Questões de EFAF Português
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Questão 8361671
CFN CFN 2017 1 FaseU Gerais 2017TEXTO 1
— Falar português não é difícil — me diz um francês residente no Brasil —, o diabo é que, mal consigo aprender, a língua portuguesa já ficou diferente. Está sempre mudando.
E como! No Brasil as palavras envelhecem e caem como folhas secas. Ainda bem a gente não conseguiu aprender uma nova expressão, já vem o pessoal com outra.
Não é somente pela gíria que a gente é apanhado. (Aliás, já não se usa mais a primeira pessoa, tanto do singular como do plural: tudo é "a gente".) A própria linguagem corrente vai se renovando, e a cada dia uma parte do léxico cai em desuso. É preciso ficar atento, para não continuar usando palavras que já morreram, vocabulário de velho que só velho entende.
Os que falariam ainda em cinematógrafo, auto-ônibus, aeroplano, estes também já morreram e não sabem. Mas uma amiga minha, que vive preocupada com este assunto, me chama a atenção para os que falam assim:
— Assisti a uma fita de cinema com um artista que representa muito bem.
Os que acharem natural esta frase, cuidado! Não saberão dizer que viram um filme com um ator que trabalha bem. E irão ao banho de mar em vez de ir à praia, vestidos de roupa de banho em vez de calção ou biquíni, carregando guarda-sol em vez de barraca. Comprarão um automóvel em vez de comprar um carro, pegarão um defluxo em vez de um resfriado, vão andar no passeio em vez de passear na calçada e percorrer um quarteirão em vez de uma quadra. Viajarão de trem de ferro acompanhados de sua esposa ou sua senhora em vez de sua mulher.
A lista poderia ser enorme, mas vou ficando por aqui, pois entre escrever e publicar há tempo suficiente para que tudo que eu disser caia em desuso — é dito e feito.
No texto, aparecem várias palavras acentuadas graficamente, como "aliás", "está", "biquíni", "já" etc. Das palavras abaixo, nenhuma recebe acento gráfico, EXCETO:SABINO, Fernando. Folha de S. Paulo, São Paulo, 1984. Adaptado.
Questão 8361663
CFN CFN 2017 1 FaseU Gerais 2017TEXTO 1
— Falar português não é difícil — me diz um francês residente no Brasil —, o diabo é que, mal consigo aprender, a língua portuguesa já ficou diferente. Está sempre mudando.
E como! No Brasil as palavras envelhecem e caem como folhas secas. Ainda bem a gente não conseguiu aprender uma nova expressão, já vem o pessoal com outra.
Não é somente pela gíria que a gente é apanhado. (Aliás, já não se usa mais a primeira pessoa, tanto do singular como do plural: tudo é "a gente".) A própria linguagem corrente vai se renovando, e a cada dia uma parte do léxico cai em desuso. É preciso ficar atento, para não continuar usando palavras que já morreram, vocabulário de velho que só velho entende.
Os que falariam ainda em cinematógrafo, auto-ônibus, aeroplano, estes também já morreram e não sabem. Mas uma amiga minha, que vive preocupada com este assunto, me chama a atenção para os que falam assim:
— Assisti a uma fita de cinema com um artista que representa muito bem.
Os que acharem natural esta frase, cuidado! Não saberão dizer que viram um filme com um ator que trabalha bem. E irão ao banho de mar em vez de ir à praia, vestidos de roupa de banho em vez de calção ou biquíni, carregando guarda-sol em vez de barraca. Comprarão um automóvel em vez de comprar um carro, pegarão um defluxo em vez de um resfriado, vão andar no passeio em vez de passear na calçada e percorrer um quarteirão em vez de uma quadra. Viajarão de trem de ferro acompanhados de sua esposa ou sua senhora em vez de sua mulher.
A lista poderia ser enorme, mas vou ficando por aqui, pois entre escrever e publicar há tempo suficiente para que tudo que eu disser caia em desuso — é dito e feito.
Na oração “Comprarão um automóvel em vez de comprar um carro” – (ref. 4) – o sujeito éSABINO, Fernando. Folha de S. Paulo, São Paulo, 1984. Adaptado.
Questão 8360756
CN CN 2016 1 FaseU Demais 2017O desaparecimento dos livros na vida cotidiana e a diminuição da leitura(26) são preocupantes quando sabemos que os livros são dispositivos fundamentais(18) na formação subjetiva das pessoas. Perguntamo-nos sobre o que os meios de comunicação fazem conosco: da televisão ao computador, dos brinquedos ao telefone celular, somos formados por objetos e aparelhos.
