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Questão 6 3179647
Colégio Pedro II 2017TEXTO
É pequeno o número de pais e escolas que refletem sobre boatos na internet
Rosely Sayão (adaptado)
É pequeno o número de pais que reflete a respeito da quantidade de informações
incorretas e/ou falsas com as quais os filhos têm contato na rede, e que dialoga com eles
sobre esses assuntos. Precisamos pensar a esse respeito, porque os mais novos ainda não
têm formação crítica para diferenciar conteúdos que têm relação com a realidade daqueles
[05] que são inventados, por exemplo.
Um estudo de uma universidade americana, feito com quase 8.000 estudantes que
frequentam do ensino fundamental à faculdade, apontou que a maioria deles não
conseguiram distinguir uma notícia real de conteúdos patrocinados1 em um site.
Muitos trabalhos escolares que os alunos fazem consultando a internet apresentam
[10] incorreções históricas gritantes que eles não identificam. Por isso, a escola também tem
grande responsabilidade nessa história. Em vez de apenas pedir aos alunos trabalhos de
busca na internet, precisam avaliar com eles o que e onde eles encontraram tal conteúdo e
analisar o que trouxeram, para que aprendam conteúdos corretos e o bom uso que é
possível fazer da rede nas questões escolares.
[15] Oferecer o uso da internet a crianças pequenas é bobagem: elas têm muito o que
aprender no mundo real, na natureza, no contexto em que vivem. Os maiores podem, além
do entretenimento, usar muito bem a rede, desde que tenham boa companhia para
comentar o que absorvem dela. Pais e escola devem ser essas boas companhias.
Folha de São Paulo, 06 de dezembro de 2016.
(Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/colunas/roselysayao/2016/12/1838712-e-pequeno-o-numero-de-pais-eescolas-que-refletem-sobre-boatos-na-internet.shtml)
Vocabulário:
1conteúdos patrocinados – anúncios, propagandas, notícias pagas
Ainda de acordo com o Texto, é correto afirmar que a escola precisa
Questão 5 3179608
Colégio Pedro II 2017TEXTO
É pequeno o número de pais e escolas que refletem sobre boatos na internet
Rosely Sayão (adaptado)
É pequeno o número de pais que reflete a respeito da quantidade de informações
incorretas e/ou falsas com as quais os filhos têm contato na rede, e que dialoga com eles
sobre esses assuntos. Precisamos pensar a esse respeito, porque os mais novos ainda não
têm formação crítica para diferenciar conteúdos que têm relação com a realidade daqueles
[05] que são inventados, por exemplo.
Um estudo de uma universidade americana, feito com quase 8.000 estudantes que
frequentam do ensino fundamental à faculdade, apontou que a maioria deles não
conseguiram distinguir uma notícia real de conteúdos patrocinados1 em um site.
Muitos trabalhos escolares que os alunos fazem consultando a internet apresentam
[10] incorreções históricas gritantes que eles não identificam. Por isso, a escola também tem
grande responsabilidade nessa história. Em vez de apenas pedir aos alunos trabalhos de
busca na internet, precisam avaliar com eles o que e onde eles encontraram tal conteúdo e
analisar o que trouxeram, para que aprendam conteúdos corretos e o bom uso que é
possível fazer da rede nas questões escolares.
[15] Oferecer o uso da internet a crianças pequenas é bobagem: elas têm muito o que
aprender no mundo real, na natureza, no contexto em que vivem. Os maiores podem, além
do entretenimento, usar muito bem a rede, desde que tenham boa companhia para
comentar o que absorvem dela. Pais e escola devem ser essas boas companhias.
Folha de São Paulo, 06 de dezembro de 2016.
(Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/colunas/roselysayao/2016/12/1838712-e-pequeno-o-numero-de-pais-eescolas-que-refletem-sobre-boatos-na-internet.shtml)
Vocabulário:
1conteúdos patrocinados – anúncios, propagandas, notícias pagas
De acordo com o segundo parágrafo do Texto,
Questão 2 3179549
Colégio Pedro II 2017TEXTO
O conto da mentira
Rogério Augusto
Todo dia Felipe inventava uma mentira. “Mãe, a vovó tá no telefone!”. A mãe largava
a louça na pia e corria até a sala. Encontrava o telefone mudo.
