Questões de EFAF Português
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Questão 11 10724563
CMRJ 6° Ano - Português 2018TEXTO I
Princesa Arabela, mimada que só ela!
Mylo Freeman
Era uma vez uma princesinha chamada Arabela. Ela morava num grande palácio
com seu pai e sua mãe: o rei e a rainha. O dia do seu aniversário estava chegando. Mas
o que se pode dar a uma princesinha que tem tudo?
– Minha querida Arabelinha, o que você quer ganhar de presente? – perguntou o
[5] rei. A princesa Arabela pensou... Pensou...
– O que você acha de um par de patins com rubis nas rodas? – sugeriu a rainha.
– Eu já tenho – respondeu a princesa Arabela.
– E uma bicicleta dourada? – eu já tenho – respondeu a princesa.
– E um ratinho de pelúcia gostoso de abraçar?
[10] – Eu já tenho – respondeu a princesa.
– E uma zebra de balanço?
– Já tenho.
– E um joguinho de chá? E um carrinho de boneca? E um...
– Eu já tenho tudo isso! – exclamou a princesa. – Agora eu quero uma coisa
[15] diferente. Eu quero... Um elefante!
– Um elê o quê? – gritou a rainha.
– Xiiii... Murmurou o rei. – Onde vamos encontrar um animal desses?
– E quem vai deixar que ele fique conosco?
A princesa Arabela nem quis saber das dificuldades. Ela queria um elefante.
[20] No dia seguinte, o rei ordenou a seus servos que fossem procurar um elefante.
Os servos procuraram por sete dias e sete noites. Voltaram no oitavo dia. Com
um elefante.
Finalmente chegou o grande dia do aniversário da princesa Arabela.
Quando ela abriu os olhos de manhã, seu presente já estava lá. Arabela dançou
[25] de alegria em volta do elefante.
– Eu vou brincar com ele agora mesmo! – ela disse, toda contente. Venha,
Elefante, sente-se aqui!
Elefante ficou parado, triste, olhando para frente.
– Ei, você é o meu presente, tem que brincar comigo! – gritou Arabela,
[30] impaciente.
Mas Elefante nem se mexeu. Uma grande lágrima escorreu devagar pela sua
tromba. E mais uma, e mais outra. Não demorou muito, e a princesa Arabela estava num
lago de lágrimas que alcançava seus tornozelos.
– Pare com isso, senão eu acabo me afogando! – ela disse.
[35] – Quero ir pra casa! – soluçava Elefante. – Por favor, leve-me de volta. – Não
posso, você é meu presente – protestou a princesa. Mas quando Elefante começou a
soluçar de novo, ela gritou depressa: – Por favor, pare de chorar. Eu vou levar você de
volta agora mesmo!
Pelo caminho, a princesa Arabela viu uma porção de bichos diferentes.
[40] – Eu quero este, e aquele, e aquele outro também! Elefante foi andando
depressa... Quando finalmente chegaram ao lugar onde Elefante morava, uma
elefantinha correu em direção a eles.
– Mamãe! Você chegou bem na hora! E trouxe meu presente com você!
– Sim, filhinha – Elefante respondeu.
[45] – E é justamente o que você sempre quis: uma princesinha de verdade!
FREEMAN, Mylo. Princesa Arabela, mimada que só ela! Tradução Ruth Salles. Coleção Giramundo. São Paulo: Editora Ática, 2008.
TEXTO II
O reizinho mandão
Ruth Rocha
Eu vou contar pra vocês uma história que o meu avô sempre contava.
Ele dizia que essa história aconteceu há muitos e muitos anos, num lugar muito
longe daqui.
Nesse lugar tinha um rei, daqueles que têm nas histórias. Da barba branca batendo
no peito, da capa vermelha batendo no pé.
Como esse rei era rei de história, era um rei muito bonzinho, muito justo... E tudo o
que ele fazia era para o bem do povo.
Vai que esse rei morreu, porque era muito velhinho, e o príncipe, filho do rei, virou
rei daquele lugar.
O príncipe era um sujeitinho muito mal-educado, mimado, destes que as mães
deles fazem todas as vontades, e eles ficam pensando que são os donos do mundo.
Eu tenho uma porção de amigos assim. Querem mandar nas brincadeiras...