Se, em nossa época, a leitura diminui vertiginosamente, ao mesmo tempo, cresce o elogio da ignorância,(15) nossa velha conhecida. Há, nesse contexto, dois tipos de ignorância(25) em relação às quais os livros são potentes ou impotentes.(2) Uma é a ignorância filosófica, aquela que em Sócrates se expunha(9) na ironia do "sei-que-nada-sei". Aquele que não sabe e quer saber(19) pode procurar os livros, esses objetos que guardam tantas informações, tantos conteúdos, que podemos esperar deles muita coisa: perguntas e, até mesmo, respostas. A outra é a ignorância prepotente, à qual alguns filósofos deram o nome de "burrice". Pela burrice, essa forma cognitiva impotente e, contudo, muito prepotente,(22) alguém transforma o não saber em suposto saber, a resposta pronta é transformada em verdade. Nesse caso, os livros são esquecidos. Eles são desnecessários como "meios para o saber". Cancelada a curiosidade como sinal de um desejo de conhecimento, os livros tornam-se inúteis.(10) Assim, a ignorância que nos permite saber se opõe à que nos deforma(1) por estagnação.(23) A primeira gosta dos livros, a segunda os detesta.(13)
[ ... ]
Para aprender a perguntar, precisamos aprender a ler. Não por que o pensamento dependa da gramática(16) ou da língua formal, mas porque ler é um tipo de experiência que nos ensina(12) a desenvolver raciocínios, nos ensina a entender, a ouvir e a falar para compreender. Ensina-nos a interpretar. Ajuda-nos, portanto, a elaborar questões(8) e a fazer perguntas. Perguntas que nos ajudam a dialogar,(6) ou seja, a entrar em contato com o outro. Nem que esse outro seja,(20) em primeiro momento, apenas cada um de nós mesmos.
Pensar, esse ato que está faltando entre nós, começa aí, muitas vezes em silêncio, quando nos dedicamos a esse gesto(4) simples(17) e ao mesmo tempo complexo que é ler um livro. É lamentável que as pessoas sucumbam ao clima programado da cultura(14) em que ler é proibido. Os meios tecnológicos de comunicação são insidiosos nesse momento, pois prometem uma completude que o ato de ler(5) um livro nunca prometeu. É que o ato da leitura nunca nos engana.(3) Por isso também muitos se afastam dele.(11) Muitos que foram educados para não pensar(24) passam a não gostar do que não conhecem.(7) Mas há quem tenha descoberto esse prazer(21) que é o prazer de pensar a partir da experiência da linguagem – compreensão e diálogo – sempre ofertada em um livro. Certamente, para essas pessoas, o mundo todo – e ela mesma – é algo bem diferente.
Em "[...]se opõe à que nos deforma por estagnação," (23) e "Muitos que foram educados para não pensar, [...]." (24), os termos destacados expressam, respectivamente, ideias de:TIBURI, Márcia. Potência do pensamento: por uma filosofia política da leitura. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br. Acesso em: 31 jan. 2016 (adaptado).
Questão 8360749
CN CN 2016 1 FaseU Demais 2017O desaparecimento dos livros na vida cotidiana e a diminuição da leitura(26) são preocupantes quando sabemos que os livros são dispositivos fundamentais(18) na formação subjetiva das pessoas. Perguntamo-nos sobre o que os meios de comunicação fazem conosco: da televisão ao computador, dos brinquedos ao telefone celular, somos formados por objetos e aparelhos.
Se, em nossa época, a leitura diminui vertiginosamente, ao mesmo tempo, cresce o elogio da ignorância,(15) nossa velha conhecida. Há, nesse contexto, dois tipos de ignorância(25) em relação às quais os livros são potentes ou impotentes.(2) Uma é a ignorância filosófica, aquela que em Sócrates se expunha(9) na ironia do "sei-que-nada-sei". Aquele que não sabe e quer saber(19) pode procurar os livros, esses objetos que guardam tantas informações, tantos conteúdos, que podemos esperar deles muita coisa: perguntas e, até mesmo, respostas. A outra é a ignorância prepotente, à qual alguns filósofos deram o nome de "burrice". Pela burrice, essa forma cognitiva impotente e, contudo, muito prepotente,(22) alguém transforma o não saber em suposto saber, a resposta pronta é transformada em verdade. Nesse caso, os livros são esquecidos. Eles são desnecessários como "meios para o saber". Cancelada a curiosidade como sinal de um desejo de conhecimento, os livros tornam-se inúteis.(10) Assim, a ignorância que nos permite saber se opõe à que nos deforma(1) por estagnação.(23) A primeira gosta dos livros, a segunda os detesta.(13)
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Para aprender a perguntar, precisamos aprender a ler. Não por que o pensamento dependa da gramática(16) ou da língua formal, mas porque ler é um tipo de experiência que nos ensina(12) a desenvolver raciocínios, nos ensina a entender, a ouvir e a falar para compreender. Ensina-nos a interpretar. Ajuda-nos, portanto, a elaborar questões(8) e a fazer perguntas. Perguntas que nos ajudam a dialogar,(6) ou seja, a entrar em contato com o outro. Nem que esse outro seja,(20) em primeiro momento, apenas cada um de nós mesmos.
