Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 11 10799928
Concursos PREF DE GRAMADO 2012Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Julgamento final
Não é a função mais glamourosa do jornalismo, mas talvez seja uma das mais relevantes.
Entre as centenas de decisões editoriais que são tomadas todos os dias em um jornal,
eventualmente inclui-se aquela de avaliar o espaço e o destaque que vai receber a morte de uma
personalidade pública.
[5] Quando a fama tem dimensão planetária, e as circunstâncias da morte são de alguma
forma surpreendentes, como no caso de Lady Di, por exemplo, não há muito o que discutir.
Nenhum jornalista do mundo teve dúvida sobre o tamanho dessa cobertura nos dias seguintes –
embora em algum momento alguém talvez tenha parado para se perguntar se a atenção já não
andava ____________. Como a maioria das pessoas não são Lady Di nem Steve Jobs, enfrenta-
[10] se com certa frequência na redação a necessidade de discutir a dimensão de uma determinada
personalidade enquanto notícia fúnebre do dia seguinte. Uma página? Duas? Caderno Especial?
É uma espécie de juí_o final sem céu nem inferno, em que se ..........não o mérito de uma vida,
mas o impacto que ela teve (ou ainda terá) sobre outras vidas. Em certo sentido, tenta-se
combinar a avaliação do presente com uma aposta no peso que a História dará a esse
[15] personagem.
No caso do jornalismo cultural, essas ___________ podem se tornar bem complexas, uma
vez que nem sempre talento ou relevância (que podem garantir um lugar na História) andam de
mãos dadas com fama ou popularidade (que apontam para a relevância no presente). O cantor de
rádio que ............ multidões ao delírio nos anos 40 pode vir a receber o mesmo espaço que o
[20] coadjuvante da novela das oito. Um filó_ofo alemão pode acabar dividindo a página do obituário
com a bailarina que inventou a dança da garrafa. Na vida, como na morte, aca_os e aproximações
___________ são mais a regra do que a exceção.
Às vezes, somos pegos de surpresa. Foi o caso, por exemplo, da comoção nacional que
se seguiu à morte de Bussunda, um comediante famoso, mas que se revelou ainda mais querido
[25] pelo público do que se imaginava. Um fenômeno semelhante aconteceu essa semana com a
morte de Wando, personagem quase cômico em seu romantismo caricato, mas que despertava
simpatia mesmo em quem seria incapa_ de ouvir uma música sua até o fim.
Assim como do médico espera-se que faça seu trabalho sem perder de vista a dimensão
humana do paciente e a dor de sua família, o bom jornalismo é aquele que consegue dar à noticia
[30] de uma morte não apenas o indispensável tratamento factual, mas também a devida relevância
subjetiva do personagem. Quando morre um ídolo, um líder, um guru, o jornal (e agora também as
redes sociais) é o espaço público onde a dor e a perplexidade são compartilhadas. Por trás da
notícia de uma morte, qualquer morte, há sempre uma cerimônia de despedida coletiva, uma
promessa de lembrança, uma homenagem. Um obituário, por mais curto que seja, sempre é
[35] solene.
Wando, a propó_ito, ganhou duas páginas.
(FONTE: Claudia Laitano – Zero Hora – 11/02/2012 - Adaptação)
Analise as afirmações a seguir sobre a acentuação de palavras do texto, assinalando C, se correto, ou E, se errado.
( ) As palavras página (linha 11) e cômico (linha 26) são acentuadas pela mesma regra.
( ) A palavra indispensável (linha 30), quando flexionada no plural, perde o acento.
( ) As palavras ídolo e líder (linha 31) são acentuadas pela mesma regra.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Questão 10 10799915
Concursos PREF DE GRAMADO 2012Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Julgamento final
Não é a função mais glamourosa do jornalismo, mas talvez seja uma das mais relevantes.
Entre as centenas de decisões editoriais que são tomadas todos os dias em um jornal,
eventualmente inclui-se aquela de avaliar o espaço e o destaque que vai receber a morte de uma
personalidade pública.
[5] Quando a fama tem dimensão planetária, e as circunstâncias da morte são de alguma
forma surpreendentes, como no caso de Lady Di, por exemplo, não há muito o que discutir.
