Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 7 10775581
UTFPR Inverno 2012O texto abaixo se refere à banda Restart e apresenta muitas marcas da oralidade. Fama, críticas, fãs, assédio, parceiros e sonhos.
Os caras da banda mais bombada do momento falam sobre tudo em uma entrevista mara!
(Todateen, abril de 2011)
Assinale a alternativa que melhor reescreve o texto para o português padrão culto.
Questão 5 10775579
UTFPR Inverno 2012O texto a seguir não está de acordo com o padrão culto da língua. Assinale a alternativa que o corrige adequadamente.
“Sinto-me seguro na cidade que moro, sinto me tão bem que não troco minha cidade por nenhuma outra.”
Questão 9 10757094
UTFPR Verão 2012/2As três sentenças abaixo podem ser rearticuladas em um único período complexo.
Dentre as alternativas, assinale aquela que está de acordo com a norma padrão do português.
(1) Os reservados apresentadores de rádio foram trocados por desinibidos comunicadores.
(2) Os reservados apresentadores de rádio só repetiam “vamos ouvir” ou “acabaram de ouvir”.
(3) Os desinibidos comunicadores dão marca pessoal à programação da rádio.
Questão 7 10757067
UTFPR Verão 2012/2O trecho abaixo é um típico exemplo do “internetês”, a linguagem utilizada na internet. Dentre as alternativas, assinale aquela que melhor traduz o trecho para o português padrão culto.
“Kra! Vc naum bota fé q q rolo na aula hj! Meu, a prof tipo surto cum td mundo!!!! Rolo 1 bagaça mto tensa i 1 monti di liçaum! Eh tudin p amanhah!!!!! OMG!!!!! Comofas??”
Questão 5 10757038
UTFPR Verão 2012/2Sobre a tirinha abaixo, assinale a alternativa correta.

Questão 4 10757019
UTFPR Verão 2012/2Leia o texto abaixo para responder à questão.
A CADEIRINHA DO GUARDADOR
Por Cristovão Tezza, colunista da Gazeta do Povo, Publicado em 15/03/2011
Como as cidades são hoje todas do auto- móvel, quem dirige sabe: sempre que é preciso estacionar, duas ansiedades se instalam na alma. A primeira é achar uma vaga. Não é fácil. Deixar o mastodonte refrigerado em algum lugar é tarefa difícil, e às vezes cara, se largamos o bicho num estacionamento. Quando temos sorte, a outra ansiedade é a sombra que aparece instantânea, à beira da rua disputada: o guardador de carros.
Talvez nenhuma ocupação – na verdade, profissão, ainda que não regulamentada em lei, especificada em itens, ou protegida por alguma ordem legal – define tão perfeitamente a cultura e a sociedade brasileira quanto a de “guardador”. Há uma carregada simbologia naquela figura quase sempre simpática que se mantém em geral à meia distância do motorista toda vez que achamos uma vaguinha. Ele não se aproxima muito, para não nos assustar; os braços são sinalizadores de paz, o polegar erguido, que se segue à voz cordata, o tom sorri- dente (Uma olhadinha aí, doutor?). Ele sabe perfeitamente que exerce uma função ambígua, quase que secreta, daí o cuidado da aproximação; e também sabe que, por conclusão tácita, o motorista teme que um “não” pode ser um risco (até no sentido literal, segundo a paranoia nossa de classe média sofrida, o carrinho lustroso pago à prestação que não acaba nunca). Portanto, preferimos também circular na ambiguidade, entre legitimar o papel do guardador e repudiá-lo como algo “ilegal”. Melhor aceitar, mas com reservas, em geral mal
olhando a figura, apenas fazendo um gesto rápido de concordância. Com o gesto, há implicitamente uma moeda em jogo, também não especificada. É o invólucro oficial da esmola.
Sim, a rua é um espaço público. Mas não somos alemães, suíços ou finlandeses para brandir a lei na cara de um infrator. No país do mensalão, que moral nos resta para reclama do guardador? Mesmo porque sabemos que este “usurpador” do espaço público é pobre – na verdade, bem menos que pobre. É alguém – idade varia de 10 a 60 anos – que não tem ou não encontrou absolutamente nada melhor a fazer senão passar 12 horas seguidas, todos os dias, olhando para os carros dos outros. Sobrou para ele a calçada, de que ele discretamente toma posse, também simbolicamente, com uma cadeira meio quebrada, um toco, um banquinho velho, com alguns sinais em torno de que ele “está ali”: uma garrafa, uma marmita, um casaco puído (como o célebre casaco na cadeira do funcionário público que só deu uma saidinha e já volta). E, como todo espaço público brasileiro, também cria, por força de leis não escritas mas muito eficientes, suas máfias, cartórios, intermediários, repassadores, quadras nobres, horários privilegiados, exploração de menores e violência.
Há dois modos de medir o país – um deles, é pela força da sétima economia do mundo; o outro é pela cadeirinha do guardador de carros na calçada da esquina.
A crônica é um gênero que transita entre o literário e o jornalístico.
A crônica de Cristovão Tezza é:
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