Questões de EFAF Português - Morfologia
903 Questões
Questão 7 10637474
Colégio Embraer 2024Leia ao texto para responder à questão.
Enfim extintos ou em vias de
Quando começou, era uma partida entre um campeão de xadrez e um computador. O homem, já levando a vantagem de jogar com as brancas e começar o jogo, ganhou a primei- ra e todas as seguintes. Era natural – como uma máquina burra poderia derrotar o homem? Mas, um dia, o computa- dor, que não era burro, venceu e seguiram-se muitas vitórias. Foi quando o computador soube da frase de Bernard Shaw, de que a capacidade de jogar xadrez desenvolve tremenda- mente a capacidade de jogar xadrez. E, como não era burro, deixou os cavalos e bispos para o homem e investiu sua inteligência em coisa mais séria. Por exemplo, tomar o poder.
Neste momento, 350 dos maiores cientistas do mundo na área da tecnologia estão apavorados com o avanço da inteligência artificial, nome já reduzido à terrível sigla em maiúsculas IA. Para eles, dependendo da progressão da IA, a humanidade corre risco de extinção semelhante ao de uma guerra nuclear, de uma pandemia sem controle ou da destrui- ção do meio ambiente.
Teme-se que, com a IA, a desinformação em massa, com tsunamis de fotos, vídeos, áudios, textos e números falsos, faça com que as pessoas não saibam mais o que é verdade. Ninguém confiará em ninguém, e isso romperá os sistemas de crédito e comércio internacional. Seguir-se-ão falências gigantes, com desemprego planetário e substituição de tra-balhadores humanos por robôs. Já se acredita que os robôs fazem melhor do que nós em quesitos complexos.
Cientistas que participaram do desenvolvimento da IA estão se demitindo das empresas de tecnologia que eles próprios criaram – porque não querem se comprometer com o que vai acontecer. Discordo. Como corresponsáveis pelo estrago, deveriam lutar para amenizá-lo ou para retardar seus efeitos.
Para eles, impedir o avanço da IA está fora de cogitação. Não depende mais de nós. Nesse tabuleiro de xadrez, já não jogamos com as brancas.
(Ruy Castro, “Enfim extintos ou em vias de”. Folha de S.Paulo, 02.07.2023. Adaptado)
O sentido de causa está expresso pela oração destacada em:
Questão 2 10637272
Colégio Embraer 2024Leia o poema para responder à questão.
Natal sem sinos
No pátio a noite é sem silêncio.
E que é a noite sem o silêncio?
A noite é sem silêncio e no entanto onde [estão] os sinos
Do meu Natal sem sinos?
Ah meninos sinos
De quando eu menino!
Sinos da Boa Vista e de Santo Antônio.
Sinos do Poço, do Monteiro e da igrejinha de Boa Viagem.
Outros sinos
Sinos
Quantos sinos
No noturno pátio
Sem silêncio, ó sinos
De quando eu menino,
Bimbalhai meninos,
Pelos sinos (sinos
Que não ouço), os sinos de
Santa Luzia.
(Manuel Bandeira, As cidades e as musas. Adaptado)
Nos versos “Bimbalhai meninos, / Pelos sinos (sinos / Que não ouço), os sinos de / Santa Luzia.” – com o emprego da forma verbal destacada, o eu lírico
Questão 34 10619580
CMJF 6° Ano - Prova de Matemática 2024TEXTO
Amizade verdadeira
Nós vivemos tempos em que há certa banalização da palavra “amigo”. Nas redes sociais, é hábito se contabilizar “eu tenho tantos amigos”, como se a ideia de amizade pudesse ser tão superficial. Amizade implica convivência, mesmo que a distância, numa capacidade de doação e compreensão. E, por vezes até, requer algum gesto de recusa, porque um amigo ou uma amiga não é quem concorda sempre, mas quem discorda também, de modo que proteja a outra pessoa.
