Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 12 4495726
CN 2° Dia 2013Texto para responder à questão.
TEXTO
Campeonato do desperdício
No campeonato do desperdício, somos campeões em várias modalidades. Algumas de que nos orgulhamos e outras de que nem tanto. Meu amigo Adamastor, antropólogo das horas vagas, não me deu as causas primeiras de nossa primazia, mas forneceu-me uma lista em que somos imbatíveis. Claro, das modalidades que “nem tanto”.
Vocês já ouviram falar em lixo rico? Somos os campeões. Nosso lixo faria a fartura de um Haiti. Com o que jogamos fora e que poderia ser aproveitado, poder-se-ia alimentar muito mais do que a população do Haiti. Há pesquisas do assunto e cálculos exatos que “nem tanto”. Somos um país pobre com mania de rico. E nosso lixo é mais rico do que O lixo dos países ricos. Meu falecido pai costumava dizer: rico raspa O queijo com as costas da faca; remediado corta uma casca bem fininha; pobre, contudo, arranca uma lasca imensa do queijo. Meu pai dizia, e tenho a impressão que meu pai era um homem preconceituoso, mas em termos de manuseio dos alimentos nacionais, arrancamos uma lasca imensa do queijo, ah, sim, arrancamos.
Outra modalidade em que somos campeões absolutos, o desperdício do transporte. Ninguém no mundo consegue, tanto quanto nós, jogar grãos nas estradas. Não viajo pouco e me considero testemunha ocular. A Anhanguera, por exemplo, tem verdadeiras plantações de soja em suas margens. Quando pego uma traseira de caminhão e aquela chuva de grãos me assusta, penso rápido e fico calmo: faz parte da competição e temos de ser campeões.
Na construção civil o desperdício chega a ser escandaloso. Um dia o Adamastor, antropólogo das horas vagas, me veio com uma folha de jornal onde se liam estatísticas indecentes. Com o que se joga fora de material (do mais bruto ao mais sofisticado), o Brasil poderia construir todos os estádios que a FIFA exige e ainda poderia exportar cidades para o mundo.
Antigamente, este que vos atormenta, levava um litro lavado para trocar por outro cheio de leite. Você, caro leitor, talvez nem tenha notícia disso. Mas era assim. Agora, compra-se o leite e sua embalagem internamente aluminizada para Jjogá-la no lixo. Quanto de nosso petróleo vai para o lixo em forma de sacos plásticos? Vocês já ouviram falar que o petróleo é um recurso inesgotável? Claro que não! Mas sente algum remorso ao jogar os sacos trazidos do supermercado no lixo? Claro que não. Nossa cultura de mosaico nos tirou a capacidade de ligar os fenômenos entre si.
E o que desperdiçamos de talentos, de esforço educacional? São advogados atendendo em balcão de banco, engenheiros vendendo cachorro-quente nas avenidas de São Paulo, são gênios que se desperdiçam diariamente como se fossem recursos, eles também, inesgotáveis. No dia em que a gente precisar, vai lá e pega. No dia em que a gente precisar, pode não existir mais. Não importa, vivemos no melhor dos mundos, segundo a opinião do Adamastor, o gigante, plagiando um tal de Dr. Pangloss, que ironizava um tal de Leibniz.
BRAFF, Menalton. Em www.cartacapital.com.br - Acesso em 14 jan., 2013 - adaptado.
Dr. Pangloss - personagem de Cândido, de Voltaire. Caracteriza-se pelo extremo otimismo.
Leibniz - Autor da teoria de que nada acontece ao acaso. Estamos no melhor dos mundos possíveis, o ser só é, só existe, porque é o melhor possível.
Adamastor, o- gigante - personificação do Cabo das Tormentas, em Os Lusíadas, do escritor português Luiz Vaz de Camões.
Pode-se afirmar que o último parágrafo do texto
Questão 9 4495635
CN 2° Dia 2013Texto para responder à questão.
TEXTO
Campeonato do desperdício
No campeonato do desperdício, somos campeões em várias modalidades. Algumas de que nos orgulhamos e outras de que nem tanto. Meu amigo Adamastor, antropólogo das horas vagas, não me deu as causas primeiras de nossa primazia, mas forneceu-me uma lista em que somos imbatíveis. Claro, das modalidades que “nem tanto”.
Vocês já ouviram falar em lixo rico? Somos os campeões. Nosso lixo faria a fartura de um Haiti. Com o que jogamos fora e que poderia ser aproveitado, poder-se-ia alimentar muito mais do que a população do Haiti. Há pesquisas do assunto e cálculos exatos que “nem tanto”. Somos um país pobre com mania de rico. E nosso lixo é mais rico do que O lixo dos países ricos. Meu falecido pai costumava dizer: rico raspa O queijo com as costas da faca; remediado corta uma casca bem fininha; pobre, contudo, arranca uma lasca imensa do queijo. Meu pai dizia, e tenho a impressão que meu pai era um homem preconceituoso, mas em termos de manuseio dos alimentos nacionais, arrancamos uma lasca imensa do queijo, ah, sim, arrancamos.
