Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 17 15428090
CBNB 6 Ano 2023TEXTO
Peladas
Armando Nogueira
Esta pracinha sem aquela pelada virou uma chatice completa: agora, é uma babá que passa, empurrando, sem afeto, um bebê de carrinho, é um par de velhos que troca silêncios num banco sem encosto.
E, no entanto, ainda ontem, isso aqui fervia de menino, de sol, de bola, de sonho: “Eu jogo na linha!; no gol, eu não jogo, tô com o joelho ralado de ontem; vou ficar aqui atrás: entrou aqui, já sabe”. Uma gritaria, todo mundo se escalando, todo mundo querendo tirar o selo da bola, bendito fruto de uma suada vaquinha.
Oito de cada lado e, para não confundir, um time fica como está; o outro joga sem camisa.
Já reparei uma coisa: bola de futebol, seja nova, seja velha, é um ser muito compreensivo que dança conforme a música: se está no Maracanã, numa decisão de título, ela rola e quiçá com um ar dramático, mantendo sempre a mesma pose adulta, esteja nos pés de Gérson ou nas mãos de um gandula.
Em compensação, num racha de menino ninguém é mais sapeca: ela corre para cá, corre para lá, quica no meio-fio, para de estalo no canteiro, lambe a canela de um, deixa-se espremer entre mil canelas, depois escapa, rolando, doida, pela calçada. Parece um bichinho. Aqui, nessa pelada inocente é que se pode sentir a pureza de uma bola. Afinal, trata-se de uma bola profissional, uma número cinco, cheia de carimbos ilustres: “Copa Rio-Oficial”, “FIFA – Especial”. Uma bola assim, toda de branco, coberta de condecorações por todos os gomos (gomos hexagonais!), jamais seria barrada em recepção do Itamaraty.
No entanto, aí está ela, correndo para cima e para baixo, na maior farra do mundo, disputada, maltratada até, pois, de quando em quando, acertam-lhe um bico, ela sai zarolha, vendo estrelas, coitadinha.
Os melhores da crônica brasileira. Rio de Janeiro: José Olympio, 1977. (com adaptação)
No texto, o narrador inicia o texto contando como eram os jogos de futebol na pracinha.
Quem é o/a personagem principal dessa narrativa?
Questão 14 15428085
CBNB 6 Ano 2023TEXTO
Meus oito anos
Casimiro de Abreu
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
…
Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!
…
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar
...
Primaveras. Porto Alegre: L&PM, 1999. (com adaptação)
Na primeira estrofe do poema, no texto, as palavras “saudade” e “amor” podem ser classificadas da seguinte maneira:
Questão 13 15428084
CBNB 6 Ano 2023TEXTO
Meus oito anos
Casimiro de Abreu
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
…
Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!
…
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar
...
Primaveras. Porto Alegre: L&PM, 1999. (com adaptação)
Das frases a seguir, presentes no texto, a única que dá um tom coloquial ao poema é:
Questão 12 15428082
CBNB 6 Ano 2023TEXTO
Meus oito anos
Casimiro de Abreu
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
…
Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!
…
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar
...
Primaveras. Porto Alegre: L&PM, 1999. (com adaptação)
O texto é um poema que tem como finalidade expressar algum sentimento, emoção ou pensamento.
Sendo assim, assinale a alternativa em que o verso melhor expressa o sentimento do eu lírico.
Questão 11 15428079
CBNB 6 Ano 2023TEXTO

(Disponível em: https://static.wixstatic.com/media/7595b6_b5080821645f4aa0af281e55f04e51da~mv2.png/v1/fill/w_1689,h _950,al_c,q_90/7595b6_b5080821645f4aa0af281e55f04e51da~mv2.webp - Acessado em 03/08/22)
No trecho “Tem gente que nem disfarça,/ diz que a vida só tem graça/ com mais gente pra assistir.”, contido do texto, a palavra destacada também pode preencher qual das frases abaixo sem alterar o sentido?
Questão 10 15428078
CBNB 6 Ano 2023TEXTO

(Disponível em: https://static.wixstatic.com/media/7595b6_b5080821645f4aa0af281e55f04e51da~mv2.png/v1/fill/w_1689,h _950,al_c,q_90/7595b6_b5080821645f4aa0af281e55f04e51da~mv2.webp - Acessado em 03/08/22)
Assinale a alternativa que contém os versos, retirados do texto, que exprimem, de forma mais clara, o exibicionismo presente nas redes sociais.
06
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