Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 35 10784911
Liceu-SP C. Gerais 2012Leia o texto para responder à questão.
Passeio em Família
O pai decidiu nos levar para a praia. A ideia era perambular- mos sem muito rumo durante toda a manhã, retornando, então, por volta de uma hora para o almoço.
Na viagem de ida, a orla ainda estava quase vazia. Uns avo- zinhos e umas avozinhas caminhavam pelo calçadão, alguns com seus cachorros, alguns só consigo mesmos, pessoas adultas bebiam água de coco nos trailers, o vento soprava murmúrios... Eu, minha irmã e meu irmão não falávamos quase nada. Limitávamo-nos a olhar pelas janelas escancaradas, sentindo uma alegria serena, uma espécie de orgulho de nós mesmos, como se os outros também soubessem que tínhamos um carro novo.
Seguimos até o Leme, onde o pai parou para comermos churros "Atenção: não contem para a sua mãe. E nada de comer pouco no almoço!"
Ainda tentamos convencer o pai a esticar um pouco o passeio, mas o velho foi imperativo: "Temos que estar em casa à uma em ponto."
Sem mais insistências, tomamos nossos lugares no carro meu irmão agora no banco da frente, enquanto o pai tomava como rota a pista mais próxima da orla marítima.
Meu irmão, com os braços para fora, gesticulava para os que estavam na rua, já bem mais cheia. Minha irmã alimentava a boneca. O pai concentrava-se na direção. Eu só vivia a delícia de estar ali.
Foi quando um berro estridente e agudo interrompeu a viagem. Era minha irmã, e o pai imediatamente parou o carro no acosta- mento. Ele se voltou num movimento brusco para trás, ela chorava. Sem perguntar o que quer que fosse, o pai olhou para mim com expressão de raiva. Estendeu ao máximo a palma de sua mão, que nunca vi tão grande, e deitou um tapa sobre minha coxa direita.
Minha irmã, apesar de esbaforida, conseguiu ainda balbuciar: "A lagartixa! A lagartixa!"
O bicho tentava escapar pela lateral do carro, e o pai, depois de uma primeira tentativa, acertou-o num golpe violento que o partiu em dois. Meu irmão fez valer seus dotes de herói e jogou o bicho para fora do carro.
O pai não conseguiu disfarçar o sem-jeito. Suas pálpebras, embora cerradas, não tapavam a lástima. Ele me pediu desculpas, eu perdoei, e retomamos viagem, seguindo para nosso almoço.
Alguma coisa daquele perdão, no entanto, não sarou. E mesmo hoje, tanto tempo depois, ainda sinto vez por outra a coxa direita arder um pouco.
Pela leitura dos últimos parágrafos, pode-se concluir que o narrador
Questão 34 10784910
Liceu-SP C. Gerais 2012Leia o texto para responder à questão.
Passeio em Família
O pai decidiu nos levar para a praia. A ideia era perambular- mos sem muito rumo durante toda a manhã, retornando, então, por volta de uma hora para o almoço.
Na viagem de ida, a orla ainda estava quase vazia. Uns avo- zinhos e umas avozinhas caminhavam pelo calçadão, alguns com seus cachorros, alguns só consigo mesmos, pessoas adultas bebiam água de coco nos trailers, o vento soprava murmúrios... Eu, minha irmã e meu irmão não falávamos quase nada. Limitávamo-nos a olhar pelas janelas escancaradas, sentindo uma alegria serena, uma espécie de orgulho de nós mesmos, como se os outros também soubessem que tínhamos um carro novo.
Seguimos até o Leme, onde o pai parou para comermos churros "Atenção: não contem para a sua mãe. E nada de comer pouco no almoço!"
Ainda tentamos convencer o pai a esticar um pouco o passeio, mas o velho foi imperativo: "Temos que estar em casa à uma em ponto."
Sem mais insistências, tomamos nossos lugares no carro meu irmão agora no banco da frente, enquanto o pai tomava como rota a pista mais próxima da orla marítima.
Meu irmão, com os braços para fora, gesticulava para os que estavam na rua, já bem mais cheia. Minha irmã alimentava a boneca. O pai concentrava-se na direção. Eu só vivia a delícia de estar ali.
Foi quando um berro estridente e agudo interrompeu a viagem. Era minha irmã, e o pai imediatamente parou o carro no acosta- mento. Ele se voltou num movimento brusco para trás, ela chorava. Sem perguntar o que quer que fosse, o pai olhou para mim com expressão de raiva. Estendeu ao máximo a palma de sua mão, que nunca vi tão grande, e deitou um tapa sobre minha coxa direita.
