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Questões de EFAF Português

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15.488 Questões

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Modo Escuro
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Questão 6 15119960
Fácil 00:00

IFES 2024
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Gramática
  • Oxítonas Paroxítonas
  • Exibir tags
Resolução comentada

Leia agora um trecho da obra Quarto de despejo: diário de uma favelada, de Carolina Maria de Jesus, para responder à questão.

 

TEXTO 2

 

12 de junho

 

Eu deixei o leito as 3 da manhã porque 
quando a gente perde o sono começa 
pensar nas miserias que nos rodeia. (...) 
Deixei o leito para escrever. Enquanto 
escrevo vou pensando que resido num 
castelo cor de ouro que reluz na luz do 
sol. Que as janelas são de prata e as luzes 
de brilhantes. Que a minha vista circula 
no jardim e eu contemplo as flores de 
todas as qualidades. (...) É preciso criar 
este ambiente de fantasia, para esquecer 
que estou na favela.

 

Fiz o café e fui carregar agua. Olhei o céu, 
a estrela Dalva já estava no céu. Como é 
horrivel pisar na lama.

 

 As horas que sou feliz é quando estou 
residindo nos castelos imaginarios.

[...]

JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: Diário de uma favelada. 10. ed. São Paulo: Ática, 2014.

Todas as palavras da Língua Portuguesa têm uma sílaba tônica, ou seja, uma sílaba forte, mais proeminente. A gramática classifica as palavras de acordo com a sua tonicidade em oxítona, paroxítona e proparoxítona (última, penúltima e antepenúltima sílaba, respectivamente).

 

Leia as afirmativas a seguir e assinale a alternativa INCORRETA.

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Questão 5 15119935
Fácil 00:00

IFES 2024
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto
  • Coesão (elem. coesivos) e Coerência Gêneros textuais - Verbais/Narrativos
  • Romance
  • Exibir tags
Resolução comentada

Leia o texto a seguir para responder à questão.

 

Tistu era um garoto que vivia na cidade de Mirapólvora, filho de pais ricos e donos de uma fábrica de canhões. Ao chegar na idade escolar, Tistu não conseguia permanecer acordado nas aulas e os pais decidiram, então, que ele aprenderia as lições com a vida. Em uma delas, Bigode, um jardineiro muito dedicado, descobriu que Tistu tinha um poder especial: ele tinha o polegar verde, isso significava que, onde o seu polegar tocava, nasciam e cresciam flores. Vamos conhecer um trecho da obra “O menino do dedo verde”, de Maurice Druon, em que Tistu é acompanhado pelo Sr. Trovões, conhecido por manter a ordem na cidade de Mirapólvora, para entender um pouco o que é a miséria.

 

TEXTO 1

 

[...]

 

Foi assim que Tistu aprendeu no dia seguinte, conduzido pelo Sr. Trovões, que a miséria mora nas favelas.

Haviam aconselhado a Tistu que vestisse para essa visita uma roupa mais velha.

O Sr. Trovões lançou mão da mais forte voz de trombeta para explicar a Tistu que as favelas ficavam nas margens da cidade.

- As favelas são um flagelo – declarou ele.

- E o que é um flagelo? – perguntou Tistu.

- Um flagelo é uma desgraça grande que atinge muita gente ao mesmo tempo.

O Sr. Trovões já não precisava dizer coisa alguma, pois Tistu já sentia o polegar coçando.

[...] Caminhos estreitos, lamacentos, mal cheirosos insinuavam-se entre tábuas apodrecidas, juntadas de qualquer jeito. Essas tábuas pareciam formar casebres, mas tão esburacados e oscilantes ao vento que a gente custava a acreditar que conseguissem se manter em pé. As portas eram remendadas com papelão ou com velhos pedaços de lata.

Ao lado da cidade limpa, de cimento e tijolos, varrida cada manhã, a favela era como se fosse uma outra cidade, repelente, que envergonhava a primeira. Nada de postes, calçadas, vitrinas e caminhões de limpeza urbana.

“Um pouco de relva beberia essa água lamacenta e tornaria os caminhos mais agradáveis; em seguida, volúveis e clematites em quantidade reforçariam os pobres barracos, quase a desmoronar”, pensava Tistu, cujo polegar em riste ia deixando impressões digitais em todas as feiuras do trajeto.

Nos barracos vivia muito mais gente do que eles podiam conter; essa gente havia de ter, é claro, um mau aspecto. “Vivendo apertados assim uns contra os outros, sem um raio de sol, tornam-se pálidos como as chicórias que o Bigode conserva na adega. Eu não gostaria que me tratassem como um pé de chicória!”

Tistu resolveu fazer crescerem gerânios ao longo das janelas, para que as crianças vissem um pouco de cor.

