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Questão 7 10129425
CMPA 1º Ano - Língua Portuguesa 2018Leia atentamente o texto e responda à questão.
Texto
Longe do Coração
Cláudia Laitano
A Somália fica no ombro esquerdo da África, separada da Índia pelo
Oceano Índico (valeu, Google Maps). Sua capital é Mogadíscio, mas isso eu
descobri anos atrás, assistindo ao filme Falcão Negro em Perigo. Encerram-
se aí meus 30 centavos de conhecimento sobre a Somália, país onde mais
[05] de 300 pessoas morreram em um atentado.
Já Myanmar fica entre a Índia e a Tailândia. A capital, anote aí se
chama Naypyidaw (sim, Google). Nas últimas semanas, cerca de 500 mil
rohingyas foram obrigados a fugir de Myanmar, dando início a uma das
mais graves crises humanitárias da nossa época. Minoria muçulmana
[10] historicamente perseguida em um país de maioria budista, os rohingyas
costumam ser descritos como “o povo mais martirizado do mundo”. E
olhem que concorrência não é pequena.
O que essas duas histórias têm em comum além do fato de estarem
acontecendo em lugares que a maioria de nós seria incapaz de apontar no
[15] mapa? Somális e rohingyas vêm sendo usados nos últimos dias para
ilustrar um fenômeno desconfortável em tempos de tantos bons
sentimentos de sofá: a empatia seletiva. Sete mortos em Paris nos colocam
em sobressalto, enquanto 70 no Zimbáue nos deixam indiferentes e
raramente viram “bagdes” (aquelas bandeirinhas anexadas ao perfil nas
[20] redes, indicando adesão ou simpatia por uma determinada causa). O
fenômeno não é novo, mas ficou mais evidente com a internet.
As redes, como seus usuários, são movidas por duas emoções
básicas e bastante primitivas: raiva e empatia. Odiamos o que coloca em
risco nosso estilo de vida ou nosso modo de ver o mundo. Nos
[25] compadecemos com tudo que nos parece próximo e familiar. Para que o
sofrimento alheio nos comova, é preciso que a dor ecoe em nós de alguma
forma – eventualmente por motivos nobres, mas em geral por puro
egoísmo. Um vizinho assaltado diante da nossa casa nos aflige mais do que
o estranho encontrado morto em um bairro pobre no outro lado da cidade.
[30] Racionalmente, sabemos que uma coisa é bem pior do que a outra, mas
não sentimos medo, raiva ou compaixão por motivos estreitamente
racionais.
É por isso que o psicólogo canadense Paul Bloom argumenta que a
“compaixão racional” é muito mais importante para a vida em sociedade do
[35] que a empatia e os bons sentimentos. Para Bloom, por ser tendenciosa, a
empatia pode nos induzir a “desastres morais”. É fácil colocar-se no lugar
de quem se parece conosco e lançar todas as pragas do Egito contra quem
desprezamos, mas para decidir o que é certo ou errado, moral ou imoral,
importante ou secundário, nossas afinidades e aversões não são guias
[40] muito confiáveis.
Posar de fiscal da empatia alheia, cobrando manifestações
equidistantes em relação a todas as tragédias do planeta, pode oferecer
uma breve sensação de superioridade moral, mas dificilmente vai
conquistar simpatizantes para alguma coisa. Para quem acredita que
[45] tragédias como os atentados na Somália e a crise dos refugiados de
Myanmar deveriam merecer mais atenção, a melhor estratégia talvez seja
ler e compartilhar notícias sobre o assunto. A rede é o que fazemos com
ela. E quanto mais sabemos uns sobre os outros, mais difícil é ficar
indiferente.
Com relação ao emprego do pronome oblíquo, é possível observar registro de linguagem coloquial na alternativa
Questão 5 10129423
CMPA 1º Ano - Língua Portuguesa 2018Leia atentamente o texto e responda à questão.
Texto
Longe do Coração
Cláudia Laitano
A Somália fica no ombro esquerdo da África, separada da Índia pelo
Oceano Índico (valeu, Google Maps). Sua capital é Mogadíscio, mas isso eu
descobri anos atrás, assistindo ao filme Falcão Negro em Perigo. Encerram-
se aí meus 30 centavos de conhecimento sobre a Somália, país onde mais
[05] de 300 pessoas morreram em um atentado.