Nenhum jornalista do mundo teve dúvida sobre o tamanho dessa cobertura nos dias seguintes –
embora em algum momento alguém talvez tenha parado para se perguntar se a atenção já não
andava ____________. Como a maioria das pessoas não são Lady Di nem Steve Jobs, enfrenta-
[10] se com certa frequência na redação a necessidade de discutir a dimensão de uma determinada
personalidade enquanto notícia fúnebre do dia seguinte. Uma página? Duas? Caderno Especial?
É uma espécie de juí_o final sem céu nem inferno, em que se ..........não o mérito de uma vida,
mas o impacto que ela teve (ou ainda terá) sobre outras vidas. Em certo sentido, tenta-se
combinar a avaliação do presente com uma aposta no peso que a História dará a esse
[15] personagem.
No caso do jornalismo cultural, essas ___________ podem se tornar bem complexas, uma
vez que nem sempre talento ou relevância (que podem garantir um lugar na História) andam de
mãos dadas com fama ou popularidade (que apontam para a relevância no presente). O cantor de
rádio que ............ multidões ao delírio nos anos 40 pode vir a receber o mesmo espaço que o
[20] coadjuvante da novela das oito. Um filó_ofo alemão pode acabar dividindo a página do obituário
com a bailarina que inventou a dança da garrafa. Na vida, como na morte, aca_os e aproximações
___________ são mais a regra do que a exceção.
Às vezes, somos pegos de surpresa. Foi o caso, por exemplo, da comoção nacional que
se seguiu à morte de Bussunda, um comediante famoso, mas que se revelou ainda mais querido
[25] pelo público do que se imaginava. Um fenômeno semelhante aconteceu essa semana com a
morte de Wando, personagem quase cômico em seu romantismo caricato, mas que despertava
simpatia mesmo em quem seria incapa_ de ouvir uma música sua até o fim.
Assim como do médico espera-se que faça seu trabalho sem perder de vista a dimensão
humana do paciente e a dor de sua família, o bom jornalismo é aquele que consegue dar à noticia
[30] de uma morte não apenas o indispensável tratamento factual, mas também a devida relevância
subjetiva do personagem. Quando morre um ídolo, um líder, um guru, o jornal (e agora também as
redes sociais) é o espaço público onde a dor e a perplexidade são compartilhadas. Por trás da
notícia de uma morte, qualquer morte, há sempre uma cerimônia de despedida coletiva, uma
promessa de lembrança, uma homenagem. Um obituário, por mais curto que seja, sempre é
[35] solene.
Wando, a propó_ito, ganhou duas páginas.
(FONTE: Claudia Laitano – Zero Hora – 11/02/2012 - Adaptação)
As palavras sublinhadas no fragmento a seguir, todos retirados do texto, funcionam como adjetivos no contexto em que são utilizadas, MENOS na alternativa:
Questão 9 10799912
Concursos PREF DE GRAMADO 2012Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Julgamento final
Não é a função mais glamourosa do jornalismo, mas talvez seja uma das mais relevantes.
Entre as centenas de decisões editoriais que são tomadas todos os dias em um jornal,
eventualmente inclui-se aquela de avaliar o espaço e o destaque que vai receber a morte de uma
personalidade pública.
[5] Quando a fama tem dimensão planetária, e as circunstâncias da morte são de alguma
forma surpreendentes, como no caso de Lady Di, por exemplo, não há muito o que discutir.
Nenhum jornalista do mundo teve dúvida sobre o tamanho dessa cobertura nos dias seguintes –
embora em algum momento alguém talvez tenha parado para se perguntar se a atenção já não
andava ____________. Como a maioria das pessoas não são Lady Di nem Steve Jobs, enfrenta-
[10] se com certa frequência na redação a necessidade de discutir a dimensão de uma determinada
personalidade enquanto notícia fúnebre do dia seguinte. Uma página? Duas? Caderno Especial?
É uma espécie de juí_o final sem céu nem inferno, em que se ..........não o mérito de uma vida,
mas o impacto que ela teve (ou ainda terá) sobre outras vidas. Em certo sentido, tenta-se
combinar a avaliação do presente com uma aposta no peso que a História dará a esse
[15] personagem.
