Questões de EFAF Português
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Questão 4 10123392
CMSM 1° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2017Leia o texto para responder ao item.
TEXTO
"Ovo"
Luis Fernando Verissimo
01 Agora essa. Descobriram que ovo, afinal, não faz mal. Durante anos, nos aterrorizaram.
Ovos eram bombas de colesterol. Não eram apenas desaconselháveis, eram mortais. Você podia
calcular em dias o tempo de vida perdido cada vez que comia uma gema.
Cardíacos deviam desviar o olhar se um ovo fosse servido num prato vizinho: ver ovo fazia
05 mal. E agora estão dizendo que foi tudo um engano, O ovo é inofensivo. O ovo é incapaz de matar
uma mosca.
Sei não, mas me devem algum tipo de indenização. Não se renuncia a pouca coisa quando
se renuncia ao ovo frito. Dizem que pouca coisa é melhor do que ovo frito. A comparação é dificil.
Não existe nada comparável a uma gema deixada intacta em cima do arroz depois que a clara foi
10 comida, esperando o momento em que O garfo a romperá e ela se desmanchará, sim, se
desmanchará, e se espalhará pelo arroz como as gazelas douradas entre os lírios de Gileade nos
cantares de Salomão, sim, e você levará o arroz à boca e o saboreará até o último grão molhado,
sim, e depois ainda limpará o prato com pão. Ou existe e eu é que tenho andado na turma errada.
O fato é que quero ser ressarcido de todos os ovos fritos que não comi nestes anos de medo inútil.
15 E os ovos mexidos, e os ovos quentes, e as omeletes babadas, e os toucinhos do céu, e, meu Deus,
os fios de ovos. Os fios de ovos que não comi para não morrer dariam várias voltas no globo.
Quem os trará de volta? É pensar que cheguei a experimentar ovo artificial, uma pálida paródia de
ovo que, esta sim, deve ter me roubado algumas horas de vida a cada garfada infeliz. Ovo frito na
manteiga! O rendado marrom das bordas tostadas da clara, o amarelo provençal da gema... Eu sei,
20 eu sei. Manteiga ainda não foi liberada. Mas é só uma questão de tempo.
Fonte: http://varalcomroupas.blogs.sapo.pt/30427.html. Acesso em 03/09/2017. Adaptado e modificado.
Considere o enunciado a seguir retirado do texto:
“Não se renuncia a pouca coisa quando se renuncia ao ovo frito.” (l.07 e 08)
Está INCORRETA a afirmação de que:
Questão 3 10123375
CMSM 1° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2017Leia o texto para responder ao item.
TEXTO
"Ovo"
Luis Fernando Verissimo
01 Agora essa. Descobriram que ovo, afinal, não faz mal. Durante anos, nos aterrorizaram.
Ovos eram bombas de colesterol. Não eram apenas desaconselháveis, eram mortais. Você podia
calcular em dias o tempo de vida perdido cada vez que comia uma gema.
Cardíacos deviam desviar o olhar se um ovo fosse servido num prato vizinho: ver ovo fazia
05 mal. E agora estão dizendo que foi tudo um engano, O ovo é inofensivo. O ovo é incapaz de matar
uma mosca.
Sei não, mas me devem algum tipo de indenização. Não se renuncia a pouca coisa quando
se renuncia ao ovo frito. Dizem que pouca coisa é melhor do que ovo frito. A comparação é dificil.
Não existe nada comparável a uma gema deixada intacta em cima do arroz depois que a clara foi
10 comida, esperando o momento em que O garfo a romperá e ela se desmanchará, sim, se
desmanchará, e se espalhará pelo arroz como as gazelas douradas entre os lírios de Gileade nos
cantares de Salomão, sim, e você levará o arroz à boca e o saboreará até o último grão molhado,
sim, e depois ainda limpará o prato com pão. Ou existe e eu é que tenho andado na turma errada.
O fato é que quero ser ressarcido de todos os ovos fritos que não comi nestes anos de medo inútil.
15 E os ovos mexidos, e os ovos quentes, e as omeletes babadas, e os toucinhos do céu, e, meu Deus,
os fios de ovos. Os fios de ovos que não comi para não morrer dariam várias voltas no globo.
Quem os trará de volta? É pensar que cheguei a experimentar ovo artificial, uma pálida paródia de
ovo que, esta sim, deve ter me roubado algumas horas de vida a cada garfada infeliz. Ovo frito na
manteiga! O rendado marrom das bordas tostadas da clara, o amarelo provençal da gema... Eu sei,
20 eu sei. Manteiga ainda não foi liberada. Mas é só uma questão de tempo.
Fonte: http://varalcomroupas.blogs.sapo.pt/30427.html. Acesso em 03/09/2017. Adaptado e modificado.
Podemos interagir e nos comunicar com outras pessoas em diversas situações comunicativas. Algumas delas vão exigir o emprego da língua formal e outras, o da língua informal, com gírias e regionalismos, por exemplo. Nessas situações comunicativas, a posição do pronome em relação ao verbo é uma das questões a que devemos atentar. Leia os fragmentos a seguir retirados do texto:
I. “...esperando o momento em que o garfo a romperá e ela se desmanchará...” (l. 10)
II “...você levará o arroz à boca e o saboreará até o último grão molhado...” (l. 12)
III. “Quem os trará de volta?” (l. 17)
Assinale a alternativa que traz a afirmação correta sobre os pronomes destacados e sua relação com o texto em que se encontram.
