Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 9 10790271
Concursos MUNICÍPIO DE DERRUBADAS 2012O texto está dividindo em:
Questão 4 10790265
Concursos MUNICÍPIO DE DERRUBADAS 2012O pronome desses, na linha 19, se refere adequadamente a que ideia dentro do texto?
Questão 3 10790264
Concursos MUNICÍPIO DE DERRUBADAS 2012Dentre as afirmações abaixo, identifique a que não está de acordo com o texto:
Questão 2 10790262
Concursos MUNICÍPIO DE DERRUBADAS 2012Parte I – Língua Portuguesa
(cada questão correta equivale a 2 (dois) pontos)
Uma fortaleza contra o crack
Boaventura tinha fome. Aos 17 anos, o rapaz saíra da casa dos pais, em Mato Grosso, e fora para
São Paulo morar com uma tia. O plano inicial, completar o ensino médio e trabalhar, logo foi abandonado.
“Minha família achava que eu estava estudando, mas passava o dia usando droga e me prostituindo”, diz.
Viciou-se em crack e morou nas ruas por três anos. Um dia, descobriu que serviam comida num casarão
[5] em formato de castelo, na Rua Apa, no centro de São Paulo. O Clube de Mães chega a reunir 100
pessoas nos almoços de sábado. São moradores de rua, a maioria vinda da área próxima apelidada de
Cracolândia. Sua fundadora, Maria Eulina Hilsenbeck, recebe quem vem em busca de comida e tenta
oferecer algo mais. Conversa com vários dos visitantes e encaminha os interessados a albergues. Alguns
passam a participar das oficinas promovidas pela ONG durante a semana.
[10] Faz cinco anos que Boaventura entrou no almoço que, provavelmente, salvou sua vida. “Viciado em
crack não quer nada com nada, mas a Maria Eulina me deixou entrar mesmo assim”, diz. Eulina não se
imagina agindo de outra forma. Ela criou o Clube em 1993, com a proposta de orientar as mães de áreas
pobres e violentas. Logo passou a oferecer refeições grátis e cursos baratos aos interessados. Em 2009,
a ONG foi obrigada a se reinventar, diante do avanço devastador do crack.
[15] Eulina percebeu o poder destrutivo da nova droga desde o final dos anos 1990. Em 2005, a
Secretaria Nacional de Políticas Contra Drogas calculava que 1,29 milhão de pessoas já a
experimentaram. “Vi crianças acendendo um cachimbo de crack na minha esquina”, afirma Eulina. “Não
podia deixar de me envolver, nem que fosse para salvar um ou dois.”
O índice de sucesso na recuperação desses dependentes é baixo. O tratamento pede recursos,
[20] equipes multidisciplinares e atuação em rede de vários tipos de instituições, diz a psiquiatra Ana Célia
Marques, da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead). A síndrome de
abstinência, se mal diagnosticada, pode causar demência. Entre os desafios antigos e graves com que já
lidava – alcoolismo, abandono, falta de expectativas – e o novo, Eulina escolheu enfrentar o mais difícil.
“O dependente de álcool, em alguns momentos, recobra a razão. O crack não dá trégua”, diz.
[25] Há três anos, o Clube passou a se dedicar apenas a moradores de rua. Fechou os demais cursos,
pagos, e manteve apenas oficinas gratuitas para esse grupo, como as de costura. Elas resultam em
sacolas, bolsas e brindes, feitos com material reciclado e vendido a empresas. McDonald’s e Pão de
Açúcar estão entre os parceiros eventuais. A ONG conta com dois funcionários e dois voluntários, além
de Eulina. Não tem condições de lidar com casos mais graves. Os que pedem são encaminhados para
[30] tratamento. Eulina calcula que, desde 2002, o Clube tenha ajudado 2 mil pessoas a deixar drogas
variadas.
Deixar de ministrar cursos pagos teve consequências. O Clube deve R$ 48 mil. Eulina não se
arrepende da decisão e considera o trabalho na ONG uma extensão de sua própria história. Ela nasceu
no Maranhão e foi para São Paulo aos 20 anos. Viveu dois anos nas ruas. Às vezes, escondia-se no
[35] Castelinho. O lugar estava abandonado desde 1937. Um dia, uma desconhecida ofereceu abrigo e
emprego de assistente. No trabalho, Eulina conheceu o futuro marido, que a ajudou a reorganizar a vida.
Ela decidiu ajudar quem precisava. O governo estadual admitiu a ONG no Castelinho em 1996.
Inquieta, Eulina se prepara para um novo desafio. Desde 1o de agosto, 20 pessoas que participaram
das oficinas do Clube assumiram a coleta seletiva do Mercado Municipal Paulistano, o Mercadão. A
[40] renda com as vendas será dividida entre os trabalhadores. A administração do Mercado se encantou com
o projeto. “Nos sete anos em que trabalho aqui, o Clube foi a única ONG que não me pediu mais nada –
só trabalho”, diz o supervisor de abastecimento José Roberto Graziani.
Boaventura, que chegou ao Clube em 2007 atrás de comida, participou das oficinas por sete meses.
Foi encaminhado para tratamento. Tornou-se atendente na clínica de reabilitação e se matriculou num
[45] curso superior. Ele se mantém em tratamento até hoje. Eulina se lembra dele com orgulho: “Fico muito
feliz de ver a vida deles decolando”.