Já Myanmar fica entre a Índia e a Tailândia. A capital, anote aí se
chama Naypyidaw (sim, Google). Nas últimas semanas, cerca de 500 mil
rohingyas foram obrigados a fugir de Myanmar, dando início a uma das
mais graves crises humanitárias da nossa época. Minoria muçulmana
[10] historicamente perseguida em um país de maioria budista, os rohingyas
costumam ser descritos como “o povo mais martirizado do mundo”. E
olhem que concorrência não é pequena.
O que essas duas histórias têm em comum além do fato de estarem
acontecendo em lugares que a maioria de nós seria incapaz de apontar no
[15] mapa? Somális e rohingyas vêm sendo usados nos últimos dias para
ilustrar um fenômeno desconfortável em tempos de tantos bons
sentimentos de sofá: a empatia seletiva. Sete mortos em Paris nos colocam
em sobressalto, enquanto 70 no Zimbáue nos deixam indiferentes e
raramente viram “bagdes” (aquelas bandeirinhas anexadas ao perfil nas
[20] redes, indicando adesão ou simpatia por uma determinada causa). O
fenômeno não é novo, mas ficou mais evidente com a internet.
As redes, como seus usuários, são movidas por duas emoções
básicas e bastante primitivas: raiva e empatia. Odiamos o que coloca em
risco nosso estilo de vida ou nosso modo de ver o mundo. Nos
[25] compadecemos com tudo que nos parece próximo e familiar. Para que o
sofrimento alheio nos comova, é preciso que a dor ecoe em nós de alguma
forma – eventualmente por motivos nobres, mas em geral por puro
egoísmo. Um vizinho assaltado diante da nossa casa nos aflige mais do que
o estranho encontrado morto em um bairro pobre no outro lado da cidade.
[30] Racionalmente, sabemos que uma coisa é bem pior do que a outra, mas
não sentimos medo, raiva ou compaixão por motivos estreitamente
racionais.
É por isso que o psicólogo canadense Paul Bloom argumenta que a
“compaixão racional” é muito mais importante para a vida em sociedade do
[35] que a empatia e os bons sentimentos. Para Bloom, por ser tendenciosa, a
empatia pode nos induzir a “desastres morais”. É fácil colocar-se no lugar
de quem se parece conosco e lançar todas as pragas do Egito contra quem
desprezamos, mas para decidir o que é certo ou errado, moral ou imoral,
importante ou secundário, nossas afinidades e aversões não são guias
[40] muito confiáveis.
Posar de fiscal da empatia alheia, cobrando manifestações
equidistantes em relação a todas as tragédias do planeta, pode oferecer
uma breve sensação de superioridade moral, mas dificilmente vai
conquistar simpatizantes para alguma coisa. Para quem acredita que
[45] tragédias como os atentados na Somália e a crise dos refugiados de
Myanmar deveriam merecer mais atenção, a melhor estratégia talvez seja
ler e compartilhar notícias sobre o assunto. A rede é o que fazemos com
ela. E quanto mais sabemos uns sobre os outros, mais difícil é ficar
indiferente.
Assinale a alternativa em que a relação de sentido expressa pelo conectivo em destaque não foi corretamente indicada.
Questão 4 10129422
CMPA 1º Ano - Língua Portuguesa 2018Leia atentamente o texto e responda à questão.
Texto
Longe do Coração
Cláudia Laitano
A Somália fica no ombro esquerdo da África, separada da Índia pelo
Oceano Índico (valeu, Google Maps). Sua capital é Mogadíscio, mas isso eu
descobri anos atrás, assistindo ao filme Falcão Negro em Perigo. Encerram-
se aí meus 30 centavos de conhecimento sobre a Somália, país onde mais
[05] de 300 pessoas morreram em um atentado.
Já Myanmar fica entre a Índia e a Tailândia. A capital, anote aí se
chama Naypyidaw (sim, Google). Nas últimas semanas, cerca de 500 mil
rohingyas foram obrigados a fugir de Myanmar, dando início a uma das
mais graves crises humanitárias da nossa época. Minoria muçulmana
[10] historicamente perseguida em um país de maioria budista, os rohingyas
costumam ser descritos como “o povo mais martirizado do mundo”. E
olhem que concorrência não é pequena.