Querem que a gente faça tudo o que eles gostam...
Quando a gente quer brincar de outra coisa, ficam logo zangados. Vão logo
dizendo: "Não brinco mais!"
E quando as mães deles vêm ver o que aconteceu se atiram no chão e ficam
roxinhos, esperneiam e tudo.
Então as mães deles ficam achando que a gente está maltratando o filhinho delas.
Então, como eu estava contando, o tal do príncipe ficou sendo o rei daquele país.
Precisa ver que reizinho chato que ele ficou! Mandão, teimoso, implicante, xereta!
Ele era tão xereta, tão mandão, que queria mandar em tudo o que acontecia no
reino.
Quando eu digo tudo, era tudo mesmo!
A diversão do reizinho era fazer leis e mais leis. E as leis que ele fazia eram as
mais absurdas do mundo.
Olhem só esta lei:
"Fica terminantemente proibido cortar a unha do dedão do pé direito em noite de
lua cheia!"
Agora, por que é que o reizinho queria mandar no dedão das pessoas, isso ninguém
jamais vai saber.
Outra lei que ele fez:
"É proibido dormir de gorro na primeira quarta-feira do mês".
Agora, por que é que ele inventou essas tolices, isso ninguém sabia.
Eu tenho a impressão de que era mesmo mania de mandar em tudo.(...)
Rocha, Ruth. O reizinho mandão. São Paulo: Quinteto Editorial, 1997.
Sobre os textos I e II, responda à questão.
Analise o foco narrativo dos textos I e II e marque a alternativa correta.
Questão 10 10724561
CMRJ 6° Ano - Português 2018TEXTO
O reizinho mandão
Ruth Rocha
Eu vou contar pra vocês uma história que o meu avô sempre contava.
Ele dizia que essa história aconteceu há muitos e muitos anos, num lugar muito
longe daqui.
Nesse lugar tinha um rei, daqueles que têm nas histórias. Da barba branca batendo
[5] no peito, da capa vermelha batendo no pé.
Como esse rei era rei de história, era um rei muito bonzinho, muito justo... E tudo o
que ele fazia era para o bem do povo.
Vai que esse rei morreu, porque era muito velhinho, e o príncipe, filho do rei, virou
rei daquele lugar.
[10] O príncipe era um sujeitinho muito mal-educado, mimado, destes que as mães
deles fazem todas as vontades, e eles ficam pensando que são os donos do mundo.
Eu tenho uma porção de amigos assim. Querem mandar nas brincadeiras...
Querem que a gente faça tudo o que eles gostam...
Quando a gente quer brincar de outra coisa, ficam logo zangados. Vão logo
[15] dizendo: "Não brinco mais!"
E quando as mães deles vêm ver o que aconteceu se atiram no chão e ficam
roxinhos, esperneiam e tudo.
Então as mães deles ficam achando que a gente está maltratando o filhinho delas.
Então, como eu estava contando, o tal do príncipe ficou sendo o rei daquele país.
[20] Precisa ver que reizinho chato que ele ficou! Mandão, teimoso, implicante, xereta!
Ele era tão xereta, tão mandão, que queria mandar em tudo o que acontecia no
reino.
Quando eu digo tudo, era tudo mesmo!
A diversão do reizinho era fazer leis e mais leis. E as leis que ele fazia eram as
[25] mais absurdas do mundo.
Olhem só esta lei:
"Fica terminantemente proibido cortar a unha do dedão do pé direito em noite de
lua cheia!"
Agora, por que é que o reizinho queria mandar no dedão das pessoas, isso ninguém
[30] jamais vai saber.
Outra lei que ele fez:
"É proibido dormir de gorro na primeira quarta-feira do mês".
Agora, por que é que ele inventou essas tolices, isso ninguém sabia.
Eu tenho a impressão de que era mesmo mania de mandar em tudo.(...)
Rocha, Ruth. O reizinho mandão. São Paulo: Quinteto Editorial, 1997.
“Querem mandar nas brincadeiras...” (l. 12)
“Querem que a gente faça tudo o que eles gostam...” (l. 13)
De acordo com o contexto da narrativa, os agentes das ações sublinhadas são
Questão 9 10724560
CMRJ 6° Ano - Português 2018TEXTO
O reizinho mandão
Ruth Rocha
Eu vou contar pra vocês uma história que o meu avô sempre contava.
