Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 13 10739626
SENAI 1º Ano - CGE 2026 2011O texto abaixo se refere à questão.
Por que o homem parou de viajar à Lua?
Porque não havia motivos que justificassem os riscos e os custos de se mandar pessoas à Lua – o programa Apollo, que pôs 12 homens na superfície lunar entre 1969 e 1972, custou a bagatela de 19,5 bilhões de dólares. Quando gastou esse dinheiro, o governo americano estava querendo provar sua superioridade em relação à União Soviética – e, consequentemente, a supremacia do capitalismo. Vencida a corrida espacial, não havia mais por que ir à Lua. “É um problema de orçamento. Na época, foi dada prioridade aos ônibus espaciais e à estação espacial”, afirma Steven J. Dick, chefe da divisão de história da Nasa.
Agora, a nova política espacial do presidente George W. Bush, anunciada em 2004, voltou novamente as atenções para a Lua, com a justificativa de que a retomada das viagens possibilitará o desenvolvimento de tecnologias para que o homem possa ficar por um longo período no espaço (e assim explorar mais o sistema solar). Também poderiam ser investigados in loco os dados trazidos por sondas espaciais, como a possibilidade da existência de gelo nos pólos lunares. Faz parte da nova política espacial a construção de uma base lunar que servirá como apoio nas viagens a Marte.
Para essas missões tripuladas, está sendo desenvolvido um novo veículo espacial, com uma enorme diferença em relação às naves Apollo: a tripulação e o módulo lunar viajam em foguetes distintos, que se acoplam na órbita terrestre. Ao chegar à órbita da Lua, os astronautas se transferem para o módulo lunar, que pousa enquanto o resto da nave aguarda o seu retorno.
Os críticos afirmam que a missão é desnecessária. “Se quisermos descobrir algo mais, podemos fazer melhor com naves automatizadas do que mandando pessoas”, diz o historiador Alex Rolland, da Universidade Duke, ex-funcionário da Nasa.
Fonte: BUSCATO, M. Revista Superinteressante, n. 230, set. 2006, p. 46.
No trecho: “... custou a bagatela de 19,5 bilhões de dólares.”, é correto afirmar que o autor utilizouse da figura de linguagem chamada
Questão 9 10739619
SENAI 1º Ano - CGE 2026 2011O texto abaixo se refere à questão.
Em busca do drinque perfeito
Há mais ciência dentro de uma coqueteleira do que sonham filósofos de botequim. Atrás de uma mistura perfeita, pode acreditar, deve haver um mixologista. “Esse profissional é um conhecedor de bebidas alcoólicas. Ele precisa saber de suas histórias, composições, processos de fabricação e trabalha na criação de fórmulas agradáveis ao paladar”, explica Alexandre Alves Varisano, 33, um dos poucos mixologistas brasileiros.
Varisano debutou no mundo dos coquetéis em 1995, quando foi trabalhar no bar do restaurante TGI Friday’s. De bartender, o ex-costureiro se transformou em treinador dos barmen da rede e conheceu especialistas ingleses em mixologia. De pub em pub, conseguiu especialização inglesa na profissão, que ainda não é regulamentada no Brasil. Em países da Europa, diz ele, é possível ganhar cerca de R$ 10 mil por mês prestando serviço para grandes marcas de bebida. “Nos bares tradicionais, os mixólogos podem ter o mesmo status de grandes chefs de cozinha”, afirma.
Fonte: PIEMONTE, M. Revista da Folha, 776. ed., ano 16, p. 26, 15 jul. 2007.
Segundo o mixologista Alexandre Varisano, “Nos bares tradicionais, os mixólogos podem ter o mesmo status de grandes chefs de cozinha”.
Essa afirmação sugere que
Questão 8 10739617
SENAI 1º Ano - CGE 2026 2011O texto abaixo se refere à questão.
Em busca do drinque perfeito
Há mais ciência dentro de uma coqueteleira do que sonham filósofos de botequim. Atrás de uma mistura perfeita, pode acreditar, deve haver um mixologista. “Esse profissional é um conhecedor de bebidas alcoólicas. Ele precisa saber de suas histórias, composições, processos de fabricação e trabalha na criação de fórmulas agradáveis ao paladar”, explica Alexandre Alves Varisano, 33, um dos poucos mixologistas brasileiros.