Pensar, esse ato que está faltando entre nós, começa aí, muitas vezes em silêncio, quando nos dedicamos a esse gesto(4) simples(17) e ao mesmo tempo complexo que é ler um livro. É lamentável que as pessoas sucumbam ao clima programado da cultura(14) em que ler é proibido. Os meios tecnológicos de comunicação são insidiosos nesse momento, pois prometem uma completude que o ato de ler(5) um livro nunca prometeu. É que o ato da leitura nunca nos engana.(3) Por isso também muitos se afastam dele.(11) Muitos que foram educados para não pensar(24) passam a não gostar do que não conhecem.(7) Mas há quem tenha descoberto esse prazer(21) que é o prazer de pensar a partir da experiência da linguagem – compreensão e diálogo – sempre ofertada em um livro. Certamente, para essas pessoas, o mundo todo – e ela mesma – é algo bem diferente.
Assinale a opção na qual o uso da conjunção mantém o sentido original do período "A primeira gosta dos livros, a segunda os detesta." (13).TIBURI, Márcia. Potência do pensamento: por uma filosofia política da leitura. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br. Acesso em: 31 jan. 2016 (adaptado).
Questão 8360737
COTUCA COTUCA 2017 1 FaseU Gerais 2017HQ amazônica em que Aruã, Sucuri e Iara salvam o mundo
O enredo é o de praxe, mas a versão é brasileira. Um novo projeto dos quadrinistas paraenses Joe Bennet e Alan Yango coloca as lendas e histórias amazônicas na função dos típicos heróis dos quadrinhos que combatem vilões e salvam o mundo.
Criado inicialmente em como uma campanha publicitária da extinta operadora de telefonia Amazônia Celular, o Esquadrão Amazônia volta como história, em 40 páginas, capa cartonada e impressa em cores, com recursos de financiamento coletivo. A primeira edição da HQ será lançada em dezembro de , durante a Comic Con Experience, um dos maiores eventos de cultura pop do país.
Bennet é um dos nomes mais proeminentes dos quadrinhos no país, com passagem pelas gigantes Marvel e DC Comics. Foi antes de sua carreira internacional, porém, que conheceu Yango, na década de . Desde então, dedicados a projetos particulares, os dois adiam uma parceria.
Ela chegou neste ano com a ideia de reviver o Esquadrão, projeto de Bennet criado a pedido de uma agência publicitária de Belém. Na época, o grupo ilustrava uma cartilha educacional de páginas, ao longo das quais seus personagens pitorescos ensinavam pessoas a usarem celulares.
A nova versão trará os mesmos personagens, todos baseados nos elementos amazônicos, porém mais aprofundados. São sete ao todo: Jurema, Onça, Búfalo, Aruã, Sucuri, Iara e Açu, o indígena líder da equipe. Na trama, uma nave espacial chega à floresta enfraquecida, levando as lendas amazônicas a se unirem para combater um mal premente.
MONTESANTI, Beatriz. A HQ amazônica em que Aruã, Sucuri e Iara salvam o mundo. Nexo Jornal [on-line], [s. l.], 17 abr. 2018. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2016/08/12/A-HQ-amaz%C3%B4nica-em-que-Aru%C3%A3-Sucuri-e-Iara-salvam-o-mundo. Acesso em: 15 jan. 2023 (adaptado).
Glossário:
HQ são as iniciais de "história em quadrinhos”.
Releia o seguinte trecho: “O enredo é o de praxe, mas a versão é brasileira”. Observando a conjunção “mas”, no contexto da matéria jornalística, podemos compreender que:Questão 8360714
ETECSP ETECSP 2017 2 FaseU Gerais 2017A internet é uma ferramenta muito utilizada por crianças, jovens e adultos, trazendo atrativos como jogos, Facebook, Twitter e WhatsApp. A pergunta que se levanta é a seguinte: será que isso ajuda no desenvolvimento e no crescimento do ser humano?
A funcionária pública Nicole, de 25 anos, por exemplo, diz que se considera uma pessoa "viciada", pois a primeira coisa que faz ao chegar ao trabalho antes de começar a sua rotina é ligar o computador para ter contato com as redes sociais Facebook e Twitter.
Ela diz que, no trabalho, acessa diariamente a internet. Nicole conta que as redes sociais promovem a conectividade entre as pessoas de forma prática, com a exibição das atualizações de uma forma dinâmica e inteligente.
Já a professora Fernanda, de 60 anos, diz que tem um pouco de dificuldade ao explicar a matéria para seus alunos, pois muitos deles só querem saber de "facebookar" no celular.
A psicóloga Miriam, de 45 anos, acredita que, com o avanço da tecnologia, as pessoas obtiveram vantagens com relação a pesquisas na internet. Ela ressalta que é preciso ter cuidado, pois o Facebook, Twitter e WhatsApp devem ser considerados um lazer, não um vício. "Tudo que passa do limite normal é perigoso, pode se transformar em vício. Todo vício é uma doença, independentemente da idade", diz a psicóloga.
A especialista conclui que, para controlar o vício, é preciso ser moderado. Caso tenha perdido esse controle, suas ações já se tornaram um vício. Nesse caso, é fundamental procurar ajuda profissional.
De acordo com o texto, é possível afirmar corretamente queDisponível em: https://tinyurl.com/gw57v7l. Acesso em: 10 fev. 2017 (adaptado).
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