Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 10 10530732
OBJETIVO 9º Ano - Português 2014Texto - A CASA
Outro dia eu estava folheando uma revista de arquitetura. Como são bonitas essas casas modernas: o risco é ousado e às vezes lindo, as salas são claras, parecem jardins com teto, o arquiteto faz escultura em cimento armado e a gente vive dentro da escultura e da paisagem.
Um amigo meu quis reformar seu apartamento e chamou o arquiteto novo
O rapaz disse: “vamos tirar esta parede e também aquela; você ficará com uma sala ampla e cheia de luz. Esta porta podemos arrancar; para que porta aqui? E esta outra parede vamos substituir por vidro; a casa ficará mais clara e mais alegre”. E meu amigo tinha um ar feliz.
Eu estava bebendo a um canto, e fiquei em silêncio. Pensei nas casinhas que vira na revista e na reforma que meu amigo ia fazer em seu velho apartamento. E cheguei à conclusão de que estou velho mesmo.
Porque a casa que eu não tenho, eu quero cercada de muros altos, e quero as paredes bem grossas e quero muitas paredes, e dentro da casa muitas portas com trincos e trancas; e um quarto bem escuro para esconder meus segredos e outro para esconder minha solidão. Pode haver uma janela alta de onde eu veja o céu e o mar, mas deve haver um canto bem sossegado em que eu possa ficar sozinho, quieto, pensando minhas coisas, um canto sossegado onde um dia eu possa morrer.
A mocidade pode viver nessas alegres barracas de cimento, nós precisamos de sólidas fortalezas; a casa deve ser antes de tudo o asilo inviolável do cidadão triste; onde ele possa bradar, sem medo nem vergonha, o nome de sua amada: Joana, JOANA! – certo de que ninguém ouvirá; casa é o lugar de andar nu de corpo e alma, e sítio para falar sozinho.
Onde eu, que não sei desenhar, possa levar dias tentando traçar na parede o perfil de minha amada, sem que ninguém veja e sorria; onde eu, que não sei fazer versos, possa improvisar canções em alta voz para o meu amor; onde eu, que não tenho crença, possa rezar a divindades ocultas, que são apenas minhas.
Casa deve ser a preparação para o segredo maior do túmulo.
(Rubem Braga. Ai de ti, Copacabana! Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1960, 1960, p. 55/57.)
O autor sugere restrição às casas modernas na seguinte passagem do texto:
Questão 9 10530723
OBJETIVO 9º Ano - Português 2014Texto - A CASA
Outro dia eu estava folheando uma revista de arquitetura. Como são bonitas essas casas modernas: o risco é ousado e às vezes lindo, as salas são claras, parecem jardins com teto, o arquiteto faz escultura em cimento armado e a gente vive dentro da escultura e da paisagem.
Um amigo meu quis reformar seu apartamento e chamou o arquiteto novo
O rapaz disse: “vamos tirar esta parede e também aquela; você ficará com uma sala ampla e cheia de luz. Esta porta podemos arrancar; para que porta aqui? E esta outra parede vamos substituir por vidro; a casa ficará mais clara e mais alegre”. E meu amigo tinha um ar feliz.
Eu estava bebendo a um canto, e fiquei em silêncio. Pensei nas casinhas que vira na revista e na reforma que meu amigo ia fazer em seu velho apartamento. E cheguei à conclusão de que estou velho mesmo.
Porque a casa que eu não tenho, eu quero cercada de muros altos, e quero as paredes bem grossas e quero muitas paredes, e dentro da casa muitas portas com trincos e trancas; e um quarto bem escuro para esconder meus segredos e outro para esconder minha solidão. Pode haver uma janela alta de onde eu veja o céu e o mar, mas deve haver um canto bem sossegado em que eu possa ficar sozinho, quieto, pensando minhas coisas, um canto sossegado onde um dia eu possa morrer.
A mocidade pode viver nessas alegres barracas de cimento, nós precisamos de sólidas fortalezas; a casa deve ser antes de tudo o asilo inviolável do cidadão triste; onde ele possa bradar, sem medo nem vergonha, o nome de sua amada: Joana, JOANA! – certo de que ninguém ouvirá; casa é o lugar de andar nu de corpo e alma, e sítio para falar sozinho.
Onde eu, que não sei desenhar, possa levar dias tentando traçar na parede o perfil de minha amada, sem que ninguém veja e sorria; onde eu, que não sei fazer versos, possa improvisar canções em alta voz para o meu amor; onde eu, que não tenho crença, possa rezar a divindades ocultas, que são apenas minhas.
Casa deve ser a preparação para o segredo maior do túmulo.
(Rubem Braga. Ai de ti, Copacabana! Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1960, 1960, p. 55/57.)
“(...) eu quero cercada de muros altos, e quero as paredes bem grossas e quero muitas paredes, e dentro da casa muitas portas com trincos e trancas (...)”.
A descrição que o autor faz da casa dos seus sonhos sugere que ele
Questão 8 10530697
OBJETIVO 9º Ano - Português 2014Texto - A CASA
Outro dia eu estava folheando uma revista de arquitetura. Como são bonitas essas casas modernas: o risco é ousado e às vezes lindo, as salas são claras, parecem jardins com teto, o arquiteto faz escultura em cimento armado e a gente vive dentro da escultura e da paisagem.
Um amigo meu quis reformar seu apartamento e chamou o arquiteto novo
O rapaz disse: “vamos tirar esta parede e também aquela; você ficará com uma sala ampla e cheia de luz. Esta porta podemos arrancar; para que porta aqui? E esta outra parede vamos substituir por vidro; a casa ficará mais clara e mais alegre”. E meu amigo tinha um ar feliz.
