Questões de EFAF Português - Morfologia
903 Questões
Questão 18 10736939
CMBH 6° Ano - Português 2009Nas frases abaixo, assinale a alternativa em que não há artigo indefinido:
Questão 9 10736927
CMBH 6° Ano - Português 2009Assinale a opção em que apareça um numeral:
Questão 25 10635638
CMSM 6º Ano 2009Leia atentamente o texto a seguir e depois responda ao item.
O cururu
Tudo quieto, o primeiro cururu surgiu na margem, molhado, reluzente na semi-escuridão. Engoliu um mosquito; baixou a cabeçorra; tragou um cascudinho; mergulhou de novo, e bum-bum! Soou uma nota soturna do concerto interrompido. Em poucos instantes, o barreiro ficou sonoro, como um convento de frades. Vozes roucas, foi-não-foi, tãs-tãs, bum-buns, choros, esgoelamentos finos de rãs, acompanhamentos profundos de sapos, respondiam-se.
Os bichos apareciam, mergulhavam, arrastavam-se nas margens, abriam grandes círculos na flor d'água. (...) Daí a pouco, da bruta escuridão, surgiam dois olhos luminosos, fosforescentes, como dois vagalumes. Um sapo cururu grelou-os e ficou deslumbrado, com os olhos esbugalhados, presos naquela boniteza luminosa. Os dois olhos fosforescentes se aproximavam mais e mais, como dois pequenos holofotes na cabeça triangular da serpente. O sapo não se movia, fascinado. Sem dúvida queria fugir; previa o perigo, porque emudecera; mas já não podia andar, imobilizado; os olhos feiíssimos, agarrados aos olhos luminosos e bonitos como um pecado.
Num bote a cabeça triangular abocanhou a boca imunda do batráquio. Ele não podia fugir àquele beijo. A boca fina do réptil arreganhou-se desmesuradamente; envolveu o sapo até os olhos. Ele se baixava dócil entregando-se à morte tentadora, apenas agitando docemente as patas sem provocar nenhuma reação ao sacrifício. A barriga disforme e negra desapareceu na goela dilatada da cobra. E, num minuto, as perninhas do cururu lá se foram, ainda vivas, para as entranhas famélicas. O coro imenso continuava sem dar fé do que acontecia a um dos seus cantores.
Jorge de Lima
A alternativa que apresenta a palavra sublinhada da mesma classe gramatical que cururu em “ O cururu”, no título do texto é:
Questão 20 10785112
Liceu-SP 2008Leia o texto abaixo para responder à questão:
História De Uma Gata- Chico Buarque de Holanda
I.
Me alimentaram
Me acariciaram
Me aliciaram
Me acostumaram
II.
O meu mundo era o apartamento
Detefon, almofada e trato
Todo dia filé-mignon
Ou mesmo um bom filé...de gato
Me diziam, todo momento
Fique em casa, não tome vento
Mas é duro ficar na sua
Quando à luz da lua
Tantos gatos pela rua
Toda a noite vão cantando assim
III.
Nós, gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, senhora ou senhorio
Felino, não reconhecerás
IV.
De manhã eu voltei pra casa
Fui barrada na portaria
Sem filé e sem almofada
Por causa da cantoria
Mas agora o meu dia-a-dia
É no meio da gataria
Pela rua virando lata
Eu sou mais eu, mais gata
Numa louca serenata
Que de noite sai cantando assim
V.
Nós, gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, senhora ou senhorio
Felino, não reconhecerás.
Os elementos mórficos das formas verbais “virar”, “chegando” e “estamos” são respectivamente:
Questão 14 10726919
IFAL 6° Ano - Língua Portuguesa e Matemática 2008Texto 1
A roupagem da língua
Noção de erro de português é afetada pela idéia de que, vista do passado, toda evolução é corrupção.