No caso do jornalismo cultural, essas ___________ podem se tornar bem complexas, uma
vez que nem sempre talento ou relevância (que podem garantir um lugar na História) andam de
mãos dadas com fama ou popularidade (que apontam para a relevância no presente). O cantor de
rádio que ............ multidões ao delírio nos anos 40 pode vir a receber o mesmo espaço que o
[20] coadjuvante da novela das oito. Um filó_ofo alemão pode acabar dividindo a página do obituário
com a bailarina que inventou a dança da garrafa. Na vida, como na morte, aca_os e aproximações
___________ são mais a regra do que a exceção.
Às vezes, somos pegos de surpresa. Foi o caso, por exemplo, da comoção nacional que
se seguiu à morte de Bussunda, um comediante famoso, mas que se revelou ainda mais querido
[25] pelo público do que se imaginava. Um fenômeno semelhante aconteceu essa semana com a
morte de Wando, personagem quase cômico em seu romantismo caricato, mas que despertava
simpatia mesmo em quem seria incapa_ de ouvir uma música sua até o fim.
Assim como do médico espera-se que faça seu trabalho sem perder de vista a dimensão
humana do paciente e a dor de sua família, o bom jornalismo é aquele que consegue dar à noticia
[30] de uma morte não apenas o indispensável tratamento factual, mas também a devida relevância
subjetiva do personagem. Quando morre um ídolo, um líder, um guru, o jornal (e agora também as
redes sociais) é o espaço público onde a dor e a perplexidade são compartilhadas. Por trás da
notícia de uma morte, qualquer morte, há sempre uma cerimônia de despedida coletiva, uma
promessa de lembrança, uma homenagem. Um obituário, por mais curto que seja, sempre é
[35] solene.
Wando, a propó_ito, ganhou duas páginas.
(FONTE: Claudia Laitano – Zero Hora – 11/02/2012 - Adaptação)
Se no trecho “Um fenômeno semelhante aconteceu essa semana com a morte de Wando” (linhas 25 e 26) a parte sublinhada fosse substituída por “dois fenômenos”, quantas outras palavras precisariam sofrer modificações para fins de concordância?
Questão 8 10799905
Concursos PREF DE GRAMADO 2012Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Julgamento final
Não é a função mais glamourosa do jornalismo, mas talvez seja uma das mais relevantes.
Entre as centenas de decisões editoriais que são tomadas todos os dias em um jornal,
eventualmente inclui-se aquela de avaliar o espaço e o destaque que vai receber a morte de uma
personalidade pública.
[5] Quando a fama tem dimensão planetária, e as circunstâncias da morte são de alguma
forma surpreendentes, como no caso de Lady Di, por exemplo, não há muito o que discutir.
Nenhum jornalista do mundo teve dúvida sobre o tamanho dessa cobertura nos dias seguintes –
embora em algum momento alguém talvez tenha parado para se perguntar se a atenção já não
andava ____________. Como a maioria das pessoas não são Lady Di nem Steve Jobs, enfrenta-
[10] se com certa frequência na redação a necessidade de discutir a dimensão de uma determinada
personalidade enquanto notícia fúnebre do dia seguinte. Uma página? Duas? Caderno Especial?
É uma espécie de juí_o final sem céu nem inferno, em que se ..........não o mérito de uma vida,
mas o impacto que ela teve (ou ainda terá) sobre outras vidas. Em certo sentido, tenta-se
combinar a avaliação do presente com uma aposta no peso que a História dará a esse
[15] personagem.
No caso do jornalismo cultural, essas ___________ podem se tornar bem complexas, uma
vez que nem sempre talento ou relevância (que podem garantir um lugar na História) andam de
mãos dadas com fama ou popularidade (que apontam para a relevância no presente). O cantor de
rádio que ............ multidões ao delírio nos anos 40 pode vir a receber o mesmo espaço que o
[20] coadjuvante da novela das oito. Um filó_ofo alemão pode acabar dividindo a página do obituário
com a bailarina que inventou a dança da garrafa. Na vida, como na morte, aca_os e aproximações
___________ são mais a regra do que a exceção.
Às vezes, somos pegos de surpresa. Foi o caso, por exemplo, da comoção nacional que
se seguiu à morte de Bussunda, um comediante famoso, mas que se revelou ainda mais querido
[25] pelo público do que se imaginava. Um fenômeno semelhante aconteceu essa semana com a
morte de Wando, personagem quase cômico em seu romantismo caricato, mas que despertava
simpatia mesmo em quem seria incapa_ de ouvir uma música sua até o fim.