Varisano debutou no mundo dos coquetéis em 1995, quando foi trabalhar no bar do restaurante TGI Friday’s. De bartender, o ex-costureiro se transformou em treinador dos barmen da rede e conheceu especialistas ingleses em mixologia. De pub em pub, conseguiu especialização inglesa na profissão, que ainda não é regulamentada no Brasil. Em países da Europa, diz ele, é possível ganhar cerca de R$ 10 mil por mês prestando serviço para grandes marcas de bebida. “Nos bares tradicionais, os mixólogos podem ter o mesmo status de grandes chefs de cozinha”, afirma.
Fonte: PIEMONTE, M. Revista da Folha, 776. ed., ano 16, p. 26, 15 jul. 2007.
No trecho: “(...) De pub em pub, conseguiu especialização inglesa na profissão, que ainda não é regulamentada no Brasil. (...)”, o termo da oração destacado é corretamente classificado como
Questão 12 10739524
SENAI 1º Ano - CGE 2027 2011O texto abaixo se refere à questão.
Quem vai querer?
O cemitério parisiense de Père Lachaise comemora 200 anos neste mês como a sétima atração turística mais frequentada da cidade mais visitada do mundo. Vários monumentos, lápides e esculturas foram restaurados para a ocasião, que também mereceu uma grande exposição. Aproveitando as comemorações da efeméride – contidas, como convém, mas concorridas –, a administração vem intensificando as queixas contra aquele que é, ao mesmo tempo, seu mais visitado condômino e sua maior dor de cabeça: o roqueiro americano Jim Morrison, líder da banda The Doors, morto em Paris em 1971. “O maior presente que o cemitério poderia receber neste bicentenário seria a saída de Jim Morrison (...)”, desabafou (...) o historiador Christian Charlet, responsável pelo cemitério.
(...) Seus admiradores, diz, usam os arredores do túmulo para se embriagar e se drogar, jogam restos de cigarros lícitos e ilícitos na sepultura, quebram e picham a própria e as vizinhas. (...)
Fonte: Adaptado de VARELLA, F. Revista Veja, 26 maio 2004.
Em “Vários monumentos, lápides e esculturas foram restaurados para a ocasião, que também mereceu uma grande exposição.”, o verbo restaurar foi usado
Questão 20 10739501
CEDAF 2011Família tem de ser careta
[1] Esperando uma reação de espanto ou contrariedade ao título acima, tento explicar: acho, sim, que família deve ser careta, e que isso
há de ser um bem incomparável neste mundo tantas vezes fascinante e tantas vezes cruel. Dizendo isso não falo em rigidez, que os
deuses nos livrem dela. Nem em pais sacrificiais, que nos encherão de culpa e impedirão que a gente cresça e floresça. Não penso
em frieza e omissão, que nos farão órfãos desde sempre, nem em controle doentio - que o destino não nos reserve esse mal dos
[5]males. Nem de longe aceito moralismo e preconceito, mesmo (ou sobretudo) disfarçado de religião, qualquer que seja ela, pois isso
seria a diversão maior do demônio.
Falo em carinho, não castração. Penso em cuidados, não suspeita. Imagino presença e escuta, camaradagem e delicadeza,
sobretudo senso de proteção. Não revirar gavetas, esvaziar bolsos, ler e-mails, escutar no telefone, indignidades legítimas em casos
extremos, de drogas ou outras desgraças, mas que em situação normal combinam com velhos internatos, não com família amorosa.
[10]Falo em respeito com a criança ou o adolescente, porque são pessoas, em entendimento entre pai e mãe - também depois de uma
separação, pois naturalmente pessoas dignas preservam a elegância e não querem se vingar ou continuar controlando o outro
através dos filhos.
Interesse não é fiscalizar ou intrometer-se, bater ou insultar, mas acompanhar, observar, dialogar, saber. Vejo crianças de 10, 11
anos freqüentando festas noturnas com a aquiescência de pais irresponsáveis, ou porque os pais nem ao menos sabem onde elas
[15]andam. Vejo adolescentes e pré-adolescentes embriagados fazendo rachas alta noite ou cambaleando pela calçada ao amanhecer,
jogando garrafas em carros que passam, insultando transeuntes - onde estão os pais?
