Questões de EFAF Português
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Questão 1 10719833
CMS 6° Ano - Português 2018O TEXTO REFERE-SE AO ITEM
A Pechada (adaptado)
O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de
“Gaúcho”. Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado.
– Aí, Gaúcho!
– Fala, Gaúcho!
[5] Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que
cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos
falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam
formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas
variações?
[10] – Mas o Gaúcho fala "tu"! — disse Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
– É fala certo - disse a professora. — Pode-se dizer "tu" e pode-se dizer "você". Os dois estão
certos. Os dois são português.
Jorge fez cara de quem não se entregara.
Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.
[15] – O pai atravessou a sinaleira e pechou.
– O quê?
– O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino
atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente
[20] pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.
– O que foi que ele disse, tia? — quis saber Jorge.
– Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
– E o que é isso?
– Gaúcho... quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
[25] – Nós vinha...
– Nós vínhamos.
– Nós vínhamos de auto. o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma
pechada noutro auto.
A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo,
[30] procurava uma tradução para o relato do paúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com
Jorge rindo daquele jeito.
“Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo. "Auto" era automóvel, carro. Mas "pechar" o que
era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora
descobriu que "pechar" vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se
[35] esforçar para convencer Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara
outro apelido: Pechada.
– Ai. Pechada!
– Fala, Pechada!
Fonte: Revista Nova Escola, maio 2001.
A partir do texto, é correto afirmar que:
Questão 15 10708725
CMBH 1°ano - Prova de Português 2018Texto
Para driblar a depressão, UnB é a 1a do país a ensinar 'Felicidade'. Nova disciplina será ofertada no campus que concentra cursos de engenharia. (Adaptado)
Por Dhiego Maia
[1] Felicidade se ensina? Para a UnB (Universidade de Brasília), a resposta é sim. A instituição é a
primeira do país a criar uma disciplina acadêmica para estudar o tema – tão efêmero e particular.
A primeira turma de Felicidade vai contar com 240 vagas e será ofertada a partir de agosto. O titular
da disciplina é o professor Wander Pereira, 50, que leciona “gamificação” no curso de Engenharia de
[5] Software no campus Gama. Ele explica que os alunos serão desafiados a descobrir como é possível ser feliz
no momento em que estão. “A intenção é apresentar estratégias para ajudá-los a lidar com fatores adversos
do dia a dia. Estamos diante de uma geração que não sabe diferenciar os problemas em cada uma das áreas
da vida. Se ele vai mal nos estudos, tudo está ruim”, afirma.
A nova disciplina está amparada nas experiências colhidas pelas universidades americanas Harvard
[10] e Yale, pioneiras no ensino da felicidade. Por aqui, ela vai mergulhar na Psicologia para esmiuçar áreas
como autoconhecimento. Não haverá prova ao final das aulas. Os alunos terão que criar um produto que
gere felicidade entre os colegas. “Pode ser um „site‟, uma peça de teatro, um aplicativo de serviço, uma
ideia de lazer. Qualquer coisa que torne todos mais felizes”, explica.
Triste Gama
[15] Apesar de estar aberta a toda UnB, a disciplina será ofertada presencialmente no Gama, um campus
cujos alunos não têm encontrado motivos para sorrir. A unidade, erguida na cidade-satélite de Brasília,
concentra cinco Engenharias: Automotiva, Energia, Eletrônica, Aeroespacial e Software. Isolados a 35 km
do plano-piloto da Capital Federal, os futuros engenheiros vivem num mundo particular, sem contato com
outras áreas do conhecimento e pouco intercâmbio com os demais universitários. O resultado disso recai na
[20] evasão. Em média, 6 em cada 10 ingressantes abandonam a graduação no Gama. Quem resolve ser
reintegrado, admite ter sofrido depressão.
Gabriel Libório, 25, está no grupo dos que pediram para sair. Aluno de Engenharia Automotiva,
abandonou o curso por não conseguir dar conta da cultura “preciosista” do lugar. “Eu tive depressão,
busquei ajuda psicológica e até tomei remédio psiquiátrico para segurar a onda”, conta. [...]
