Mas como fica a mocinha inglesa que teve sua bolsa levada pelos pivetes com todo o seu dinheiro
e todos os seus documentos? Chorando, ela prometeu nunca mais voltar ao Brasil. Como fica o
assassinato daquele senhor, morto pelo pivete que queria roubar sua bicicleta?
Se a causa dos crimes é a desigualdade social, e ela vai custar muito a ser superada, vamos ter
[50] de viver o resto da vida trancados em casa ou andar apavorados pelas ruas da cidade. Será que
está certo?
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ferreiragullar/2015/10/1689620-pobre-e-ladrao.shtml Acesso em: 16 out 2015.
No segundo parágrafo do texto Pobre é ladrão?, tem-se o seguinte enunciado:
“Eles agiram em grupos de dez, quinze assaltantes que, nas praias, tomavam dos banhistas celulares, bolsas, cordões de ouro, relógios, enfim, tudo o que pudessem levar”.
A palavra em destaque, observando-se a coesão textual, se refere a
Questão 1 10998315
IFF Integrados 2016TEXTO
Pobre é ladrão?
Ferreira Gullar
Logo após o fim de semana, quando a zona sul do Rio foi tomada pelos arrastões, assisti a um
programa de televisão em que se debatia o assunto. De fato, foram dois dias – um sábado e um
domingo – que deixaram as pessoas apavoradas, sem falar daquelas que sofreram diretamente a
ação dos pivetes.
[5] Eles agiram em grupos de dez, quinze assaltantes que, nas praias, tomavam dos banhistas
celulares, bolsas, cordões de ouro, relógios, enfim, tudo o que pudessem levar.
Em meio a tanta gente, corriam e sumiam, sem que nem mesmo os policiais conseguissem
pegá-los. Alguns foram presos, mas, como disse um delegado, logo seriam soltos para voltar a
assaltar. É que são menores.
[10] Pois bem, durante o debate, a opinião dos participantes era de que a razão dessa crescente ação
dos pivetes está na maneira como agem as autoridades, usando apenas a repressão policial,
quando o problema é social. Ou seja, de nada adianta reprimir a ação dos pivetes, uma vez que a
causa está na desigualdade: esses assaltantes são jovens de classe baixa, filhos de famílias
pobres, que muitas vezes não têm nem mesmo o que comer.
[15] Isso, sem dúvida alguma, é verdade. Mas, partindo dessa constatação, o que fazer para evitar que
eles continuem a assaltar? Na opinião dos debatedores, naquele programa, o governo deveria
oferecer a esses jovens atendimento capaz de reintegrá-los à vida social. Noutras palavras, é a
desigualdade social que os leva a roubar.
Vamos examinar essa tese. Quantos menores pobres existem na cidade do Rio de Janeiro? Não
[20] sei ao certo, mas acredito que cheguem a muitos milhares, a centenas de milhares. Se aqueles
jovens assaltam por serem pobres, por que não há muitos milhares de assaltantes em vez de
algumas dezenas? Os que agiram naquele fim de semana não chegavam a cem.
Diante disso, concluo que não é apenas por ser pobre que o cara se torna assaltante. Ou vamos
admitir que basta ser pobre para ser bandido? Seria uma ignomínia contra os pobres que, pelo
[25] contrário, em sua absoluta maioria trabalham para ganhar o pão de cada dia. Na verdade, a
maioria dos que pegam no pesado são os pobres. E o pessoal do Petrolão, rouba por quê? Por
não ter o que comer certamente não é. Será por vocação?
Citei, certa vez, numa de minhas crônicas, o que disse uma senhora favelada: "Tenho cinco filhos,
duas meninas e três meninos. Quatro deles estão estudando. Só um deles não quis estudar e
[30] virou assaltante". Vejam bem; todos eles foram criados na mesma casa, na mesma favela, pela
mesma mãe, enfrentando as mesmas dificuldades. Por que só um deles optou pelo crime?
Semana passada, um desses garotos declarou que rouba por prazer e não estuda porque não
quer.
A desigualdade social existe e, no Brasil, chega a um nível vergonhoso. E há desigualdade, maior
[35] ou menor, em todos os países, até naqueles de alto desenvolvimento econômico, como os
Estados Unidos. Deve-se observar também que, durante séculos, a humanidade enfrenta esse
problema e luta para livrar-se dele. Admito que talvez nunca cheguemos à sociedade justa, mas
ela pode ser menos injusta, sem dúvida alguma. Só que isso vai demorar - e muito.
[40] Voltemos, então, à tese daquele pessoal do tal programa. Se é verdade que os pivetes assaltam
porque nasceram numa sociedade desigual, significa que, enquanto a desigualdade se mantiver,
haverá assaltantes, os quais não devem ser punidos, pois são vítimas da sociedade desigual.
Puni-los seria cometer uma dupla injustiça, certo? No fundo, é mais ou menos essa visão do
problema que levou à benevolência das leis brasileiras contra os criminosos, tenham a idade que
[45] tiver.
Mas como fica a mocinha inglesa que teve sua bolsa levada pelos pivetes com todo o seu dinheiro
e todos os seus documentos? Chorando, ela prometeu nunca mais voltar ao Brasil. Como fica o
assassinato daquele senhor, morto pelo pivete que queria roubar sua bicicleta?
Se a causa dos crimes é a desigualdade social, e ela vai custar muito a ser superada, vamos ter
[50] de viver o resto da vida trancados em casa ou andar apavorados pelas ruas da cidade. Será que
está certo?
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ferreiragullar/2015/10/1689620-pobre-e-ladrao.shtml Acesso em: 16 out 2015.
Conforme se sabe, qualquer texto responde a uma pergunta que, nem sempre, é tão explicitamente clara. No texto, a pergunta está no título.
Em qual das alternativas abaixo está uma possível resposta a ela?
06
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