Assim como do médico espera-se que faça seu trabalho sem perder de vista a dimensão
humana do paciente e a dor de sua família, o bom jornalismo é aquele que consegue dar à noticia
[30] de uma morte não apenas o indispensável tratamento factual, mas também a devida relevância
subjetiva do personagem. Quando morre um ídolo, um líder, um guru, o jornal (e agora também as
redes sociais) é o espaço público onde a dor e a perplexidade são compartilhadas. Por trás da
notícia de uma morte, qualquer morte, há sempre uma cerimônia de despedida coletiva, uma
promessa de lembrança, uma homenagem. Um obituário, por mais curto que seja, sempre é
[35] solene.
Wando, a propó_ito, ganhou duas páginas.
(FONTE: Claudia Laitano – Zero Hora – 11/02/2012 - Adaptação)
As palavras do (linha 01), das (linha 01) e na (linha 10) representam______________ de ____________ e__________.
As lacunas do trecho acima ficam correta erespectivamente preenchidas por
Questão 7 10799888
Concursos PREF DE GRAMADO 2012Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Julgamento final
Não é a função mais glamourosa do jornalismo, mas talvez seja uma das mais relevantes.
Entre as centenas de decisões editoriais que são tomadas todos os dias em um jornal,
eventualmente inclui-se aquela de avaliar o espaço e o destaque que vai receber a morte de uma
personalidade pública.
[5] Quando a fama tem dimensão planetária, e as circunstâncias da morte são de alguma
forma surpreendentes, como no caso de Lady Di, por exemplo, não há muito o que discutir.
Nenhum jornalista do mundo teve dúvida sobre o tamanho dessa cobertura nos dias seguintes –
embora em algum momento alguém talvez tenha parado para se perguntar se a atenção já não
andava ____________. Como a maioria das pessoas não são Lady Di nem Steve Jobs, enfrenta-
[10] se com certa frequência na redação a necessidade de discutir a dimensão de uma determinada
personalidade enquanto notícia fúnebre do dia seguinte. Uma página? Duas? Caderno Especial?
É uma espécie de juí_o final sem céu nem inferno, em que se ..........não o mérito de uma vida,
mas o impacto que ela teve (ou ainda terá) sobre outras vidas. Em certo sentido, tenta-se
combinar a avaliação do presente com uma aposta no peso que a História dará a esse
[15] personagem.
No caso do jornalismo cultural, essas ___________ podem se tornar bem complexas, uma
vez que nem sempre talento ou relevância (que podem garantir um lugar na História) andam de
mãos dadas com fama ou popularidade (que apontam para a relevância no presente). O cantor de
rádio que ............ multidões ao delírio nos anos 40 pode vir a receber o mesmo espaço que o
[20] coadjuvante da novela das oito. Um filó_ofo alemão pode acabar dividindo a página do obituário
com a bailarina que inventou a dança da garrafa. Na vida, como na morte, aca_os e aproximações
___________ são mais a regra do que a exceção.
Às vezes, somos pegos de surpresa. Foi o caso, por exemplo, da comoção nacional que
se seguiu à morte de Bussunda, um comediante famoso, mas que se revelou ainda mais querido
[25] pelo público do que se imaginava. Um fenômeno semelhante aconteceu essa semana com a
morte de Wando, personagem quase cômico em seu romantismo caricato, mas que despertava
simpatia mesmo em quem seria incapa_ de ouvir uma música sua até o fim.
Assim como do médico espera-se que faça seu trabalho sem perder de vista a dimensão
humana do paciente e a dor de sua família, o bom jornalismo é aquele que consegue dar à noticia
[30] de uma morte não apenas o indispensável tratamento factual, mas também a devida relevância
subjetiva do personagem. Quando morre um ídolo, um líder, um guru, o jornal (e agora também as
redes sociais) é o espaço público onde a dor e a perplexidade são compartilhadas. Por trás da
notícia de uma morte, qualquer morte, há sempre uma cerimônia de despedida coletiva, uma
promessa de lembrança, uma homenagem. Um obituário, por mais curto que seja, sempre é
[35] solene.
