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Questão 17 10309469
CMBH 1° ano prova de Língua portuguesa 2017TEXTO:
GERAÇÃO CELULAR
Nos dias de hoje, encontrar um adolescente que não tenha
um celular é tão improvável quanto achar um menino de 13 anos
que seja fã de ópera ou uma menina de 15 que não se preocupe
com a aparência. Nenhum grupo incorporou tão rápida e
[5] amplamente a tecnologia à sua rotina quanto os jovens de 12 a
19 anos. No Brasil, em janeiro de 2009, a Agência Nacional de
Telecomunicações (Anatel) contabilizou 154,6 milhões de
assinantes de telefonia móvel e, embora a agência e o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não tenham
[10] informações sobre a faixa etária dos proprietários dos aparelhos,
é possível perceber o interesse dos adolescentes por celulares.
Mas qual o efeito causado pelo uso constante desses aparelhos nos relacionamentos e no comportamento?
Nos últimos anos, cientistas alemães estudaram essa questão minuciosamente e, por meio de entrevistas com
adolescentes e seus pais – observando atitudes dos estudantes na escola, linguagem e conteúdo de mensagens
[15] enviadas e recebidas – foi possível mapear o “comportamento telefônico” dos grupos. Os pesquisadores
constataram que os celulares mudaram a vida dos adolescentes sob vários aspectos – muitos deles para melhor.
Um exemplo disso foi na organização do dia. Assim, como para os adultos, o celular ajuda os adolescentes a
manterem o controle da sua vida: é possível informar os pais de que estão saindo da aula, avisar sobre seus
planos para a tarde, marcar atividades escolares e lúdicas – tudo simultaneamente. Hoje, em vez de agendar
[20] encontros com os amigos, com antecedência, como se fazia há alguns anos, os jovens planejam suas atividades
quando já estão a caminho delas e, em um curto período de tempo, são capazes de preparar uma festa.
Símbolo de status, a escolha do aparelho é vista por esses rapazes e garotas como expressão da própria
personalidade. Modelos, cores e recursos são temas de conversa e, em alguns meios, podem indicar o grau
de popularidade de seus proprietários. Alguns jovens usam o celular como uma espécie de “gerenciador de
[25] relacionamentos”: ele serve como centro de controle de uma rede social, principalmente quando se trata de
pessoas da mesma idade. E possuir um aparelho próprio pode ser um pressuposto básico para fazer parte de
um grupo: quem não é “encontrável” acaba excluído da comunicação de algumas turmas.
A maioria dos jovens que usam celulares concorda que é importante seguir algumas regras, que
entre pessoas de outras faixas etárias poderiam ser facilmente contestadas. Por exemplo, julgam
[30] grosseiro não enviar uma resposta rápida para um recado deixado na caixa postal ou um SMS
(short message service, em inglês): um “atraso” de 20 a 40 minutos ainda é aceitável – mais do que isso,
costuma ser tomado como falta de educação. Mais: o celular pode (e deve) ser utilizado a toda hora e em
qualquer lugar. Muitas vezes, no caminho da escola para casa, eles ligam para os amigos com quem
acabaram de passar a manhã. Para muitos adultos, é difícil entender esse desejo excessivo de
[35] comunicação. O que pode haver de tão importante para ser dito com tanta urgência?
Pesquisadores consideram, porém, a possibilidade de que adolescentes que, de antemão, já estejam
em um bom estado de ânimo usem mais o celular. Porém, a argumentação inversa parece, no mínimo,
igualmente plausível: a perspectiva de encontrar os amigos a qualquer momento, em qualquer lugar,
ajuda a controlar a insegurança e a solidão.
[40] Por mais importante que o celular se tenha tornado na vida da nova geração, não existe nenhum
indício de que a comunicação por telefone substitua os encontros pessoais. Os programas com amigos
são tão importantes hoje quanto antigamente, porém, além de se encontrar, eles permanecem em intenso
contato eletrônico – e isso vale tanto para os amigos quanto para os casais.
O advento do celular também mudou relacionamentos familiares e despertou controvérsias. Por um
[45] lado, existem questões bem práticas a serem relevadas, como o valor da conta no final do mês e a
sensação de que os adultos têm de não entender muito bem a necessidade dos filhos de usar tanto esses
aparelhos. Por outro, o celular interfere na estrutura de poder entre pais e filhos. Na puberdade, o desejo
parental de controle e a necessidade de liberdade dos adolescentes entram, inevitavelmente, em conflito.
