Questões de EFAF Português
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Questão 23 10415132
CMT 2018TEXTO
Bruxas não existem
(Moacyr Scliar)

Quando eu era garoto, acreditava em bruxas, mulheres malvadas que passavam o
tempo todo maquinando coisas perversas. Os meus amigos também acreditavam nisso. A
prova para nós era uma mulher muito velha, uma solteirona que morava numa casinha
caindo aos pedaços no fim da nossa rua. Seu nome era Ana Custódio, mas nós só a
[5] chamávamos de “bruxa”.
Era muito feia, ela; gorda, enorme, os cabelos pareciam palha, o nariz era comprido,
ela tinha uma enorme verruga no queixo. E estava sempre falando sozinha. Nunca tínhamos
entrado na casa, mas tínhamos a certeza de que, se fizéssemos isso, nós a encontraríamos
preparando venenos num grande caldeirão.
[10] Nossa diversão predileta era incomodá-la. Volta e meia invadíamos o pequeno pátio
para dali roubar frutas e quando, por acaso, a velha saía à rua para fazer compras no
pequeno armazém ali perto, corríamos atrás dela gritando “bruxa, bruxa!”.
Um dia encontramos, no meio da rua, um bode morto. A quem pertencera esse animal
nós não sabíamos, mas logo descobrimos o que fazer com ele: jogá-lo na casa da bruxa. O
[15] que seria fácil. Ao contrário do que sempre acontecia, naquela manhã, e talvez por
esquecimento, ela deixara aberta a janela da frente. Sob o comando do João Pedro, que era
nosso líder, levantamos o bicho, que era grande e pesava bastante, e com muito esforço nós
o levamos até a janela. Tentamos empurrá-lo para dentro, mas aí os chifres ficaram presos
na cortina.
[20] - Vamos logo – gritava João Pedro -, antes que a bruxa apareça. E ela apareceu. No
momento exato em que, finalmente, conseguíamos introduzir o bode pela janela, a porta se
abriu e ali estava ela, a bruxa, empunhando um cabo de vassoura. Rindo, saímos correndo.
Eu, gordinho, era o último.
E então aconteceu. De repente, enfiei o pé num buraco e caí. De imediato senti uma
[25] dor terrível na perna e não tive dúvida: estava quebrada. Gemendo, tentei me levantar, mas
não consegui. E a bruxa, caminhando com dificuldade, mas com o cabo de vassoura na mão,
aproximava-se. Àquela altura a turma estava longe, ninguém poderia me ajudar. E a mulher,
sem dúvida, descarregaria em mim sua fúria.
Em um momento, ela estava junto a mim, transtornada de raiva. Mas aí viu minha
[30] perna e instantaneamente mudou. Agachou-se junto a mim e começou a examiná-la com
uma habilidade surpreendente.
- Está quebrada – disse por fim –, mas podemos dar um jeito. Não se preocupe, sei
fazer isso. Fui enfermeira muitos anos, trabalhei em hospital. Confie em mim.
Dividiu o cabo de vassoura em três pedaços e com eles, e com seu cinto de pano,
[35] improvisou uma tala, imobilizando-me a perna. A dor diminuiu muito e, amparado nela, fui
até minha casa. “Chame uma ambulância”, disse a mulher à minha mãe. Sorriu.
Tudo ficou bem. Levaram-me para o hospital, o médico engessou minha perna e em
poucas semanas eu estava recuperado. Desde então, deixei de acreditar em bruxas. E
tornei-me grande amigo de uma senhora que morava em minha rua, uma senhora muito boa
[40] que se chamava Ana Custódio.
https://novaescola.org.br/conteudo/4159/bruxas-nao-existem acesso em 20/5/2018 às 09h30
Leia com atenção o resumo das lembranças do narrador sobre um episódio de sua infância, considerando que os acontecimentos estão desordenados.
( ) Comentários sobre coisas que ele e seus amigos faziam com o intuito de se divertirem.
( ) O socorro da bruxa, que leva o narrador para casa.
( ) Descrição física e de alguns detalhes da vida de uma vizinha.
( ) Aparecimento da bruxa empunhando um cabo de vassoura.
( ) Explicação sobre o que fizeram com um bode morto que encontraram.
( ) Ida ao hospital para que tudo ficasse resolvido.
( ) Detalhes sobre como ele, o narrador, quebrou a perna.
Numerando os fatos apresentados em ordem cronológica, teremos a sequência:
Questão 21 10415110
CMT 2018TEXTO
Bruxas não existem
(Moacyr Scliar)

Quando eu era garoto, acreditava em bruxas, mulheres malvadas que passavam o
tempo todo maquinando coisas perversas. Os meus amigos também acreditavam nisso. A
prova para nós era uma mulher muito velha, uma solteirona que morava numa casinha
caindo aos pedaços no fim da nossa rua. Seu nome era Ana Custódio, mas nós só a
[5] chamávamos de “bruxa”.
Era muito feia, ela; gorda, enorme, os cabelos pareciam palha, o nariz era comprido,
ela tinha uma enorme verruga no queixo. E estava sempre falando sozinha. Nunca tínhamos
entrado na casa, mas tínhamos a certeza de que, se fizéssemos isso, nós a encontraríamos
preparando venenos num grande caldeirão.
[10] Nossa diversão predileta era incomodá-la. Volta e meia invadíamos o pequeno pátio
para dali roubar frutas e quando, por acaso, a velha saía à rua para fazer compras no
pequeno armazém ali perto, corríamos atrás dela gritando “bruxa, bruxa!”.
