Questões de EFAF Português
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Questão 5 14994522
COLTEC 2024Leia o texto abaixo antes de responder à questão.
A palavra surgiu em resposta ao substantivo utopia para significar o oposto deste: um pesadelo político-social em vez de um lugar que atingiu a perfeição nesse sentido, como o imaginado pelo inglês Thomas Morus (1478-1535) no livro para cujo título criou seu neologismo de imenso sucesso, com base nos elementos gregos ou + topos, “não lugar”.
O pesadelo do qual não se acorda
A distopia, nascida como nome de gênero literário, sintetiza nosso tempo
Parece quase distópico, fruto de alguma distorção no espaço-tempo da linguagem e do pensamento: a palavra distopia, séria candidata a termo-síntese da experiência humana neste início de século, não constava dos nossos dicionários poucos anos atrás.
Ou melhor, constava, mas com outro sentido. O Aurélio e o Houaiss registravam distopia apenas como um termo médico que quer dizer “localização anômala de um órgão no corpo”.
Essa, na verdade, é outra palavra. A distopia que virou figurinha fácil em nosso vocabulário – e hoje já é aceita pelo Houaiss, que bom – nada tem a ver com medicina, embora se refira a doenças metafóricas que atacam o organismo social.
Veio do inglês “dystopia” e a princípio se restringia ao vocabulário das artes, em especial da literatura, nomeando um gênero narrativo consolidado no século passado como cruzamento entre ficção científica e sátira política.
A palavra surgiu em resposta ao substantivo utopia para significar o oposto deste: um pesadelo político-social em vez de um lugar que atingiu a perfeição nesse sentido, como o imaginado pelo inglês Thomas Morus (1478-1535) no livro para cujo título criou seu neologismo de imenso sucesso, com base nos elementos gregos ou + topos, “não lugar”.
Perto de utopia, palavra consagrada e já com meio milênio no lombo, distopia ainda é uma criança. Como toda criança, não para de crescer. Segundo os etimologistas, seu ano de estreia na crítica literária de língua inglesa é 1952. Bem antes disso, em 1868, o filósofo John Stuart Mill – mais um inglês nessa história – tinha sacado a palavra da manga como novidade absoluta.
Num discurso crítico ao governo, disse: “Talvez seja elogioso demais rotulá-los de utópicos, melhor seria chamá-los distópicos, cacotópicos”. Registre-se o pioneirismo de Mill, mas seu neologismo de ocasião passou décadas sendo apenas isso mesmo. Não pegou – não logo.
Quando foram lançados por outros dois ingleses os livros que se tornariam as matrizes do gênero distópico –“Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, em 1932, e “1984”, de George Orwell, em 1949 –, a palavra ainda não circulava. Logo grudaria nesses romances para sempre, mas de modo retroativo.
Dos anos 60 aos 90 do século passado, enquanto eram ignorados pelos dicionaristas, o substantivo distopia e o adjetivo distópico faziam aparições esparsas na imprensa brasileira como anglicismos úteis, mas eruditos. A maioria das aparições se dava nas páginas de crítica literária.
Em janeiro de 1983, nesta Folha, o jornalista Sérgio Augusto se queixou do insucesso da palavra no Brasil: “Num país como o nosso, cuja economia parece administrada por Didi, Dedé, Mussum e Zacarias [do antigo programa humorístico “Os Trapalhões”], a palavra distopia deveria andar à solta na boca do povo.”
Bem, o xará pode ficar tranquilo: chegamos lá. Foi preciso que o mundo piorasse bem mais, mergulhando na distopia real do colapso climático, do populismo de extrema-direita, da revitalização retrógrada do nacionalismo, do racismo e do fundamentalismo religioso, da burrice epidêmica da Terra plana e das teorias conspiratórias mais descabeladas.
[...] Foi preciso que a economia, em vez da comédia leve dos Trapalhões, encontrasse seu símile num filme de terror como “O Massacre da Serra Elétrica”. A realidade ficou inimaginável sem a distopia.
