Questões de EFAF Português
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Questão 9 11835773
Pref. de São Paulo 9º Ano 2017/1Sapucaia-Roca
Sapucaia-Roca é uma pequena povoação à margem do Rio Madeira.
Pouco abaixo do lugar em que se acha assentada, referem os índios que existiu outrora uma outra povoação, muito maior do que essa, e que um dia desapareceu da superfície da terra, sepultando-se nas profundidades do rio.
É que os muras, que então a habitavam, levavam a vida desordenada e má, e nas festas , que em honra a Tupana celebravam, entregavam-se a danças tão lascivas e cantavam cantigas tão impuras, que faziam chorar de dor aos angaturamas, que eram os espíritos protetores, que por eles velavam.
Por vezes os velhos e inspirados pajés, sabedores dos segredos de Tupana, haviam-nos advertido de que tremendo castigo os ameaça, se não rompessem com a prática de tão criminosas abominações.
CASCUDO, Luís da Câmara. Lendas Brasileiras para, jovens. São Paulo, SP: Global 2006 (adaptado).
No quarto parágrafo, o termo “haviam-nos” se refere
Questão 8 11835762
Pref. de São Paulo 9º Ano 2017/1Como os cientistas estão revolucionando a cozinha de casa
Criado pela empresa inglesa Moley Robotics, o MK1 é composto de dois braços articuláveis, tem mãos que imitam todos os movimentos humanos e o robô é capaz de reproduzir com precisão receitas gravadas em seu banco de dados. Quando chegar ao mercado, em 2017, ele poderá livrar as pessoas de uma tarefa que pode ser cansativa: preparar as próprias refeições todos os dias.
Depois de dois anos de pesquisa e desenvolvimento, o robô-chef, como ficou conhecido, foi posto à prova na Hanover Messe, a maior feira do mundo de tecnologia industrial e robótica, realizada em abril, na Alemanha.
Sua missão era preparar um bisque de caranguejo. Com os ingredientes organizados sobre uma bancada, o MK1 colocou tudo na panela, refogou, mexeu e finalizou a receita com sucesso, diante de uma plateia atônita. “É uma tecnologia que vai transformar e facilitar o modo como as pessoas cozinham em casa”, afirma Mark Oleynic, fundador da Moley Robotics. “Será possível preparar pratos que você nem teria ideia de como fazer enquanto fica na sala conversando com seus convidados.”
Uma tela sensível ao toque permite escolher as receitas e até programar o robô para deixar seu jantar pronto na hora em que você chegar do trabalho.
Disponível em: http://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2016/09/como-os-cientistas-estao-revolucionando-cozinha-de-casa.html. Acesso em: 18 abr. 2017 (adaptado).
O trecho do texto em que se destaca a opinião de um especialista é:
Questão 7 11835724
Pref. de São Paulo 9º Ano 2017/1Leia o trecho da peça teatral:
3. Sala da casa de Otávio. Interior. Noite.
Fim do jantar. Dulce serve o café... Márcia pinta as unhas assistindo novela de televisão. Otavinho vem do interior com livros sob o braço...
Otavinho – Vou para a aula, tchau!
Dulce – Toma café, meu filho.
Otavinho – Dá não, já atrasei!...
Dulce – Vem direto para casa. Não vai ficar pelo bar!...
Otavinho (Saindo.) – Tá!...
Otávio – Deixa o rapaz fazer o quer, querida. Já não é nenhum bebezinho... (Pega um jornal e vai sentar-se numa poltrona.)
Dulce – Muito ruim o café?
Otávio – Pior impossível, meu bem.
Dulce – Vocês sabem só reclamar, isso sim. Quem é que tem que penar toda a manhã pra acordar o Otavinho, hein, quem é? Tem um sono de pedra! E café, não adianta... Não sei fazer... Me dá qualquer coisa na cozinha que eu faço do melhor. Mas café não adianta mesmo... Não sei fazer...
Otávio – Perguntou, falei!... (Olha o relógio.)
Dulce (Tirando a mesa.) – Não pode esquecer que amanhã é dia de feira, Otávio...
Otávio – Hum...hum...
Dulce – Esta semana você não me deixou quase nada, Otávio... O dinheiro acabou...
Otávio – Pode deixar...
Dulce – Pode deixar, pode deixar... O açougue está atrasado dez dias... Dez dias, já!... Não sei o que você faz com o dinheiro?!
Otávio – Não sou milionário, nem vivo de renda...