Ele dizia que essa história aconteceu há muitos e muitos anos, num lugar muito
longe daqui.
Nesse lugar tinha um rei, daqueles que têm nas histórias. Da barba branca batendo
[5] no peito, da capa vermelha batendo no pé.
Como esse rei era rei de história, era um rei muito bonzinho, muito justo... E tudo o
que ele fazia era para o bem do povo.
Vai que esse rei morreu, porque era muito velhinho, e o príncipe, filho do rei, virou
rei daquele lugar.
[10] O príncipe era um sujeitinho muito mal-educado, mimado, destes que as mães
deles fazem todas as vontades, e eles ficam pensando que são os donos do mundo.
Eu tenho uma porção de amigos assim. Querem mandar nas brincadeiras...
Querem que a gente faça tudo o que eles gostam...
Quando a gente quer brincar de outra coisa, ficam logo zangados. Vão logo
[15] dizendo: "Não brinco mais!"
E quando as mães deles vêm ver o que aconteceu se atiram no chão e ficam
roxinhos, esperneiam e tudo.
Então as mães deles ficam achando que a gente está maltratando o filhinho delas.
Então, como eu estava contando, o tal do príncipe ficou sendo o rei daquele país.
[20] Precisa ver que reizinho chato que ele ficou! Mandão, teimoso, implicante, xereta!
Ele era tão xereta, tão mandão, que queria mandar em tudo o que acontecia no
reino.
Quando eu digo tudo, era tudo mesmo!
A diversão do reizinho era fazer leis e mais leis. E as leis que ele fazia eram as
[25] mais absurdas do mundo.
Olhem só esta lei:
"Fica terminantemente proibido cortar a unha do dedão do pé direito em noite de
lua cheia!"
Agora, por que é que o reizinho queria mandar no dedão das pessoas, isso ninguém
[30] jamais vai saber.
Outra lei que ele fez:
"É proibido dormir de gorro na primeira quarta-feira do mês".
Agora, por que é que ele inventou essas tolices, isso ninguém sabia.
Eu tenho a impressão de que era mesmo mania de mandar em tudo.(...)
Rocha, Ruth. O reizinho mandão. São Paulo: Quinteto Editorial, 1997.
“Como esse rei era de história, era um rei muito bonzinho, muito justo...” (l. 6)
A expressão destacada revela uma consideração do narrador sobre os reis das histórias tradicionais de ficção.
O que se pode deduzir dessa referência implícita no texto?
Questão 8 10724554
CMRJ 6° Ano - Português 2018TEXTO
O reizinho mandão
Ruth Rocha
Eu vou contar pra vocês uma história que o meu avô sempre contava.
Ele dizia que essa história aconteceu há muitos e muitos anos, num lugar muito
longe daqui.
Nesse lugar tinha um rei, daqueles que têm nas histórias. Da barba branca batendo
[5] no peito, da capa vermelha batendo no pé.
Como esse rei era rei de história, era um rei muito bonzinho, muito justo... E tudo o
que ele fazia era para o bem do povo.
Vai que esse rei morreu, porque era muito velhinho, e o príncipe, filho do rei, virou
rei daquele lugar.
[10] O príncipe era um sujeitinho muito mal-educado, mimado, destes que as mães
deles fazem todas as vontades, e eles ficam pensando que são os donos do mundo.
Eu tenho uma porção de amigos assim. Querem mandar nas brincadeiras...
Querem que a gente faça tudo o que eles gostam...
Quando a gente quer brincar de outra coisa, ficam logo zangados. Vão logo
[15] dizendo: "Não brinco mais!"
E quando as mães deles vêm ver o que aconteceu se atiram no chão e ficam
roxinhos, esperneiam e tudo.
Então as mães deles ficam achando que a gente está maltratando o filhinho delas.
Então, como eu estava contando, o tal do príncipe ficou sendo o rei daquele país.
[20] Precisa ver que reizinho chato que ele ficou! Mandão, teimoso, implicante, xereta!
Ele era tão xereta, tão mandão, que queria mandar em tudo o que acontecia no
reino.
Quando eu digo tudo, era tudo mesmo!