Sérgio Rodrigues
Escritor e jornalista, autor de “O Drible” e “Viva a Língua Brasileira”.
RODRIGUES, Sérgio. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/2022/06/o-pesadelo-do qual-nao-se-acorda.shtml. Acesso em: 17 jun. 22. (Adapt.)
Assinale a alternativa em que há vírgula justificada pelo deslocamento de algum termo da ordem sintática direta.
Questão 3 14994509
COLTEC 2024Leia o texto abaixo antes de responder à questão.
A palavra surgiu em resposta ao substantivo utopia para significar o oposto deste: um pesadelo político-social em vez de um lugar que atingiu a perfeição nesse sentido, como o imaginado pelo inglês Thomas Morus (1478-1535) no livro para cujo título criou seu neologismo de imenso sucesso, com base nos elementos gregos ou + topos, “não lugar”.
O pesadelo do qual não se acorda
A distopia, nascida como nome de gênero literário, sintetiza nosso tempo
Parece quase distópico, fruto de alguma distorção no espaço-tempo da linguagem e do pensamento: a palavra distopia, séria candidata a termo-síntese da experiência humana neste início de século, não constava dos nossos dicionários poucos anos atrás.
Ou melhor, constava, mas com outro sentido. O Aurélio e o Houaiss registravam distopia apenas como um termo médico que quer dizer “localização anômala de um órgão no corpo”.
Essa, na verdade, é outra palavra. A distopia que virou figurinha fácil em nosso vocabulário – e hoje já é aceita pelo Houaiss, que bom – nada tem a ver com medicina, embora se refira a doenças metafóricas que atacam o organismo social.
Veio do inglês “dystopia” e a princípio se restringia ao vocabulário das artes, em especial da literatura, nomeando um gênero narrativo consolidado no século passado como cruzamento entre ficção científica e sátira política.
A palavra surgiu em resposta ao substantivo utopia para significar o oposto deste: um pesadelo político-social em vez de um lugar que atingiu a perfeição nesse sentido, como o imaginado pelo inglês Thomas Morus (1478-1535) no livro para cujo título criou seu neologismo de imenso sucesso, com base nos elementos gregos ou + topos, “não lugar”.
Perto de utopia, palavra consagrada e já com meio milênio no lombo, distopia ainda é uma criança. Como toda criança, não para de crescer. Segundo os etimologistas, seu ano de estreia na crítica literária de língua inglesa é 1952. Bem antes disso, em 1868, o filósofo John Stuart Mill – mais um inglês nessa história – tinha sacado a palavra da manga como novidade absoluta.
Num discurso crítico ao governo, disse: “Talvez seja elogioso demais rotulá-los de utópicos, melhor seria chamá-los distópicos, cacotópicos”. Registre-se o pioneirismo de Mill, mas seu neologismo de ocasião passou décadas sendo apenas isso mesmo. Não pegou – não logo.
Quando foram lançados por outros dois ingleses os livros que se tornariam as matrizes do gênero distópico –“Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, em 1932, e “1984”, de George Orwell, em 1949 –, a palavra ainda não circulava. Logo grudaria nesses romances para sempre, mas de modo retroativo.
Dos anos 60 aos 90 do século passado, enquanto eram ignorados pelos dicionaristas, o substantivo distopia e o adjetivo distópico faziam aparições esparsas na imprensa brasileira como anglicismos úteis, mas eruditos. A maioria das aparições se dava nas páginas de crítica literária.
Em janeiro de 1983, nesta Folha, o jornalista Sérgio Augusto se queixou do insucesso da palavra no Brasil: “Num país como o nosso, cuja economia parece administrada por Didi, Dedé, Mussum e Zacarias [do antigo programa humorístico “Os Trapalhões”], a palavra distopia deveria andar à solta na boca do povo.”
Bem, o xará pode ficar tranquilo: chegamos lá. Foi preciso que o mundo piorasse bem mais, mergulhando na distopia real do colapso climático, do populismo de extrema-direita, da revitalização retrógrada do nacionalismo, do racismo e do fundamentalismo religioso, da burrice epidêmica da Terra plana e das teorias conspiratórias mais descabeladas.