Com facilidade se chama de “amigo” ou “amiga” quem é, somente, um colega, uma conhecida, um parceiro momentâneo. Esse uso corriqueiro da palavra “amigo” precisa ser revisto, afinal de contas há um critério explícito para que se saiba se alguém, de fato, é amigo. O historiador inglês Thomas Fuller (1608– 1661) registrou: “Homem nenhum pode ser feliz sem um amigo, nem pode estar certo desse amigo enquanto não for infeliz”.
A frase é forte. Porque amizade é aquela que se prova também nas tempestades, na hora da amargura, da encrenca e da necessidade, e não apenas nos momentos de alegria e comemoração.
DE SOUZA, Maurício; CORTELLA, Mario Sérgio. Vamos pensar um pouco? Lições ilustradas com a turma da Mônica. Editora Cortez. 1ªed: 2020. p. 50. (Adaptado)
Releia o trecho retirado do texto:
“Porque amizade é aquela que se prova também nas tempestades, na hora da amargura, da encrenca e da necessidade, e não apenas nos momentos de alegria e comemoração.”
Assinale a alternativa em que a relação semântica expressa pelo elemento coesivo em destaque seja a mesma do trecho acima.
Questão 32 10619577
CMJF 6° Ano - Prova de Matemática 2024TEXTO 3
Os dois amigos
Certa noite, um dos amigos acordou sobressaltado. Pulou da cama e se vestiu apressadamente e se dirigiu à casa do outro. Ao chegar, bateu fortemente na porta do amigo e todos despertaram. Os criados abriram a porta assustados e ele entrou na residência. O dono da casa, que o esperava com uma sacola de dinheiro em uma mão e sua espada na outra, disse-lhe:
– Meu amigo: sei que você não é homem de sair correndo em plena noite sem algum motivo. Se você veio à minha casa é porque alguma coisa grave te aconteceu. Se você perdeu dinheiro no jogo, aqui está o dinheiro, pegue-o. E se você se envolveu em alguma briga e necessita de ajuda para enfrentar os que te perseguem, a gente vai lutar junto. Já sabe que pode contar comigo para tudo.
O visitante respondeu:
– Eu agradeço muito as suas generosas ofertas, mas não estou aqui por nenhum desses motivos. Eu estava dormindo tranquilamente quando sonhei que você estava intranquilo e triste e que a angústia te dominava e que estava precisando de mim ao seu lado. O pesadelo me preocupou e por esse motivo eu vim para a sua casa a essa hora. Eu não poderia ficar tranquilo enquanto não comprovasse por mim mesmo que você estava bem.
Assim se comporta um verdadeiro amigo. Não espera que o seu companheiro procure por ele, mas quando acha que algo está acontecendo, ele corre para oferecer sua ajuda.
Disponível em: https://br.guiainfantil.com/materias/cultura–e–lazer/contos–infantis/os–dois–amigos–fabula–de–la–fontaine/. Acesso em 24 de julho de 2023. (Adaptado)
TEXTO 4
Amizade verdadeira
Nós vivemos tempos em que há certa banalização da palavra “amigo”. Nas redes sociais, é hábito se contabilizar “eu tenho tantos amigos”, como se a ideia de amizade pudesse ser tão superficial. Amizade implica convivência, mesmo que a distância, numa capacidade de doação e compreensão. E, por vezes até, requer algum gesto de recusa, porque um amigo ou uma amiga não é quem concorda sempre, mas quem discorda também, de modo que proteja a outra pessoa.
Com facilidade se chama de “amigo” ou “amiga” quem é, somente, um colega, uma conhecida, um parceiro momentâneo. Esse uso corriqueiro da palavra “amigo” precisa ser revisto, afinal de contas há um critério explícito para que se saiba se alguém, de fato, é amigo. O historiador inglês Thomas Fuller (1608– 1661) registrou: “Homem nenhum pode ser feliz sem um amigo, nem pode estar certo desse amigo enquanto não for infeliz”.
A frase é forte. Porque amizade é aquela que se prova também nas tempestades, na hora da amargura, da encrenca e da necessidade, e não apenas nos momentos de alegria e comemoração.