[25] Libório voltou para casa. Hoje, cursa Economia em uma faculdade particular de Salvador (BA) e
faz estágio em uma casa de investimentos.
A Felicidade foi então parar na grade curricular da UnB, para tornar a vida dos acadêmicos mais
“leve”, segundo o professor Wander Pereira. A universidade também criou neste ano a Comissão de Saúde
Mental, que presta apoio psicológico e pedagógico para alunos com depressão e dificuldade nos estudos.
[30] Quem já está inserido nos atendimentos terá prioridade na hora da matrícula na disciplina de Felicidade.
Wander diz que o objetivo das aulas não é dar uma “receita de Bolo da Felicidade”, mas apontar caminhos
para se chegar lá. Para ele, é feliz quem “é capaz de alcançar aquilo que deseja sem depender de coisas
materiais”. “Eu só não quero é ficar marcado como o „Professor da Felicidade‟, porque no dia em que eu
estiver triste, eles vão me cobrar”, ri.
Vocabulário:
- Gamificação: Do inglês gamification, define o uso de mecânicas e dinâmicas de jogos para engajar pessoas, resolver problemas e melhorar o aprendizado, motivando ações e comportamentos em ambientes fora do contexto de jogos.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/07para-driblar-depressao-unb-e-a-la-do-pais-a-ensinar-felicidade.shtml . Acesso em 27 jul 2018.)
No período: “Apesar de estar aberta a toda UnB, a disciplina será ofertada presencialmente no Gama, um campus cujos alunos não têm encontrado motivos para sorrir.”
(Texto ℓ15eℓ16) - as duas orações destacadas são subordinadas reduzidas de infinitivo e classificam-se, respectivamente, como
Questão 12 10708690
CMBH 1°ano - Prova de Português 2018Texto
Felicidade Gourmet
Luis Giffoni
[1] A felicidade é um prato descomplicado de fazer. É verdade que leva muitos ingredientes, pode
custar caro, admite variações, às vezes demora; muita gente jura que o inventou, mas cada um de nós
possui talento inato para alcançar as três estrelas do Michelin. É fácil.
Adicione sempre um pouco de desejo à receita. Sem desejo, o prato perde a atração.
[5] Preocupações exageradas põem tudo a perder. Cultura e conhecimento podem ser usados à vontade, senão
não se aproveita todo o paladar. A Lua deve estar no tempero, para o cheiro subir ao espaço. A natureza
também, para se apurar o gosto da vida. Nada como polvilhar sobre o molho o canto do sabiá ou do
pintassilgo, como preferir. Providência simples, que acrescenta doçura. Poesia também entra no preparo.
Substitui o sal, quando vem das entranhas.
[10] A base, no entanto, continua você mesmo, suas escolhas, suas preferências. Você decide o que
usar e, ao servir-se, será o supremo juiz. Chame os amigos e os parentes para ajudá-lo na cozinha. Eles
realçam as delícias de sua receita.
Importante: não se esqueça do ponto. Retire do fogo na hora certa. Tem gente que esperou tanto o
prato ficar pronto que morreu antes. Com fome.
Vocabulário:
- Michelin: guia turístico que premia restaurantes. O máximo de estrelas são três, sinônimo de uma cozinha irrepreensível.
- gourmet: palavra de origem francesa que significa quem conhece e aprecia bons pratos e vinhos.
(Fonte: https://luisgiffoni.com.br/felicidade-gourmet/ . Acesso em 09 ago 2018.)
O termo “gourmet,” empregado para qualificar a felicidade, apresenta ao leitor diferentes possibilidades significativas, exploradas ao longo do texto.
Assinale a alternativa em que há interpretação INADEQUADA para esse emprego.
Questão 11 10708685
CMBH 1°ano - Prova de Português 2018Texto
Para driblar a depressão, UnB é a 1a do país a ensinar 'Felicidade'. Nova disciplina será ofertada no campus que concentra cursos de engenharia. (Adaptado)
Por Dhiego Maia
[1] Felicidade se ensina? Para a UnB (Universidade de Brasília), a resposta é sim. A instituição é a
primeira do país a criar uma disciplina acadêmica para estudar o tema – tão efêmero e particular.