Questão 2 10123357
CMSM 1° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2017Leia o texto para responder ao item.
TEXTO
"Ovo"
Luis Fernando Verissimo
01 Agora essa. Descobriram que ovo, afinal, não faz mal. Durante anos, nos aterrorizaram.
Ovos eram bombas de colesterol. Não eram apenas desaconselháveis, eram mortais. Você podia
calcular em dias o tempo de vida perdido cada vez que comia uma gema.
Cardíacos deviam desviar o olhar se um ovo fosse servido num prato vizinho: ver ovo fazia
05 mal. E agora estão dizendo que foi tudo um engano, O ovo é inofensivo. O ovo é incapaz de matar
uma mosca.
Sei não, mas me devem algum tipo de indenização. Não se renuncia a pouca coisa quando
se renuncia ao ovo frito. Dizem que pouca coisa é melhor do que ovo frito. A comparação é dificil.
Não existe nada comparável a uma gema deixada intacta em cima do arroz depois que a clara foi
10 comida, esperando o momento em que O garfo a romperá e ela se desmanchará, sim, se
desmanchará, e se espalhará pelo arroz como as gazelas douradas entre os lírios de Gileade nos
cantares de Salomão, sim, e você levará o arroz à boca e o saboreará até o último grão molhado,
sim, e depois ainda limpará o prato com pão. Ou existe e eu é que tenho andado na turma errada.
O fato é que quero ser ressarcido de todos os ovos fritos que não comi nestes anos de medo inútil.
15 E os ovos mexidos, e os ovos quentes, e as omeletes babadas, e os toucinhos do céu, e, meu Deus,
os fios de ovos. Os fios de ovos que não comi para não morrer dariam várias voltas no globo.
Quem os trará de volta? É pensar que cheguei a experimentar ovo artificial, uma pálida paródia de
ovo que, esta sim, deve ter me roubado algumas horas de vida a cada garfada infeliz. Ovo frito na
manteiga! O rendado marrom das bordas tostadas da clara, o amarelo provençal da gema... Eu sei,
20 eu sei. Manteiga ainda não foi liberada. Mas é só uma questão de tempo.
Fonte: http://varalcomroupas.blogs.sapo.pt/30427.html. Acesso em 03/09/2017. Adaptado e modificado.
Substituir um termo por outro de sentido aproximado, em diferentes contextos de uso da língua, é uma atividade recorrente em nosso dia a dia. Devemos sempre atentar para os efeitos de sentido que nossas escolhas promovem, a fim de não produzirmos significados indesejados em nossas produções. E importante treinarmos esse exercício de substituição! Então, observe o enunciado retirado do texto:
“O fato é que quero ser ressarcido de todos os ovos fritos que não comi nestes anos de medo inútil.” (l. 14)
A palavra destacada, “ressarcido”, pode ser substituída, efetuando as alterações que se fizerem necessárias no enunciado, sem prejuízo do efeito de sentido no contexto em que se encontra, por:
Questão 54 10121932
ENCCEJA* Encceja Fundamental I, II, III e IV 2017Uma moradora da cidade de Duque de Caxias (RJ) já avaliava os estragos causados pelo incêndio quando, novamente, foi pega de surpresa. Sutilmente, o cheiro de gasolina indicava que a faísca que tinha iniciado a destruição do quarto onde guardava roupas de santo e outros artigos usados em cerimônias não havia sido causada por um curto-circuito, como até então pensava. A mãe de santo entendeu que alguém tinha destruído o local de forma voluntária e procurou a polícia. Oito anos e oito ataques depois, ainda não sabe quem a agrediu e continua sendo ameaçada.
TINOCO, D. Levantamentos mostram perseguições contra religiões de matriz africana no Brasil. Disponível em: http://oglobo.globo.com. Acesso em. 11 ago. 2014 (adaptado).
O relato apresenta uma situação em que é ameaçado o direito à
Questão 19 10121822
CMRJ 1° Ano - Prova de Português 2017TEXTO

Disponível em http://professoraelaine81e82.blogspot.com.br/2016/09/charges-sobre-internet-atividade-iii.html. Acesso em 23 de agosto de 2017.
Qual é a crítica presente na charge (Texto) e como o elemento verbal é inserido?
Questão 14 10121799
CMRJ 1° Ano - Prova de Português 2017TEXTO
O celular que escraviza
Eles roubam nosso tempo, atrapalham os relacionamentos e podem até causar acidentes de trânsito. Quando é a hora de desligar?