GUARNIERI, Gianfrancesco. Teatro de Gianfrancesco: textos para televisão, Edusp/Hucitec, 1988 (adaptado).
Na peça teatral, a ordem em que estão descritas as ações durante a atuação das personagens é
Questão 6 11835718
Pref. de São Paulo 9º Ano 2017/1Pais sem limites
Tudo bem. Criança chora. Mas a gente ouve. Ninguém havia reclamado do incômodo em voz alta. Suponho que algumas pessoas tenham olhado para a mãe como se pedindo que fizesse alguma coisa. Em vez de acalmar o filho, ela brigou. Sinceramente, nem olhar a gente pode? E mais sinceramente ainda: como será a educação desse menino, se a mãe prefere reclamar com quem se sente incomodado com o choro, no lugar de acalmar o filho? Vai ter noção de limite? Ou se transformará num briguento, achando que tem direito a tudo? No caso dos aviões, eu acho que há uma irresponsabilidade enorme dos pais. Como podem expor um bebê de colo a viagens aéreas? Sim, existem os casos de extrema necessidade. Mas não são a maioria. Um bebê sente dor nos ouvidos, talvez até mais intensa que nós. E os pais? Como obrigam a criança a suportar essa dor? E os passageiros os gritos? Eu já vim da Turquia certa vez, em uma viagem que durou o dia todo, com duas crianças pequenas logo atrás de mim. Classe executiva. Gritaram e choraram quase a viagem toda. E não têm razão? Como suportariam passar o dia todo sentados, cintos afivelados? Os pais eram pessoas simpáticas.
Disponível em: http://walcyrcarrasco.com.br/2015/09/18/pais-sem-limites/. Acesso em: 27 abr. 2017 (adaptado).
O narrador ao contar a história ressalta que
Questão 5 11835702
Pref. de São Paulo 9º Ano 2017/1Dona Custódia
Ar de empregada ela não tinha: era uma velha mirrada, muito bem arranjadinha, mangas compridas, cabelos em bandó num vago ar de camafeu – e usava mesmo um, fechando-lhe o vestido ao pescoço. Mas via-se que era humilde – atendera ao anúncio publicado no jornal porque satisfazia às especificações, conforme ela própria fez questão de dizer: sabia cozinhar, arrumar a casa e servir com eficiência a senhor só.
O “senhor só” fê-la entrar, meio ressabiado. Não era propriamente o que esperava, mas tanto melhor: a velhinha podia muito bem dar conta do recado, por que não? E além do mais impunha dentro de casa certo ar de discrição e respeito, propício ao seu trabalho de escritor. Chamava-se Custódia.
Dona Custódia foi logo botando ordem na casa: varreu a sala, arrumou o quarto, limpou a cozinha, preparou o jantar. Deslizava como uma sombra para lá, para cá – em pouco sobejavam provas de sua eficiência doméstica. Ao fim de alguns dias ele se acostumou à sua silenciosa iniciativa (fazia de vez em quando uns quitutes) e se deu por satisfeito: chegou mesmo a pensar em aumentar-lhe o ordenado, sob a feliz impressão de que se tratava de uma empregada de categoria.
De tanta categoria que no dia do aniversário do pai, em que almoçaria fora, ele aproveitou-se para dispensar também o jantar, só para lhe proporcionar o dia inteiro de folga. Dona Custódia ficou muito satisfeitinha, disse que assim sendo iria também passar o dia com uns parentes lá no Rio Comprido...
SABINO, Fernando. Histórias Divertidas. São Paulo, SP: Ática, 2008 (adaptado).
No texto, o uso dos termos “varreu a sala, arrumou o quarto, limpou a cozinha, preparou o jantar” produzem efeito de
Questão 2 11835666
Pref. de São Paulo 9º Ano 2017/1Ginástica de Cérebro não funciona
Joguinhos de celular para exercitar a mente são inúteis – pelo menos é o que dizem psicólogos da Universidade de Illinois. Os jogos fazem com que os participantes fiquem craques apenas no game – mas não melhoram seu desempenho em memória, raciocínio e lógica. A conclusão foi feita com base na análise de 374 estudos sobre o assunto. E ainda concluiu que pesquisas que dizem que games funcionam são malfeitas.
Disponível em: http://super.abril.com.br/saude/ginastica-de-cerebro-nao-funciona/. Acesso em: 20 maio. 2017.
O trecho do texto que apresenta, ao mesmo tempo, ideia de oposição entre games e desenvolvimento mental é:
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