Isso acontece em todas as gerações – o celular, porém, modificou a forma como esses impasses são
[50] resolvidos. Assim, o limite entre estar em casa e estar fora torna-se confuso. Um jovem com celular
próprio pode entrar em contato com seus amigos a qualquer momento e em qualquer lugar, sem a
interferência dos pais. E estes, por sua vez, podem participar mais intensamente da vida de seus filhos.
O telefone móvel ainda pode ter outras graves consequências para os jovens. Como ocorre com toda
nova tecnologia, existe o risco de abuso. Alguns estudos isolados indicam que jovens podem desenvolver
[55] dependência do celular. Em uma pesquisa americana, feita em 2005, foi pedido a 102 universitários que
passassem dois dias inteiros sem usar o aparelho. Apenas 82 concordaram e somente 12 conseguiram chegar
ao fim da experiência. Já um estudo da Coreia do Sul, coordenado por Jee Hyun Ha, em 2006, mostrou que
principalmente alunos que passam por momentos difíceis e sentem-se emocionalmente abalados tendem a
usar demais o celular. Em um grupo de 575 voluntários – a maioria meninos – um terço cometia excessos:
[60] esses adolescentes usavam o telefone mais de 90 vezes por dia, em média, uma vez a cada dez minutos,
enquanto estavam acordados. Eles checavam constantemente se tinham recebido novas mensagens e reagiam
com irritação quando não obtinham respostas imediatas. Ao mesmo tempo, os usuários assíduos tinham
resultados piores do que os moderados em testes que avaliavam depressão, ansiedade e baixa autoestima.
(Fonte: www2.uol.com.br>geraçao_celular – adaptado)
Vocabulário
Parental: relativo/relacionado a parentes: pai e mãe

“Hoje, em vez de agendar encontros com os amigos, com antecedência, como se fazia há alguns anos[...]” (l.19/20)
Marque a alternativa em que a relação sintático-semântica é diferente do que se estabelece no trecho acima.
Questão 15 10292749
CMBH 1° ano prova de Língua portuguesa 2017TEXTO:
GERAÇÃO CELULAR
Nos dias de hoje, encontrar um adolescente que não tenha
um celular é tão improvável quanto achar um menino de 13 anos
que seja fã de ópera ou uma menina de 15 que não se preocupe
com a aparência. Nenhum grupo incorporou tão rápida e
[5] amplamente a tecnologia à sua rotina quanto os jovens de 12 a
19 anos. No Brasil, em janeiro de 2009, a Agência Nacional de
Telecomunicações (Anatel) contabilizou 154,6 milhões de
assinantes de telefonia móvel e, embora a agência e o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não tenham
[10] informações sobre a faixa etária dos proprietários dos aparelhos,
é possível perceber o interesse dos adolescentes por celulares.
Mas qual o efeito causado pelo uso constante desses aparelhos nos relacionamentos e no comportamento?
Nos últimos anos, cientistas alemães estudaram essa questão minuciosamente e, por meio de entrevistas com
adolescentes e seus pais – observando atitudes dos estudantes na escola, linguagem e conteúdo de mensagens
[15] enviadas e recebidas – foi possível mapear o “comportamento telefônico” dos grupos. Os pesquisadores
constataram que os celulares mudaram a vida dos adolescentes sob vários aspectos – muitos deles para melhor.
Um exemplo disso foi na organização do dia. Assim, como para os adultos, o celular ajuda os adolescentes a
manterem o controle da sua vida: é possível informar os pais de que estão saindo da aula, avisar sobre seus
planos para a tarde, marcar atividades escolares e lúdicas – tudo simultaneamente. Hoje, em vez de agendar
[20] encontros com os amigos, com antecedência, como se fazia há alguns anos, os jovens planejam suas atividades
quando já estão a caminho delas e, em um curto período de tempo, são capazes de preparar uma festa.