Eu estava bebendo a um canto, e fiquei em silêncio. Pensei nas casinhas que vira na revista e na reforma que meu amigo ia fazer em seu velho apartamento. E cheguei à conclusão de que estou velho mesmo.
Porque a casa que eu não tenho, eu quero cercada de muros altos, e quero as paredes bem grossas e quero muitas paredes, e dentro da casa muitas portas com trincos e trancas; e um quarto bem escuro para esconder meus segredos e outro para esconder minha solidão. Pode haver uma janela alta de onde eu veja o céu e o mar, mas deve haver um canto bem sossegado em que eu possa ficar sozinho, quieto, pensando minhas coisas, um canto sossegado onde um dia eu possa morrer.
A mocidade pode viver nessas alegres barracas de cimento, nós precisamos de sólidas fortalezas; a casa deve ser antes de tudo o asilo inviolável do cidadão triste; onde ele possa bradar, sem medo nem vergonha, o nome de sua amada: Joana, JOANA! – certo de que ninguém ouvirá; casa é o lugar de andar nu de corpo e alma, e sítio para falar sozinho.
Onde eu, que não sei desenhar, possa levar dias tentando traçar na parede o perfil de minha amada, sem que ninguém veja e sorria; onde eu, que não sei fazer versos, possa improvisar canções em alta voz para o meu amor; onde eu, que não tenho crença, possa rezar a divindades ocultas, que são apenas minhas.
Casa deve ser a preparação para o segredo maior do túmulo.
(Rubem Braga. Ai de ti, Copacabana! Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1960, 1960, p. 55/57.)
“(...) a casa deve ser antes de tudo o asilo inviolável do cidadão triste (...)”
A expressão destacada significa
Questão 19 10246277
CANGURU Escolar 2014A Eva está a jogar um jogo que consiste em formar palavras com cartas que têm letras. Colocou em fila algumas cartas, como se pode ver na figura.
Sabendo que em cada jogada só pode trocar duas cartas entre si, qual é o menor número de jogadas que a Eva tem de fazer para obter a palavra CANGURUS?
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Questão 40 10243059
IJSO Brasil* 2014/1Relacionando os grupos da coluna I com as informações da coluna II:

A ordem correta de preenchimento dos parênteses da coluna II, de cima para baixo, é:
Questão 13 10225672
CMBH 1° ano prova de Língua portuguesa 2014TEXTO
MINIMAMENTE FELIZ
A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num outdoor em Paris e soube, naquele
momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar. Eu já suspeitava que a felicidade
com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da dúvida. Afinal, desde que nos
entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele
[5] outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma coincidia com o meio
da minha trajetória de vida), tive certeza de que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os
contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.
Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um pôr-do-sol
aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um
[10] homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos que vamos
empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até
grandes (ainda que fugazes) alegrias.
'Eu contabilizo tudo de bom que me aparece', diz Fabiana, também adepta da felicidade homeopática.
'Se o zíper daquele vestido que eu adoro volta a fechar (ufa!) ou se pego um congestionamento muito
[15] menor do que eu esperava, tenho consciência de que são momentos de felicidade e vivo cada segundo'.
Elis conta que cresceu esperando a felicidade com maiúsculas e na primeira pessoa do plural: 'Eu me
imaginava sempre com um homem lindo do lado, dizendo que me amava e me levando pra lugares
mágicos. Agora, viajando com frequência por causa de seu trabalho, ela descobriu que dá pra ser feliz
no singular: 'Quando estou na estrada dirigindo e ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de
[20] pura felicidade. Olho a paisagem, canto, sinto um bem-estar indescritível'.
Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e rindo sozinha quando o
marido chegou em casa. Assustado, ele perguntou com quem ela estava conversando: 'Comigo mesma',
respondeu. 'Adoro conversar com pessoas inteligentes'. Criada para viver grandes momentos, grandes
amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais
[25] simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos mesmo não estando
acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.
Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E faz parte da minha 'dieta de
felicidade' o uso moderadíssimo da palavra 'quando'. Aquela história de 'quando eu ganhar na Mega
Sena', 'quando eu me casar', 'quando tiver filhos', 'quando meus filhos crescerem', 'quando eu tiver um
[30] emprego fabuloso' ou 'quando encontrar um homem que me mereça', tudo isso serve apenas para nos
distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje. Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem
coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase sempre os súditos são mais interessantes do que os
príncipes; ou você acha que a Camilla Parker-Bowles está mais bem servida do que a Victoria
Beckham?
[35] Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos. E quem for ruim de contas
recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades. Podem até dizer que nos falta ambição,
que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos.
Que digam. Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso
de espera.
(Disponível em: www.revistamarie-claire.globo.com/marieclaire.html)
Há, no texto, três ocorrências de parênteses:
I. “(que de certa forma coincidia como meio da minha trajetória de vida)”. (l. 5 e 6)
II. “(ainda que fugazes)”. (l. 12)
III. “(ufa!)”. (l. 14)
Segundo a Gramática do Português Contemporâneo - Celso Cunha, empregam-se parênteses para intercalar/isolar uma:
1- explicação dada ou uma circunstância mencionada acidentalmente;
2- reflexão, um comentário à margem do que se afirma;
3- nota emocional, expressa geralmente em forma exclamativa ou interrogativa; e
4- oração intercalada com verbo declarativo.
Levando-se em conta os exemplos do texto, justificam estas três ocorrências os itens ressaltados em:
06
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