Questões de EFAF Português
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Questão 9 418745
IFSudesteMinas 2018Observe a imagem a seguir e responda à questão.

Em uma observação atenta na charge em questão, verifica-se que ela satiriza uma prática comum por parte de algumas pessoas com desvio de conduta. Tal prática revela a:
Questão 2 418726
IFSudesteMinas 2018Leia a crônica Brincadeira para responder à questão.
Brincadeira
Começou como uma brincadeira. Telefonou para um conhecido e disse:
- Eu sei de tudo.
Depois de um silêncio, o outro disse:
- Como é que você soube?
[5] - Não interessa. Sei de tudo.
- Me faz um favor. Não espalha.
- Vou pensar.
- Por amor de Deus.
- Está bem. Mas olhe lá, hein?
[10] Descobriu que tinha poder sobre as pessoas.
- Sei de tudo.
- Co-como?
- Sei de tudo.
- Tudo o quê?
[15] - Você sabe.
- Mas é impossível. Como é que você descobriu?
A reação das pessoas variava. Algumas perguntavam em seguida:
- Alguém mais sabe?
- Outras se tornavam agressivas:
[20] - Está bem, você sabe. E daí?
- Daí nada. Só queria que você soubesse que eu sei.
- Se você contar para alguém, eu...
- Depende de você.
- De mim, como?
[25] - Se você andar na linha, eu não conto.
- Certo
Uma vez, parecia ter encontrado um inocente.
- Eu sei de tudo.
- Tudo o quê?
[30] - Você sabe.
- Não sei. O que é que você sabe?
- Não se faça de inocente.
- Mas eu realmente não sei.
- Vem com essa.
[35] - Você não sabe de nada.
- Ah, quer dizer que existe alguma coisa pra saber, mas eu é que não sei o que é?
Não existe nada.
- Olha que eu vou espalhar...
- Pode espalhar que é mentira.
[40] - Como é que você sabe o que eu vou espalhar?
- Qualquer coisa que você espalhar será mentira.
- Está bem. Vou espalhar.
Mas dali a pouco veio um telefonema.
- Escute. Estive pensando melhor. Não espalha nada sobre aquilo.
[45] - Aquilo o quê?
- Você sabe.
Passou a ser temido e respeitado. Volta e meia alguém se aproximava dele e sussurrava:
- Você contou pra alguém?
- Ainda não.
[50] - Puxa. Obrigado.
Com o tempo, ganhou uma reputação. Era de confiança. Um dia, foi procurado por um amigo com
uma oferta de emprego. O salário era enorme.
- Por que eu? – quis saber.
- A posição é de muita responsabilidade – disse o amigo. – Recomendei você.
[55] - Por quê?
- Pela sua discrição.
Subiu na vida. Dele se dizia que sabia tudo sobre todos mas nunca abria a boca para falar de
ninguém. Além de bem-informado, um gentleman. Até que recebeu um telefonema. Uma voz
misteriosa que disse:
[60] - Sei de tudo.
- Co-como?
- Sei de tudo.
- Tudo o quê?
- Você sabe.
[65] Resolveu desaparecer. Mudou-se de cidade. Os amigos estranharam o seu desaparecimento repentino.
Investigaram. O que ele estaria tramando? Finalmente foi descoberto numa praia distante. Os
vizinhos contam que uma noite vieram muitos carros e cercaram a casa. Várias pessoas entraram na
casa. Ouviram-se gritos. Os vizinhos contam que a voz que se ouvia era a dele, gritando:
- Era brincadeira! Era brincadeira!
[70] Foi descoberto de manhã, assassinado. O crime nunca foi desvendado. Mas as pessoas que o
conheciam não têm dúvidas sobre o motivo.
Sabia demais.
VERÍSSIMO, Luís Fernando. Brincadeira In: Comédias da Vida Privada. Porto Alegre: L&PM, 1995, p.189-91. Adaptado.
