Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 22 12039163
Prova Brasil Portugues 2011Há muitos séculos, o homem vem
construindo aparelhos para medir o tempo e não
lhe deixar perder a hora. Um dos mais antigos foi
inventado pelos chineses e consistia em uma
corda cheia de nós a intervalos regulares.
Colocava-se fogo ao artefato e a duração de
algum evento era medida pelo tempo que a
corda levava para queimar entre um nó e outro.
Não há registros, mas com certeza diziam-se
coisas como: "Muito bonito, não? Você está
atrasado há mais de três nós!"
Jornal O Estado de São Paulo, 28/05/1992.
A finalidade do texto é
Questão 21 12039105
Prova Brasil Portugues 2011Prezado Senhor,
Somos alunos do Colégio Tomé de Souza e
temos interesse em assuntos relacionados a
aspectos históricos de nosso país,
principalmente os relacionados ao cotidiano de
[5] nossa História, como era o dia-a-dia das
pessoas, como eram as escolas, a relação
entre pais e filhos etc. Vínhamos
acompanhando regularmente os suplementos
publicados por esse importante jornal. Mas
[10] agora não encontramos mais os artigos tão
interessantes. Por isso, resolvemos escrever
-lhe e solicitar mais matérias a respeito.
O tema de interesse dos alunos é
Questão 20 12039063
Prova Brasil Portugues 2011Assaltos insólitos
Assalto não tem graça nenhuma, mas
alguns, contados depois, até que são
engraçados. É igual a certos incidentes de
viagem, que, quando acontecem, deixam a
[5] gente aborrecidíssimo, mas depois, narrados
aos amigos num jantar, passam a ter sabor de
anedota.
Uma vez me contaram de um cidadão que
foi assaltado em sua casa. Até aí, nada
[10] demais. Tem gente que é assaltada na rua, no
ônibus, no escritório, até dentro de igrejas e
hospitais, mas muitos o são na própria casa.
O que não diminui o desconforto da situação.
Pois lá estava o dito-cujo em sua casa,
[15] mas vestido em roupa de trabalho, pois
resolvera dar uma pintura na garagem e na
cozinha. As crianças haviam saído com a
mulher para fazer compras e o marido se
entregava a essa terapêutica atividade,
[20] quando, da garagem, vê adentrar pelo jardim
dois indivíduos suspeitos.
Mal teve tempo de tomar uma atitude e já
ouvia:
— É um assalto, fica quieto senão leva
[25] chumbo.
Ele já se preparava para toda sorte de
tragédias quando um dos ladrões pergunta:
— Cadê o patrão?
Num rasgo de criatividade, respondeu:
[30] — Saiu, foi com a família ao mercado, mas
já volta.
— Então vamos lá dentro, mostre tudo.
Fingindo-se, então, de empregado de si
mesmo, e ao mesmo tempo para livrar sua
[35] cara, começou a dizer:
— Se quiserem levar, podem levar tudo,
estou me lixando, não gosto desse patrão.
Paga mal, é um pão-duro. Por que não levam
aquele rádio ali? Olha, se eu fosse vocês
[40] levava aquele som também. Na cozinha tem
uma batedeira ótima da patroa. Não querem
uns discos? Dinheiro não tem, pois ouvi
dizerem que botam tudo no banco, mas ali
dentro do armário tem uma porção de caixas
[45] de bombons, que o patrão é tarado por
bombom.
Os ladrões recolheram tudo o que o falso
empregado indicou e saíram apressados.
Daí a pouco chegavam a mulher e os
[50] filhos.
Sentado na sala, o marido ria, ria, tanto
nervoso quanto aliviado do próprio assalto que
ajudara a fazer contra si mesmo.
SANTANNA Affonso Romano. PORTA DE COLÉGIO E OUTRAS CRÔNICAS São Paulo:Ática 1995. (Coleção Para gostar de ler).
É exemplo de linguagem formal, no texto
Questão 19 12039043
Prova Brasil Portugues 2011Assaltos insólitos
Assalto não tem graça nenhuma, mas
alguns, contados depois, até que são
engraçados. É igual a certos incidentes de
viagem, que, quando acontecem, deixam a
[5] gente aborrecidíssimo, mas depois, narrados
aos amigos num jantar, passam a ter sabor de
anedota.
Uma vez me contaram de um cidadão que
foi assaltado em sua casa. Até aí, nada
[10] demais. Tem gente que é assaltada na rua, no
ônibus, no escritório, até dentro de igrejas e
hospitais, mas muitos o são na própria casa.
O que não diminui o desconforto da situação.
Pois lá estava o dito-cujo em sua casa,
[15] mas vestido em roupa de trabalho, pois
resolvera dar uma pintura na garagem e na
cozinha. As crianças haviam saído com a
mulher para fazer compras e o marido se
entregava a essa terapêutica atividade,
[20] quando, da garagem, vê adentrar pelo jardim
dois indivíduos suspeitos.
Mal teve tempo de tomar uma atitude e já
ouvia:
— É um assalto, fica quieto senão leva
[25] chumbo.
Ele já se preparava para toda sorte de
tragédias quando um dos ladrões pergunta:
— Cadê o patrão?
