Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 17 10736583
CMR 6º Ano - Português 2013Texto
Futebol na raça
Criado na Inglaterra em 1863, ele desembarcou no Brasil 31 anos depois, na forma de uma bola trazida debaixo do braço pelo estudante paulista Charles Miller. O futebol chegou elitista, racista e excludente. Quando se organizaram os primeiros campeonatos, lá pelo começo do século XX, era esporte de branco, rico, praticado em clubes fechados ou colégios seletos. Negros e pobres estavam simplesmente proibidos de chegar perto dos gramados, mas mesmo a distância perceberam o jogo e deles se agradaram.
Estava ali uma brincadeira feita sob medida para pobre. Não exige equipamento especial além de um objeto qualquer que possa ser chutado como se fosse bola. Pode ser praticado na rua, no pátio da escola, no fundo do quintal. O número e o tipo de jogador dependem apenas de combinação entre as partes. Jogam o forte e o fraco, o baixinho e o altão, o gordo e o magro.
Mauricio Cardoso, Veja, 7 de janeiro de 1998.
No trecho "ele desembarcou no Brasil 31 anos depois", o pronome em destaque equivale, no mesmo parágrafo, a:
Questão 9 10736562
CMR 6º Ano - Português 2013Texto
Os Camundongos em conselho
Um dia os camundongos se reuniram para decidir a melhor maneira de lutar contra o inimigo comum, o gato. Discutiram horas seguidas, sem encontrar um bom plano.
Afinal, um ratinho pediu a palavra e falou:
- Sabemos que o grande perigo é quando o gato se aproxima tão mansamente que não percebemos sua presença. Proponho que se coloque um guizo no pescoço do gato. Graças ao barulho do guizo, saberemos da aproximação do gato, e teremos tempo para fugir.
Todos aplaudiram a ideia brilhante. Mas um ratinho mais experimentado pediu também a palavra e disse:
- A ideia é muito boa. Mas quem vai pendurar o guizo no pescoço do gato?
MORAL: É mais fácil falar do que fazer. Fábula de Esopo. Disponível em Acesso em 04out2013.
A iniciativa dos ratos de se reunirem para planejar um modo de escapar definitivamente do gato demonstra que eles têm
Questão 8 10736561
CMR 6º Ano - Português 2013Texto
Os Camundongos em conselho
Um dia os camundongos se reuniram para decidir a melhor maneira de lutar contra o inimigo comum, o gato. Discutiram horas seguidas, sem encontrar um bom plano.
Afinal, um ratinho pediu a palavra e falou:
- Sabemos que o grande perigo é quando o gato se aproxima tão mansamente que não percebemos sua presença. Proponho que se coloque um guizo no pescoço do gato. Graças ao barulho do guizo, saberemos da aproximação do gato, e teremos tempo para fugir.
Todos aplaudiram a ideia brilhante. Mas um ratinho mais experimentado pediu também a palavra e disse:
- A ideia é muito boa. Mas quem vai pendurar o guizo no pescoço do gato?
MORAL: É mais fácil falar do que fazer. Fábula de Esopo. Disponível em Acesso em 04out2013.
No trecho "Mas um ratinho mais experimentado pediu também a palavra", o termo destacado tem sentido contrário ao da palavra
Questão 7 10736560
CMR 6º Ano - Português 2013Texto
Os Camundongos em conselho
Um dia os camundongos se reuniram para decidir a melhor maneira de lutar contra o inimigo comum, o gato. Discutiram horas seguidas, sem encontrar um bom plano.
Afinal, um ratinho pediu a palavra e falou:
- Sabemos que o grande perigo é quando o gato se aproxima tão mansamente que não percebemos sua presença. Proponho que se coloque um guizo no pescoço do gato. Graças ao barulho do guizo, saberemos da aproximação do gato, e teremos tempo para fugir.
Todos aplaudiram a ideia brilhante. Mas um ratinho mais experimentado pediu também a palavra e disse:
- A ideia é muito boa. Mas quem vai pendurar o guizo no pescoço do gato?
MORAL: É mais fácil falar do que fazer. Fábula de Esopo. Disponível em Acesso em 04out2013.
O plano dos camundongos consistia em pendurar um guizo no pescoço do gato.
Assim, a aproximação deste seria notada por conta de um sinal
Questão 20 10735934
CMRJ 6º Ano - Português 2013TEXTO II
O mundo do menino impossível
Jorge de Lima
Fim da tarde, boquinha da noite
com as primeiras estrelas
e os derradeiros1 sinos.
Entre as estrelas e lá detrás da igreja,
[5] surge a lua cheia
para chorar com os poetas.
E vão dormir as duas coisas novas desse mundo:
o sol e os meninos.
Mas ainda vela
[10] o menino impossível
aí do lado
enquanto todas as crianças mansas
dormem
acalentadas
[15] por Mãe-negra noite.
O menino impossível
que destruiu
os brinquedos perfeitos
que os vovôs deram,
[20] (...)
que destruiu até
os soldados de chumbo de Moscou
e furou os olhos de um Papai Noel,
brinca com sabugos de milho,
[25] caixas vazias,
tacos de pau,
pedrinhas brancas do rio...