Símbolo de status, a escolha do aparelho é vista por esses rapazes e garotas como expressão da própria
personalidade. Modelos, cores e recursos são temas de conversa e, em alguns meios, podem indicar o grau
de popularidade de seus proprietários. Alguns jovens usam o celular como uma espécie de “gerenciador de
[25] relacionamentos”: ele serve como centro de controle de uma rede social, principalmente quando se trata de
pessoas da mesma idade. E possuir um aparelho próprio pode ser um pressuposto básico para fazer parte de
um grupo: quem não é “encontrável” acaba excluído da comunicação de algumas turmas.
A maioria dos jovens que usam celulares concorda que é importante seguir algumas regras, que
entre pessoas de outras faixas etárias poderiam ser facilmente contestadas. Por exemplo, julgam
[30] grosseiro não enviar uma resposta rápida para um recado deixado na caixa postal ou um SMS
(short message service, em inglês): um “atraso” de 20 a 40 minutos ainda é aceitável – mais do que isso,
costuma ser tomado como falta de educação. Mais: o celular pode (e deve) ser utilizado a toda hora e em
qualquer lugar. Muitas vezes, no caminho da escola para casa, eles ligam para os amigos com quem
acabaram de passar a manhã. Para muitos adultos, é difícil entender esse desejo excessivo de
[35] comunicação. O que pode haver de tão importante para ser dito com tanta urgência?
Pesquisadores consideram, porém, a possibilidade de que adolescentes que, de antemão, já estejam
em um bom estado de ânimo usem mais o celular. Porém, a argumentação inversa parece, no mínimo,
igualmente plausível: a perspectiva de encontrar os amigos a qualquer momento, em qualquer lugar,
ajuda a controlar a insegurança e a solidão.
[40] Por mais importante que o celular se tenha tornado na vida da nova geração, não existe nenhum
indício de que a comunicação por telefone substitua os encontros pessoais. Os programas com amigos
são tão importantes hoje quanto antigamente, porém, além de se encontrar, eles permanecem em intenso
contato eletrônico – e isso vale tanto para os amigos quanto para os casais.
O advento do celular também mudou relacionamentos familiares e despertou controvérsias. Por um
[45] lado, existem questões bem práticas a serem relevadas, como o valor da conta no final do mês e a
sensação de que os adultos têm de não entender muito bem a necessidade dos filhos de usar tanto esses
aparelhos. Por outro, o celular interfere na estrutura de poder entre pais e filhos. Na puberdade, o desejo
parental de controle e a necessidade de liberdade dos adolescentes entram, inevitavelmente, em conflito.
Isso acontece em todas as gerações – o celular, porém, modificou a forma como esses impasses são
[50] resolvidos. Assim, o limite entre estar em casa e estar fora torna-se confuso. Um jovem com celular
próprio pode entrar em contato com seus amigos a qualquer momento e em qualquer lugar, sem a
interferência dos pais. E estes, por sua vez, podem participar mais intensamente da vida de seus filhos.
O telefone móvel ainda pode ter outras graves consequências para os jovens. Como ocorre com toda
nova tecnologia, existe o risco de abuso. Alguns estudos isolados indicam que jovens podem desenvolver
[55] dependência do celular. Em uma pesquisa americana, feita em 2005, foi pedido a 102 universitários que
passassem dois dias inteiros sem usar o aparelho. Apenas 82 concordaram e somente 12 conseguiram chegar
ao fim da experiência. Já um estudo da Coreia do Sul, coordenado por Jee Hyun Ha, em 2006, mostrou que
principalmente alunos que passam por momentos difíceis e sentem-se emocionalmente abalados tendem a
usar demais o celular. Em um grupo de 575 voluntários – a maioria meninos – um terço cometia excessos:
[60] esses adolescentes usavam o telefone mais de 90 vezes por dia, em média, uma vez a cada dez minutos,
enquanto estavam acordados. Eles checavam constantemente se tinham recebido novas mensagens e reagiam
com irritação quando não obtinham respostas imediatas. Ao mesmo tempo, os usuários assíduos tinham
resultados piores do que os moderados em testes que avaliavam depressão, ansiedade e baixa autoestima.
