Questões de EFAF Português
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Questão 7 11009111
IFC Exame de Classificação 2017Leia o texto para responder a questão a seguir:
CONVITE
Poesia
é brincar com palavras
como se brinca
com bola, papagaio, pião.
Só que bola, papagaio, pião
de tanto brincar
se gastam.
As palavras não:
quanto mais se brinca
com elas
mais novas ficam.
Como a água do rio
que é água sempre nova.
Como cada dia
que é sempre um novo dia.
Vamos brincar de poesia?
(PAES, José Paulo. Poemas para brincar. 16. ed. São Paulo: Ática, 2000.)
Levando em conta que o eu-lírico é a voz que se manifesta nos poemas, qual é a razão de o poema intitular-se “Convite”?
Questão 6 11009104
IFC Exame de Classificação 2017Leia agora o texto a seguir para responder a QUESTÃO:
CHIKUNGUNYA DESAFIA CIÊNCIA E JÁ MATA MAIS QUE DENGUE E ZIKA NO NORDESTE
O alto número de mortes confirmadas por chikungunya no Nordeste está desafiando médicos e pesquisadores a buscar explicações do porquê de uma doença de taxa de mortalidade baixa apresentar saltos fora do padrão normal. A doença é transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.
A chikungunya foi motivo confirmado de 45 mortes no 1° semestre na região, contra 35 mortes por dengue e cinco pelo vírus da zika. O número de mortes ainda deve crescer consideravelmente, já que há outras 400 mortes por arboviroses em investigação nesses Estados, todas sem causa confirmada.
O levantamento inclui dados das secretarias estaduais de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. O governo de Sergipe não indica a quantidade de mortes em seus boletins divulgados nem a secretaria estadual de Saúde informou o número.
O Nordeste é a região do Brasil que mais sofre com o vírus, segundo o Ministério da Saúde. Até o fim de maio, 107 mil pessoas foram infectadas pela febre chikungunya --a região tem 87% das infecções registradas em todo o país. O número de pessoas infectadas no Brasil em 2016 já é quase nove vezes maior que as registradas em todo o ano passado: 13 mil.
Assim como dengue e zika, não existe um tratamento específico para chikungunya. Os sintomas são tratados com medicação para a febre e dores articulares.
Fonte: MADEIRO, C. Chikungunya desafia ciência e já mata mais que dengue e zika no Nordeste. Disponível em: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2016/07/12/chikungunya-desafia-ciencia-e-ja-mata-mais-que-dengue-e-zika-juntosno-ne.htm. Acesso em: 12.jul. 2016.
Na frase: “o alto número de mortes confirmadas por chikungunya no Nordeste está desafiando médicos e pesquisadores a buscar explicações do porquê de uma doença de taxa de mortalidade baixa apresentar saltos fora do padrão normal”, a palavra destacada pode ser substituída, sem alteração de sentido, por:
Questão 4 11009027
IFC Exame de Classificação 2017Leia o texto NO RESTAURANTE para responder a QUESTÃO:
NO RESTAURANTE
(Carlos Drummond de Andrade)
— QUERO LASANHA.
Aquele anteprojeto de mulher — quatro anos, no máximo, desabrochando na ultraminissaia — entrou decidida no restaurante. Não precisava de menu, não precisava de mesa, não precisava de nada. Sabia perfeitamente o que queria. Queria lasanha.
O pai, que mal acabara de estacionar o carro em uma vaga de milagre, apareceu para dirigir a operação-jantar, que é, ou era, da competência dos senhores pais.
— Meu bem, venha cá.
— Quero lasanha.
— Escute aqui, querida. Primeiro, escolhe-se a mesa.
— Não, já escolhi. Lasanha.
Que parada — lia-se na cara do pai. Relutante, a garotinha condescendeu em sentar-se primeiro, e depois encomendar o prato:
— Vou querer lasanha.
— Filhinha, por que não pedimos camarão? Você gosta tanto de camarão.
— Gosto, mas quero lasanha.
— Eu sei, eu sei que você adora camarão. A gente pede fritada bem bacana de camarão. Tá?
— Quero lasanha, papai. Não quero camarão.
— Vamos fazer uma coisa. Depois do camarão a gente traça uma lasanha. Que tal?
— Você come camarão e eu como lasanha.
O garçom aproximou-se, e ela foi logo instruindo:
— Quero uma lasanha.