O garoto havia inventado morte do cachorro, nota dez em matemática, gol de cabeça
[05] em campeonato de rua. A mãe tentava assustá-lo: “Seu nariz vai ficar igual ao do Pinóquio!”.
Felipe ria na cara dela: “Quem tá mentindo é você! Não existe ninguém de madeira!”.
O pai de Felipe também conversava com ele: “Um dia você contará uma verdade e
ninguém acreditará!”. Felipe ficava pensativo. Mas no dia seguinte...
[10] Então aconteceu o que seu pai alertara. Felipe assistia a um programa na TV. A
apresentadora ligou para o número do telefone da casa dele. Felipe tinha sido sorteado. O
prêmio era uma bicicleta: “É verdade, mãe! A moça quer falar com você no telefone pra
combinar a entrega da bicicleta. É verdade!”
[15] A mãe de Felipe fingiu não ouvir. Continuou preparando o jantar em silêncio.
Resultado: Felipe deixou de ganhar o prêmio. Então ele começou a reduzir suas mentiras.
Até que um dia deixou de contá-las. Bem, Felipe cresceu e tornou-se um escritor. Voltou a
criar histórias. Agora sem culpa e sem medo. No momento está escrevendo um conto. É a
história de um menino que deixa de ganhar uma bicicleta porque mentia...
(Folha de São Paulo, 14 de junho. 2003. Suplemento Folhinha.)
No Texto, Felipe é apresentado em duas fases da vida: na infância, mentia sempre; na fase adulta, tornou-se escritor.
Nessas duas fases da vida de Felipe, podemos concluir que há em comum
Questão 13 618274
COTIL 1° Ano 2017Texto para a questão


https://www.tumblr.com/search/andr%C3%A9%20dahmer
Qual verso de Zack Magiezi (página anterior), reforça a ideia expressa?
Questão 5 618235
COTIL 1° Ano 2017Textos para a questão
Posto, logo existo, de Martha Medeiros
Começam a pipocar alguns debates sobre as consequências de se passar tanto tempo conectado à internet. Já se fala em saturação social, inspirado pelo recente depoimento de um jornalista do The New York Times que afirmou que sua produtividade no trabalho estava caindo por causa do tempo consumido pelo Facebook, Twitter e agregados, e que hoje ele se vê diante da escolha entre cortar seus passeios de bicicleta ou alguns desses hábitos digitais “que estão me comendo vivo”.
Antropofagia virtual. O Brasil, pra variar, está atrasado (aqui, dois terços dos usuários ainda atualizam seus perfis semanalmente), pois no resto do mundo já começa a ser articulado um movimento de desaceleração dessa tara por conexão: hotéis europeus prometem quartos sem wi-fi como garantia de férias tranquilas, empresas americanas desenvolvem programas de software que restringem o acesso à web e na Ásia crescem os centros de recuperação de viciados em internet. Tudo isso por uma simples razão: existir é uma coisa, viver é outra. Penso, logo existo. Descartes teria que reavaliar esse seu cogito, ergo sum, pois as pessoas trocaram o verbo pensar por postar. Posto, logo existo.
Tão preocupadas em existir para os outros, as pessoas estão perdendo um tempo valioso em que poderiam estar vivendo, ou seja, namorando, indo à praia, trabalhando, viajando, lendo, estudando, cercadas não por milhares de seguidores, mas por umas poucas dezenas de amigos. Isso não pode ter se tornado tão obsoleto.
Claro que muitos usam as redes sociais como uma forma de aproximação, de resgate e de compartilhamento – numa boa. Se a pessoa está no controle do seu tempo e não troca o real pelo virtual, está fazendo bom uso da ferramenta. Mas não tem sido a regra. Adolescentes deixam de ir a um parque para ficarem trancafiados em seus quartos, numa solidão disfarçada de socialização. Isso acontece dentro da minha casa também, com minhas filhas, e não adianta me descabelar, elas são frutos da sua época, sua turma de amigos se comunica assim, e nem batendo com um gato morto na cabeça delas para fazê-las entender que a vida está lá fora. Lá fora!