(Fonte: www2.uol.com.br>geraçao_celular – adaptado)
Vocabulário
Parental: relativo/relacionado a parentes: pai e mãe

A palavra que do fragmento “Alguns estudos isolados indicam que jovens podem desenvolver a dependência do celular.” (l.54/55) tem o mesmo valor semântico em:
Questão 7 10273124
CMR 1°ano - Prova Matemática 2017Numa aula de matemática, o Professor propôs o seguinte desafio à aluna Sheila:
“É possível representar o resultado de 22018, 32017, 52016 na forma k. 10n, de modo que n seja um número inteiro e o algarismo das unidades de k seja diferente de zero?”
Após efetuar alguns cálculos, Sheila diz ao professor :
“Sim! É possível! no entanto, o número k tem muitos dígitos. Consigo, no máximo, determinar o expoente n e O algarismo das unidades de k, pode ser?”
O professor concordou, verificou que os resultados estavam corretos e parabenizou Sheila por ter encontrado os números
Questão 14 10265760
CMBH 1° ano prova de Língua portuguesa 2017TEXTO:
GERAÇÃO CELULAR
Nos dias de hoje, encontrar um adolescente que não tenha
um celular é tão improvável quanto achar um menino de 13 anos
que seja fã de ópera ou uma menina de 15 que não se preocupe
com a aparência. Nenhum grupo incorporou tão rápida e
[5] amplamente a tecnologia à sua rotina quanto os jovens de 12 a
19 anos. No Brasil, em janeiro de 2009, a Agência Nacional de
Telecomunicações (Anatel) contabilizou 154,6 milhões de
assinantes de telefonia móvel e, embora a agência e o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não tenham
[10] informações sobre a faixa etária dos proprietários dos aparelhos,
é possível perceber o interesse dos adolescentes por celulares.
Mas qual o efeito causado pelo uso constante desses aparelhos nos relacionamentos e no comportamento?
Nos últimos anos, cientistas alemães estudaram essa questão minuciosamente e, por meio de entrevistas com
adolescentes e seus pais – observando atitudes dos estudantes na escola, linguagem e conteúdo de mensagens
[15] enviadas e recebidas – foi possível mapear o “comportamento telefônico” dos grupos. Os pesquisadores
constataram que os celulares mudaram a vida dos adolescentes sob vários aspectos – muitos deles para melhor.
Um exemplo disso foi na organização do dia. Assim, como para os adultos, o celular ajuda os adolescentes a
manterem o controle da sua vida: é possível informar os pais de que estão saindo da aula, avisar sobre seus
planos para a tarde, marcar atividades escolares e lúdicas – tudo simultaneamente. Hoje, em vez de agendar
[20] encontros com os amigos, com antecedência, como se fazia há alguns anos, os jovens planejam suas atividades
quando já estão a caminho delas e, em um curto período de tempo, são capazes de preparar uma festa.
Símbolo de status, a escolha do aparelho é vista por esses rapazes e garotas como expressão da própria
personalidade. Modelos, cores e recursos são temas de conversa e, em alguns meios, podem indicar o grau
de popularidade de seus proprietários. Alguns jovens usam o celular como uma espécie de “gerenciador de
[25] relacionamentos”: ele serve como centro de controle de uma rede social, principalmente quando se trata de
pessoas da mesma idade. E possuir um aparelho próprio pode ser um pressuposto básico para fazer parte de
um grupo: quem não é “encontrável” acaba excluído da comunicação de algumas turmas.
A maioria dos jovens que usam celulares concorda que é importante seguir algumas regras, que
entre pessoas de outras faixas etárias poderiam ser facilmente contestadas. Por exemplo, julgam
[30] grosseiro não enviar uma resposta rápida para um recado deixado na caixa postal ou um SMS
(short message service, em inglês): um “atraso” de 20 a 40 minutos ainda é aceitável – mais do que isso,
costuma ser tomado como falta de educação. Mais: o celular pode (e deve) ser utilizado a toda hora e em
qualquer lugar. Muitas vezes, no caminho da escola para casa, eles ligam para os amigos com quem
acabaram de passar a manhã. Para muitos adultos, é difícil entender esse desejo excessivo de
[35] comunicação. O que pode haver de tão importante para ser dito com tanta urgência?
Pesquisadores consideram, porém, a possibilidade de que adolescentes que, de antemão, já estejam
em um bom estado de ânimo usem mais o celular. Porém, a argumentação inversa parece, no mínimo,
igualmente plausível: a perspectiva de encontrar os amigos a qualquer momento, em qualquer lugar,
ajuda a controlar a insegurança e a solidão.