Minha irmã, apesar de esbaforida, conseguiu ainda balbuciar: "A lagartixa! A lagartixa!"
O bicho tentava escapar pela lateral do carro, e o pai, depois de uma primeira tentativa, acertou-o num golpe violento que o partiu em dois. Meu irmão fez valer seus dotes de herói e jogou o bicho para fora do carro.
O pai não conseguiu disfarçar o sem-jeito. Suas pálpebras, embora cerradas, não tapavam a lástima. Ele me pediu desculpas, eu perdoei, e retomamos viagem, seguindo para nosso almoço.
Alguma coisa daquele perdão, no entanto, não sarou. E mesmo hoje, tanto tempo depois, ainda sinto vez por outra a coxa direita arder um pouco.
Analisando as atitudes do pai, pode-se afirmar que ele
Questão 33 10784909
Liceu-SP C. Gerais 2012Leia o texto para responder à questão.
Passeio em Família
O pai decidiu nos levar para a praia. A ideia era perambular- mos sem muito rumo durante toda a manhã, retornando, então, por volta de uma hora para o almoço.
Na viagem de ida, a orla ainda estava quase vazia. Uns avo- zinhos e umas avozinhas caminhavam pelo calçadão, alguns com seus cachorros, alguns só consigo mesmos, pessoas adultas bebiam água de coco nos trailers, o vento soprava murmúrios... Eu, minha irmã e meu irmão não falávamos quase nada. Limitávamo-nos a olhar pelas janelas escancaradas, sentindo uma alegria serena, uma espécie de orgulho de nós mesmos, como se os outros também soubessem que tínhamos um carro novo.
Seguimos até o Leme, onde o pai parou para comermos churros "Atenção: não contem para a sua mãe. E nada de comer pouco no almoço!"
Ainda tentamos convencer o pai a esticar um pouco o passeio, mas o velho foi imperativo: "Temos que estar em casa à uma em ponto."
Sem mais insistências, tomamos nossos lugares no carro meu irmão agora no banco da frente, enquanto o pai tomava como rota a pista mais próxima da orla marítima.
Meu irmão, com os braços para fora, gesticulava para os que estavam na rua, já bem mais cheia. Minha irmã alimentava a boneca. O pai concentrava-se na direção. Eu só vivia a delícia de estar ali.
Foi quando um berro estridente e agudo interrompeu a viagem. Era minha irmã, e o pai imediatamente parou o carro no acosta- mento. Ele se voltou num movimento brusco para trás, ela chorava. Sem perguntar o que quer que fosse, o pai olhou para mim com expressão de raiva. Estendeu ao máximo a palma de sua mão, que nunca vi tão grande, e deitou um tapa sobre minha coxa direita.
Minha irmã, apesar de esbaforida, conseguiu ainda balbuciar: "A lagartixa! A lagartixa!"
O bicho tentava escapar pela lateral do carro, e o pai, depois de uma primeira tentativa, acertou-o num golpe violento que o partiu em dois. Meu irmão fez valer seus dotes de herói e jogou o bicho para fora do carro.
O pai não conseguiu disfarçar o sem-jeito. Suas pálpebras, embora cerradas, não tapavam a lástima. Ele me pediu desculpas, eu perdoei, e retomamos viagem, seguindo para nosso almoço.
Alguma coisa daquele perdão, no entanto, não sarou. E mesmo hoje, tanto tempo depois, ainda sinto vez por outra a coxa direita arder um pouco.
De acordo com o texto, é correto afirmar que
Questão 32 10784908
Liceu-SP C. Gerais 2012Leia o texto para responder à questão.
Passeio em Família
O pai decidiu nos levar para a praia. A ideia era perambular- mos sem muito rumo durante toda a manhã, retornando, então, por volta de uma hora para o almoço.
Na viagem de ida, a orla ainda estava quase vazia. Uns avo- zinhos e umas avozinhas caminhavam pelo calçadão, alguns com seus cachorros, alguns só consigo mesmos, pessoas adultas bebiam água de coco nos trailers, o vento soprava murmúrios... Eu, minha irmã e meu irmão não falávamos quase nada. Limitávamo-nos a olhar pelas janelas escancaradas, sentindo uma alegria serena, uma espécie de orgulho de nós mesmos, como se os outros também soubessem que tínhamos um carro novo.