Aldo Bizzocchi
Somos um povo que adora discutir a própria língua. E quando o fazemos, um dos assuntos que invariavelmente vêm à baila é a famigerada questão do erro gramatical. Muito se tem debatido a respeito, e a suposta existência de erros em nossa fala (bem como na escrita) ensejou até o surgimento de uma nova profissão, por sinal lucrativa, a de consultor gramatical. Igualmente, peritos no assunto têm mantido com sucesso colunas em jornais, sites, programas de rádio ou televisão com o propósito de ensinar as pessoas a falar corretamente o seu próprio idioma. Isso porque, segundo o diagnóstico catastrofista desses entendidos, nunca se falou tão mal o português como agora, nossa língua caminha inelutavelmente para a ruína e a dissolução, já não se escreve mais como antigamente.
(...)
É preciso, então, definir claramente o que é o erro em matéria de língua. É evidente que, se um estrangeiro tentando falar português disser “O meu mulher ser muito bonita”, cometerá um erro, a ponto de se poder dizer que isso não é português. Da mesma forma, quando cometemos um lapsus linguae, isto é, um equívoco involuntário do qual temos consciência, estamos diante um erro lingüístico.
Mas o que se costuma chamar de “erro de português” é uma expressão lingüística que nada tem de acidental, já que é sistemática e, geralmente, proferida por pessoas de menor nível escolar e socioeconômico, embora possa ocorrer até nos mais altos escalões da sociedade. Para a lingüística, que é a ciência da linguagem humana, esse fenômeno não pode ser chamado de erro. Se a língua é um sistema de signos que se articulam segundo leis definidas para permitir a comunicação e o pensamento humanos, toda expressão lingüística, mesmo a das pessoas iletradas, cumpre esse papel com eficiência.
(...)
Usos inadequados
A maioria dos chamados erros constitui, na verdade, um uso lingüístico inadequado à situação de comunicação. Para entendermos melhor essa inadequação, vamos fazer uma analogia entre a língua que falamos e a roupa que usamos. Ninguém em sã consciência vai a uma cerimônia de formatura de camiseta e bermudas tampouco vai à praia de terno. Assim com há uma roupa adequada a cada ocasião, há uma forma de expressão lingüística, chamada registro ou nível de linguagem, adequada a cada situação de discurso.
(...)
Mas e aquelas pessoas que moram na periferia ou na zona rural e dizem “pobrema”, “cardeneta” ou “puliça”, elas não estão falando errado? Do ponto de vista normativo, sim. Mas, como disse, a gramática normativa só se aplica a situações e ambientes formais. O registro deve, antes de tudo, estar adequado ao contexto social da comunicação. Pessoas que vivem num meio de baixa escolaridade e pronunciam “pobrema” estão adaptadas ao seu habitat. Se você duvida, experimente entrar numa favela do Rio vestindo roupa social e vá conversar com os traficantes usando linguagem de magistrado para ver o que lhe acontece.
Não estou dizendo com isso que o linguajar das pessoas não-escolarizadas deva ser incentivado. É evidente que, como cidadãos, devemos lutar para acabar com a pobreza e a ignorância. Nesse sentido, não apenas pronunciar “pobrema” é errado; morar em favelas ou andar maltrapilho é muito mais. No entanto, muitos brasileiros moram em barracos ou na rua e só têm uma roupa – muitas vezes esfarrapada – para vestir e só um registro para falar. Sua fala é pobre como é pobre a sua existência, tanto física como mental. O imaginário da classe média idealiza essas pessoas indo a todos os lugares sempre com a mesma camisa surrada, os mesmos chinelos velhos, falando com todos sempre do mesmo modo.
(...)
Disponível em http://revistalingua.uol.com.br/textos. Acessado em 25/11/2007
Texto 2
Sinais de preconceito lingüístico
Houve um lado bom na polêmica declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na convenção do PSDB, noticiada com destaque na imprensa no fim de semana.