[...] Foi preciso que a economia, em vez da comédia leve dos Trapalhões, encontrasse seu símile num filme de terror como “O Massacre da Serra Elétrica”. A realidade ficou inimaginável sem a distopia.
Sérgio Rodrigues
Escritor e jornalista, autor de “O Drible” e “Viva a Língua Brasileira”.
RODRIGUES, Sérgio. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/2022/06/o-pesadelo-do qual-nao-se-acorda.shtml. Acesso em: 17 jun. 22. (Adapt.)
O trecho em que o(s) termo(s) sublinhado(s) NÃO pertence(m) à linguagem conotativa/figurada é:
Questão 1 14994473
COLTEC 2024Leia o texto abaixo antes de responder à questão.
A palavra surgiu em resposta ao substantivo utopia para significar o oposto deste: um pesadelo político-social em vez de um lugar que atingiu a perfeição nesse sentido, como o imaginado pelo inglês Thomas Morus (1478-1535) no livro para cujo título criou seu neologismo de imenso sucesso, com base nos elementos gregos ou + topos, “não lugar”.
O pesadelo do qual não se acorda
A distopia, nascida como nome de gênero literário, sintetiza nosso tempo
Parece quase distópico, fruto de alguma distorção no espaço-tempo da linguagem e do pensamento: a palavra distopia, séria candidata a termo-síntese da experiência humana neste início de século, não constava dos nossos dicionários poucos anos atrás.
Ou melhor, constava, mas com outro sentido. O Aurélio e o Houaiss registravam distopia apenas como um termo médico que quer dizer “localização anômala de um órgão no corpo”.
Essa, na verdade, é outra palavra. A distopia que virou figurinha fácil em nosso vocabulário – e hoje já é aceita pelo Houaiss, que bom – nada tem a ver com medicina, embora se refira a doenças metafóricas que atacam o organismo social.
Veio do inglês “dystopia” e a princípio se restringia ao vocabulário das artes, em especial da literatura, nomeando um gênero narrativo consolidado no século passado como cruzamento entre ficção científica e sátira política.
A palavra surgiu em resposta ao substantivo utopia para significar o oposto deste: um pesadelo político-social em vez de um lugar que atingiu a perfeição nesse sentido, como o imaginado pelo inglês Thomas Morus (1478-1535) no livro para cujo título criou seu neologismo de imenso sucesso, com base nos elementos gregos ou + topos, “não lugar”.
Perto de utopia, palavra consagrada e já com meio milênio no lombo, distopia ainda é uma criança. Como toda criança, não para de crescer. Segundo os etimologistas, seu ano de estreia na crítica literária de língua inglesa é 1952. Bem antes disso, em 1868, o filósofo John Stuart Mill – mais um inglês nessa história – tinha sacado a palavra da manga como novidade absoluta.
Num discurso crítico ao governo, disse: “Talvez seja elogioso demais rotulá-los de utópicos, melhor seria chamá-los distópicos, cacotópicos”. Registre-se o pioneirismo de Mill, mas seu neologismo de ocasião passou décadas sendo apenas isso mesmo. Não pegou – não logo.
Quando foram lançados por outros dois ingleses os livros que se tornariam as matrizes do gênero distópico –“Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, em 1932, e “1984”, de George Orwell, em 1949 –, a palavra ainda não circulava. Logo grudaria nesses romances para sempre, mas de modo retroativo.
Dos anos 60 aos 90 do século passado, enquanto eram ignorados pelos dicionaristas, o substantivo distopia e o adjetivo distópico faziam aparições esparsas na imprensa brasileira como anglicismos úteis, mas eruditos. A maioria das aparições se dava nas páginas de crítica literária.
Em janeiro de 1983, nesta Folha, o jornalista Sérgio Augusto se queixou do insucesso da palavra no Brasil: “Num país como o nosso, cuja economia parece administrada por Didi, Dedé, Mussum e Zacarias [do antigo programa humorístico “Os Trapalhões”], a palavra distopia deveria andar à solta na boca do povo.”