O pai corrigiu:
— Traga uma fritada de camarão pra dois. Caprichada.
A coisinha amuou. Então não podia querer? Queriam querer em nome dela? Por que é proibido comer lasanha? Essas interrogações também se liam no seu rosto, pois os lábios mantinham reserva. Quando o garçom voltou com os pratos e o serviço, ela atacou:
— Moço, tem lasanha?
— Perfeitamente, senhorita.
O pai, no contra-ataque:
— O senhor providenciou a fritada?
— Já, sim, doutor.
— De camarões bem grandes?
— Daqueles legais, doutor.
— Bem, então me vê um chinite, e pra ela... O que é que você quer, meu anjo?
— Uma lasanha.
— Traz um suco de laranja pra ela.
Com o chopinho e o suco de laranja, veio a famosa fritada de camarão, que, para surpresa do restaurante inteiro, interessado no desenrolar dos acontecimentos, não foi recusada pela senhorita. Ao contrário, papou-a, e bem. A silenciosa manducação atestava, ainda uma vez, no mundo, a vitória do mais forte.
— Estava uma coisa, hem? — comentou o pai, com um sorriso bem alimentado. — Sábado que vem, a gente repete... Combinado?
— Agora a lasanha, não é, papai?
— Eu estou satisfeito. Uns camarões tão geniais! Mas você vai comer mesmo?
— Eu e você, tá?
— Meu amor, eu...
— Tem de me acompanhar, ouviu? Pede a lasanha.
O pai baixou a cabeça, chamou o garçom, pediu. Aí, um casal, na mesa vizinha, bateu palmas. O resto da sala acompanhou. O pai não sabia onde se meter. A garotinha, impassível. Se, na conjuntura, o poder jovem cambaleia, vem aí, com força total, o poder ultrajovem.
(ANDRADE, Carlos Drummond. In: Crônicas I - Para Gostar de Ler 1, 27.ed. São Paulo: Editora Ática, 2005.)
Com base no texto NO RESTAURANTE, analise os itens a seguir, indicando V para Verdadeiro ou F para Falso:
( ) O pai queria dirigir o jantar, pois acreditava que esta deveria ser uma tarefa dos adultos.
( ) Embora a menina gostasse de camarões, naquele dia ela estava com vontade de comer lasanha.
( ) A atitude da garota não surpreende o seu pai e as outras pessoas presentes no restaurante.
( ) No final do texto, o pai demonstra sentir-se orgulhoso da atitude determinada da filha.
Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Questão 3 11008967
IFC Exame de Classificação 2017Leia o texto NO RESTAURANTE para responder a QUESTÃO:
NO RESTAURANTE
(Carlos Drummond de Andrade)
— QUERO LASANHA.
Aquele anteprojeto de mulher — quatro anos, no máximo, desabrochando na ultraminissaia — entrou decidida no restaurante. Não precisava de menu, não precisava de mesa, não precisava de nada. Sabia perfeitamente o que queria. Queria lasanha.
O pai, que mal acabara de estacionar o carro em uma vaga de milagre, apareceu para dirigir a operação-jantar, que é, ou era, da competência dos senhores pais.
— Meu bem, venha cá.
— Quero lasanha.
— Escute aqui, querida. Primeiro, escolhe-se a mesa.
— Não, já escolhi. Lasanha.
Que parada — lia-se na cara do pai. Relutante, a garotinha condescendeu em sentar-se primeiro, e depois encomendar o prato:
— Vou querer lasanha.
— Filhinha, por que não pedimos camarão? Você gosta tanto de camarão.
— Gosto, mas quero lasanha.
— Eu sei, eu sei que você adora camarão. A gente pede fritada bem bacana de camarão. Tá?
— Quero lasanha, papai. Não quero camarão.
— Vamos fazer uma coisa. Depois do camarão a gente traça uma lasanha. Que tal?
— Você come camarão e eu como lasanha.
O garçom aproximou-se, e ela foi logo instruindo:
— Quero uma lasanha.
O pai corrigiu:
— Traga uma fritada de camarão pra dois. Caprichada.
A coisinha amuou. Então não podia querer? Queriam querer em nome dela? Por que é proibido comer lasanha? Essas interrogações também se liam no seu rosto, pois os lábios mantinham reserva. Quando o garçom voltou com os pratos e o serviço, ela atacou:
— Moço, tem lasanha?