- Mas por que toda essa gente mora em casinhas de coelho? – perguntou de repente.

- Porque não possuem outra casa, é claro. Isso é uma pergunta idiota – respondeu o Sr. Trovões.

- E por que é que eles não têm outra casa?

- Porque não têm trabalho.

- E por que eles não têm trabalho?

- Porque não têm sorte.

- Então, quer dizer que eles não têm coisa alguma?

- Sim, e a miséria é isso.

“Pois amanhã”, disse Tistu consigo, “eles terão ao menos algumas flores”.

Ele viu um homem batendo na mulher e uma criança fugir chorando.

- A miséria torna os homens ruins? – perguntou Tistu.

- Quase sempre – respondeu o Sr. Trovões, que começou a lançar uma fanfarra de terríveis palavras.

[...]

- Recomecemos nossa lição. Que é preciso para lutar contra a miséria e suas terríveis consequências? Pense um pouco... É preciso uma coisa que começa com a letra O.

- Ouro?

- Não. É preciso ordem!

Tistu permaneceu um instante calado. Não parecia muito convencido. E, quando acabou de refletir, ele disse:

- Essa sua ordem, Sr. Trovões, o senhor tem certeza de que ela existe? Eu não acredito.

As orelhas do Sr. Trovões ficaram tão vermelhas, tão vermelhas que já não pareciam orelhas, mas tomates.

- Porque se a ordem existisse – prosse guiu Tistu na maior calma – não haveria miséria.

A nota recebida aquele dia por Tistu não foi das melhores. O Sr. Trovões anotou no caderninho: “Menino distraído e raciocinador. Os sentimentos generosos privam-no do senso da realidade”.

Mas no dia seguinte... Vocês já adivinha ram. No dia seguinte, os jornais de Mirapólvora anunciavam uma verdadeira inundação de volúveis. Os conselhos de Bigode haviam sido tomados ao pé da letra.

Arcos cor do céu velavam a feiura dos barracos, fileiras de gerânios debruavam os caminhos de relva. Os quarteirões deserdados, cuja proximidade era evitada de tão horríveis de se ver, haviam se tornado os mais belos da cidade. As pessoas iam visitá-los como se visita um museu.

Seus habitantes resolveram, então, aproveitar as circunstâncias. Puseram uma borboleta bem à entrada e cobravam cinco cruzeiros. Apareceram assim vários empregos: de guia, de guarda, de fotó grafo e vendedor de cartão-postal.

Juntaram uma fortuna.

Para empregar esse dinheiro, resolveram construir entre as árvores um grande edifício com novecentos e noventa e nove apartamentos muito bonitos, dotados de fogão elétrico, onde os antigos moradores da favela pudessem viver confortavelmente. E, como era preciso muita gente para construí-lo, ninguém mais ficou sem trabalho.

Bigode não se esqueceu de dar os parabéns a Tistu logo que pôde.

- Ah, essa das favelas foi de tirar o chapéu! Mas está faltando ali um pouco de perfume. De outra vez, não esqueça do jasmim. Cresce depressa e é bastante cheiroso.

Tistu prometeu, na próxima vez, caprichar bastante.

DRUON, Maurice. O menino do dedo verde. 135 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2024. Tradução de D. Marcos Barbosa. Texto adapatado.

TEXTO 2

 

12 de junho

 

Eu deixei o leito as 3 da manhã porque 
quando a gente perde o sono começa 
pensar nas miserias que nos rodeia. (...) 
Deixei o leito para escrever. Enquanto 
escrevo vou pensando que resido num 
castelo cor de ouro que reluz na luz do 
sol. Que as janelas são de prata e as luzes 
de brilhantes. Que a minha vista circula 
no jardim e eu contemplo as flores de 
todas as qualidades. (...) É preciso criar 
este ambiente de fantasia, para esquecer 
que estou na favela.

 

Fiz o café e fui carregar agua. Olhei o céu, 
a estrela Dalva já estava no céu. Como é 
horrivel pisar na lama.

 

 As horas que sou feliz é quando estou 
residindo nos castelos imaginarios.

[...]

JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: Diário de uma favelada. 10. ed. São Paulo: Ática, 2014.

 

Ao compararmos o texto 1, retirado de O menino do dedo verde, e o texto 2, de Quarto de despejo, podemos compreender que.

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Questão 4 15119910
Fácil 00:00

IFES 2024
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto
  • Coesão (elem. coesivos) e Coerência Gêneros textuais - Verbais/Narrativos
  • Romance
  • Exibir tags

Leia o texto a seguir para responder à questão.

