Questões de EFAF Português - Gramática
1.745 Questões
Questão 6 10575477
SENAI 1° Ano - CGE 2125 2016/2Observe o anúncio.

Fonte: Disponível em: http://quaseserios.blogspot.com.br. Acesso em: 02 dez. 2014.
Quanto à posição da sílaba tônica, duas palavras do anúncio são, ao mesmo tempo, paroxítonas e trissílabas.
São elas:
Questão 5 10531275
OBJETIVO 9º Ano - Português 2016Leia o texto abaixo e responda à questão.
Texto - O GATO E O ESCURO
Vejam, meus filhos, o gatinho preto, sentado no cimo desta história. Pois ele nem sempre foi dessa cor. Conta a mãe dele que, antes, tinha sido amarelo, às malhas e às pintas. Todos lhe chamavam o Pintalgato. Diz-se que ficou desta aparência, em totalidade negra, por motivo de um susto. Vou aqui contar como aconteceu essa trespassagem de claro para escuro. O caso, vos digo, não é nada claro.
Aconteceu assim: o gatinho gostava de passear-se nessa linha onde o dia faz fronteira com a noite. Faz de conta o pôr do Sol fosse um muro. Faz mais de conta ainda os pés felpudos pisassem o poente. A mãe se afligia e pedia: – Nunca atravesse a luz para o lado de lá.
Essa era a aflição dela, que o seu menino passasse além do pôr de algum Sol. O filho dizia que sim, acenava consentindo. Mas fingia obediência. Porque o Pintalgato chegava ao poente e espreitava o lado de lá. Namoriscando o proibido, seus olhos pirilampiscavam. Certa vez, inspirou coragem e passou uma perna para o lado de lá, onde a noite se enrosca a dormir.
Foi ganhando mais confiança e, de cada vez, se adentrou um bocadinho. Até que a metade completa dele já passara a fronteira, para além do limite. Quando regressava de sua desobediência, olhou as patas dianteiras e se assustou. Estavam pretas, mais que breu. Escondeu-se num canto, mais enrolado que o pangolim. Não queria ser visto em flagrante escuridão.
(Mia Couto. “O gato e o escuro”. Lisboa: Caminho, 2000. Adaptado.)
Em “O caso, vos digo, não é nada claro”, a palavra em destaque foi empregada com o mesmo significado com que foi empregada em:
Questão 13 10244008
CMB 1°ano -Língua Portuguesa 2016TEXTO
Um dia você pediu para sua mãe assistir a um filme com você, mas ela disse que
não podia porque estava deixando tudo organizado para o dia seguinte. E você a encarou
bem chateado.
Noutro dia, queria muito ir a uma loja comprar um jogo que estava bombando entre
[5] seus colegas e pediu para seu pai levá-lo até lá, mas ele chegou muito cansado e disse que
teria de ficar para outro dia; você ficou megafrustrado.
E naquela noite, então, em que estava sem sono e pediu para a sua mãe contar
uma história, mas ela disse que precisava dormir porque teria de levantar muito cedo no dia
seguinte? Aí bateu uma tristeza tão grande que deu até vontade de chorar, não foi?
[10] Por muitas vezes, você fez algum pedido a sua mãe ou a seu pai que eles não
puderam atender porque tinham outros compromissos, não importam quais. E você ficou
bravo, magoado, com raiva até.
Há um pouco de razão em sentir tudo isso: quem é que gosta de ser deixado de
lado, de não ser atendido na hora exata em que quer ou precisa de alguma coisa? Ninguém!
[15] Mas sabe como a vida é? Mãe e pai precisam cuidar dos filhos. Mas cuidar não
significa fazer tudo na hora em que eles querem.
Mãe e pai também têm uma vida para levar; eles trabalham, têm amigos com quem
querem conversar, têm parentes que às vezes precisam deles, têm de dormir e descansar,
tomar banho, comer e muito mais.
[20] Não é sempre que eles podem atender aos filhos na hora em que chamam. Por
isso, você precisa aceitar que há momentos em que precisa se virar sozinho, mesmo que
não seja isso o que gostaria de fazer.
Você está crescendo. Quanto mais a criança cresce, mais ela precisa saber
resolver por si seus pequenos problemas, não depender tanto dos pais.
[25] Ainda vai levar algum tempo para conseguir viver por conta própria, mas não dá
para chegar lá de repente, por isso é bom ir treinando desde já.
SAYÃO, Rosejy. É hora de me virar sozinho? Folha de São Paulo, 1º Nov. 2014. P. 07. Folhateen
Marque a única opção em que a expressão representa o antônimo do termo destacado no trecho “... mas ele chegou muito cansado e disse que teria que ficar para outra dia; você ficou megafrustrado”" (l. 5/6).
Questão 10 10243804
CMB 1°ano -Língua Portuguesa 2016TEXTO
A tirinha a seguir é de autoria pelo cartunista catarinense Alexandre Beck. A personagem principal de sua história é o menino, Armandinho.