[40] Por mais importante que o celular se tenha tornado na vida da nova geração, não existe nenhum
indício de que a comunicação por telefone substitua os encontros pessoais. Os programas com amigos
são tão importantes hoje quanto antigamente, porém, além de se encontrar, eles permanecem em intenso
contato eletrônico – e isso vale tanto para os amigos quanto para os casais.
O advento do celular também mudou relacionamentos familiares e despertou controvérsias. Por um
[45] lado, existem questões bem práticas a serem relevadas, como o valor da conta no final do mês e a
sensação de que os adultos têm de não entender muito bem a necessidade dos filhos de usar tanto esses
aparelhos. Por outro, o celular interfere na estrutura de poder entre pais e filhos. Na puberdade, o desejo
parental de controle e a necessidade de liberdade dos adolescentes entram, inevitavelmente, em conflito.
Isso acontece em todas as gerações – o celular, porém, modificou a forma como esses impasses são
[50] resolvidos. Assim, o limite entre estar em casa e estar fora torna-se confuso. Um jovem com celular
próprio pode entrar em contato com seus amigos a qualquer momento e em qualquer lugar, sem a
interferência dos pais. E estes, por sua vez, podem participar mais intensamente da vida de seus filhos.
O telefone móvel ainda pode ter outras graves consequências para os jovens. Como ocorre com toda
nova tecnologia, existe o risco de abuso. Alguns estudos isolados indicam que jovens podem desenvolver
[55] dependência do celular. Em uma pesquisa americana, feita em 2005, foi pedido a 102 universitários que
passassem dois dias inteiros sem usar o aparelho. Apenas 82 concordaram e somente 12 conseguiram chegar
ao fim da experiência. Já um estudo da Coreia do Sul, coordenado por Jee Hyun Ha, em 2006, mostrou que
principalmente alunos que passam por momentos difíceis e sentem-se emocionalmente abalados tendem a
usar demais o celular. Em um grupo de 575 voluntários – a maioria meninos – um terço cometia excessos:
[60] esses adolescentes usavam o telefone mais de 90 vezes por dia, em média, uma vez a cada dez minutos,
enquanto estavam acordados. Eles checavam constantemente se tinham recebido novas mensagens e reagiam
com irritação quando não obtinham respostas imediatas. Ao mesmo tempo, os usuários assíduos tinham
resultados piores do que os moderados em testes que avaliavam depressão, ansiedade e baixa autoestima.
(Fonte: www2.uol.com.br>geraçao_celular – adaptado)
Vocabulário
Parental: relativo/relacionado a parentes: pai e mãe

Observe os fragmentos do texto e as modificações propostas.
I. “[...] é possível informar os pais de que estão saindo da aula [...]” (l.18)
é possível informar-lhes de que estão saindo da aula.
II. “[...] o celular ajuda os adolescentes a manterem o controle da sua vida [...]” (l.17/18)
o celular lhes ajuda a manterem o controle da sua vida.
III. “[...] a perspectiva de encontrar os amigos a qualquer momento [...]” (l.38)
a perspectiva de encontrá-los a qualquer momento.
IV. “[...] esses adolescentes usavam o telefone mais de 90 vezes por dia [...]” (l.60)
- esses adolescentes usavam-no mais de 90 vezes por dia.
A substituição de nomes/pronomes está incorreta em:
Questão 13 10265750
CMBH 1° ano prova de Língua portuguesa 2017TEXTO:
GERAÇÃO CELULAR
Nos dias de hoje, encontrar um adolescente que não tenha
um celular é tão improvável quanto achar um menino de 13 anos
que seja fã de ópera ou uma menina de 15 que não se preocupe
com a aparência. Nenhum grupo incorporou tão rápida e
[5] amplamente a tecnologia à sua rotina quanto os jovens de 12 a
19 anos. No Brasil, em janeiro de 2009, a Agência Nacional de
Telecomunicações (Anatel) contabilizou 154,6 milhões de
assinantes de telefonia móvel e, embora a agência e o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não tenham
[10] informações sobre a faixa etária dos proprietários dos aparelhos,
é possível perceber o interesse dos adolescentes por celulares.