 

Tistu era um garoto que vivia na cidade de Mirapólvora, filho de pais ricos e donos de uma fábrica de canhões. Ao chegar na idade escolar, Tistu não conseguia permanecer acordado nas aulas e os pais decidiram, então, que ele aprenderia as lições com a vida. Em uma delas, Bigode, um jardineiro muito dedicado, descobriu que Tistu tinha um poder especial: ele tinha o polegar verde, isso significava que, onde o seu polegar tocava, nasciam e cresciam flores. Vamos conhecer um trecho da obra “O menino do dedo verde”, de Maurice Druon, em que Tistu é acompanhado pelo Sr. Trovões, conhecido por manter a ordem na cidade de Mirapólvora, para entender um pouco o que é a miséria.

 

TEXTO 1

 

[...]

 

Foi assim que Tistu aprendeu no dia seguinte, conduzido pelo Sr. Trovões, que a miséria mora nas favelas.

Haviam aconselhado a Tistu que vestisse para essa visita uma roupa mais velha.

O Sr. Trovões lançou mão da mais forte voz de trombeta para explicar a Tistu que as favelas ficavam nas margens da cidade.

- As favelas são um flagelo – declarou ele.

- E o que é um flagelo? – perguntou Tistu.

- Um flagelo é uma desgraça grande que atinge muita gente ao mesmo tempo.

O Sr. Trovões já não precisava dizer coisa alguma, pois Tistu já sentia o polegar coçando.

[...] Caminhos estreitos, lamacentos, mal cheirosos insinuavam-se entre tábuas apodrecidas, juntadas de qualquer jeito. Essas tábuas pareciam formar casebres, mas tão esburacados e oscilantes ao vento que a gente custava a acreditar que conseguissem se manter em pé. As portas eram remendadas com papelão ou com velhos pedaços de lata.

Ao lado da cidade limpa, de cimento e tijolos, varrida cada manhã, a favela era como se fosse uma outra cidade, repelente, que envergonhava a primeira. Nada de postes, calçadas, vitrinas e caminhões de limpeza urbana.

“Um pouco de relva beberia essa água lamacenta e tornaria os caminhos mais agradáveis; em seguida, volúveis e clematites em quantidade reforçariam os pobres barracos, quase a desmoronar”, pensava Tistu, cujo polegar em riste ia deixando impressões digitais em todas as feiuras do trajeto.

Nos barracos vivia muito mais gente do que eles podiam conter; essa gente havia de ter, é claro, um mau aspecto. “Vivendo apertados assim uns contra os outros, sem um raio de sol, tornam-se pálidos como as chicórias que o Bigode conserva na adega. Eu não gostaria que me tratassem como um pé de chicória!”

Tistu resolveu fazer crescerem gerânios ao longo das janelas, para que as crianças vissem um pouco de cor.

- Mas por que toda essa gente mora em casinhas de coelho? – perguntou de repente.

- Porque não possuem outra casa, é claro. Isso é uma pergunta idiota – respondeu o Sr. Trovões.

- E por que é que eles não têm outra casa?

- Porque não têm trabalho.

- E por que eles não têm trabalho?

- Porque não têm sorte.

- Então, quer dizer que eles não têm coisa alguma?

- Sim, e a miséria é isso.

“Pois amanhã”, disse Tistu consigo, “eles terão ao menos algumas flores”.

Ele viu um homem batendo na mulher e uma criança fugir chorando.

- A miséria torna os homens ruins? – perguntou Tistu.

- Quase sempre – respondeu o Sr. Trovões, que começou a lançar uma fanfarra de terríveis palavras.

[...]

- Recomecemos nossa lição. Que é preciso para lutar contra a miséria e suas terríveis consequências? Pense um pouco... É preciso uma coisa que começa com a letra O.

- Ouro?

- Não. É preciso ordem!

Tistu permaneceu um instante calado. Não parecia muito convencido. E, quando acabou de refletir, ele disse:

- Essa sua ordem, Sr. Trovões, o senhor tem certeza de que ela existe? Eu não acredito.

As orelhas do Sr. Trovões ficaram tão vermelhas, tão vermelhas que já não pareciam orelhas, mas tomates.

- Porque se a ordem existisse – prosse guiu Tistu na maior calma – não haveria miséria.

A nota recebida aquele dia por Tistu não foi das melhores. O Sr. Trovões anotou no caderninho: “Menino distraído e raciocinador. Os sentimentos generosos privam-no do senso da realidade”.

Mas no dia seguinte... Vocês já adivinha ram. No dia seguinte, os jornais de Mirapólvora anunciavam uma verdadeira inundação de volúveis. Os conselhos de Bigode haviam sido tomados ao pé da letra.