Bem, o xará pode ficar tranquilo: chegamos lá. Foi preciso que o mundo piorasse bem mais, mergulhando na distopia real do colapso climático, do populismo de extrema-direita, da revitalização retrógrada do nacionalismo, do racismo e do fundamentalismo religioso, da burrice epidêmica da Terra plana e das teorias conspiratórias mais descabeladas.
[...] Foi preciso que a economia, em vez da comédia leve dos Trapalhões, encontrasse seu símile num filme de terror como “O Massacre da Serra Elétrica”. A realidade ficou inimaginável sem a distopia.
Sérgio Rodrigues
Escritor e jornalista, autor de “O Drible” e “Viva a Língua Brasileira”.
RODRIGUES, Sérgio. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/2022/06/o-pesadelo-do qual-nao-se-acorda.shtml. Acesso em: 17 jun. 22. (Adapt.)
A finalidade argumentativa do texto de Sérgio Rodrigues é
Questão 4 14946578
ONHB Fase 4 2024Observe a propaganda abaixo:
Documento
Troque com seus amigos mensagens secretas

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Propaganda ORIGEM: Revista Manchete, 1994. Baú da Propaganda Nacional. X. Disponível em: https://twitter.com/bpnacional/status/1742942223556030602/photo/1 CRÉDITOS: Baú da Propaganda Nacional.
A propaganda
Questão 8 14945482
ONHB Fase 2 2024Documento
Metrópole
É sangue mesmo não é Merthiolate
E todos querem ver
E comentar a novidade
É tão emocionante um acidente de verdade
’Tão todos satisfeitos
Com o sucesso do desastre
Vai passar na televisão
Vai passar na televisão
Por gentileza aguarde um momento
Sem carteirinha, não tem atendimento
Carteira de trabalho assinada sim senhor
Olha o tumulto façam fila por favor!
Todos com a documentação
Todos com a documentação
Quem não tem senha, não tem lugar marcado
Eu sinto muito, mas já passa do horário
Entendo seu problema, mas não posso resolver
É contra o regulamento, está bem aqui, pode ver
Ordens são ordens
Ordens são ordens
Ordens são ordens
Ordens são ordens
Ordens são ordens
Ordens são ordens
Em todo caso já temos sua ficha
Só falta o recibo comprovando residência
Pra limpar todo esse sangue, chamei a faxineira
E agora eu já vou indo, se não perco a novela
E eu não quero ficar na mão
E eu não quero ficar na mão
E eu não quero ficar na mão
E eu não quero ficar na mão
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Música ORIGEM: Metrópole: Álbum Dois, 1986 Composição Renato Russo Banda: Legião Urbana Disponível em: https://youtu.be/3V0TqpxvcxU CRÉDITOS: Legião Urbana PALAVRAS-CHAVE: história da música, história das cidades
A canção
Questão 4 14941683
ONHB Fase 1 2024Esta questão possui quatro alternativas. Há mais de uma resposta correta, mas cabe a sua equipe escolher qual alternativa considera como a mais adequada e selecioná-la. Atenção: A prova pode ser salva em “rascunho”, mas não se esqueçam de confirmar as respostas até a data limite, clicando em “entregar a questão”. Após clicar em “entregar a questão” não será mais possível realizar alterações na questão.
Veja o anúncio a seguir:
Documento
Não é justo que ela tenha um Volkswagen só para ela?

Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Propaganda ORIGEM: Não é justo que ela tenha um Volkswagen só para ela? Revista Manchete. Ano 1967 Ed.807 e Ano 1968 Ed.854. Disponível em: https://www.propagandashistoricas.com.br/2013/02/mulheres-automoveis-anos-60.html. Acesso em: 27 fev. 2024. CRÉDITOS: Revista Manchete PALAVRAS-CHAVE: propaganda, consumo, história das mulheres
A propaganda
06
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