Seguimos até o Leme, onde o pai parou para comermos churros "Atenção: não contem para a sua mãe. E nada de comer pouco no almoço!"
Ainda tentamos convencer o pai a esticar um pouco o passeio, mas o velho foi imperativo: "Temos que estar em casa à uma em ponto."
Sem mais insistências, tomamos nossos lugares no carro meu irmão agora no banco da frente, enquanto o pai tomava como rota a pista mais próxima da orla marítima.
Meu irmão, com os braços para fora, gesticulava para os que estavam na rua, já bem mais cheia. Minha irmã alimentava a boneca. O pai concentrava-se na direção. Eu só vivia a delícia de estar ali.
Foi quando um berro estridente e agudo interrompeu a viagem. Era minha irmã, e o pai imediatamente parou o carro no acosta- mento. Ele se voltou num movimento brusco para trás, ela chorava. Sem perguntar o que quer que fosse, o pai olhou para mim com expressão de raiva. Estendeu ao máximo a palma de sua mão, que nunca vi tão grande, e deitou um tapa sobre minha coxa direita.
Minha irmã, apesar de esbaforida, conseguiu ainda balbuciar: "A lagartixa! A lagartixa!"
O bicho tentava escapar pela lateral do carro, e o pai, depois de uma primeira tentativa, acertou-o num golpe violento que o partiu em dois. Meu irmão fez valer seus dotes de herói e jogou o bicho para fora do carro.
O pai não conseguiu disfarçar o sem-jeito. Suas pálpebras, embora cerradas, não tapavam a lástima. Ele me pediu desculpas, eu perdoei, e retomamos viagem, seguindo para nosso almoço.
Alguma coisa daquele perdão, no entanto, não sarou. E mesmo hoje, tanto tempo depois, ainda sinto vez por outra a coxa direita arder um pouco.
Pela leitura do texto, pode-se concluir que o motivo do passeio era
Questão 31 10784907
Liceu-SP C. Gerais 2012Considere a situação apresentada a seguir, para responder à questão.
Em uma das grandes avenidas da cidade, um rapaz, contrata- do por uma empresa para fazer pesquisas de mercado, entrevista algumas pessoas que circulam pelo local.
Ao abordar um senhor de meia-idade, que caminhava tranquilamente carregando uma pasta, pergunta-lhe:
Se a pirâmide social fosse um prédio de 10 andares, em qual deles o senhor estaria?
o entrevistado, sem hesitar, responde-lhe:
- Subsolo.
(Mandrade, Folha de S.Paulo, 01.09.2011. Adaptado)
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, o texto a seguir.
Na cena, o entrevistador formula sua pergunta com base em uma , e o entrevistado responde empregando a uma .
Questão 29 10784904
Liceu-SP C. Gerais 2012Leia o texto para responder à questão.
Engenheiro inventa fogão que cozinha e gera energia
A indústria brasileira desenvolveu um equipamento capaz de cozinhar e, graças ao calor produzido, gerar energia para casas sem luz elétrica. É um fogão a lenha e ao mesmo tempo uma miniusina de geração de energia.
Cerca de 300 famílias que vivem em comunidades distantes em Xapuri, no Acre, são as pioneiras na utilização desse equipamento. Com o fogão, elas têm luz, alimento refrigerado e podem ver TV.
Quatro horas de preparo diário de alimentos geram energia para manter acesas três lâmpadas de LED por seis horas, um rádio por quatro horas, uma TV de 14 polegadas e um receptor de parabólicas por três horas e ainda um pequeno refrigerador de corrente contínua por 24 horas.
A ideia do engenheiro mecânico Ronaldo Sato, 58, encantou o empresário Flávio P. Guimarães, 83, que decidiu desenvolvê-la em sua empresa.
o projeto foi então testado e aprovado pelo Cepel (laboratório de pesquisas e desenvolvimento da Eletrobrás) que considerou que o fogão "tem viabilidade técnica para o suprimento de energia elétrica a pequenos consumidores" e que o equipamento pode ser importante para o país em áreas rurais sem acesso à rede elétrica convencional.
o preço da fabricação está hoje em cerca de R$ 4.900,00, mas Sato acredita que, com a produção em escala, esse valor possa cair até 40%.
(Paulo Peixoto, Folha de S.Paulo, 30.08.2011. Adaptado)
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, o texto a seguir.
Se ______ quatro horas de utilização do fogão para o preparo dos alimentos, a energia ______ suficiente, por exemplo, para acender três lâmpadas de LED por seis horas.
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