Arcos cor do céu velavam a feiura dos barracos, fileiras de gerânios debruavam os caminhos de relva. Os quarteirões deserdados, cuja proximidade era evitada de tão horríveis de se ver, haviam se tornado os mais belos da cidade. As pessoas iam visitá-los como se visita um museu.

Seus habitantes resolveram, então, aproveitar as circunstâncias. Puseram uma borboleta bem à entrada e cobravam cinco cruzeiros. Apareceram assim vários empregos: de guia, de guarda, de fotó grafo e vendedor de cartão-postal.

Juntaram uma fortuna.

Para empregar esse dinheiro, resolveram construir entre as árvores um grande edifício com novecentos e noventa e nove apartamentos muito bonitos, dotados de fogão elétrico, onde os antigos moradores da favela pudessem viver confortavelmente. E, como era preciso muita gente para construí-lo, ninguém mais ficou sem trabalho.

Bigode não se esqueceu de dar os parabéns a Tistu logo que pôde.

- Ah, essa das favelas foi de tirar o chapéu! Mas está faltando ali um pouco de perfume. De outra vez, não esqueça do jasmim. Cresce depressa e é bastante cheiroso.

Tistu prometeu, na próxima vez, caprichar bastante.

DRUON, Maurice. O menino do dedo verde. 135 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2024. Tradução de D. Marcos Barbosa. Texto adapatado.

Analise as afirmações a seguir sobre o processo de formação de palavras e assinale a única alternativa CORRETA.

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Questão 3 15119878
Fácil 00:00

IFES 2024
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto
  • Coesão (elem. coesivos) e Coerência Gêneros textuais - Verbais/Narrativos
  • Romance
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Leia o texto a seguir para responder à questão.

 

Tistu era um garoto que vivia na cidade de Mirapólvora, filho de pais ricos e donos de uma fábrica de canhões. Ao chegar na idade escolar, Tistu não conseguia permanecer acordado nas aulas e os pais decidiram, então, que ele aprenderia as lições com a vida. Em uma delas, Bigode, um jardineiro muito dedicado, descobriu que Tistu tinha um poder especial: ele tinha o polegar verde, isso significava que, onde o seu polegar tocava, nasciam e cresciam flores. Vamos conhecer um trecho da obra “O menino do dedo verde”, de Maurice Druon, em que Tistu é acompanhado pelo Sr. Trovões, conhecido por manter a ordem na cidade de Mirapólvora, para entender um pouco o que é a miséria.

 

TEXTO 1

 

[...]

 

Foi assim que Tistu aprendeu no dia seguinte, conduzido pelo Sr. Trovões, que a miséria mora nas favelas.

Haviam aconselhado a Tistu que vestisse para essa visita uma roupa mais velha.

O Sr. Trovões lançou mão da mais forte voz de trombeta para explicar a Tistu que as favelas ficavam nas margens da cidade.

- As favelas são um flagelo – declarou ele.

- E o que é um flagelo? – perguntou Tistu.

- Um flagelo é uma desgraça grande que atinge muita gente ao mesmo tempo.

O Sr. Trovões já não precisava dizer coisa alguma, pois Tistu já sentia o polegar coçando.

[...] Caminhos estreitos, lamacentos, mal cheirosos insinuavam-se entre tábuas apodrecidas, juntadas de qualquer jeito. Essas tábuas pareciam formar casebres, mas tão esburacados e oscilantes ao vento que a gente custava a acreditar que conseguissem se manter em pé. As portas eram remendadas com papelão ou com velhos pedaços de lata.

Ao lado da cidade limpa, de cimento e tijolos, varrida cada manhã, a favela era como se fosse uma outra cidade, repelente, que envergonhava a primeira. Nada de postes, calçadas, vitrinas e caminhões de limpeza urbana.

“Um pouco de relva beberia essa água lamacenta e tornaria os caminhos mais agradáveis; em seguida, volúveis e clematites em quantidade reforçariam os pobres barracos, quase a desmoronar”, pensava Tistu, cujo polegar em riste ia deixando impressões digitais em todas as feiuras do trajeto.

Nos barracos vivia muito mais gente do que eles podiam conter; essa gente havia de ter, é claro, um mau aspecto. “Vivendo apertados assim uns contra os outros, sem um raio de sol, tornam-se pálidos como as chicórias que o Bigode conserva na adega. Eu não gostaria que me tratassem como um pé de chicória!”

Tistu resolveu fazer crescerem gerânios ao longo das janelas, para que as crianças vissem um pouco de cor.

- Mas por que toda essa gente mora em casinhas de coelho? – perguntou de repente.

- Porque não possuem outra casa, é claro. Isso é uma pergunta idiota – respondeu o Sr. Trovões.

- E por que é que eles não têm outra casa?