Mas qual o efeito causado pelo uso constante desses aparelhos nos relacionamentos e no comportamento?
Nos últimos anos, cientistas alemães estudaram essa questão minuciosamente e, por meio de entrevistas com
adolescentes e seus pais – observando atitudes dos estudantes na escola, linguagem e conteúdo de mensagens
[15] enviadas e recebidas – foi possível mapear o “comportamento telefônico” dos grupos. Os pesquisadores
constataram que os celulares mudaram a vida dos adolescentes sob vários aspectos – muitos deles para melhor.
Um exemplo disso foi na organização do dia. Assim, como para os adultos, o celular ajuda os adolescentes a
manterem o controle da sua vida: é possível informar os pais de que estão saindo da aula, avisar sobre seus
planos para a tarde, marcar atividades escolares e lúdicas – tudo simultaneamente. Hoje, em vez de agendar
[20] encontros com os amigos, com antecedência, como se fazia há alguns anos, os jovens planejam suas atividades
quando já estão a caminho delas e, em um curto período de tempo, são capazes de preparar uma festa.
Símbolo de status, a escolha do aparelho é vista por esses rapazes e garotas como expressão da própria
personalidade. Modelos, cores e recursos são temas de conversa e, em alguns meios, podem indicar o grau
de popularidade de seus proprietários. Alguns jovens usam o celular como uma espécie de “gerenciador de
[25] relacionamentos”: ele serve como centro de controle de uma rede social, principalmente quando se trata de
pessoas da mesma idade. E possuir um aparelho próprio pode ser um pressuposto básico para fazer parte de
um grupo: quem não é “encontrável” acaba excluído da comunicação de algumas turmas.
A maioria dos jovens que usam celulares concorda que é importante seguir algumas regras, que
entre pessoas de outras faixas etárias poderiam ser facilmente contestadas. Por exemplo, julgam
[30] grosseiro não enviar uma resposta rápida para um recado deixado na caixa postal ou um SMS
(short message service, em inglês): um “atraso” de 20 a 40 minutos ainda é aceitável – mais do que isso,
costuma ser tomado como falta de educação. Mais: o celular pode (e deve) ser utilizado a toda hora e em
qualquer lugar. Muitas vezes, no caminho da escola para casa, eles ligam para os amigos com quem
acabaram de passar a manhã. Para muitos adultos, é difícil entender esse desejo excessivo de
[35] comunicação. O que pode haver de tão importante para ser dito com tanta urgência?
Pesquisadores consideram, porém, a possibilidade de que adolescentes que, de antemão, já estejam
em um bom estado de ânimo usem mais o celular. Porém, a argumentação inversa parece, no mínimo,
igualmente plausível: a perspectiva de encontrar os amigos a qualquer momento, em qualquer lugar,
ajuda a controlar a insegurança e a solidão.
[40] Por mais importante que o celular se tenha tornado na vida da nova geração, não existe nenhum
indício de que a comunicação por telefone substitua os encontros pessoais. Os programas com amigos
são tão importantes hoje quanto antigamente, porém, além de se encontrar, eles permanecem em intenso
contato eletrônico – e isso vale tanto para os amigos quanto para os casais.
O advento do celular também mudou relacionamentos familiares e despertou controvérsias. Por um
[45] lado, existem questões bem práticas a serem relevadas, como o valor da conta no final do mês e a
sensação de que os adultos têm de não entender muito bem a necessidade dos filhos de usar tanto esses
aparelhos. Por outro, o celular interfere na estrutura de poder entre pais e filhos. Na puberdade, o desejo
parental de controle e a necessidade de liberdade dos adolescentes entram, inevitavelmente, em conflito.
Isso acontece em todas as gerações – o celular, porém, modificou a forma como esses impasses são
[50] resolvidos. Assim, o limite entre estar em casa e estar fora torna-se confuso. Um jovem com celular
próprio pode entrar em contato com seus amigos a qualquer momento e em qualquer lugar, sem a
interferência dos pais. E estes, por sua vez, podem participar mais intensamente da vida de seus filhos.