Estamos viciados. Em qualquer lugar, a qualquer momento do dia, não
conseguimos deixar de lado o objeto de nossa dependência. Dormimos ao lado dele,
acordamos com ele, o levamos para o banheiro e para o café da manhã – e, se, por
enorme azar, o esquecemos em casa ao sair, voltamos correndo. Somos incapazes de
[5] ficar mais de um minuto sem olhar para ele. É através dele que nos conectamos com o
mundo, com os amigos, com o trabalho. Sabemos da vida de todos e informamos a todos
o que acontece por meio dele. Os neurocientistas dizem que ele nos fornece pequenos
estímulos prazerosos dos quais nos tornamos dependentes. Somos 21 milhões – número
de brasileiros com mais de 15 anos que têm smartphones, os celulares que fazem muito
[10] mais que falar. Com eles, trocamos e-mails, usamos programas de GPS e navegamos
em redes sociais. O tempo todo. Observe a seu redor. Em qualquer situação, as pessoas
param, olham a tela do celular, dedilham uma mensagem. Enquanto conversam.
Enquanto namoram. Enquanto participam de uma reunião. E – pior de tudo – até mesmo
enquanto dirigem.
[15] “É uma dependência difícil de eliminar”, diz o psiquiatra americano David
Greenfield, diretor do Centro para Tratamento de Vício em Internet e Tecnologia, na
cidade de West Hartford. “Nosso cérebro se acostuma a receber essas novidades
constantemente e passa a procurar por elas a todo instante.” O pai de todos os vícios,
claro, é o Facebook, maior rede social do mundo, onde publicamos notícias sobre nós
[20] mesmos como se alimentássemos um grande jornal coletivo sobre a vida cotidiana.
Depois dele, novas redes foram criadas e apertaram o nó da dependência. Programas
de troca de fotos como o Instagram conectam milhões de pessoas por meio das imagens
feitas pelas câmeras cada vez mais potentes dos celulares. Os aplicativos de trocas de
mensagem, como o Whatsapp, promovem bate-papos escritos que se assemelham a
[25] uma conversa na mesa do bar. O final dessa história pode ser dramático. Interagir com
o aparelho – e com centenas de amigos escondidos sob a tela de cristal – tornou-se para
alguns uma compulsão tão violenta que pode colocar a própria vida em risco.
Parece exagero? Pense na história da garota americana Taylor Sauer, de 18
anos. Em janeiro, Taylor dirigia numa rodovia interestadual que liga os Estados de Utah
[30] e Idaho quando bateu a 130 quilômetros por hora na traseira de um caminhão. Taylor
trocava mensagens com um amigo sobre um time de futebol americano. Uma a cada 90
segundos. Seu último post foi: “Não posso discutir isso agora. Dirigir e escrever no
Facebook não é seguro! Haha”. Se não estivesse teclando, provavelmente Taylor teria
avistado o veículo à frente, que andava a meros 25 quilômetros por hora. O caso terrível
[35] não é uma aberração estatística. A cada ano, 3 mil americanos morrem por causa da
distração no celular, de acordo com a agência federal National Transportation Safety
Board.
No Brasil, não é diferente – pelo menos é a impressão dos profissionais que
trabalham na área. “Minha experiência sugere que essa é a quarta maior causa de
[40] acidentes, só atrás do excesso de velocidade, uso de álcool e drogas e cansaço”, diz
Dirceu Júnior, diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego. (...) O cérebro só
faz bem uma coisa ou outra. (...) Dirigir falando ao telefone duplica o risco de um
acidente.
(...)
[45] A sensação de estar por fora é consequência da hiperconectividade, um conceito
elaborado por dois pesquisadores canadenses, Anabel Quan-Haase e Barry Wellman.
Eles criaram uma teoria para explicar como vive o dono de um celular moderno. Ele pode
se comunicar a partir de qualquer lugar a qualquer instante. Não há fronteiras entre ele,
seus amigos e o restante do mundo – com exceção (maldição!) de locais em que o sinal
[50] é fraco ou (pesadelo!) não chega. Um dos efeitos colaterais da hiperconectividade é ser
altamente viciante. Daí a desconfiança de especialistas de que motoristas que não
conseguem largar o celular enquanto dirigem são, na verdade, dependentes.
Dispositivos eletrônicos como os celulares geram a sensação de prazer para o cérebro
porque ele se sente recompensado a cada novidade recebida. Uma mensagem é um
[55] pacotinho de prazer. A descarga de uma substância estimulante para nossos neurônios,
a dopamina, encarrega-se de gerar a sensação agradável. O Instituto de Informação e
Tecnologia de Helsinque, na Finlândia, fez um estudo para analisar quanto tempo do dia
gastamos com o hábito de verificar atualizações em busca desse barato cerebral. De
acesso em acesso, somamos duas horas e 40 minutos. É o mesmo tempo gasto nos
[60] Estados Unidos com televisão e dez vezes o que se gasta com leitura. (...)
Reportagem de Rafael Barifouse e Isabella Ayub, Revista Época,15/06/2012. Disponível em http://revistaepoca.globo.com/vida/noticia/2012/06/o-celular-que-escraviza.html. Último acesso em 03 de outubro de 2017.
Sobre o trecho “Dormimos ao lado dele, acordamos com ele, o levamos para o banheiro e para o café da manhã – e, se, por enorme azar, o esquecemos em casa ao sair, voltamos correndo.” (l. 2-4), pode-se afirmar que
06
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