Num rasgo de criatividade, respondeu:
[30] — Saiu, foi com a família ao mercado, mas
já volta.
— Então vamos lá dentro, mostre tudo.
Fingindo-se, então, de empregado de si
mesmo, e ao mesmo tempo para livrar sua
[35] cara, começou a dizer:
— Se quiserem levar, podem levar tudo,
estou me lixando, não gosto desse patrão.
Paga mal, é um pão-duro. Por que não levam
aquele rádio ali? Olha, se eu fosse vocês
[40] levava aquele som também. Na cozinha tem
uma batedeira ótima da patroa. Não querem
uns discos? Dinheiro não tem, pois ouvi
dizerem que botam tudo no banco, mas ali
dentro do armário tem uma porção de caixas
[45] de bombons, que o patrão é tarado por
bombom.
Os ladrões recolheram tudo o que o falso
empregado indicou e saíram apressados.
Daí a pouco chegavam a mulher e os
[50] filhos.
Sentado na sala, o marido ria, ria, tanto
nervoso quanto aliviado do próprio assalto que
ajudara a fazer contra si mesmo.
SANTANNA Affonso Romano. PORTA DE COLÉGIO E OUTRAS CRÔNICAS São Paulo:Ática 1995. (Coleção Para gostar de ler).
No trecho "e o marido se entregara a essa terapêutica atividade." (ℓ.18-19), a expressão destacada substitui
Questão 18 12038815
Prova Brasil Portugues 2011Assaltos insólitos
Assalto não tem graça nenhuma, mas
alguns, contados depois, até que são
engraçados. É igual a certos incidentes de
viagem, que, quando acontecem, deixam a
[5] gente aborrecidíssimo, mas depois, narrados
aos amigos num jantar, passam a ter sabor de
anedota.
Uma vez me contaram de um cidadão que
foi assaltado em sua casa. Até aí, nada
[10] demais. Tem gente que é assaltada na rua, no
ônibus, no escritório, até dentro de igrejas e
hospitais, mas muitos o são na própria casa.
O que não diminui o desconforto da situação.
Pois lá estava o dito-cujo em sua casa,
[15] mas vestido em roupa de trabalho, pois
resolvera dar uma pintura na garagem e na
cozinha. As crianças haviam saído com a
mulher para fazer compras e o marido se
entregava a essa terapêutica atividade,
[20] quando, da garagem, vê adentrar pelo jardim
dois indivíduos suspeitos.
Mal teve tempo de tomar uma atitude e já
ouvia:
— É um assalto, fica quieto senão leva
[25] chumbo.
Ele já se preparava para toda sorte de
tragédias quando um dos ladrões pergunta:
— Cadê o patrão?
Num rasgo de criatividade, respondeu:
[30] — Saiu, foi com a família ao mercado, mas
já volta.
— Então vamos lá dentro, mostre tudo.
Fingindo-se, então, de empregado de si
mesmo, e ao mesmo tempo para livrar sua
[35] cara, começou a dizer:
— Se quiserem levar, podem levar tudo,
estou me lixando, não gosto desse patrão.
Paga mal, é um pão-duro. Por que não levam
aquele rádio ali? Olha, se eu fosse vocês
[40] levava aquele som também. Na cozinha tem
uma batedeira ótima da patroa. Não querem
uns discos? Dinheiro não tem, pois ouvi
dizerem que botam tudo no banco, mas ali
dentro do armário tem uma porção de caixas
[45] de bombons, que o patrão é tarado por
bombom.
Os ladrões recolheram tudo o que o falso
empregado indicou e saíram apressados.
Daí a pouco chegavam a mulher e os
[50] filhos.
Sentado na sala, o marido ria, ria, tanto
nervoso quanto aliviado do próprio assalto que
ajudara a fazer contra si mesmo.
SANTANNA Affonso Romano. PORTA DE COLÉGIO E OUTRAS CRÔNICAS São Paulo:Ática 1995. (Coleção Para gostar de ler).
O dono da casa livra-se de toda sorte de tragédias, principalmente, porque
Questão 17 12038735
Prova Brasil Portugues 2011Minha Sombra
De manhã a minha sombra
com meu papagaio e o meu macaco
começam a me arremedar.
E quando eu saio
[5] a minha sombra vai comigo
fazendo o que eu faço
seguindo os meus passos.
Depois é meio-dia.
E a minha sombra fica do tamaninho
[10] de quando eu era menino.
Depois é tardinha.
E a minha sombra tão comprida
brinca de pernas de pau.
Minha sombra, eu só queria
[15] ter o humor que você tem,
ter a sua meninice,
ser igualzinho a você.
E de noite quando, escrevo,
fazer como você faz,
[20] como eu fazia em criança:
Minha sombra
você põe a sua mão
por baixo da minha mão,
vai cobrindo o rascunho dos meus poemas
[25] sem saber ler e escrever.
LIMA, Jorge de. Minha Sombra In: Obra Completa. 19 ed. Rio de Janeiro: José Aguillar Ltda, 1958.
De acordo com o texto, a sombra imita o menino
06
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