A primeira turma de Felicidade vai contar com 240 vagas e será ofertada a partir de agosto. O titular
da disciplina é o professor Wander Pereira, 50, que leciona “gamificação” no curso de Engenharia de
[5] Software no campus Gama. Ele explica que os alunos serão desafiados a descobrir como é possível ser feliz
no momento em que estão. “A intenção é apresentar estratégias para ajudá-los a lidar com fatores adversos
do dia a dia. Estamos diante de uma geração que não sabe diferenciar os problemas em cada uma das áreas
da vida. Se ele vai mal nos estudos, tudo está ruim”, afirma.
A nova disciplina está amparada nas experiências colhidas pelas universidades americanas Harvard
[10] e Yale, pioneiras no ensino da felicidade. Por aqui, ela vai mergulhar na Psicologia para esmiuçar áreas
como autoconhecimento. Não haverá prova ao final das aulas. Os alunos terão que criar um produto que
gere felicidade entre os colegas. “Pode ser um „site‟, uma peça de teatro, um aplicativo de serviço, uma
ideia de lazer. Qualquer coisa que torne todos mais felizes”, explica.
Triste Gama
[15] Apesar de estar aberta a toda UnB, a disciplina será ofertada presencialmente no Gama, um campus
cujos alunos não têm encontrado motivos para sorrir. A unidade, erguida na cidade-satélite de Brasília,
concentra cinco Engenharias: Automotiva, Energia, Eletrônica, Aeroespacial e Software. Isolados a 35 km
do plano-piloto da Capital Federal, os futuros engenheiros vivem num mundo particular, sem contato com
outras áreas do conhecimento e pouco intercâmbio com os demais universitários. O resultado disso recai na
[20] evasão. Em média, 6 em cada 10 ingressantes abandonam a graduação no Gama. Quem resolve ser
reintegrado, admite ter sofrido depressão.
Gabriel Libório, 25, está no grupo dos que pediram para sair. Aluno de Engenharia Automotiva,
abandonou o curso por não conseguir dar conta da cultura “preciosista” do lugar. “Eu tive depressão,
busquei ajuda psicológica e até tomei remédio psiquiátrico para segurar a onda”, conta. [...]
[25] Libório voltou para casa. Hoje, cursa Economia em uma faculdade particular de Salvador (BA) e
faz estágio em uma casa de investimentos.
A Felicidade foi então parar na grade curricular da UnB, para tornar a vida dos acadêmicos mais
“leve”, segundo o professor Wander Pereira. A universidade também criou neste ano a Comissão de Saúde
Mental, que presta apoio psicológico e pedagógico para alunos com depressão e dificuldade nos estudos.
[30] Quem já está inserido nos atendimentos terá prioridade na hora da matrícula na disciplina de Felicidade.
Wander diz que o objetivo das aulas não é dar uma “receita de Bolo da Felicidade”, mas apontar caminhos
para se chegar lá. Para ele, é feliz quem “é capaz de alcançar aquilo que deseja sem depender de coisas
materiais”. “Eu só não quero é ficar marcado como o „Professor da Felicidade‟, porque no dia em que eu
estiver triste, eles vão me cobrar”, ri.
Vocabulário:
- Gamificação: Do inglês gamification, define o uso de mecânicas e dinâmicas de jogos para engajar pessoas, resolver problemas e melhorar o aprendizado, motivando ações e comportamentos em ambientes fora do contexto de jogos.
(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2018/07para-driblar-depressao-unb-e-a-la-do-pais-a-ensinar-felicidade.shtml . Acesso em 27 jul 2018.)
No texto, o professor Wander Pereira, da UnB, apresenta os motivos pelos quais se criou uma disciplina acadêmica para estudar-se FELICIDADE.
De acordo com suas exposições, NÃO é pretensão do novo curso:
Questão 10 10708643
CMBH 1°ano - Prova de Português 2018Texto
Felicidade Gourmet
Luis Giffoni
[1] A felicidade é um prato descomplicado de fazer. É verdade que leva muitos ingredientes, pode
custar caro, admite variações, às vezes demora; muita gente jura que o inventou, mas cada um de nós
possui talento inato para alcançar as três estrelas do Michelin. É fácil.