- Porque não têm trabalho.

- E por que eles não têm trabalho?

- Porque não têm sorte.

- Então, quer dizer que eles não têm coisa alguma?

- Sim, e a miséria é isso.

“Pois amanhã”, disse Tistu consigo, “eles terão ao menos algumas flores”.

Ele viu um homem batendo na mulher e uma criança fugir chorando.

- A miséria torna os homens ruins? – perguntou Tistu.

- Quase sempre – respondeu o Sr. Trovões, que começou a lançar uma fanfarra de terríveis palavras.

[...]

- Recomecemos nossa lição. Que é preciso para lutar contra a miséria e suas terríveis consequências? Pense um pouco... É preciso uma coisa que começa com a letra O.

- Ouro?

- Não. É preciso ordem!

Tistu permaneceu um instante calado. Não parecia muito convencido. E, quando acabou de refletir, ele disse:

- Essa sua ordem, Sr. Trovões, o senhor tem certeza de que ela existe? Eu não acredito.

As orelhas do Sr. Trovões ficaram tão vermelhas, tão vermelhas que já não pareciam orelhas, mas tomates.

- Porque se a ordem existisse – prosse guiu Tistu na maior calma – não haveria miséria.

A nota recebida aquele dia por Tistu não foi das melhores. O Sr. Trovões anotou no caderninho: “Menino distraído e raciocinador. Os sentimentos generosos privam-no do senso da realidade”.

Mas no dia seguinte... Vocês já adivinha ram. No dia seguinte, os jornais de Mirapólvora anunciavam uma verdadeira inundação de volúveis. Os conselhos de Bigode haviam sido tomados ao pé da letra.

Arcos cor do céu velavam a feiura dos barracos, fileiras de gerânios debruavam os caminhos de relva. Os quarteirões deserdados, cuja proximidade era evitada de tão horríveis de se ver, haviam se tornado os mais belos da cidade. As pessoas iam visitá-los como se visita um museu.

Seus habitantes resolveram, então, aproveitar as circunstâncias. Puseram uma borboleta bem à entrada e cobravam cinco cruzeiros. Apareceram assim vários empregos: de guia, de guarda, de fotó grafo e vendedor de cartão-postal.

Juntaram uma fortuna.

Para empregar esse dinheiro, resolveram construir entre as árvores um grande edifício com novecentos e noventa e nove apartamentos muito bonitos, dotados de fogão elétrico, onde os antigos moradores da favela pudessem viver confortavelmente. E, como era preciso muita gente para construí-lo, ninguém mais ficou sem trabalho.

Bigode não se esqueceu de dar os parabéns a Tistu logo que pôde.

- Ah, essa das favelas foi de tirar o chapéu! Mas está faltando ali um pouco de perfume. De outra vez, não esqueça do jasmim. Cresce depressa e é bastante cheiroso.

Tistu prometeu, na próxima vez, caprichar bastante.

DRUON, Maurice. O menino do dedo verde. 135 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2024. Tradução de D. Marcos Barbosa. Texto adapatado.

Releia os trechos de O menino do dedo verde e observe os verbos em destaque:

 

“Um pouco de relva beberia essa água lamacenta e tornaria os caminhos mais agradáveis; em seguida, volúveis e clematites em quantidade reforçariam os pobres barracos, quase a desmoronar”, pensava Tistu, cujo polegar em riste ia deixando impressões digitais em todas as feiuras do trajeto.

[...]

- Então, quer dizer que eles não têm coisa alguma?

- Sim, e a miséria é isso.

“Pois amanhã”, disse Tistu consigo, “eles terão ao menos algumas flores”.

[...]

Mas no dia seguinte... Vocês já adivinharam. No dia seguinte, os jornais de Mirapólvora anunciavam uma verdadeira inundação de volúveis.

 

Analise as afirmativas a seguir em relação aos verbos e marque se são VERDADEIRAS OU FALSAS.

 

( ) I – Em “Um pouco de relva beberia essa água lamacenta e tornaria os caminhos mais agra dáveis”, os verbos beberia e tornaria indicam uma probabilidade de acontecer, algo incerto, por isso podem ser classificados como presente do subjuntivo.

 

( ) II – Em “Então, quer dizer que eles não têm coisa alguma?”, o verbo ter indica o presente do indicativo e recebe acento circunflexo porque se refere à 3a pessoa do plural (eles), referindo-se aos moradores da favela.

 

( ) III – Na oração “eles terão ao menos algumas flores”, o verbo ter indica um fato futuro, que é posterior ao momento da fala, e é classificado como futuro do presente do modo indicativo, o que pode ser comprovado pela desinência -ão para referir-se à 3a pessoa do plural, nesse caso ao pronome pessoal eles.