O provérbio que melhor traduz a nova situação vivida pelo protagonista do texto é:
Questão 5 413700
IFAL 2018Saudade de escrever
Apesar da concorrência (internet, celular), a carta continua firme e forte. Basta uma folha de papel, selo, caneta e envelope para que uma pessoa do Rio Grande do Norte, por exemplo, fique por dentro das fofocas registradas por um amigo em São Paulo, dois dias depois. “Adoro receber cartas, fico super ansiosa para descobrir o que está escrito”, conta Lívia Maria, de 9 anos. Mas ela admite que faz tempo que não escreve nenhuma cartinha. “As últimas foram para a Angélica e para um dos programas do Gugu.”
Isabela, de 9 anos, lembra que, quando morava em Curitiba, no Paraná, trocava correspondência com sua amiga Raquel, que vive em Belo Horizonte, Minas Gerais.
“ Eu ficava sabendo das novidades e não gastava dinheiro com telefonemas.”
Já Amanda, de 10 anos, também gosta de receber cartinhas, mas prefere enviar e-mails. “Atualmente estou conversando com meu primo que está nos Estados Unidos via computador, já que a mensagem chega mais rápido e não pago interurbano.”
TOURRUCCO, Juliana. Saudade de escrever. O Estado de São Paulo, p.5, 25 jul.1998. Suplemento infantil. Suplemento infantil.
A expressão dois dias depois estabelece, no primeiro parágrafo do texto, uma relação
Questão 12 398897
IFSulDeMinas 2018MUSEU DE MEMES PRESERVA A MEMÓRIA DE ASSUNTOS QUE VIRALIZAM NAS REDES
Criado na UFF (RJ), projeto estuda a função social desse fenômeno da internet
Por Gabriel Toscano
RIO — Quando foi convidada para comentar a cerimônia do Oscar na Rede Globo, no ano passado, a atriz Glória Pires não poderia imaginar que viraria um meme no dia seguinte. Repetida por ela várias vezes, a frase “Não sou capaz de opinar” explodiu nas redes sociais e, ainda hoje, é lembrada com graça. A internet, no entanto, é constantemente renovada por temas que viralizam. Para preservar a memória e entender a função social desse fenômeno, em 2015, foi criado o Museu de Memes, projeto do curso de Estudos de Mídia, da Universidade Federal Fluminense (UFF).
O acervo está na página www.museudememes.com.br, que reúne histórias recentes e, acredite, anteriores à internet. As publicações explicam a origem e fazem uma pequena análise do contexto que viralizou. O site também tem artigos, entrevistas com donos de páginas famosas na internet e com pessoas que tiveram sua imagem envolvida em memes, como Eduardo Jorge, candidato à presidência na eleição de 2014.
Apesar da veia humorística, memes também têm função social e são usados em casos de denúncia e afirmação de identidade. Nos Estados Unidos, o movimento negro usou a hashtag #BlackLivesMatter [vidas negras importam, em tradução livre] para denunciar a violência policial. No Brasil, campanhas de empoderamento feminino também se tornaram virais recentemente. Entre elas, as divulgadas com as hashtags #meuprimeiroassedio, compartilhada por mulheres que relatavam experiências de assédio, e #meuamigosecreto, para denunciar, anonimamente, o comportamento machista de alguns homens.
“Esse tipo de conteúdo nos faz refletir. Esses memes que acabaram símbolos da luta feminista evocavam o lugar da mulher na sociedade”, explica Viktor Chagas, criador e coordenador do projeto #MUSEUdeMEMES desde 2011.
Diferentona (2015)

Esse meme teve origem no twitter. Irritada com pessoas que questionam se são as únicas a agir de determinada maneira, a usuária @nicesthing acabou criando um monstro. O que era para ser um simples desabafo teve mais de 21 mil retweets e, com suas variáveis, tornou-se figurinha fácil em publicações das redes sociais, dando origens a páginas como a “Diferentona”, no Facebook, que tem mais de dois milhões de curtidas e faz sucesso até hoje.
O Globo, 30/03/17. Adaptado. Disponível em: https://oglobo.globo.com/rio/museu-de-memes-preserva-memoria-de-assuntosque-viralizam-nas-redes-21104316. Acesso em: 22 ago. 2017.