O telefone móvel ainda pode ter outras graves consequências para os jovens. Como ocorre com toda
nova tecnologia, existe o risco de abuso. Alguns estudos isolados indicam que jovens podem desenvolver
[55] dependência do celular. Em uma pesquisa americana, feita em 2005, foi pedido a 102 universitários que
passassem dois dias inteiros sem usar o aparelho. Apenas 82 concordaram e somente 12 conseguiram chegar
ao fim da experiência. Já um estudo da Coreia do Sul, coordenado por Jee Hyun Ha, em 2006, mostrou que
principalmente alunos que passam por momentos difíceis e sentem-se emocionalmente abalados tendem a
usar demais o celular. Em um grupo de 575 voluntários – a maioria meninos – um terço cometia excessos:
[60] esses adolescentes usavam o telefone mais de 90 vezes por dia, em média, uma vez a cada dez minutos,
enquanto estavam acordados. Eles checavam constantemente se tinham recebido novas mensagens e reagiam
com irritação quando não obtinham respostas imediatas. Ao mesmo tempo, os usuários assíduos tinham
resultados piores do que os moderados em testes que avaliavam depressão, ansiedade e baixa autoestima.
(Fonte: www2.uol.com.br>geraçao_celular – adaptado)
Vocabulário
Parental: relativo/relacionado a parentes: pai e mãe

Identifique, quanto à colocação pronominal, o trecho em que a variação proposta está de acordo com a norma culta.
Questão 11 10265725
CMBH 1° ano prova de Língua portuguesa 2017TEXTO:
GERAÇÃO CELULAR
Nos dias de hoje, encontrar um adolescente que não tenha
um celular é tão improvável quanto achar um menino de 13 anos
que seja fã de ópera ou uma menina de 15 que não se preocupe
com a aparência. Nenhum grupo incorporou tão rápida e
[5] amplamente a tecnologia à sua rotina quanto os jovens de 12 a
19 anos. No Brasil, em janeiro de 2009, a Agência Nacional de
Telecomunicações (Anatel) contabilizou 154,6 milhões de
assinantes de telefonia móvel e, embora a agência e o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não tenham
[10] informações sobre a faixa etária dos proprietários dos aparelhos,
é possível perceber o interesse dos adolescentes por celulares.
Mas qual o efeito causado pelo uso constante desses aparelhos nos relacionamentos e no comportamento?
Nos últimos anos, cientistas alemães estudaram essa questão minuciosamente e, por meio de entrevistas com
adolescentes e seus pais – observando atitudes dos estudantes na escola, linguagem e conteúdo de mensagens
[15] enviadas e recebidas – foi possível mapear o “comportamento telefônico” dos grupos. Os pesquisadores
constataram que os celulares mudaram a vida dos adolescentes sob vários aspectos – muitos deles para melhor.
Um exemplo disso foi na organização do dia. Assim, como para os adultos, o celular ajuda os adolescentes a
manterem o controle da sua vida: é possível informar os pais de que estão saindo da aula, avisar sobre seus
planos para a tarde, marcar atividades escolares e lúdicas – tudo simultaneamente. Hoje, em vez de agendar
[20] encontros com os amigos, com antecedência, como se fazia há alguns anos, os jovens planejam suas atividades
quando já estão a caminho delas e, em um curto período de tempo, são capazes de preparar uma festa.
Símbolo de status, a escolha do aparelho é vista por esses rapazes e garotas como expressão da própria
personalidade. Modelos, cores e recursos são temas de conversa e, em alguns meios, podem indicar o grau
de popularidade de seus proprietários. Alguns jovens usam o celular como uma espécie de “gerenciador de
[25] relacionamentos”: ele serve como centro de controle de uma rede social, principalmente quando se trata de
pessoas da mesma idade. E possuir um aparelho próprio pode ser um pressuposto básico para fazer parte de
um grupo: quem não é “encontrável” acaba excluído da comunicação de algumas turmas.
A maioria dos jovens que usam celulares concorda que é importante seguir algumas regras, que
entre pessoas de outras faixas etárias poderiam ser facilmente contestadas. Por exemplo, julgam
[30] grosseiro não enviar uma resposta rápida para um recado deixado na caixa postal ou um SMS
(short message service, em inglês): um “atraso” de 20 a 40 minutos ainda é aceitável – mais do que isso,
costuma ser tomado como falta de educação. Mais: o celular pode (e deve) ser utilizado a toda hora e em
qualquer lugar. Muitas vezes, no caminho da escola para casa, eles ligam para os amigos com quem
acabaram de passar a manhã. Para muitos adultos, é difícil entender esse desejo excessivo de
[35] comunicação. O que pode haver de tão importante para ser dito com tanta urgência?