O que essas duas histórias têm em comum além do fato de estarem
acontecendo em lugares que a maioria de nós seria incapaz de apontar no
[15] mapa? Somális e rohingyas vêm sendo usados nos últimos dias para
ilustrar um fenômeno desconfortável em tempos de tantos bons
sentimentos de sofá: a empatia seletiva. Sete mortos em Paris nos colocam
em sobressalto, enquanto 70 no Zimbáue nos deixam indiferentes e
raramente viram “bagdes” (aquelas bandeirinhas anexadas ao perfil nas
[20] redes, indicando adesão ou simpatia por uma determinada causa). O
fenômeno não é novo, mas ficou mais evidente com a internet.
As redes, como seus usuários, são movidas por duas emoções
básicas e bastante primitivas: raiva e empatia. Odiamos o que coloca em
risco nosso estilo de vida ou nosso modo de ver o mundo. Nos
[25] compadecemos com tudo que nos parece próximo e familiar. Para que o
sofrimento alheio nos comova, é preciso que a dor ecoe em nós de alguma
forma – eventualmente por motivos nobres, mas em geral por puro
egoísmo. Um vizinho assaltado diante da nossa casa nos aflige mais do que
o estranho encontrado morto em um bairro pobre no outro lado da cidade.
[30] Racionalmente, sabemos que uma coisa é bem pior do que a outra, mas
não sentimos medo, raiva ou compaixão por motivos estreitamente
racionais.
É por isso que o psicólogo canadense Paul Bloom argumenta que a
“compaixão racional” é muito mais importante para a vida em sociedade do
[35] que a empatia e os bons sentimentos. Para Bloom, por ser tendenciosa, a
empatia pode nos induzir a “desastres morais”. É fácil colocar-se no lugar
de quem se parece conosco e lançar todas as pragas do Egito contra quem
desprezamos, mas para decidir o que é certo ou errado, moral ou imoral,
importante ou secundário, nossas afinidades e aversões não são guias
[40] muito confiáveis.
Posar de fiscal da empatia alheia, cobrando manifestações
equidistantes em relação a todas as tragédias do planeta, pode oferecer
uma breve sensação de superioridade moral, mas dificilmente vai
conquistar simpatizantes para alguma coisa. Para quem acredita que
[45] tragédias como os atentados na Somália e a crise dos refugiados de
Myanmar deveriam merecer mais atenção, a melhor estratégia talvez seja
ler e compartilhar notícias sobre o assunto. A rede é o que fazemos com
ela. E quanto mais sabemos uns sobre os outros, mais difícil é ficar
indiferente.
Considerando o contexto em que estão inseridas, as palavras martirizado (l.11), ilustrar (l.16) e compaixão (l.31) poderiam ser substituídas, sem prejuízo de sentido e de correção do texto, respectivamente, por
Questão 1 10129411
CMPA 1º Ano - Língua Portuguesa 2018Leia atentamente o texto e responda à questão.
Texto
Longe do Coração
Cláudia Laitano
A Somália fica no ombro esquerdo da África, separada da Índia pelo
Oceano Índico (valeu, Google Maps). Sua capital é Mogadíscio, mas isso eu
descobri anos atrás, assistindo ao filme Falcão Negro em Perigo. Encerram-
se aí meus 30 centavos de conhecimento sobre a Somália, país onde mais
[05] de 300 pessoas morreram em um atentado.
Já Myanmar fica entre a Índia e a Tailândia. A capital, anote aí se
chama Naypyidaw (sim, Google). Nas últimas semanas, cerca de 500 mil
rohingyas foram obrigados a fugir de Myanmar, dando início a uma das
mais graves crises humanitárias da nossa época. Minoria muçulmana
[10] historicamente perseguida em um país de maioria budista, os rohingyas
costumam ser descritos como “o povo mais martirizado do mundo”. E
olhem que concorrência não é pequena.
O que essas duas histórias têm em comum além do fato de estarem
acontecendo em lugares que a maioria de nós seria incapaz de apontar no
[15] mapa? Somális e rohingyas vêm sendo usados nos últimos dias para
ilustrar um fenômeno desconfortável em tempos de tantos bons
sentimentos de sofá: a empatia seletiva. Sete mortos em Paris nos colocam
em sobressalto, enquanto 70 no Zimbáue nos deixam indiferentes e
raramente viram “bagdes” (aquelas bandeirinhas anexadas ao perfil nas
[20] redes, indicando adesão ou simpatia por uma determinada causa). O
fenômeno não é novo, mas ficou mais evidente com a internet.