Como não saber que sites da internet as crianças e os jovenzinhos freqüentam, com quem saem, onde passam o fim de semana e
com quem? Como não saber o que se passa com eles? Sei de meninas, quase crianças, parindo sozinhas no banheiro, e ninguém
em casa sabia que estavam grávidas, nem mãe nem pai. Elas simplesmente não existiam, a não ser como eventual motivo de
[20]irritação.
Não entendo a maior parte das coisas solitárias e tristes que vicejam onde deveria haver acolhimento, alguma segurança e paz, na
família. Talvez tenhamos perdido o bom senso. Não escutamos a voz arcaica que nos faria atender as crias indefesas - e não me
digam que crianças de 11 anos ou adolescentes de 15 (a não ser os monstros morais de que falei na crônica anterior) dispensam pai
e mãe. Também não me digam que não têm tempo para a família porque trabalham demais para sustentá-Ia. Andamos aflitos e
[25]confusos por teorias insensatas, trabalhando além do necessário, mas dizendo que é para dar melhor nível de vida aos meninos.
Com essa desculpa não os preparamos para este mundo difícil. Se acham que filho é tormento e chateação, mais uma carga do que
uma felicidade, não deviam ter tido família. Pois quem tem filho é, sim, gravemente responsável. Paternidade é função para a qual
não há férias, 13o, aposentadoria. Não é cargo para um fiscal tirano nem para um amiguinho a mais: é para ser pai, é para ser mãe.
É preciso ser amorosamente atento, amorosamente envolvido, amorosamente interessado. Difícil, muito difícil, pois os tempos
[30]trabalham contra isso. Mas quem não estiver disposto, quem não conseguir dizer "não" na hora certa e procurar se informar para
saber quando é a hora certa, quem se fizer de vítima dos filhos, quem se sentir sacrificado, aturdido, incomodado, que por favor não
finja que é mãe ou pai. Descarte esse papel de uma vez, encare a educação como função da escola, diga que hoje é todo mundo
desse jeito, que não existe mais amor nem autoridade... e deixe os filhos entregues à própria sorte.
Pois, se você se sentir assim, já não terá mais família nem filhos nem aconchego num lugar para onde você e eles gostem de voltar,
[35]onde gostem de estar. Você vive uma ilusão de família. Fundou um círculo infernal onde se alimentam rancores e reina o desamparo,
onde todos se evitam, não se compreendem, muito menos se respeitam.
Por tudo isso e muito mais, à família moderninha, com filhos nas mãos de uma gatinha vagamente idiotizada e um gatão
irresponsável, eu prefiro a família dita careta: em que existe alguma ordem, responsabilidade, autoridade, mas também carinho e
compreensão, bom humor, sentimento de pertença, nunca sujeição.
[40] É bom começar a tentar, ou parar de brincar de casinha: a vida é dura e os meninos não pediram para nascer.
(LUFT, Lya. Família tem de ser careta. Revista Veja, São Paulo, ano 40, n. 6, 2007. Disponível em: http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/140207/ sumario.html. Acesso em 26 dez. 2010.)
Observe os fragmentos abaixo:
I. "Também não me digam que não têm tempo para a família porque trabalham demais para sustentá-Ia." (linha 24)
II. "Se acham que filho é tormento e chateação, mais uma carga do que uma felicidade, não deviam ter tido família." (linhas 26-27)
III. "Fundou um círculo infernal onde se alimentam rancores e reina o desamparo [...]." (linha 35)
IV. "[...] eu prefiro a família dita careta: em que existe alguma ordem, responsabilidade, autoridade, mas também carinho e compreensão, bom humor, sentimento de pertença, nunca sujeição.” (linhas 38-39)
As expressões destacadas em I, II, III e IV transmitem, respectivamente, as ideias de:
Questão 19 10739500
CEDAF 2011Família tem de ser careta
[1] Esperando uma reação de espanto ou contrariedade ao título acima, tento explicar: acho, sim, que família deve ser careta, e que isso
há de ser um bem incomparável neste mundo tantas vezes fascinante e tantas vezes cruel. Dizendo isso não falo em rigidez, que os
deuses nos livrem dela. Nem em pais sacrificiais, que nos encherão de culpa e impedirão que a gente cresça e floresça. Não penso
em frieza e omissão, que nos farão órfãos desde sempre, nem em controle doentio - que o destino não nos reserve esse mal dos
[5]males. Nem de longe aceito moralismo e preconceito, mesmo (ou sobretudo) disfarçado de religião, qualquer que seja ela, pois isso
seria a diversão maior do demônio.