 

( ) IV – Na afirmação “Vocês já adivinharam.”, o verbo em destaque pode ser analisado pela seguinte estrutura morfológica: o radical adivinh-, a vogal temática -a, a desinência modo--temporal -ra e a desinência número-pessoal -m. Dessa forma, concluímos que o verbo é classificado como futuro do presente do indicativo, por indicar um fato que ainda vai acontecer; nesse caso os leitores ainda vão adivinhar o que aconteceu na favela.

 

( ) V – Na oração “No dia seguinte, os jornais de Mirapólvora anunciavam uma verdadeira inundação de volúveis”, podemos afirmar que a forma verbal anunciavam pertence à 1a conjugação pela presença da vogal temática -a, a desinência modo-temporal -va indica que o verbo pertence ao pretérito imperfeito do indicativo, por tratar-se de uma ação que se prolongava no passado, e a desinência número-pessoal -m indica que o verbo pertence à 3a pessoal do plural, concordando com o sujeito “os jornais (eles)”.

 

Agora, assinale a alternativa que contém a sequência correta.

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Questão 2 15119853
Fácil 00:00

IFES 2024
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto
  • Coesão (elem. coesivos) e Coerência Gêneros textuais - Verbais/Narrativos
  • Romance
  • Exibir tags
Resolução comentada

Leia o texto a seguir para responder à questão.

 

Tistu era um garoto que vivia na cidade de Mirapólvora, filho de pais ricos e donos de uma fábrica de canhões. Ao chegar na idade escolar, Tistu não conseguia permanecer acordado nas aulas e os pais decidiram, então, que ele aprenderia as lições com a vida. Em uma delas, Bigode, um jardineiro muito dedicado, descobriu que Tistu tinha um poder especial: ele tinha o polegar verde, isso significava que, onde o seu polegar tocava, nasciam e cresciam flores. Vamos conhecer um trecho da obra “O menino do dedo verde”, de Maurice Druon, em que Tistu é acompanhado pelo Sr. Trovões, conhecido por manter a ordem na cidade de Mirapólvora, para entender um pouco o que é a miséria.

 

TEXTO 1

 

[...]

 

Foi assim que Tistu aprendeu no dia seguinte, conduzido pelo Sr. Trovões, que a miséria mora nas favelas.

Haviam aconselhado a Tistu que vestisse para essa visita uma roupa mais velha.

O Sr. Trovões lançou mão da mais forte voz de trombeta para explicar a Tistu que as favelas ficavam nas margens da cidade.

- As favelas são um flagelo – declarou ele.

- E o que é um flagelo? – perguntou Tistu.

- Um flagelo é uma desgraça grande que atinge muita gente ao mesmo tempo.

O Sr. Trovões já não precisava dizer coisa alguma, pois Tistu já sentia o polegar coçando.

[...] Caminhos estreitos, lamacentos, mal cheirosos insinuavam-se entre tábuas apodrecidas, juntadas de qualquer jeito. Essas tábuas pareciam formar casebres, mas tão esburacados e oscilantes ao vento que a gente custava a acreditar que conseguissem se manter em pé. As portas eram remendadas com papelão ou com velhos pedaços de lata.

Ao lado da cidade limpa, de cimento e tijolos, varrida cada manhã, a favela era como se fosse uma outra cidade, repelente, que envergonhava a primeira. Nada de postes, calçadas, vitrinas e caminhões de limpeza urbana.

“Um pouco de relva beberia essa água lamacenta e tornaria os caminhos mais agradáveis; em seguida, volúveis e clematites em quantidade reforçariam os pobres barracos, quase a desmoronar”, pensava Tistu, cujo polegar em riste ia deixando impressões digitais em todas as feiuras do trajeto.

Nos barracos vivia muito mais gente do que eles podiam conter; essa gente havia de ter, é claro, um mau aspecto. “Vivendo apertados assim uns contra os outros, sem um raio de sol, tornam-se pálidos como as chicórias que o Bigode conserva na adega. Eu não gostaria que me tratassem como um pé de chicória!”

Tistu resolveu fazer crescerem gerânios ao longo das janelas, para que as crianças vissem um pouco de cor.

- Mas por que toda essa gente mora em casinhas de coelho? – perguntou de repente.

- Porque não possuem outra casa, é claro. Isso é uma pergunta idiota – respondeu o Sr. Trovões.

- E por que é que eles não têm outra casa?

- Porque não têm trabalho.

- E por que eles não têm trabalho?

- Porque não têm sorte.

- Então, quer dizer que eles não têm coisa alguma?

- Sim, e a miséria é isso.

“Pois amanhã”, disse Tistu consigo, “eles terão ao menos algumas flores”.