Pesquisadores consideram, porém, a possibilidade de que adolescentes que, de antemão, já estejam
em um bom estado de ânimo usem mais o celular. Porém, a argumentação inversa parece, no mínimo,
igualmente plausível: a perspectiva de encontrar os amigos a qualquer momento, em qualquer lugar,
ajuda a controlar a insegurança e a solidão.
[40] Por mais importante que o celular se tenha tornado na vida da nova geração, não existe nenhum
indício de que a comunicação por telefone substitua os encontros pessoais. Os programas com amigos
são tão importantes hoje quanto antigamente, porém, além de se encontrar, eles permanecem em intenso
contato eletrônico – e isso vale tanto para os amigos quanto para os casais.
O advento do celular também mudou relacionamentos familiares e despertou controvérsias. Por um
[45] lado, existem questões bem práticas a serem relevadas, como o valor da conta no final do mês e a
sensação de que os adultos têm de não entender muito bem a necessidade dos filhos de usar tanto esses
aparelhos. Por outro, o celular interfere na estrutura de poder entre pais e filhos. Na puberdade, o desejo
parental de controle e a necessidade de liberdade dos adolescentes entram, inevitavelmente, em conflito.
Isso acontece em todas as gerações – o celular, porém, modificou a forma como esses impasses são
[50] resolvidos. Assim, o limite entre estar em casa e estar fora torna-se confuso. Um jovem com celular
próprio pode entrar em contato com seus amigos a qualquer momento e em qualquer lugar, sem a
interferência dos pais. E estes, por sua vez, podem participar mais intensamente da vida de seus filhos.
O telefone móvel ainda pode ter outras graves consequências para os jovens. Como ocorre com toda
nova tecnologia, existe o risco de abuso. Alguns estudos isolados indicam que jovens podem desenvolver
[55] dependência do celular. Em uma pesquisa americana, feita em 2005, foi pedido a 102 universitários que
passassem dois dias inteiros sem usar o aparelho. Apenas 82 concordaram e somente 12 conseguiram chegar
ao fim da experiência. Já um estudo da Coreia do Sul, coordenado por Jee Hyun Ha, em 2006, mostrou que
principalmente alunos que passam por momentos difíceis e sentem-se emocionalmente abalados tendem a
usar demais o celular. Em um grupo de 575 voluntários – a maioria meninos – um terço cometia excessos:
[60] esses adolescentes usavam o telefone mais de 90 vezes por dia, em média, uma vez a cada dez minutos,
enquanto estavam acordados. Eles checavam constantemente se tinham recebido novas mensagens e reagiam
com irritação quando não obtinham respostas imediatas. Ao mesmo tempo, os usuários assíduos tinham
resultados piores do que os moderados em testes que avaliavam depressão, ansiedade e baixa autoestima.
(Fonte: www2.uol.com.br>geraçao_celular – adaptado)
Vocabulário
Parental: relativo/relacionado a parentes: pai e mãe

Observe a alteração apresentada em cada uma das estruturas dos períodos abaixo:
I. “[...] a escolha do aparelho é vista por esses rapazes e garotas como expressão da própria personalidade.” (l.22/23)
- as escolhas dos aparelhos são vistos por esses rapazes e garotas como expressão da própria personalidade.
II. “[...] o celular pode (e deve) ser utilizado a toda hora e em qualquer lugar.” (l.32/33)
- os celulares podem (e devem) ser utilizados a toda hora e em qualquer lugar.
III. “O advento do celular também mudou relacionamentos familiares e despertou controvérsias.” (l.44)
- O advento dos celulares também mudaram relacionamentos familiares e despertaram controvérsias.
IV. “Assim, o limite entre estar em casa e estar fora torna-se confuso.” (l.50)
- Assim, os limites entre estar em casa e estar fora tornam-se confusos.
A concordância verbal ou nominal sugerida NÃO pode ser admitida em:
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