O grau de envolvimento delas com a internet ainda é mediano e controlado, mas tem sido agudo entre muitos jovens sem noção, que se deixam fotografar portanto armas, fazendo sexo, mostrando o resultado de suas pichações, num exibicionismo triste, pobre, desvirtuado. São garotos e garotas que não se sentem com a existência comprovada, e para isso se valem de bizarrices na esperança de deixarem de ser “ninguém” para se tornarem “alguém”, mesmo que alguém medíocre.
Casos avulsos, extremos, mas estão aí, ao nosso redor. Gente que não percebe a diferença entre existir e viver. Não entendem que é preferível viver, mesmo que discretamente, do que existir de mentirinha para 17.870 que não estão nem aí.
(MEDEIROS, Martha. “Posto, logo existo”. O Globo: 25/03/2012.)
“Tão preocupadas em existir para os outros, as pessoas estão perdendo um tempo valioso” (3º parágrafo) – essas orações se ligam pelo processo de subordinação.
A oração destacada estabelece com a primeira uma relação de:
Questão 3 618229
COTIL 1° Ano 2017Texto para a questão
Mais self, menos selfie
Nos Estados Unidos existe uma expressão que não tem correspondente em português: o me time. Temos aqui o tal “tempo para mim”, mas não acho que seja a tradução correta. Esse “tempo do eu” (em tradução mais do que livre) não tem tanto a ver com as horas do dia que sobram para fazer coisas pessoais (ler aquele livro que estava parado no criado-mudo ou fazer o tratamento estético de que provavelmente você não precisa), mas sim com as horas do dia em que ficamos a sós conosco. Um tempo para curtir a solidão.
Hoje temos muito pouco “tempo do eu”. O mundo digital e suas demandas sociais fazem com que nunca estejamos sozinhos. A lógica das redes sociais de quantificar nosso sucesso através de likes e RTs nos faz perder a noção de quem realmente somos. Vivemos em função daquilo que outros atribuem a nós. Se posto uma selfie no Instagram e recebo dez likes, isso constrói meu caráter e minha persona. Se ninguém curte o que posto, acho que tenho algum problema, que minha vida não é tão interessante ou que meus amigos não ligam para mim. A construção do que sou é muito mais coletiva do que pessoal.
A geração que nasceu nos anos 1980 talvez seja a última que sabe como é ter momentos de verdadeira solidão. Aqueles em que é possível decidirmos sozinhos o que achamos de nós mesmos, que são tão importantes e que tanta gente busca hoje em dia. O famoso “tempo do eu”.
Será que antes da internet a vida era melhor porque tínhamos mais “tempos do eu”? Não! Nem melhor, nem pior, ela simplesmente era. Mas era num ritmo bem mais lento, menos exigente e menos frenético. As redes sociais nos exigem, mas é extremamente interessante e encantador ter acesso a toda a informação do mundo, à cultura que corre livre pelas redes, ao conhecimento, consumo, relações.
A internet nos deu o mundo e ao mesmo tempo nos tirou do nosso mundinho próprio. Ele era muito mais restrito, verdade, mas nos permitia ter momentos solitários em que podíamos nos dedicar mais ao nosso self do que à selfie perfeita.
A vida lá fora é maravilhosa, mas tirar um tempo para ficar só de vez em quando pode ser melhor ainda. Tente! :)
Bia Franja - http://revistagalileu.globo.com/Revista/notícia/2015/02/mais-self-menos-selfie.html
Atenção aos advérbios que destacamos do texto:
• “... não tem tanto a ver com as horas do dia...” (1º parágrafo)
• “...nos faz perder a noção de quem realmente somos.” (2º parágrafo)
• “Será que antes da internet...” (4º parágrafo)
Na sequência, temos o advérbio destacado, respectivamente, com o sentido:
06
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