Falo em carinho, não castração. Penso em cuidados, não suspeita. Imagino presença e escuta, camaradagem e delicadeza,
sobretudo senso de proteção. Não revirar gavetas, esvaziar bolsos, ler e-mails, escutar no telefone, indignidades legítimas em casos
extremos, de drogas ou outras desgraças, mas que em situação normal combinam com velhos internatos, não com família amorosa.
[10]Falo em respeito com a criança ou o adolescente, porque são pessoas, em entendimento entre pai e mãe - também depois de uma
separação, pois naturalmente pessoas dignas preservam a elegância e não querem se vingar ou continuar controlando o outro
através dos filhos.
Interesse não é fiscalizar ou intrometer-se, bater ou insultar, mas acompanhar, observar, dialogar, saber. Vejo crianças de 10, 11
anos freqüentando festas noturnas com a aquiescência de pais irresponsáveis, ou porque os pais nem ao menos sabem onde elas
[15]andam. Vejo adolescentes e pré-adolescentes embriagados fazendo rachas alta noite ou cambaleando pela calçada ao amanhecer,
jogando garrafas em carros que passam, insultando transeuntes - onde estão os pais?
Como não saber que sites da internet as crianças e os jovenzinhos freqüentam, com quem saem, onde passam o fim de semana e
com quem? Como não saber o que se passa com eles? Sei de meninas, quase crianças, parindo sozinhas no banheiro, e ninguém
em casa sabia que estavam grávidas, nem mãe nem pai. Elas simplesmente não existiam, a não ser como eventual motivo de
[20]irritação.
Não entendo a maior parte das coisas solitárias e tristes que vicejam onde deveria haver acolhimento, alguma segurança e paz, na
família. Talvez tenhamos perdido o bom senso. Não escutamos a voz arcaica que nos faria atender as crias indefesas - e não me
digam que crianças de 11 anos ou adolescentes de 15 (a não ser os monstros morais de que falei na crônica anterior) dispensam pai
e mãe. Também não me digam que não têm tempo para a família porque trabalham demais para sustentá-Ia. Andamos aflitos e
[25]confusos por teorias insensatas, trabalhando além do necessário, mas dizendo que é para dar melhor nível de vida aos meninos.
Com essa desculpa não os preparamos para este mundo difícil. Se acham que filho é tormento e chateação, mais uma carga do que
uma felicidade, não deviam ter tido família. Pois quem tem filho é, sim, gravemente responsável. Paternidade é função para a qual
não há férias, 13o, aposentadoria. Não é cargo para um fiscal tirano nem para um amiguinho a mais: é para ser pai, é para ser mãe.
É preciso ser amorosamente atento, amorosamente envolvido, amorosamente interessado. Difícil, muito difícil, pois os tempos
[30]trabalham contra isso. Mas quem não estiver disposto, quem não conseguir dizer "não" na hora certa e procurar se informar para
saber quando é a hora certa, quem se fizer de vítima dos filhos, quem se sentir sacrificado, aturdido, incomodado, que por favor não
finja que é mãe ou pai. Descarte esse papel de uma vez, encare a educação como função da escola, diga que hoje é todo mundo
desse jeito, que não existe mais amor nem autoridade... e deixe os filhos entregues à própria sorte.
Pois, se você se sentir assim, já não terá mais família nem filhos nem aconchego num lugar para onde você e eles gostem de voltar,
[35]onde gostem de estar. Você vive uma ilusão de família. Fundou um círculo infernal onde se alimentam rancores e reina o desamparo,
onde todos se evitam, não se compreendem, muito menos se respeitam.
Por tudo isso e muito mais, à família moderninha, com filhos nas mãos de uma gatinha vagamente idiotizada e um gatão
irresponsável, eu prefiro a família dita careta: em que existe alguma ordem, responsabilidade, autoridade, mas também carinho e
compreensão, bom humor, sentimento de pertença, nunca sujeição.
[40] É bom começar a tentar, ou parar de brincar de casinha: a vida é dura e os meninos não pediram para nascer.
(LUFT, Lya. Família tem de ser careta. Revista Veja, São Paulo, ano 40, n. 6, 2007. Disponível em: http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/140207/ sumario.html. Acesso em 26 dez. 2010.)
É CORRETO dizer que o texto é expositivo-opinativo porque:
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