A diversão do reizinho era fazer leis e mais leis. E as leis que ele fazia eram as
[25] mais absurdas do mundo.
Olhem só esta lei:
"Fica terminantemente proibido cortar a unha do dedão do pé direito em noite de
lua cheia!"
Agora, por que é que o reizinho queria mandar no dedão das pessoas, isso ninguém
[30] jamais vai saber.
Outra lei que ele fez:
"É proibido dormir de gorro na primeira quarta-feira do mês".
Agora, por que é que ele inventou essas tolices, isso ninguém sabia.
Eu tenho a impressão de que era mesmo mania de mandar em tudo.(...)
Rocha, Ruth. O reizinho mandão. São Paulo: Quinteto Editorial, 1997.
O diminutivo “-inho”, que, em regra, expressa ideia de carinho, afetividade, pode indicar, também, além da diminuição do tamanho, intensidade maior ou menor de uma qualidade, isto é, pode indicar, por exemplo, a depreciação de um ser, “pode traduzir o nosso desprezo, a nossa crítica, o nosso pouco caso para certos objetos ou pessoas” 1 . No texto II, há várias palavras usadas com o diminutivo.
Marque, dentre as opções abaixo, aquela que traz a interpretação adequada da ideia representada.
Questão 7 10724552
CMRJ 6° Ano - Português 2018TEXTO
Princesa Arabela, mimada que só ela!
Mylo Freeman
Era uma vez uma princesinha chamada Arabela. Ela morava num grande palácio
com seu pai e sua mãe: o rei e a rainha. O dia do seu aniversário estava chegando. Mas
o que se pode dar a uma princesinha que tem tudo?
– Minha querida Arabelinha, o que você quer ganhar de presente? – perguntou o
[5] rei. A princesa Arabela pensou... Pensou...
– O que você acha de um par de patins com rubis nas rodas? – sugeriu a rainha.
– Eu já tenho – respondeu a princesa Arabela.
– E uma bicicleta dourada? – eu já tenho – respondeu a princesa.
– E um ratinho de pelúcia gostoso de abraçar?
[10] – Eu já tenho – respondeu a princesa.
– E uma zebra de balanço?
– Já tenho.
– E um joguinho de chá? E um carrinho de boneca? E um...
– Eu já tenho tudo isso! – exclamou a princesa. – Agora eu quero uma coisa
[15] diferente. Eu quero... Um elefante!
– Um elê o quê? – gritou a rainha.
– Xiiii... Murmurou o rei. – Onde vamos encontrar um animal desses?
– E quem vai deixar que ele fique conosco?
A princesa Arabela nem quis saber das dificuldades. Ela queria um elefante.
[20] No dia seguinte, o rei ordenou a seus servos que fossem procurar um elefante.
Os servos procuraram por sete dias e sete noites. Voltaram no oitavo dia. Com
um elefante.
Finalmente chegou o grande dia do aniversário da princesa Arabela.
Quando ela abriu os olhos de manhã, seu presente já estava lá. Arabela dançou
[25] de alegria em volta do elefante.
– Eu vou brincar com ele agora mesmo! – ela disse, toda contente. Venha,
Elefante, sente-se aqui!
Elefante ficou parado, triste, olhando para frente.
– Ei, você é o meu presente, tem que brincar comigo! – gritou Arabela,
[30] impaciente.
Mas Elefante nem se mexeu. Uma grande lágrima escorreu devagar pela sua
tromba. E mais uma, e mais outra. Não demorou muito, e a princesa Arabela estava num
lago de lágrimas que alcançava seus tornozelos.
– Pare com isso, senão eu acabo me afogando! – ela disse.
[35] – Quero ir pra casa! – soluçava Elefante. – Por favor, leve-me de volta. – Não
posso, você é meu presente – protestou a princesa. Mas quando Elefante começou a
soluçar de novo, ela gritou depressa: – Por favor, pare de chorar. Eu vou levar você de
volta agora mesmo!
Pelo caminho, a princesa Arabela viu uma porção de bichos diferentes.
[40] – Eu quero este, e aquele, e aquele outro também! Elefante foi andando
depressa... Quando finalmente chegaram ao lugar onde Elefante morava, uma
elefantinha correu em direção a eles.