Ele viu um homem batendo na mulher e uma criança fugir chorando.

- A miséria torna os homens ruins? – perguntou Tistu.

- Quase sempre – respondeu o Sr. Trovões, que começou a lançar uma fanfarra de terríveis palavras.

[...]

- Recomecemos nossa lição. Que é preciso para lutar contra a miséria e suas terríveis consequências? Pense um pouco... É preciso uma coisa que começa com a letra O.

- Ouro?

- Não. É preciso ordem!

Tistu permaneceu um instante calado. Não parecia muito convencido. E, quando acabou de refletir, ele disse:

- Essa sua ordem, Sr. Trovões, o senhor tem certeza de que ela existe? Eu não acredito.

As orelhas do Sr. Trovões ficaram tão vermelhas, tão vermelhas que já não pareciam orelhas, mas tomates.

- Porque se a ordem existisse – prosse guiu Tistu na maior calma – não haveria miséria.

A nota recebida aquele dia por Tistu não foi das melhores. O Sr. Trovões anotou no caderninho: “Menino distraído e raciocinador. Os sentimentos generosos privam-no do senso da realidade”.

Mas no dia seguinte... Vocês já adivinha ram. No dia seguinte, os jornais de Mirapólvora anunciavam uma verdadeira inundação de volúveis. Os conselhos de Bigode haviam sido tomados ao pé da letra.

Arcos cor do céu velavam a feiura dos barracos, fileiras de gerânios debruavam os caminhos de relva. Os quarteirões deserdados, cuja proximidade era evitada de tão horríveis de se ver, haviam se tornado os mais belos da cidade. As pessoas iam visitá-los como se visita um museu.

Seus habitantes resolveram, então, aproveitar as circunstâncias. Puseram uma borboleta bem à entrada e cobravam cinco cruzeiros. Apareceram assim vários empregos: de guia, de guarda, de fotó grafo e vendedor de cartão-postal.

Juntaram uma fortuna.

Para empregar esse dinheiro, resolveram construir entre as árvores um grande edifício com novecentos e noventa e nove apartamentos muito bonitos, dotados de fogão elétrico, onde os antigos moradores da favela pudessem viver confortavelmente. E, como era preciso muita gente para construí-lo, ninguém mais ficou sem trabalho.

Bigode não se esqueceu de dar os parabéns a Tistu logo que pôde.

- Ah, essa das favelas foi de tirar o chapéu! Mas está faltando ali um pouco de perfume. De outra vez, não esqueça do jasmim. Cresce depressa e é bastante cheiroso.

Tistu prometeu, na próxima vez, caprichar bastante.

DRUON, Maurice. O menino do dedo verde. 135 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2024. Tradução de D. Marcos Barbosa. Texto adapatado.

Os sinais de pontuação são utilizados na escrita para delimitar estruturas sintáticas e/ou representar pausas e entonações. Dentre eles, há a vírgula, que possui várias funções, como separar elementos dentro das orações ou separar orações.

 

Leia as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA em relação à explicação do uso da vírgula.

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Questão 1 15119734
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  • Romance
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Resolução comentada

Leia o texto a seguir para responder à questão.

 

Tistu era um garoto que vivia na cidade de Mirapólvora, filho de pais ricos e donos de uma fábrica de canhões. Ao chegar na idade escolar, Tistu não conseguia permanecer acordado nas aulas e os pais decidiram, então, que ele aprenderia as lições com a vida. Em uma delas, Bigode, um jardineiro muito dedicado, descobriu que Tistu tinha um poder especial: ele tinha o polegar verde, isso significava que, onde o seu polegar tocava, nasciam e cresciam flores. Vamos conhecer um trecho da obra “O menino do dedo verde”, de Maurice Druon, em que Tistu é acompanhado pelo Sr. Trovões, conhecido por manter a ordem na cidade de Mirapólvora, para entender um pouco o que é a miséria.

 

TEXTO 1

 

[...]

 

Foi assim que Tistu aprendeu no dia seguinte, conduzido pelo Sr. Trovões, que a miséria mora nas favelas.

Haviam aconselhado a Tistu que vestisse para essa visita uma roupa mais velha.

O Sr. Trovões lançou mão da mais forte voz de trombeta para explicar a Tistu que as favelas ficavam nas margens da cidade.

- As favelas são um flagelo – declarou ele.

- E o que é um flagelo? – perguntou Tistu.

- Um flagelo é uma desgraça grande que atinge muita gente ao mesmo tempo.

O Sr. Trovões já não precisava dizer coisa alguma, pois Tistu já sentia o polegar coçando.