Outra modalidade em que somos campeões absolutos, o desperdício do transporte. Ninguém no mundo consegue, tanto quanto nós, jogar grãos nas estradas. Não viajo pouco e me considero testemunha ocular. A Anhanguera, por exemplo, tem verdadeiras plantações de soja em suas margens. Quando pego uma traseira de caminhão e aquela chuva de grãos me assusta, penso rápido e fico calmo: faz parte da competição e temos de ser campeões.
Na construção civil o desperdício chega a ser escandaloso. Um dia o Adamastor, antropólogo das horas vagas, me veio com uma folha de jornal onde se liam estatísticas indecentes. Com o que se joga fora de material (do mais bruto ao mais sofisticado), o Brasil poderia construir todos os estádios que a FIFA exige e ainda poderia exportar cidades para o mundo.
Antigamente, este que vos atormenta, levava um litro lavado para trocar por outro cheio de leite. Você, caro leitor, talvez nem tenha notícia disso. Mas era assim. Agora, compra-se o leite e sua embalagem internamente aluminizada para Jjogá-la no lixo. Quanto de nosso petróleo vai para o lixo em forma de sacos plásticos? Vocês já ouviram falar que o petróleo é um recurso inesgotável? Claro que não! Mas sente algum remorso ao jogar os sacos trazidos do supermercado no lixo? Claro que não. Nossa cultura de mosaico nos tirou a capacidade de ligar os fenômenos entre si.
E o que desperdiçamos de talentos, de esforço educacional? São advogados atendendo em balcão de banco, engenheiros vendendo cachorro-quente nas avenidas de São Paulo, são gênios que se desperdiçam diariamente como se fossem recursos, eles também, inesgotáveis. No dia em que a gente precisar, vai lá e pega. No dia em que a gente precisar, pode não existir mais. Não importa, vivemos no melhor dos mundos, segundo a opinião do Adamastor, o gigante, plagiando um tal de Dr. Pangloss, que ironizava um tal de Leibniz.
BRAFF, Menalton. Em www.cartacapital.com.br - Acesso em 14 jan., 2013 - adaptado.
Dr. Pangloss - personagem de Cândido, de Voltaire. Caracteriza-se pelo extremo otimismo.
Leibniz - Autor da teoria de que nada acontece ao acaso. Estamos no melhor dos mundos possíveis, o ser só é, só existe, porque é o melhor possível.
Adamastor, o- gigante - personificação do Cabo das Tormentas, em Os Lusíadas, do escritor português Luiz Vaz de Camões.
Em “Não importa, vivemos no melhor dos mundos, segundo a opinião do Adamastor, o gigante, plagiando um tal de Dr. Pangloss, que ironizava um tal de Leibniz.” (6º §), o termo grifado pode ser substituído, sem mudança de sentido, por
Questão 10 618238
CTI (UNIFICADO) 2013Leia o texto para responder à questão.
Professores têm medo de aluno só se ligar nos tablets
Para Myriam Tricate, diretora do colégio Magno, não dá para ignorar o que acontece fora dos muros da escola. “A partir do momento em que a tecnologia se torna próxima da nossa vida, temos que abraçá-la.”
Mas ninguém sabe direito como fazê-lo. No Bandeirantes, que tem 50 iPads para uso em classe, professores se reúnem quinzenalmente para trocar ideias de atividades e pensar em como lidar com as novidades. Sílvia Vampré, coordenadora de tecnologia educacional do colégio, conta que uma das principais preocupações dos educadores é perder o controle sobre os alunos. Eles perguntam-se o que terão de fazer para continuar sendo foco das atenções quando cada aluno tiver um tablet nas mãos. Para Sílvia, é necessário que as atividades sejam envolventes e enriqueçam o ensino.
O professor Claudemir Belintane, da Faculdade de Educação da USP, tem opinião parecida e alerta: “Não podemos achar que as crianças vão aprender mais só porque estão mais envolvidas com os efeitos tecnológicos”. Segundo ele, para construir conhecimento, o aluno deve deixar de prestar atenção só a formas e movimentos dos tablets e se ligar no conteúdo.
(Disponível em: www1.folha.uol.com.br/folhinha/1160235-professores- -tem-medo-de-aluno-so-se-ligar-nos-tablets.shtml Acesso em: 05.10.2012. Adaptado)
Em – Segundo ele, para construir conhecimento, o aluno deve deixar de prestar atenção... –, sem alterar o sentido do texto, a palavra em destaque pode ser substituída por:
Questão 1 618216
CTI (UNIFICADO) 2013Observe a tirinha para responder à questão.

(Disponível em:http://omeninomaluquinho.educacional.com.br/PaginaTirinha/PaginaAnterior.asp?da=02092012 Acesso em: 26.09.2012)
Analisando-se as imagens e o texto escrito da tirinha, é correto afirmar que o
Questão 8 401187
IFSulDeMinas 2013Entre os ditos populares, qual deles melhor corresponde à figura a seguir?

Disponível em: http://nonocajoaquina.blogspot.com/. Acesso em 10/11/2010.
Questão 7 401182
IFSulDeMinas 2013Leia-a e responda:

Disponível em: http://www.google.com.br/images. Acesso em 21/10/2012
A charge acima tece uma crítica à incorporação da tecnologia na sociedade atual. Que crítica é essa?
06
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