As redes, como seus usuários, são movidas por duas emoções
básicas e bastante primitivas: raiva e empatia. Odiamos o que coloca em
risco nosso estilo de vida ou nosso modo de ver o mundo. Nos
[25] compadecemos com tudo que nos parece próximo e familiar. Para que o
sofrimento alheio nos comova, é preciso que a dor ecoe em nós de alguma
forma – eventualmente por motivos nobres, mas em geral por puro
egoísmo. Um vizinho assaltado diante da nossa casa nos aflige mais do que
o estranho encontrado morto em um bairro pobre no outro lado da cidade.
[30] Racionalmente, sabemos que uma coisa é bem pior do que a outra, mas
não sentimos medo, raiva ou compaixão por motivos estreitamente
racionais.
É por isso que o psicólogo canadense Paul Bloom argumenta que a
“compaixão racional” é muito mais importante para a vida em sociedade do
[35] que a empatia e os bons sentimentos. Para Bloom, por ser tendenciosa, a
empatia pode nos induzir a “desastres morais”. É fácil colocar-se no lugar
de quem se parece conosco e lançar todas as pragas do Egito contra quem
desprezamos, mas para decidir o que é certo ou errado, moral ou imoral,
importante ou secundário, nossas afinidades e aversões não são guias
[40] muito confiáveis.
Posar de fiscal da empatia alheia, cobrando manifestações
equidistantes em relação a todas as tragédias do planeta, pode oferecer
uma breve sensação de superioridade moral, mas dificilmente vai
conquistar simpatizantes para alguma coisa. Para quem acredita que
[45] tragédias como os atentados na Somália e a crise dos refugiados de
Myanmar deveriam merecer mais atenção, a melhor estratégia talvez seja
ler e compartilhar notícias sobre o assunto. A rede é o que fazemos com
ela. E quanto mais sabemos uns sobre os outros, mais difícil é ficar
indiferente.
Sobre a relação do título Longe do Coração com o texto, é correto afirmar que
Questão 20 10117603
CMRJ 1° Ano - Prova de Português 2018COM BASE NO TEXTO, RESPONDA À QUESTÃO.
Texto

(Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Eem5WnN0GJE. Acesso em: 11 jul. 2018.)
Entre o primeiro e último quadros, desenvolve-se uma concreta troca afetiva.
Analisando-se os elementos não verbais, aqueles que MELHOR representam a empatia são
Questão 16 10117529
CMRJ 1° Ano - Prova de Português 2018COM BASE NO TEXTO, RESPONDA A QUESTÃO.
Texto
Eu tinha nove ou dez anos, e uma tia, que era pintora, me convidara para ir ao seu ateliê
para conhecer o local onde ela trabalhava. O pequeno aposento estava frio e tinha um cheiro
maravilhoso de terebintina e óleo; as telas armazenadas, apoiadas uma nas outras, me
pareciam livros deformados no sonho de alguém que soubesse vagamente o que eram livros e
[5] os houvesse imaginado enormes, feitos de uma única página, dura e grossa [...].
Francis Bacon observou que, para os antigos, todas as imagens que o mundo dispõe
diante de nós já se acham encerradas em nossa memória desde o nascimento. “Desse modo,
Platão tinha a concepção”, escreveu ele, “de que todo conhecimento não passava de
recordação; do mesmo modo, Salomão proferiu sua conclusão de que toda novidade não passa
[10] de esquecimento”. Se isso for verdade, estamos todos refletidos de algum modo nas
numerosas e distintas imagens que nos rodeiam, uma vez que elas já são parte daquilo que
somos: imagens que criamos e imagens que emolduramos; imagens que compomos fisicamente,
à mão, e imagens que se formam espontaneamente na imaginação; imagens de rostos, árvores,
prédios, nuvens, paisagens, instrumentos, água, fogo e imagens daquelas imagens — pintadas,
[15] esculpidas, encenadas... Quer descubramos nessas imagens circundantes lembranças
desbotadas de uma beleza que, em outros tempos, foi nossa (como sugeriu Platão), quer elas
exijam de nós uma interpretação nova e original, por meio de todas as possibilidades que
nossa linguagem tenha a oferecer, somos essencialmente criaturas de imagens, de figuras.
(MANGUEL, Alberto. Lendo imagens. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 19-20.)
A argumentação pode ser construída por meio de diferentes recursos, sempre visando convencer o leitor sobre a validade de determinada tese.
Nesse sentido, é correto afirmar que Manguel
06
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