Wando, a propó_ito, ganhou duas páginas.
(FONTE: Claudia Laitano – Zero Hora – 11/02/2012 - Adaptação)
Analise as afirmações a seguir:
I. As palavras aquela (linha 03), alguém (linha08) e essas (linha 16) classificam-se comopronomes.
II. O numeral que representa o número 40(linha 19) classifica-se como ordinal.
III. As palavras Não (linha 01), eventualmente(linha 03) e embora (linha 08) classificam-setodas como advérbios.
Quais estão corretas?
Questão 6 10799886
Concursos PREF DE GRAMADO 2012Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Julgamento final
Não é a função mais glamourosa do jornalismo, mas talvez seja uma das mais relevantes.
Entre as centenas de decisões editoriais que são tomadas todos os dias em um jornal,
eventualmente inclui-se aquela de avaliar o espaço e o destaque que vai receber a morte de uma
personalidade pública.
[5] Quando a fama tem dimensão planetária, e as circunstâncias da morte são de alguma
forma surpreendentes, como no caso de Lady Di, por exemplo, não há muito o que discutir.
Nenhum jornalista do mundo teve dúvida sobre o tamanho dessa cobertura nos dias seguintes –
embora em algum momento alguém talvez tenha parado para se perguntar se a atenção já não
andava ____________. Como a maioria das pessoas não são Lady Di nem Steve Jobs, enfrenta-
[10] se com certa frequência na redação a necessidade de discutir a dimensão de uma determinada
personalidade enquanto notícia fúnebre do dia seguinte. Uma página? Duas? Caderno Especial?
É uma espécie de juí_o final sem céu nem inferno, em que se ..........não o mérito de uma vida,
mas o impacto que ela teve (ou ainda terá) sobre outras vidas. Em certo sentido, tenta-se
combinar a avaliação do presente com uma aposta no peso que a História dará a esse
[15] personagem.
No caso do jornalismo cultural, essas ___________ podem se tornar bem complexas, uma
vez que nem sempre talento ou relevância (que podem garantir um lugar na História) andam de
mãos dadas com fama ou popularidade (que apontam para a relevância no presente). O cantor de
rádio que ............ multidões ao delírio nos anos 40 pode vir a receber o mesmo espaço que o
[20] coadjuvante da novela das oito. Um filó_ofo alemão pode acabar dividindo a página do obituário
com a bailarina que inventou a dança da garrafa. Na vida, como na morte, aca_os e aproximações
___________ são mais a regra do que a exceção.
Às vezes, somos pegos de surpresa. Foi o caso, por exemplo, da comoção nacional que
se seguiu à morte de Bussunda, um comediante famoso, mas que se revelou ainda mais querido
[25] pelo público do que se imaginava. Um fenômeno semelhante aconteceu essa semana com a
morte de Wando, personagem quase cômico em seu romantismo caricato, mas que despertava
simpatia mesmo em quem seria incapa_ de ouvir uma música sua até o fim.
Assim como do médico espera-se que faça seu trabalho sem perder de vista a dimensão
humana do paciente e a dor de sua família, o bom jornalismo é aquele que consegue dar à noticia
[30] de uma morte não apenas o indispensável tratamento factual, mas também a devida relevância
subjetiva do personagem. Quando morre um ídolo, um líder, um guru, o jornal (e agora também as
redes sociais) é o espaço público onde a dor e a perplexidade são compartilhadas. Por trás da
notícia de uma morte, qualquer morte, há sempre uma cerimônia de despedida coletiva, uma
promessa de lembrança, uma homenagem. Um obituário, por mais curto que seja, sempre é
[35] solene.
Wando, a propó_ito, ganhou duas páginas.
(FONTE: Claudia Laitano – Zero Hora – 11/02/2012 - Adaptação)
Sobre a pontuação do texto, sãofeitas as seguintes afirmações:
I. Os parênteses das linhas 17 e 18 podem ser substituídos por travessões sem causar incorreção ao período em que ocorrem.
II. O travessão da linha 07 pode ser substituídopor ponto de exclamação.
III. Sem considerar o uso de maiúsculas eminúsculas, o ponto final da linha 20 podeser substituído por ponto e vírgula.
Quais estão corretas?
06
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