Em “A internet, no entanto, é constantemente renovada por temas que viralizam”, os termos sublinhados podem ser substituídos, sem alterar o sentido da oração, por:
Questão 10 398895
IFSulDeMinas 2018MUSEU DE MEMES PRESERVA A MEMÓRIA DE ASSUNTOS QUE VIRALIZAM NAS REDES
Criado na UFF (RJ), projeto estuda a função social desse fenômeno da internet
Por Gabriel Toscano
RIO — Quando foi convidada para comentar a cerimônia do Oscar na Rede Globo, no ano passado, a atriz Glória Pires não poderia imaginar que viraria um meme no dia seguinte. Repetida por ela várias vezes, a frase “Não sou capaz de opinar” explodiu nas redes sociais e, ainda hoje, é lembrada com graça. A internet, no entanto, é constantemente renovada por temas que viralizam. Para preservar a memória e entender a função social desse fenômeno, em 2015, foi criado o Museu de Memes, projeto do curso de Estudos de Mídia, da Universidade Federal Fluminense (UFF).
O acervo está na página www.museudememes.com.br, que reúne histórias recentes e, acredite, anteriores à internet. As publicações explicam a origem e fazem uma pequena análise do contexto que viralizou. O site também tem artigos, entrevistas com donos de páginas famosas na internet e com pessoas que tiveram sua imagem envolvida em memes, como Eduardo Jorge, candidato à presidência na eleição de 2014.
Apesar da veia humorística, memes também têm função social e são usados em casos de denúncia e afirmação de identidade. Nos Estados Unidos, o movimento negro usou a hashtag #BlackLivesMatter [vidas negras importam, em tradução livre] para denunciar a violência policial. No Brasil, campanhas de empoderamento feminino também se tornaram virais recentemente. Entre elas, as divulgadas com as hashtags #meuprimeiroassedio, compartilhada por mulheres que relatavam experiências de assédio, e #meuamigosecreto, para denunciar, anonimamente, o comportamento machista de alguns homens.
“Esse tipo de conteúdo nos faz refletir. Esses memes que acabaram símbolos da luta feminista evocavam o lugar da mulher na sociedade”, explica Viktor Chagas, criador e coordenador do projeto #MUSEUdeMEMES desde 2011.
Diferentona (2015)

Esse meme teve origem no twitter. Irritada com pessoas que questionam se são as únicas a agir de determinada maneira, a usuária @nicesthing acabou criando um monstro. O que era para ser um simples desabafo teve mais de 21 mil retweets e, com suas variáveis, tornou-se figurinha fácil em publicações das redes sociais, dando origens a páginas como a “Diferentona”, no Facebook, que tem mais de dois milhões de curtidas e faz sucesso até hoje.
O Globo, 30/03/17. Adaptado. Disponível em: https://oglobo.globo.com/rio/museu-de-memes-preserva-memoria-de-assuntosque-viralizam-nas-redes-21104316. Acesso em: 22 ago. 2017.
Sobre as hashtags #meuprimeiroassedio e #meuamigosecreto, o texto revela que:
Questão 5 398857
IFSulDeMinas 2018Andar pelas ruas e ouvir um comentário obsceno sobre o seu corpo é um elogio? Ouvir uma cantada no ambiente de trabalho é algo natural? Ser “encoxada” no transporte público faz mesmo parte da rotina das grandes cidades? A resposta para todas essas perguntas é NÃO. Tudo isso é assédio sexual.
O que é assédio sexual?
O assédio sexual é uma manifestação sensual ou sexual, alheia à vontade da pessoa a quem se dirige. Ou seja, abordagens grosseiras, ofensas e propostas inadequadas que constrangem, humilham, amedrontam. É essencial que qualquer investida sexual tenha o consentimento da outra parte, o que não acontece quando uma mulher leva uma cantada.
Por que devemos denunciar o assédio?
Dizer não ao assédio é não aceitar mais que mulheres sejam vistas como objetos sexuais passivos ou como vítimas frágeis do poder dos homens. Dizer não ao assédio é afirmar que as mulheres podem e devem ter controle sobre a própria sexualidade. É mostrar que podemos igualar a voz e o poder da mulher na sociedade, é não submeter as mulheres aos papéis sociais tradicionais.
DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Chega de Fiu Fiu. 2014. Elaborado pela ONG Olga. Disponível em: . Acesso em: 23 ago. 2017. (adaptado)
Em “É essencial que qualquer investida sexual tenha o CONSENTIMENTO da outra parte (...)”, o termo em destaque é sinônimo de:
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