Questões de EFAF Português - Sintaxe
1.422 Questões
Questão 6 10618822
SENAI 1º Ano - CGE 2051 2012Assinale a alternativa que apresenta concordância verbal correta.
Questão 5 10618820
SENAI 1º Ano - CGE 2051 2012Leia o poema a seguir e responda à questão.
Pretensão
eu quero um grande amor,
tá bem, pode ser pequeno,
ok, mas que seja de verdade,
de mentira também serve,
mas que dure bastante,
aceito um rapidinho,
entre o nada e qualquer coisa,
meu coração dança miudinho.
Fonte: TAVARES, U. Caindo na real. São Paulo: Moderna, 2004, p. 38
Considerando a palavra “amor” que está subentendida no verso “Aceito um rapidinho”, a voz passiva desse trecho é
Questão 14 10598081
SENAI 1º Ano - CGE 2055 2012Justifique o emprego da voz passiva na oração a seguir.
Foram descobertos novos tratamentos para muitas doenças pelos cientistas.
Questão 5 10597903
SENAI 1º Ano - CGE 2055 2012“Na realidade, toda palavra comporta duas faces. Ela é determinada tanto pelo fato de que procede de alguém, como pelo fato que ____ para alguém. (...) Através da palavra, ____ em relação ao outro, isto é, em última análise, em relação à coletividade. A palavra é uma espécie de ponte lançada entre ____ e os outros.”
(...)
Fonte: BAKHTIN, M. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 1979.
De acordo com as regras-padrão de colocação pronominal, a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto é, respectivamente:
Questão 4 10597890
SENAI 1º Ano - CGE 2055 2012Leia a frase abaixo.
A ordem, meus amigos, é a base do governo.
Fonte: ASSIS, M. O Alienista. Papéis Avulsos, 1882.
Do ponto de vista sintático, nessa oração, as vírgulas foram utilizadas para
Questão 79 10362303
EFOMM 2012O Médico e o monstro
Paulo Mendes Campos
Avental branco, pincenê vermelho, bigodes azuis, ei-lo, grave, aplicando sobre o peito descoberto duma criancinha um estetoscópio, e depois a injeção que a enfermeira lhe passa.
O avental na verdade é uma camisa de homem adulto a bater-lhe pelos joelhos; os bigodes foram pintados por sua irmã, a enfermeira; a criancinha é uma boneca de olhos cerúleos, mas já meio careca, que atende pelo nome de Rosinha; os instrumentos para exame e cirurgia saem duma caixinha de brinquedos.
Ela, seis anos e meio; o doutor tem cinco. Enquanto trabalham, a enfermeira presta informações:
- Esta menina é boba mesmo, não gosta de injeção, nem de vitamina, mas a irmãzinha dela adora.
O médico segura o microscópio, focaliza-o dentro da boca de Rosinha, pede uma colher, manda a paciente dizer aaá. Rosinha diz aaá pelos lábios da enfermeira. O médico apanha o pincenê, que escorreu de seu nariz, rabisca uma receita, enquanto a enfermeira continua:
- O senhor pode dar injeção que eu faço ela tomar de qualquer jeito, porque é claro que se ela não quiser, NE, vai ficar muito magrinha que até o vento carrega.
O médico, no entanto, prefere enrolar uma gaze em torno do pescoço da boneca, diagnosticando:
- Mordida de leão.
- Mordida de leão, pergunta, desapontada, a enfermeira, para logo aceitar este faz de conta dentro do outro faz de conta; eu já disse tanto, meu Deus, para essa garota não ir na floresta brincar com Chapeuzinho Vermelho...
Novos clientes desfilam pela clínica: uma baiana de acarajé, um urso muito resfriado, porque só gostava de neve, um cachorro atropelado por lotação, outras bonecas de vários tamanhos, um papai Noel, uma bola de borracha e até mesmo o pai e a mãe do médico e da enfermeira. De repente, o médico diz que está com sede e corre para a cozinha, apertando o pincenê contra o rosto. A mãe se aproveita disso para dar um beijo violento no seu amor de filho e também para preparar-lhe um copázio de vitaminas: tomate, cenoura, maçã, banana, limão, laranja e aveia. O famoso pediatra, com um esgar colérico, recusa a formidável droga.
- Tem de tomar, senão quem acaba no médico é você mesmo, doutor.
Ele implora em vão por uma bebida mais inócua. O copo é levado com energia aos seus lábios, a beberagem é provada com uma careta. Em seguida, propõe um trato:
- Só se você depois me der um sorvete.
A terrível mistura é sorvida com dificuldade e repugnância, seus olhos se alteram nas órbitas, um engasgo devolve o restinho. A operação durou um quarto de hora. A mãe recolhe o copo vazio com a alegria da vitória e aplica no menino uma palmadinha carinhosa, revidada com a ameaça dum chute. Já estamos a essa altura, como não podia deixar de ser, presenciado a metamorfose do médico em monstro.
Ao passar zunindo pela sala, o pincenê e o avental são atirados sobre o tapete com um gesto desabrido. Do antigo médico resta um lindo bigode azul. De máscara preta e espada, Mr. Hyde penetra no quarto, onde a doce enfermeira continua a brincar, e desfaz com uma espadeirada todo o consultório: microscópio, estetoscópio, remédios, seringa, termômetro, tesoura, gaze, esparadrapo, bonecas, tudo se derrama pelo chão. A enfermeira dá um grito de horror e começa a chorar nervosamente. O monstro, exultante, espeta-lhe a espada na barriga e brada:
- Eu sou o Demônio do Deserto!
Ainda sob o efeito das vitaminas, preso na solidão escura do mal, desatento a qualquer autoridade materna ou paterna, com o diabo no corpo, o monstro vai espalhando o terror a seu redor: é a televisão ligada ao máximo, é o divã massacrado sob os seus pés, é um cometa indo tinir no ouvido da cozinheira, um vaso quebrado, uma cortina que se despenca, um grito, um uivo, um rugido animal, é o doce derramado, a torneira inundando o banheiro, a revista nova dilacerada, é, enfim, o flagelo à solta no sexto andar dum apartamento carioca.
Subitamente, o monstro se acalma. Suado e ofegante, senta-se sobre os joelhos do pai, pedindo com doçura que conte uma história ou lhe compre um carneirinho de verdade.
E a paz e a ternura de novo abrem suas asas num lar ameaçado pelas forças do mal.
OBS.: O texto foi adaptado às regras no Novo Acordo Ortográfico.
Ao passar zunindo pela sala, o pincenê e o avental são atirados sobre o tapete com um gesto desabrido.
Nessa frase, a palavra sublinhada caracteriza um movimento.
06
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