Um dia encontramos, no meio da rua, um bode morto. A quem pertencera esse animal
nós não sabíamos, mas logo descobrimos o que fazer com ele: jogá-lo na casa da bruxa. O
[15] que seria fácil. Ao contrário do que sempre acontecia, naquela manhã, e talvez por
esquecimento, ela deixara aberta a janela da frente. Sob o comando do João Pedro, que era
nosso líder, levantamos o bicho, que era grande e pesava bastante, e com muito esforço nós
o levamos até a janela. Tentamos empurrá-lo para dentro, mas aí os chifres ficaram presos
na cortina.
[20] - Vamos logo – gritava João Pedro -, antes que a bruxa apareça. E ela apareceu. No
momento exato em que, finalmente, conseguíamos introduzir o bode pela janela, a porta se
abriu e ali estava ela, a bruxa, empunhando um cabo de vassoura. Rindo, saímos correndo.
Eu, gordinho, era o último.
E então aconteceu. De repente, enfiei o pé num buraco e caí. De imediato senti uma
[25] dor terrível na perna e não tive dúvida: estava quebrada. Gemendo, tentei me levantar, mas
não consegui. E a bruxa, caminhando com dificuldade, mas com o cabo de vassoura na mão,
aproximava-se. Àquela altura a turma estava longe, ninguém poderia me ajudar. E a mulher,
sem dúvida, descarregaria em mim sua fúria.
Em um momento, ela estava junto a mim, transtornada de raiva. Mas aí viu minha
[30] perna e instantaneamente mudou. Agachou-se junto a mim e começou a examiná-la com
uma habilidade surpreendente.
- Está quebrada – disse por fim –, mas podemos dar um jeito. Não se preocupe, sei
fazer isso. Fui enfermeira muitos anos, trabalhei em hospital. Confie em mim.
Dividiu o cabo de vassoura em três pedaços e com eles, e com seu cinto de pano,
[35] improvisou uma tala, imobilizando-me a perna. A dor diminuiu muito e, amparado nela, fui
até minha casa. “Chame uma ambulância”, disse a mulher à minha mãe. Sorriu.
Tudo ficou bem. Levaram-me para o hospital, o médico engessou minha perna e em
poucas semanas eu estava recuperado. Desde então, deixei de acreditar em bruxas. E
tornei-me grande amigo de uma senhora que morava em minha rua, uma senhora muito boa
[40] que se chamava Ana Custódio.
https://novaescola.org.br/conteudo/4159/bruxas-nao-existem acesso em 20/5/2018 às 09h30
Marque a opção em que os trechos selecionados representam fato e consequência, respectivamente, ou seja, nessa ordem.
Questão 30 10408820
CPM 2018Vivemos em um mundo de aparências, onde é dada maior importância em ter e mostrar nossas posses do que nos valorizarmos pelo que realmente somos. Nossa aparência física é muito mais importante que nossa saúde. Mas, sem o perfeito equilíbrio das funções do nosso corpo, não conseguimos manter nossos hábitos diários e nossa rotina de trabalho, estudo e lazer. Para que nosso corpo se desenvolva perfeitamente, devemos cuidar muito bem dele a fim de preservarmos nossa saúde e termos uma boa qualidade devida.
Assinale a alternativa que contém medidas que visam cuidar do corpo e manter uma boa saúde física e mental.
Questão 10 10408733
CPM 2018Assinale a alternativa em que todos os substantivos estão escritos corretamente.
Questão 9 10408728
CPM 2018Leia o texto a seguir para responder à questão.
Comece o ano letivo com o pé direito!
• Anote todas as informações importantes dadas pelo professor.
• Não dê bobeira durante a aula, aproveite para anotar o conteúdo.
Você vai precisar disso mais tarde!
• Quando você tiver dúvidas, pergunte! Não precisa ter medo ou
vergonha, pergunte mesmo! É melhor perguntar logo do que ficar
com a dúvida para você.
• Nunca aceite participar de uma brincadeira violenta ou
perigosa. Além de se machucar, você pode machucar algum
amigo.
•As brincadeiras sempre são melhores quando muita gente
participa. Não deixe nenhum colega para trás, você com certeza
não gostaria que fizessem isso com você!
• [...] Crie uma rotina em casa. É importante ter horário certinho
para as refeições, para o lazer, para dormir e ... para estudar!
Fonte: Correiro Braziliense. Super!, Brasilia, 29 jan.2011. p.4.
De acordo com o texto, marque a alternativa que indica o significado de “Comece o ano letivo com o pé direito”.
Questão 8 10408702
CPM 2018Leia o texto a seguir para responder à questão.
Comece o ano letivo com o pé direito!
• Anote todas as informações importantes dadas pelo professor.
• Não dê bobeira durante a aula, aproveite para anotar o conteúdo.
Você vai precisar disso mais tarde!
• Quando você tiver dúvidas, pergunte! Não precisa ter medo ou
vergonha, pergunte mesmo! É melhor perguntar logo do que ficar
com a dúvida para você.
• Nunca aceite participar de uma brincadeira violenta ou
perigosa. Além de se machucar, você pode machucar algum
amigo.
•As brincadeiras sempre são melhores quando muita gente
participa. Não deixe nenhum colega para trás, você com certeza
não gostaria que fizessem isso com você!
• [...] Crie uma rotina em casa. É importante ter horário certinho
para as refeições, para o lazer, para dormir e ... para estudar!
Fonte: Correiro Braziliense. Super!, Brasilia, 29 jan.2011. p.4.
Assinale a classe gramatical à qual pertencem as palavras sublinhadas no texto.
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