DE SOUZA, Maurício; CORTELLA, Mario Sérgio. Vamos pensar um pouco? Lições ilustradas com a turma da Mônica. Editora Cortez. 1ªed: 2020. p. 50. (Adaptado)
Sobre a abordagem acerca do tema amizade, analise as seguintes afirmações a respeito dos textos.
I. Os textos convergem quanto à temática, porque tratam a amizade como uma relação banalizada atualmente.
II. Ambos os textos afirmam que amigos de verdade se apoiam em todos os momentos da vida, não apenas nos momentos mais fáceis.
III. Os dois textos tratam a amizade como algo valioso, mas que pode ser facilmente conquistado por meio de bens materiais.
IV. Por meio de gêneros textuais distintos, os dois textos provocam reflexão sobre o verdadeiro sentido da palavra “amigo”.
Estão corretas
Questão 31 10619576
CMJF 6° Ano - Prova de Matemática 2024TEXTO
Os dois amigos
Certa noite, um dos amigos acordou sobressaltado. Pulou da cama e se vestiu apressadamente e se dirigiu à casa do outro. Ao chegar, bateu fortemente na porta do amigo e todos despertaram. Os criados abriram a porta assustados e ele entrou na residência. O dono da casa, que o esperava com uma sacola de dinheiro em uma mão e sua espada na outra, disse-lhe:
– Meu amigo: sei que você não é homem de sair correndo em plena noite sem algum motivo. Se você veio à minha casa é porque alguma coisa grave te aconteceu. Se você perdeu dinheiro no jogo, aqui está o dinheiro, pegue-o. E se você se envolveu em alguma briga e necessita de ajuda para enfrentar os que te perseguem, a gente vai lutar junto. Já sabe que pode contar comigo para tudo.
O visitante respondeu:
– Eu agradeço muito as suas generosas ofertas, mas não estou aqui por nenhum desses motivos. Eu estava dormindo tranquilamente quando sonhei que você estava intranquilo e triste e que a angústia te dominava e que estava precisando de mim ao seu lado. O pesadelo me preocupou e por esse motivo eu vim para a sua casa a essa hora. Eu não poderia ficar tranquilo enquanto não comprovasse por mim mesmo que você estava bem.
Assim se comporta um verdadeiro amigo. Não espera que o seu companheiro procure por ele, mas quando acha que algo está acontecendo, ele corre para oferecer sua ajuda.
Disponível em: https://br.guiainfantil.com/materias/cultura–e–lazer/contos–infantis/os–dois–amigos–fabula–de–la–fontaine/. Acesso em 24 de julho de 2023. (Adaptado)
Releia os fragmentos do texto.
“O dono da casa, que o esperava com uma sacola de dinheiro em uma mão e sua espada na outra, disse-lhe:”
“Se você perdeu dinheiro no jogo, aqui está o dinheiro, pegue-o”.
No sentido geral da fábula lida, as palavras destacadas retomam, respectivamente, os seguintes termos:
Questão 28 10619569
CMJF 6° Ano - Prova de Matemática 2024Leia o verbete de dicionário do vocábulo aqui para responder à próxima questão.
aqui advérbio 1. neste ou a este lugar (num contexto espacial)."minha casa é a." 2. a este lugar, até este lugar. "de Salvador a. é uma grande distância" 3. especialmente próximo (no espaço). "o amigo a. diz que não viu nada" 4. nesta ocasião, neste momento, neste ponto (num contexto temporal). "a. houve uma pausa e, logo depois, retomou–se o fio da história" 5. hoje, agora, o momento atual (num contexto temporal). "até a., tudo correu bem" 6. FIGURADO nesta vida, neste mundo (num contexto espaço–temporal). "a. se faz, a. se paga" 7. indica o que se apresenta ou mostra (a alguém) [num contexto espacial]; eis. "a. está o dinheiro que lhe pedi" 8. us. para marcar individualidade, posição particular, associado a pronomes de primeira pessoa (eu, nós); cá. "nós a. não sairemos sem a solução do problema"
HOUAISS, Dicionário da Língua Portuguesa. 1. ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.
Considerando os significados apresentados no verbete, assinale a alternativa correta quanto ao emprego do vocábulo aqui no refrão da canção Amigo, estou aqui.
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