Rafael Ciscati com Marcos Coronato
Disponível em: http://revistaepoca.globo.com/vida/noticia/2012/08/uma-fortaleza-contra-o-crack.html. Acesso em: 03 de jan. de 2013
O texto trata principalmente:
Questão 1 10790259
Concursos MUNICÍPIO DE DERRUBADAS 2012Parte I – Língua Portuguesa
(cada questão correta equivale a 2 (dois) pontos)
Uma fortaleza contra o crack
Boaventura tinha fome. Aos 17 anos, o rapaz saíra da casa dos pais, em Mato Grosso, e fora para
São Paulo morar com uma tia. O plano inicial, completar o ensino médio e trabalhar, logo foi abandonado.
“Minha família achava que eu estava estudando, mas passava o dia usando droga e me prostituindo”, diz.
Viciou-se em crack e morou nas ruas por três anos. Um dia, descobriu que serviam comida num casarão
[5] em formato de castelo, na Rua Apa, no centro de São Paulo. O Clube de Mães chega a reunir 100
pessoas nos almoços de sábado. São moradores de rua, a maioria vinda da área próxima apelidada de
Cracolândia. Sua fundadora, Maria Eulina Hilsenbeck, recebe quem vem em busca de comida e tenta
oferecer algo mais. Conversa com vários dos visitantes e encaminha os interessados a albergues. Alguns
passam a participar das oficinas promovidas pela ONG durante a semana.
[10] Faz cinco anos que Boaventura entrou no almoço que, provavelmente, salvou sua vida. “Viciado em
crack não quer nada com nada, mas a Maria Eulina me deixou entrar mesmo assim”, diz. Eulina não se
imagina agindo de outra forma. Ela criou o Clube em 1993, com a proposta de orientar as mães de áreas
pobres e violentas. Logo passou a oferecer refeições grátis e cursos baratos aos interessados. Em 2009,
a ONG foi obrigada a se reinventar, diante do avanço devastador do crack.
[15] Eulina percebeu o poder destrutivo da nova droga desde o final dos anos 1990. Em 2005, a
Secretaria Nacional de Políticas Contra Drogas calculava que 1,29 milhão de pessoas já a
experimentaram. “Vi crianças acendendo um cachimbo de crack na minha esquina”, afirma Eulina. “Não
podia deixar de me envolver, nem que fosse para salvar um ou dois.”
O índice de sucesso na recuperação desses dependentes é baixo. O tratamento pede recursos,
[20] equipes multidisciplinares e atuação em rede de vários tipos de instituições, diz a psiquiatra Ana Célia
Marques, da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead). A síndrome de
abstinência, se mal diagnosticada, pode causar demência. Entre os desafios antigos e graves com que já
lidava – alcoolismo, abandono, falta de expectativas – e o novo, Eulina escolheu enfrentar o mais difícil.
“O dependente de álcool, em alguns momentos, recobra a razão. O crack não dá trégua”, diz.
[25] Há três anos, o Clube passou a se dedicar apenas a moradores de rua. Fechou os demais cursos,
pagos, e manteve apenas oficinas gratuitas para esse grupo, como as de costura. Elas resultam em
sacolas, bolsas e brindes, feitos com material reciclado e vendido a empresas. McDonald’s e Pão de
Açúcar estão entre os parceiros eventuais. A ONG conta com dois funcionários e dois voluntários, além
de Eulina. Não tem condições de lidar com casos mais graves. Os que pedem são encaminhados para
[30] tratamento. Eulina calcula que, desde 2002, o Clube tenha ajudado 2 mil pessoas a deixar drogas
variadas.
Deixar de ministrar cursos pagos teve consequências. O Clube deve R$ 48 mil. Eulina não se
arrepende da decisão e considera o trabalho na ONG uma extensão de sua própria história. Ela nasceu
no Maranhão e foi para São Paulo aos 20 anos. Viveu dois anos nas ruas. Às vezes, escondia-se no
[35] Castelinho. O lugar estava abandonado desde 1937. Um dia, uma desconhecida ofereceu abrigo e
emprego de assistente. No trabalho, Eulina conheceu o futuro marido, que a ajudou a reorganizar a vida.
Ela decidiu ajudar quem precisava. O governo estadual admitiu a ONG no Castelinho em 1996.
Inquieta, Eulina se prepara para um novo desafio. Desde 1o de agosto, 20 pessoas que participaram
das oficinas do Clube assumiram a coleta seletiva do Mercado Municipal Paulistano, o Mercadão. A
[40] renda com as vendas será dividida entre os trabalhadores. A administração do Mercado se encantou com
o projeto. “Nos sete anos em que trabalho aqui, o Clube foi a única ONG que não me pediu mais nada –
só trabalho”, diz o supervisor de abastecimento José Roberto Graziani.
Boaventura, que chegou ao Clube em 2007 atrás de comida, participou das oficinas por sete meses.
Foi encaminhado para tratamento. Tornou-se atendente na clínica de reabilitação e se matriculou num
[45] curso superior. Ele se mantém em tratamento até hoje. Eulina se lembra dele com orgulho: “Fico muito
feliz de ver a vida deles decolando”.
Rafael Ciscati com Marcos Coronato
Disponível em: http://revistaepoca.globo.com/vida/noticia/2012/08/uma-fortaleza-contra-o-crack.html. Acesso em: 03 de jan. de 2013
Qual das afirmações abaixo está de acordo com o texto:
Questão 20 10788241
Concursos Pref de Capistrano 2012A opção em que o plural dos nomes compostos está empregado corretamente é:
06
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