[...] Caminhos estreitos, lamacentos, mal cheirosos insinuavam-se entre tábuas apodrecidas, juntadas de qualquer jeito. Essas tábuas pareciam formar casebres, mas tão esburacados e oscilantes ao vento que a gente custava a acreditar que conseguissem se manter em pé. As portas eram remendadas com papelão ou com velhos pedaços de lata.

Ao lado da cidade limpa, de cimento e tijolos, varrida cada manhã, a favela era como se fosse uma outra cidade, repelente, que envergonhava a primeira. Nada de postes, calçadas, vitrinas e caminhões de limpeza urbana.

“Um pouco de relva beberia essa água lamacenta e tornaria os caminhos mais agradáveis; em seguida, volúveis e clematites em quantidade reforçariam os pobres barracos, quase a desmoronar”, pensava Tistu, cujo polegar em riste ia deixando impressões digitais em todas as feiuras do trajeto.

Nos barracos vivia muito mais gente do que eles podiam conter; essa gente havia de ter, é claro, um mau aspecto. “Vivendo apertados assim uns contra os outros, sem um raio de sol, tornam-se pálidos como as chicórias que o Bigode conserva na adega. Eu não gostaria que me tratassem como um pé de chicória!”

Tistu resolveu fazer crescerem gerânios ao longo das janelas, para que as crianças vissem um pouco de cor.

- Mas por que toda essa gente mora em casinhas de coelho? – perguntou de repente.

- Porque não possuem outra casa, é claro. Isso é uma pergunta idiota – respondeu o Sr. Trovões.

- E por que é que eles não têm outra casa?

- Porque não têm trabalho.

- E por que eles não têm trabalho?

- Porque não têm sorte.

- Então, quer dizer que eles não têm coisa alguma?

- Sim, e a miséria é isso.

“Pois amanhã”, disse Tistu consigo, “eles terão ao menos algumas flores”.

Ele viu um homem batendo na mulher e uma criança fugir chorando.

- A miséria torna os homens ruins? – perguntou Tistu.

- Quase sempre – respondeu o Sr. Trovões, que começou a lançar uma fanfarra de terríveis palavras.

[...]

- Recomecemos nossa lição. Que é preciso para lutar contra a miséria e suas terríveis consequências? Pense um pouco... É preciso uma coisa que começa com a letra O.

- Ouro?

- Não. É preciso ordem!

Tistu permaneceu um instante calado. Não parecia muito convencido. E, quando acabou de refletir, ele disse:

- Essa sua ordem, Sr. Trovões, o senhor tem certeza de que ela existe? Eu não acredito.

As orelhas do Sr. Trovões ficaram tão vermelhas, tão vermelhas que já não pareciam orelhas, mas tomates.

- Porque se a ordem existisse – prosse guiu Tistu na maior calma – não haveria miséria.

A nota recebida aquele dia por Tistu não foi das melhores. O Sr. Trovões anotou no caderninho: “Menino distraído e raciocinador. Os sentimentos generosos privam-no do senso da realidade”.

Mas no dia seguinte... Vocês já adivinha ram. No dia seguinte, os jornais de Mirapólvora anunciavam uma verdadeira inundação de volúveis. Os conselhos de Bigode haviam sido tomados ao pé da letra.

Arcos cor do céu velavam a feiura dos barracos, fileiras de gerânios debruavam os caminhos de relva. Os quarteirões deserdados, cuja proximidade era evitada de tão horríveis de se ver, haviam se tornado os mais belos da cidade. As pessoas iam visitá-los como se visita um museu.

Seus habitantes resolveram, então, aproveitar as circunstâncias. Puseram uma borboleta bem à entrada e cobravam cinco cruzeiros. Apareceram assim vários empregos: de guia, de guarda, de fotó grafo e vendedor de cartão-postal.

Juntaram uma fortuna.

Para empregar esse dinheiro, resolveram construir entre as árvores um grande edifício com novecentos e noventa e nove apartamentos muito bonitos, dotados de fogão elétrico, onde os antigos moradores da favela pudessem viver confortavelmente. E, como era preciso muita gente para construí-lo, ninguém mais ficou sem trabalho.

Bigode não se esqueceu de dar os parabéns a Tistu logo que pôde.

- Ah, essa das favelas foi de tirar o chapéu! Mas está faltando ali um pouco de perfume. De outra vez, não esqueça do jasmim. Cresce depressa e é bastante cheiroso.

Tistu prometeu, na próxima vez, caprichar bastante.

DRUON, Maurice. O menino do dedo verde. 135 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2024. Tradução de D. Marcos Barbosa. Texto adapatado.

No capítulo lido, compreendemos que Tistu foi levado à favela para ter lições sobre a miséria humana.

 

Analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa INCORRETA segundo o texto.

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