“Faz de conta que os sabugos
são bois...”
[30] “Faz de conta...”
“Faz de conta...”
E os sabugos de milho
mugem como bois de verdade...
e os tacos que deveriam ser
[35] soldadinhos de chumbo são
cangaceiros de chapéus de couro...
E as pedrinhas balem2!
coitadinhas das ovelhas mansas
longe das mães
[40] presas nos currais de papelão!
É boquinha da noite
no mundo que o menino impossível
povoou sozinho!
A mamãe cochila.
[45] O papai cabeceia.
O relógio badala.
E vem descendo
uma noite encantada
da lâmpada que expira3
[50] lentamente
na parede da sala...
O menino pousa a testa
e sonha dentro da noite quieta
da lâmpada apagada
[55] com o mundo maravilhoso
que ele tirou do nada...
Xô! Xô! Pavão!
Sai de cima do telhado
Deixa o menino dormir
Seu soninho sossegado!
Disponível em http://valtersantos.webnode.es/news/pagina%20lan%C3%A7ada/ . Acesso em 17 jun 2013.
Vocabulário:
1. derradeiros (verso 3) – últimos, finais
2. balem (verso 37) – som emitido pelas ovelhas.
3. expira (verso 49) – finda, morre (apaga).
TEXTO IV
O menino que consertou o mundo
Autor desconhecido
Circula na internet, sem identificação de autor, a seguinte fábula:
Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo e estava resolvido a
encontrar meios de minorá-los1.
Passava dias em seu laboratório em busca de respostas
para suas dúvidas. Certo dia, seu filho de sete anos invadiu o seu santuário decidido a
[5] ajudá-lo a trabalhar.
Vendo que seria impossível demovê-lo2, o pai procurou algo que pudesse distrair-lhe
a atenção. Até que se deparou com o mapa do mundo. Com o auxílio de uma tesoura,
recortou-o em vários pedaços e, junto com um rolo de fita adesiva, entregou ao filho:
– Vou lhe dar o mundo para consertar. Veja se consegue. Faça tudo sozinho.
[10] Pensou que, assim, estava se livrando do garoto, pois ele não conhecia a geografia do
planeta e certamente levaria dias para montar o quebra-cabeças. Uma hora depois, porém,
ouviu a voz do filho:
– Pai, pai, já fiz tudo. Consegui terminar tudinho!
Para surpresa do pai, o mapa estava completo. Todos os pedaços haviam sido
[15] colocados nos devidos lugares. Como seria possível? Como o menino havia sido capaz?
– Você não sabia como era o mundo, meu filho, como conseguiu?
– Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel da revista para
recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem. Quando você me deu o mundo
para consertar, eu tentei mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem, virei os
[20] recortes e comecei a consertar o homem que eu sabia como era. Quando consegui
consertar o homem, virei a folha e descobri que havia consertado o mundo.
(Disponível em: . Acesso em 18 de ago de 2013.)
Vocabulário:
1. minorá-los (linha 3) – diminuí-los.
2. demovê-lo (linha 5) – fazê-lo desistir (da intenção de ajudá-lo).
Todos os itens a seguir mostram que o texto “O menino que consertou o mundo” se aproxima do poema “O menino impossível”, exceto:
Questão 18 10735931
CMRJ 6º Ano - Português 2013TEXTO
O menino que consertou o mundo
Autor desconhecido
Circula na internet, sem identificação de autor, a seguinte fábula:
Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo e estava resolvido a
encontrar meios de minorá-los1.
Passava dias em seu laboratório em busca de respostas
para suas dúvidas. Certo dia, seu filho de sete anos invadiu o seu santuário decidido a
[5] ajudá-lo a trabalhar.
Vendo que seria impossível demovê-lo2, o pai procurou algo que pudesse distrair-lhe
a atenção. Até que se deparou com o mapa do mundo. Com o auxílio de uma tesoura,
recortou-o em vários pedaços e, junto com um rolo de fita adesiva, entregou ao filho:
– Vou lhe dar o mundo para consertar. Veja se consegue. Faça tudo sozinho.
[10] Pensou que, assim, estava se livrando do garoto, pois ele não conhecia a geografia do
planeta e certamente levaria dias para montar o quebra-cabeças. Uma hora depois, porém,
ouviu a voz do filho:
– Pai, pai, já fiz tudo. Consegui terminar tudinho!
Para surpresa do pai, o mapa estava completo. Todos os pedaços haviam sido
[15] colocados nos devidos lugares. Como seria possível? Como o menino havia sido capaz?
– Você não sabia como era o mundo, meu filho, como conseguiu?
– Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel da revista para
recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem. Quando você me deu o mundo
para consertar, eu tentei mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem, virei os
[20] recortes e comecei a consertar o homem que eu sabia como era. Quando consegui
consertar o homem, virei a folha e descobri que havia consertado o mundo.
(Disponível em: . Acesso em 18 de ago de 2013.)
Vocabulário:
1. minorá-los (linha 3) – diminuí-los.
2. demovê-lo (linha 5) – fazê-lo desistir (da intenção de ajudá-lo).
A pergunta silenciosa do pai “Como seria possível?” (linha 15) expressa
06
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