O assunto forçou a mídia a discutir publicamente questões ligadas às diferentes variantes da língua, assunto ainda muito restrito à academia.
Foi "certo" o que o ex-presidente disse? Ou era aceitável", posto que muitos falam assim?
O debate é pertinente e jornalisticamente atual.
Faltou, talvez, incluir na discussão a questão do preconceito lingüístico, conceito ainda pouco conhecido no país.
Esse tipo de preconceito estava na base da declaração do ex-presidente (reproduzo trecho de matéria da Folha Online):
- "Queremos brasileiros melhor educados, e não liderados por gente que despreza a educação, a começar pela própria"
O ponto tão alardeado pela imprensa no sábado e no domingo foi quanto ao uso inadequado do trecho "melhor educados".
Do ponto da variante culta da língua (a chamada norma culta), deveria ser "mais bem educados".
Esse foi, inclusive, o tema desta coluna na quinta- feira da semana passada.
O que a fala de Fernando Henrique esconde é a percepção de que "quem fala errado ou não domina a língua culta é pouco inteligente ou desprovido de autoridade intelectual".
Essa forma de raciocínio é o tal preconceito lingüístico: pela intolerância em aceitar a diferença no uso da língua, opta-se pelo preconceito.
Há, evidentemente, situações que exigem uma adequação maior à norma culta.
A fala do ex-presidente era uma delas, posto que criticava abertamente quem não seguia a variante culta (socialmente, a mais prestigiada do país).
Mas, em outros contextos, é comum uma flexibilização maior da norma.
É só ver as sessões de bate-papo do UOL.
Há abreviações e adaptações que, muitas vezes, tentam simular a fala.
A própria fala pode servir de exemplo.
Quem segue todas as regras de colocação pronominal numa conversa informal?
Me contaram algo sobre você ou contaram-me algo sobre você? Qual soa mais coloquial?
Claro que é a forma em que ocorre a próclise.
A construção, então, está errada?
Do ponto de vista da norma culta, sim.
Mas isso não quer dizer que não possa ser usada. Vai depender muito da situação e do contexto em que o trecho é produzido.
Em termos argumentativos, a fala de Fernando Henrique contradizia a crítica que tentava trazer.
Mas trouxe, por outro lado, a rara oportunidade de discutir o preconceito lingüístico.
É um conceito ignorado por muitos, mas que, para alguns autores, é tão grave quanto outras formas de preconceito.
Um abraço,
Paulo Ramos
Paulo Ramos
Paulo Ramos é jornalista, professor e consultor de língua portuguesa do Grupo Folha-UOL.
Disponível em http://educacao.uol.com.br/dicas-portugues/ult2781u669.jhtm. Acessado em 27/11/2007.
Dadas as afirmações de que a construção:
1 – “ Há, evidentemente, situações que exigem uma adequação maior à norma culta.” (texto 2), sem contrariar as regras de concordância verbal, a frase pode ser substituída por “Existem, evidentemente, situações que exigem uma adequação maior à norma culta.”
2 – O adjetivo adequada foi empregado neste fragmento do texto 1: “ assim como há uma roupa adequada a cada ocasião, há uma forma de expressão lingüística, chamada registro ou nível de linguagem, adequada a cada situação de discurso.” Na segunda ocorrência, nota-se um desvio gramatical, pois, de acordo com a regra de concordância nominal, deveria estar flexionado no masculino plural, visto que se refere aos substantivos registro e nível.
3 – Os substantivos quinta-feira e bate-papo seguem a mesma regra de flexão de número, logo o plural correto, para ambos, é flexionar os dois termos: quintas-feiras e bates-papos.
Verificamos que está(ão) correta(s):
Questão 37 10634759
CMSM 6º Ano 2008Leia o texto abaixo e depois responda o item.
TEXTO
O Estatuto da Criança e do Adolescente


A alternativa abaixo que apresenta uma afirmativa INCORRETA, é:
06
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