BECK, Alexandre, Armandinho. Folha de São Paulo. São Paulo, 1 Nov,2014. Folhinha
No segundo quadrinho, as aspas utilizadas na fala do pai indicam
Questão 2 10240717
IFSertãoPE 2016TEXTO
Logo aprendi a conhecer melhor aquela flor. Sempre houvera, no planeta do pequeno príncipe, flores muito simples, ornadas de uma só fileira de pétalas, e que não ocupavam espaço nem incomodavam ninguém. Apareciam pela manhã, na relva, e à tarde já murchavam. Mas aquela brotara um dia de uma semente trazida não se sabe de onde, e o principezinho resolvera vigiar de perto o
pequeno broto, que era tão diferente dos outros. Podia ser uma nova espécie de baobá. Mas o arbusto parou de crescer e, na sua extremidade, começou então a se formar uma flor. O pequeno príncipe, que assistia ao surgimento
de um enorme botão, pressentiu que dali sairia uma aparição miraculosa, mas a flor parecia nunca acabar de preparar sua beleza, no seu verde aposento. Vestia-se lentamente, ajustava uma a uma suas pétalas. Não queria sair, como os cravos, amarrotada. Ela queria aparecer no esplendor da sua beleza. Ah, sim! Era vaidosa. Sua misteriosa toalete, portanto, durara alguns dias. E eis que, numa manhã, justamente à hora do sol nascer, ela se mostrou.
(SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. O Pequeno
Príncipe.4. Ed. Rio de Janeiro: Editora Agir, 2006. p. 28 e 29)
No trecho “Não queria sair, como os cravos, amarrotada”, a palavra em destaque estabelece entre as orações uma relação de:
Questão 4 10232400
CMB 1°ano -Língua Portuguesa 2016TEXTO
A grande caixa foi descarregada do caminhão com cuidado. De um lado estava escrito
assim: “Frágil!” Do outro lado estava escrito: “Este lado para cima”. Parecia embalagem de
geladeira, e o garoto pensou que fosse mesmo uma geladeira. Foi colocada na sala, onde
permaneceu o dia inteiro.
[5] À noitinha, a mãe chegou, viu a caixa, mostrou-se satisfeita, dando a impressão de
que já esperava a entrega do volume.
O menino quis saber o que era, se podia abrir. A mãe pediu paciência, no dia seguinte
viriam os técnicos para instalar o aparelho. O equipamento, corrigiu ela, meio sem graça.
Era um equipamento. Não fosse tão largo e alto, podia-se imaginar um conjunto de
[10] som, talvez um sintetizador. A curiosidade aumentava. À noite o menino sonhou com a caixa
fechada.
Os técnicos chegaram cedo, de macacão. Eram dois. Desparafusaram as madeiras,
juntaram as peças brilhantes umas às outras, em meia hora, instalaram o boneco, que não
era maior que um homem de mediana estatura. O filho espiava pela fresta da porta, tenso.
[15] A mãe chamou:
— Filhinho, vem ver o papai que a mamãe trouxe.
O filho entrou na sala, acanhado diante do artefato estranho: era um boneco,
perfeitamente igual a um homem adulto. Tinha cabelos encaracolados, grisalhos nas
têmporas, usava Trim, desodorante, fazia a barba com gilete ou aparelho elétrico, sorria,
[20] fumava cigarros King-size, bebia uísque, roncava, assobiava, tossia, piscava os olhos — às
vezes, um de cada vez — assoava o nariz, abotoava o paletó, jogava tênis, dirigia carro,
lavava pratos, limpava a casa, tirava o pó dos móveis, fazia strogonoff, acendia a
churrasqueira, lavava o quintal, estendia roupa, passava a ferro, engomava camisas, e
dentro do peito tinha um disco que repetia: “Já fez a lição? Como vai, meu bem? Ah, estou
[25] tão cansado! Puxa, hoje tive um trabalhão dos diabos! Acho que vou ficar até mais tarde no
escritório. Você precisava ver o bode que deu hoje lá na firma! Serviço de dono-de-casa
nunca é reconhecido!”
O menino estava boquiaberto. Fazia tempo que sentia falta do pai, que havia partido.
Nunca se queixara, porém percebia que a mãe também necessitava de um companheiro. E
[30] ali estava agora o boneco, com botões, painéis embutidos, registros, totalmente
transistorizado. O menino entendia agora por que a mãe trabalhara o tempo todo, muitas
vezes chegando bem tarde. Juntara economias, sabe lá com que sacrifícios, para comprar
aquele paizão.
— Ele conta histórias, mãe?
[35] Os técnicos olharam o garoto, com indiferença.
— Esse é o modelo ZYR-14, mais indicado para atividades domésticas. Não conta
histórias. Mas assiste à televisão. E pode ser acoplado a um dispositivo opcional, que
permite longas caminhadas a campos de futebol. Sabendo manejá-lo, sem forçar, tem
garantia para suportar crianças até seis anos. Porém não conta histórias, e não convém
[40] insistir, pode desgastar o circuito do monitor.
O garoto se decepcionou um pouco, sem demonstrar isso à mãe, que parecia
encantada.
Ligado à tomada elétrica (funcionava bem com bateria), o equipamento paterno já
havia colocado os chinelos e, sem dizer uma palavra, foi até a mesa e apanhou o jornal.
[45] A mãe puxou o filho pelo braço:
— Agora vem, filhinho. Vamos lá para dentro, deixa teu pai descansar.
DIAFÉRIA, Lourenço in Antologia Escolar Cel Prof. Iguamir Antonio T. Marçal — coordenador — Rio de Janeiro; Bibliioteca do Exército, v. 1, 1995. Página 1
Vocabulário:
Trim: creme para pentear.
King-size: cigarros que se distinguem dos demais por serem mais longos.
A mãe trabalhara bastante, a fim de juntar economias para comprar aquele “paí”. Considerando todas as características do equipamento, o objetivo alcançado por ela com essa aquisição foi
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