— Perfeitamente, senhorita.
O pai, no contra-ataque:
— O senhor providenciou a fritada?
— Já, sim, doutor.
— De camarões bem grandes?
— Daqueles legais, doutor.
— Bem, então me vê um chinite, e pra ela... O que é que você quer, meu anjo?
— Uma lasanha.
— Traz um suco de laranja pra ela.
Com o chopinho e o suco de laranja, veio a famosa fritada de camarão, que, para surpresa do restaurante inteiro, interessado no desenrolar dos acontecimentos, não foi recusada pela senhorita. Ao contrário, papou-a, e bem. A silenciosa manducação atestava, ainda uma vez, no mundo, a vitória do mais forte.
— Estava uma coisa, hem? — comentou o pai, com um sorriso bem alimentado. — Sábado que vem, a gente repete... Combinado?
— Agora a lasanha, não é, papai?
— Eu estou satisfeito. Uns camarões tão geniais! Mas você vai comer mesmo?
— Eu e você, tá?
— Meu amor, eu...
— Tem de me acompanhar, ouviu? Pede a lasanha.
O pai baixou a cabeça, chamou o garçom, pediu. Aí, um casal, na mesa vizinha, bateu palmas. O resto da sala acompanhou. O pai não sabia onde se meter. A garotinha, impassível. Se, na conjuntura, o poder jovem cambaleia, vem aí, com força total, o poder ultrajovem.
(ANDRADE, Carlos Drummond. In: Crônicas I - Para Gostar de Ler 1, 27.ed. São Paulo: Editora Ática, 2005.)
O texto “NO RESTAURANTE”, que você acabou de ler, cria uma expectativa em relação à disputa entre pai e filha.
Desta relação, o poder ultrajovem se sobressai, porque:
Questão 7 11003097
IFES 2017TEXTO
Restaurante dá desconto de 50% para cliente que desligar o celular
Empresário de Jerusalém diz que a tecnologia dos smartphones ameaça a culinária e lança proposta de veto do aparelho na hora das refeições
[1] O dono de um restaurante em uma aldeia árabe fora de Jerusalém chamou a atenção ao
anunciar que está em uma missão para salvar a cultura culinária. Ele lançou uma promoção:
desligue o seu celular e ganhe um desconto de 50% nos preços das refeições. Jawdat Ibrahim
diz que os smartphones estão acabando com a experiência de saborear um jantar. Ele espera
[5] que o desconto trará de volta uma época mais inocente, quando se podia ir a um restaurante
em busca do prazer de uma boa conversa, acompanhada de uma boa comida, sem
interrupções provocadas por telefonemas, mensagens de texto e conversas paralelas nas
mesas ao redor.
Adaptado de: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,restaurante-da-desconto-de-50-para- cliente-que-desligar-o-celular,170831e. Acesso em 04/11/2016.
Em “Ele espera que o desconto trará de volta uma época mais inocente, quando se podia ir a um restaurante em busca do prazer de uma boa conversa [...]”, linhas 04, 05 e 06, a forma quando pode ser corretamente substituída por
Questão 6 11003069
IFES 2017TEXTO
Restaurante dá desconto de 50% para cliente que desligar o celular
Empresário de Jerusalém diz que a tecnologia dos smartphones ameaça a culinária e lança proposta de veto do aparelho na hora das refeições
[1] O dono de um restaurante em uma aldeia árabe fora de Jerusalém chamou a atenção ao
anunciar que está em uma missão para salvar a cultura culinária. Ele lançou uma promoção:
desligue o seu celular e ganhe um desconto de 50% nos preços das refeições. Jawdat Ibrahim
diz que os smartphones estão acabando com a experiência de saborear um jantar. Ele espera
[5] que o desconto trará de volta uma época mais inocente, quando se podia ir a um restaurante
em busca do prazer de uma boa conversa, acompanhada de uma boa comida, sem
interrupções provocadas por telefonemas, mensagens de texto e conversas paralelas nas
mesas ao redor.
Adaptado de: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,restaurante-da-desconto-de-50-para- cliente-que-desligar-o-celular,170831e. Acesso em 04/11/2016.
Indique a alternativa em que o trecho “Ele espera que o desconto trará de volta uma época mais inocente [...]”, linhas 04 e 05, está adequadamente reescrito.
06
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