Adicione sempre um pouco de desejo à receita. Sem desejo, o prato perde a atração.
[5] Preocupações exageradas põem tudo a perder. Cultura e conhecimento podem ser usados à vontade, senão
não se aproveita todo o paladar. A Lua deve estar no tempero, para o cheiro subir ao espaço. A natureza
também, para se apurar o gosto da vida. Nada como polvilhar sobre o molho o canto do sabiá ou do
pintassilgo, como preferir. Providência simples, que acrescenta doçura. Poesia também entra no preparo.
Substitui o sal, quando vem das entranhas.
[10] A base, no entanto, continua você mesmo, suas escolhas, suas preferências. Você decide o que
usar e, ao servir-se, será o supremo juiz. Chame os amigos e os parentes para ajudá-lo na cozinha. Eles
realçam as delícias de sua receita.
Importante: não se esqueça do ponto. Retire do fogo na hora certa. Tem gente que esperou tanto o
prato ficar pronto que morreu antes. Com fome.
Vocabulário:
- Michelin: guia turístico que premia restaurantes. O máximo de estrelas são três, sinônimo de uma cozinha irrepreensível.
- gourmet: palavra de origem francesa que significa quem conhece e aprecia bons pratos e vinhos.
(Fonte: https://luisgiffoni.com.br/felicidade-gourmet/ . Acesso em 09 ago 2018.)
Observe o trecho: “Tem gente que esperou tanto o prato ficar pronto que morreu antes. Com fome.” (Texto ,ℓ13eℓ14)
Assinale a alternativa em que, unindo-se os dois enunciados, seja mantido o significado lógico do contexto, sem desrespeitar as normas da língua padrão.
Questão 8 10708607
CMBH 1°ano - Prova de Português 2018Texto
Felicidade Gourmet
Luis Giffoni
[1] A felicidade é um prato descomplicado de fazer. É verdade que leva muitos ingredientes, pode
custar caro, admite variações, às vezes demora; muita gente jura que o inventou, mas cada um de nós
possui talento inato para alcançar as três estrelas do Michelin. É fácil.
Adicione sempre um pouco de desejo à receita. Sem desejo, o prato perde a atração.
[5] Preocupações exageradas põem tudo a perder. Cultura e conhecimento podem ser usados à vontade, senão
não se aproveita todo o paladar. A Lua deve estar no tempero, para o cheiro subir ao espaço. A natureza
também, para se apurar o gosto da vida. Nada como polvilhar sobre o molho o canto do sabiá ou do
pintassilgo, como preferir. Providência simples, que acrescenta doçura. Poesia também entra no preparo.
Substitui o sal, quando vem das entranhas.
[10] A base, no entanto, continua você mesmo, suas escolhas, suas preferências. Você decide o que
usar e, ao servir-se, será o supremo juiz. Chame os amigos e os parentes para ajudá-lo na cozinha. Eles
realçam as delícias de sua receita.
Importante: não se esqueça do ponto. Retire do fogo na hora certa. Tem gente que esperou tanto o
prato ficar pronto que morreu antes. Com fome.
Vocabulário:
- Michelin: guia turístico que premia restaurantes. O máximo de estrelas são três, sinônimo de uma cozinha irrepreensível.
- gourmet: palavra de origem francesa que significa quem conhece e aprecia bons pratos e vinhos.
(Fonte: https://luisgiffoni.com.br/felicidade-gourmet/ . Acesso em 09 ago 2018.)
As conjunções coordenativas podem ligar duas orações independentes e autônomas na perspectiva sintática. Semanticamente, estabelecem diferentes relações de sentido entre as orações. Leia, com atenção, o trecho extraído do texto : “[...] muita gente jura que o inventou, mas cada um de nós possui talento inato para alcançar as três estrelas do Michelin.” (ℓ 2 e ℓ 3)
É correto afirmar que a conjunção coordenativa presente nesse trecho
06
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