– Mamãe! Você chegou bem na hora! E trouxe meu presente com você!
– Sim, filhinha – Elefante respondeu.
[45] – E é justamente o que você sempre quis: uma princesinha de verdade!
FREEMAN, Mylo. Princesa Arabela, mimada que só ela! Tradução Ruth Salles. Coleção Giramundo. São Paulo: Editora Ática, 2008.
As histórias transmitem mensagens que, muitas vezes, podem trazer ensinamentos para a nossa vida.
Uma lição que se depreende do desfecho do conto da princesa Arabela está presente no seguinte ditado popular:
Questão 6 10724551
CMRJ 6° Ano - Português 2018TEXTO
Princesa Arabela, mimada que só ela!
Mylo Freeman
Era uma vez uma princesinha chamada Arabela. Ela morava num grande palácio
com seu pai e sua mãe: o rei e a rainha. O dia do seu aniversário estava chegando. Mas
o que se pode dar a uma princesinha que tem tudo?
– Minha querida Arabelinha, o que você quer ganhar de presente? – perguntou o
[5] rei. A princesa Arabela pensou... Pensou...
– O que você acha de um par de patins com rubis nas rodas? – sugeriu a rainha.
– Eu já tenho – respondeu a princesa Arabela.
– E uma bicicleta dourada? – eu já tenho – respondeu a princesa.
– E um ratinho de pelúcia gostoso de abraçar?
[10] – Eu já tenho – respondeu a princesa.
– E uma zebra de balanço?
– Já tenho.
– E um joguinho de chá? E um carrinho de boneca? E um...
– Eu já tenho tudo isso! – exclamou a princesa. – Agora eu quero uma coisa
[15] diferente. Eu quero... Um elefante!
– Um elê o quê? – gritou a rainha.
– Xiiii... Murmurou o rei. – Onde vamos encontrar um animal desses?
– E quem vai deixar que ele fique conosco?
A princesa Arabela nem quis saber das dificuldades. Ela queria um elefante.
[20] No dia seguinte, o rei ordenou a seus servos que fossem procurar um elefante.
Os servos procuraram por sete dias e sete noites. Voltaram no oitavo dia. Com
um elefante.
Finalmente chegou o grande dia do aniversário da princesa Arabela.
Quando ela abriu os olhos de manhã, seu presente já estava lá. Arabela dançou
[25] de alegria em volta do elefante.
– Eu vou brincar com ele agora mesmo! – ela disse, toda contente. Venha,
Elefante, sente-se aqui!
Elefante ficou parado, triste, olhando para frente.
– Ei, você é o meu presente, tem que brincar comigo! – gritou Arabela,
[30] impaciente.
Mas Elefante nem se mexeu. Uma grande lágrima escorreu devagar pela sua
tromba. E mais uma, e mais outra. Não demorou muito, e a princesa Arabela estava num
lago de lágrimas que alcançava seus tornozelos.
– Pare com isso, senão eu acabo me afogando! – ela disse.
[35] – Quero ir pra casa! – soluçava Elefante. – Por favor, leve-me de volta. – Não
posso, você é meu presente – protestou a princesa. Mas quando Elefante começou a
soluçar de novo, ela gritou depressa: – Por favor, pare de chorar. Eu vou levar você de
volta agora mesmo!
Pelo caminho, a princesa Arabela viu uma porção de bichos diferentes.
[40] – Eu quero este, e aquele, e aquele outro também! Elefante foi andando
depressa... Quando finalmente chegaram ao lugar onde Elefante morava, uma
elefantinha correu em direção a eles.
– Mamãe! Você chegou bem na hora! E trouxe meu presente com você!
– Sim, filhinha – Elefante respondeu.
[45] – E é justamente o que você sempre quis: uma princesinha de verdade!
FREEMAN, Mylo. Princesa Arabela, mimada que só ela! Tradução Ruth Salles. Coleção Giramundo. São Paulo: Editora Ática, 2008.
No trecho, “– Ei, você é o meu presente, tem que brincar comigo! – gritou Arabela, impaciente.” (l. 29-30), Arabela mostra-se autoritária.
A opção que pode substituir o que está sublinhado acima, mantendo o mesmo tom autoritário expresso pela princesa é
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